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Hoje a caminho de casa, olhei para o céu e tentei ver as estrelas. O nevoeiro que estava, a luminosidade das iluminações da estrada e o fumo da queimada que o nosso país está a sofrer não deixavam vislumbrar nenhuma. Entretanto lembrei-me de uma notícia que li, em que era referido que nas principais cidades, do mundo industrializado, já não era possível ver as estrelas a cintilarem no céu, exactamente pela luz emitida pelas cidades.
As estrelas, que pertencem ao nosso imaginário e que permitem a construção de histórias e ficções, parece que teimam também a desaparecer do nosso horizonte. Mas para os mais saudosos e aficcionados, pode-se sempre comprar um telescópio para assim ir mais além e ver estrelas ali tão perto.
Não deixa de ser um pormenor, a oportunidade de visualizar estrelas, mas a vida é mesmo assim, feita de pequenos pormenores e hoje lembrei-me deste.
É caso para pensar na música, "Não há estrelas no céu", do Rui Veloso.
Um dia destes numa conversa revivalista com um amigo meu, falamos das longas horas que passávamos a jogar um dos jogos de futebol, mais básicos que conheço, mas ao mesmo tempo altamente viciante. Foram dias, noites em claro a olhar para um monitor, com umas letras coloridas, em ambiente MS-DOS, a fazer substituições, a proceder a compras e vendas de jogadores, a conversar, a discutir estratégias,a jogar.
Não eramos só nós que realizavamos os jogos, faziam-se verdadeiros campeonatos, em que orientavamos mais do que uma equipa e que criavamos uma outra satélite para fazermos rodar os jogadores e assim fazer dinheiro para reforçar a equipa principal!
Haviam já suplentes para aqueles que perdessem o campeonato. A coisa era renhida, mas dentro do espírito saudável da competição.
Ao falar com esse amigo ele referiu-me que, tinha conhecido recentemente o autor desse jogo, André Elias (talvez do nome Elias tenha surgido o Elifoot), o que achei fantástico.
Entretanto já andei à procura do famoso jogo e eis que existe uma versão actualizada, Elifoot 2005. Brevemente vou instalar e reviver esses tempos, agora sem adversários físicos.

Iniciou no dia 29 de Julho, em Santa Maria da Feira, a Viagem Medieval e terminará no próximo dia 07 de Agosto.
Mais uma vez as cores, os sons, os aromas e as devidas roupagens descem à cidade, transportando consigo anos de história, fazendo desta viagem uma referência a nível nacional e por aquilo que é possível ouvir, também já deve ser uma referência por Espanha.
Hoje, assim como na sexta feira, fiz uma pequena investida, para comprar uma fogaça saída do forno! Uma delícia.
Outros dias virão e novas investidas farei!

imagem em comics
Um dia destes estava em casa e lembrei-me de explorar as músicas que tinha no computador. Encontrei um álbum do Paulo de Carvalho e no álbum tinha uma música que me fez recuar no tempo, a música da série de desenhos animados, Era Uma Vez no Espaço (título original: "Il était une fois... l'Espace"). É verdade a música da versão portuguesa é contada por ele! Foi uma viagem no espaço temporal, cheio de boas recordações e a música, essa nunca saiu do ouvido ao ponto da conseguir cantarolar. Mas quem não sabia? Seja como for e como não me recordava assim tão bem eis que fui procurar a letra e encontrei. Então coloquei a música, que ouvi repetidamente e cantei a letra que é bastante simples:
Lá em cima há planícies sem fim
Há estrelas que parecem correr
Há o Sol e o dia a nascer
E nós aqui sem parar numa Terra a girar
Lá em cima há um céu de cetim
Há cometas, há planetas sem fim
Galileu teve um sonho assim
Há uma nave no espaço a subir passo a passo
Lá em cima pode ser o futuro
Alegria, vamos saltar o Mundo
E a rir, unidos num abraço
Vamos contar uma história
Era uma vez o Espaço
lalalalalala
Lá em cima já não há sentinelas
Sinfonia toda feita em estrelas
Uma casa sem portas nem janelas
É estender um braço e tu estás no Espaço!
Depois disto vieram mais "É uma vez..." e eu gostei sempre de ver.
2 anos de letras, palavras, desenhos, fotografias. 2 anos de histórias, divagações, fabulações, considerações. 2 anos de pausas e actualizações. 2 anos de impressões.
2 anos e 700 posts!
2 anos
Está quase a fazer dois anos em que coloquei pela primeira vez um post neste blog, é exactamente no próximo dia 17 de Julho. Já passou por muitas fases, assim como eu. Já pensei em extingui-lo, já pensei em transformá-lo numa e-zine, ligado à música e ao design. Já falei muito do que fazia, onde e com quem, agora reservo este espaço para o que oiço, vejo, penso e descubro na internet. Já pensei em mudar, aliás ainda penso em transportá-lo para outras paragens. Agora quero um logotipo para o meu blog, quero personalizá-lo, aprofundar-lhe o conceito - admirável mundo novo. Aliás o nome, que nem foi dado por mim, é seguido de uma frase que sempre me cativou muito, inspirada, como devem calcular, pelo já eterno programa da RFM.
É assim, um blog que nasceu no boom dos blogs, e muito por culpa do trabalho que saiu na Visão sobre a blogosfera e os seus percursores em Portugal. Não sei se nesse mesmo dia ou nos dias seguintes, procurei o que considerei melhor alojador, e o que entendia também melhor e publiquei-o.
Está quase.
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Por vezes apetece espreitar por uma janela. Porquê?
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Já imaginaram um carro sem retrovisores? Eu já. E ri.

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A Casa da Música já foi inaugurada e eu tive a oportunidade de andar a vaguear dentro dela. Quando olhei de fora para dentro surgiu-me como um edifício estranho sendo mesmo díficil imaginar que qualquer coisa se podia passar lá dentro e quando olhei de dentro para fora pensei que felizmente existem espaços assim. É sem dúvida uma criação minimalista onde o essencial se cruza com o pormenor e tudo parece encaixar na perfeição. Cada sala existe com um conceito e um destino definido e quando se olha para dentro do auditório principal percebe-se que lá dentro, sentado com um bom espectáculo, se podem passar momentos únicos.
No dia que visitei a Casa da Música em quase todos os cantos estava a decorrer um concerto ou coisa parecida e lá dentro andavam muitas, muitas pessoas. Vamos ver é como é que o bar vai suportar tantas pessoas ao mesmo tempo, pareceu-me ser um equipamento demasiado pequeno. Mas calculo que tenham pensado nisso!!!!
Agora é seleccionar um dos muitos concertos que por lá vão passar e ter o prazer de ouvir...ouvir com os olhos bem abertos.
Os amigos esses estão desde já convidados!
Passado muito tempo vi de novo um jogo da NBA e continua a ser impressionante a capacidade de alguns atletas que de um momento para o outro explodem para a tabela fazendo afundanços fantásticos. Muitas foram as vezes que me levantava bem cedo para ver a RTP 2 o resumo dos jogos e as melhores jogadas e ficava até altas horas da noite para ver os playoffs...e os inevitáveis Bulls. A par disso a prática do basquetebol era recorrente e com um vasto grupo de amigos faziamos grandes jogos no pavilhão e parecia que nunca nos cansávamos. Ontem lembrei-me de todos esses momentos e do pessoal com quem costumava jogar onde se enquadram alguns dos meus amigos. Saudades.
bolas, crianças, tabelas debasquetebol para menores, lápis de todas as cores, folhas por riscar, às cores, mesas de esplanada promocionais a uma bebida qualquer, um stand com 12m2, música de fundo que sofre mutações conforme quem circula no espaço, espaço por preencher, letras de neon a dizerem "Centro Comercial", um escadote e uma faixa e duas pessoas a procederem à sua colocação, cubos com autocolantes, carros que circulam, pessoas que caminham, esplanadas salpicadas por corpos animados, pombas a esvoaçar, faixas verticas azuladas, um símbolo numa praça com um prédio gigante que é contra toda a razão urbanística, prédios novos e velhos no tempo, um hotel e uma pensão, máquinas de tirar bolas, um banco do estado, uma agência de viagens de um banco atlântico, umas pastelarias de 3.ª, uma terra...
Para quem é fã do Gato Fedorento vai ter a oportunidade de os ver nos próximos dias 28 e 29 de Abril às 22:00 no Grande Auditório do Europarque, em Santa Maria da Feira. Os bilhetes custam 25 e 20 euros e podem ser reservados.
Eu vou estar na fila da frente.
Numa viagem alucinante e confortavelmente sentado deparei-me com uma série de marcas que me acompanharam mas que agora foram substituídas pelas mais diversas razões. Then and now!
then
farinha maizena
caldos knorr
aiwa
casal boss
philips
kispo
mustang
spectrum
miluvit
lego
silcut
dr martens
levis
rtp
rfm
telefunken
fundação Caloust Gulbenkian
cuétara
olá
hugo boss
now
siemens
fnac
cd/dvd
amc
springfield
microsoft
intel
nestle
sic radical
ikea
tsf
antena 3
blitz
renault
sumol
ermenegildo zegna
coca cola
tmn
waterman
opel
a contagem é descrescente para a despedida dos intes para os intas.
mês de seca e primavera, dia da criança e do estudante, da árvore e de outras tantas datas comemorativas, mês de viagens ilusórias, de entrega de trabalhos a correr, de animação, de trabalho e muito, de aulas e de professores menos interessantes, de música e de textos, de filmes e gato fedorento, de aeroportos, de reencontros, de amigos e festa, de prendas de Páscoa e de afilhados, de noites perdidas e ganhas, de sabores diferentes, de questões e decisões, de bilhetes dos U2, uma estranha corrida e vendas alucinantes, de novos sons e cores, de Internet e viagens cibernéticas, de naturezas mistas, de ideias, discussões e mais ideias, de dinheiro e de gasto dele...

Desde sempre desejei saber nadar, mesmo depois de ter passado por sustos grandes, e agora a coisa parece estar para acontecer. Devagar.
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Durante o tempo que estive em casa a resistir à gripe tive a oportunidade de ver o péssimo estado em que está a programação dos diversos canais de televisão, repetem os programas, as notícias, os concursos e tudo o que é possível e imaginário. Depois de muito procurar eis que na RTP Memória estava a dar "Os Amigos de Gaspar". Fiquei a ver aquelas personagens engraçadas cheias de cor e vida. Quem não se lembra do Gaspar, o Farturas, o Manjerico, o Neca, a Tia Felismina, o Pitágoras, o Romão, a Marta, o Pires e o Guarda Serôdio e das suas fantásticas aventuras, musicadas pelo Sérgio Godinho?
nummomentodaminhavidaopteiporescrevertudopegadotudoseguidotudoemlinha par mimnaalturaserviaderefugioeupodiaescreveroquequeriaeninguém percebia atechegueiacriarumcódigoparaassimdificultaraindamaisaleituradealguémquepor acidentepoderiaencontrarosescritosagoraqueolhoparaessaminhafugadomundo realachoquefoimuitointeressanteedivertidaateepormeterrecordadodissoopteipor fazerdenovooexercíciomasdestafeitasemqualquerusodecódigoquefazendoum esforçomelembrariacomtodoacertezadele
uma mesa, comida caseira, cadeiras de madeira, pratos e talheres a preceito, fome, pão e vinho, sumo água e coca cola, tachos, uma cozinha, uma televisão um debate, pessoas a olhar para a televisão atentas, uma lareira e o lume dentro dela, calor da lenha a queimar, os políticos a falar e a atenção no ar, ao fundo duas tartarugas dentro de um lago pequeno demais para uma delas, gigante, histórias trocadas de mais um dia passado, um telemóvel destruído numa tentativa frustrada de o arranjar, lenha dentro de uma cesta de verga, ferrero rocher, a troca de palavras dos candidatos a primeiro ministro, PS, PPD/PSD, CDS/PP, CDU e BE, a troca de gráficos e a ausência de ideias, dois jornalistas na televisão, mais perguntas sem resposta directa, mais perguntas e explicações ausentes, a atenção continuava com alguma discussão, sorrisos e indignação, mais perguntas dos jornalistas, uma maçã doce descascada, respostas ausentes de conteúdos, dois políticos em destaque pela positiva, Paulo Portas e Jerónimo de Sousa, dois políticos em destaque pela negativa, Pedro Santana Lopes e Sócrates, um político a tentar ganhar terreno Francisco Louça, uma cesta de frutas a um canto, a água a corre na torneira…
Uma série de secretárias cheias de papéis, papéis cheios de pessoas, pessoas a mexer nos papéis e pessoas sentadas nas cadeiras das secretárias, pessoas a falar com as pessoas das secretárias, pessoas que entram e saem, computadores ligados com o messenger ligado para estarem ligadas a outras pessoas sentadas em secretárias, telefones fixos e portáteis a tocar todo o dia, um fax e uma fotocopiadora, uma impressora multifunções muito moderna, uma máquina de café antiga mas arranjada, armários cheios de dossiers, uma parede falsa, cadeiras razoavelmente confortáveis, mais papéis, umas plantas meio esquecidas, um cabide com os casacos da época, fios e cabos espalhados, um arquivo cheio, a hora a passar, assuntos a resolver, uma interrupção e outra e ainda outra, uma mensagem no novo messenger 7.0 para um(a) amigo(a), a hora a chegar, outro assunto, passou a hora, outro assunto, uma gargalhada e uma conversa para animar, uma discussão com algum sentido, uma reunião sem interesse, a hora a chegar, desligar todos os equipamentos, arrumar a secretária desarrumadamente, desligar as luzes, fechar a porta, chamar o elevador, entrar, sair
Cidade plana, Aveiro, ontem muito fria, com muito trânsito, um carro Renault acinzentado, a caminho de velho, com muito pó por dentro, um tampão de roda que saltou para parte incerta, velho consumido pelo sol e o tempo, o Instituto Português da Juventude e uma factura, a Formação sobre Violência Doméstica e a Saúde, a Segurança Social e a sua enorme máquina burocrática, funcionários públicos simpáticos, que estranheza, pensei, de novo IPJ e uma negociação relativa a um projecto com pouco dinheiro, e por fim a Formação e a falta de interesse da maioria dos oradores, o almoço com uma sopa da pedra e uma pada, um centro comercial cheio de pessoas confusas com a sua existência, um estacionamento underground, uma visita pelas montras umas com as novas colecções de primavera/verão outras ainda a lutar com os saldos, uma pasta com material sem grande interesse, uma viagem de regresso já sem luz natural, uma portagem e não SCUT, uma IC 2 esburacada, uma chegada calma com muita conversa pelo meio, uma cidade sem grande interesse intelectual ou cultural…
A sala quadrada, umas mesas enfiladas à frente de cadeiras pretas, uns cadernos com algumas coisas escritas, garrafas de água semivazias, pessoas às cores, um docente que muito fala e que pouco diz, um quadro branco riscado de vermelho, preto e azul, a hora tardia, o chão cinzento estranho e enorme desejo de sair daqui, agora.
Via-se de tudo, galinhas, pinguins, mulheres que eram mulheres que eram homens que eram mulheres que eram mulheres, pescadores, palhaços, ninjas, marges simpsons, bichas, presos, magnuns, bonecas, sapos, burros, carroças com burros, alentejanos, vacas, barcos, russos…
tendas, pipocas, sandes de javali, cerveja e amendoins nos bolsos, lanterna na mão e batatas greladas dentro do bolso…uns míseros vagabundos, sujos e rotos, despenteados e com dentes podres, mal encarados, que vaguearam noite dentro, noite fria, muito fria.
Ninguém levou a mal só mesmo o corpo que se ressentiu do peso da indumentária.
Quatro paredes, uma cama e um colchão dados, uma aparelhagem já caquéctica mas de estimação, um candeeiro transparente fosco, livros comprados e emprestados por um amigo, grande, mais umas peças com o seu significado, um guarda-fatos embutido, um armário de 4 gavetas comprado em ocasião, uma televisão e um leitor de dvd, uns jornais diários devidamente espalhados pelo chão, almofadas com um padrão quase tropical, água e sumo, uns lenços de papel usados e outros nem por isso, umas caixas de comprimidos receitados pelo médico, um termómetro dos modernos e febre a altas temperaturas e o corpo estendido doente.
Lembro-me do livro "Constantino Guardador de Vacas e de Sonhos" e de como achava aquele título estranho, não o entendia. Sempre tive a maior curiosidade em lê-lo, mas foi algo que ainda não conteceu, também porque pensava que falava das nuvens e das fantásticas viagens que elas nos proporcionam.
Depois vieram as aulas de Geografia e com elas novos conhecimentos sobre a matéria, nuvens. Sem dúvida que ganhavam uma dimensão mais fantástica principalmente quando fiquei a saber os nomes de parte delas, que hoje tenho pena de ter esquecido.
A primeira viagem de avião proporcionou uma aproximação nunca vista e uma perspectiva única. Vi a cabeça das nuvens!!!
Agora sempre que olho para elas lembro-me do livro de Alves Redol, da Geografia e das minhas viagens por mundos e castelos fantásticos!
Continuam a exercer algum fascínio e de vez enquando lá me encontro junto delas.
Faz uma semana que eu estava numa aldeia perto de Seia. Uma aldeia pequena e simpática. Com um rio límpido, onde eu já tomei banho num Verão, uma aldeia com casas pequenas e com algumas aberrações urbanísticas pelo meio. Uma aldeia calma onde as pessoas se cumprimentam na rua e onde a praça central, pequena também, é um ponto de encontro de pessoas e memórias. Uma aldeia onde tudo parece andar devagar.
Um fim de semana passado com amigos, em casa de uma amiga, e com os pais dela, que são excelentes. Um fim de semana de reencontro, de histórias, de descanço, de comida caseira, de petiscos únicos, de aguardente de Zimbro(!), de lareira, de passeios, de bem estar e de um grande agradecimento.
É pena as coisas boas terminarem depressa. Tudo foi perfeito. Havemos de combinar mais coisas assim. Espero.
Estes dias têm me afastado da realidade e têm-me revelado o lado mau do não descanso, do não prazer, do não ter tempo para fazer outras coisas ou de não fazer rigorosamente nada, do não comer devidamente, do não contactar com os amigos, do não relaxe...
Esta fase deverá ter um fim, embora eu não saiba quando.
Hoje passei o dia em frente ao computador a escrever, a transformar partes num todo e imaginar palavras para escrever, arranjar formas lógicas de ultrapassar problemas pontuais. E não tive sozinho. Hoje ouvi coisas que não gostei. Hoje por tudo isso nem jantei. Agora estou sem sono e resolvi enfrentar de novo o computador. Agora tenho uma relação de lazer, até há pouco tive uma relação de obrigação. Amanha o fado continua e espero que termine, mas creio que não aconteça.
Por tudo isso sinto-me bastante cansado embora sem sono.
Ontem passei por uma macieira e vi entre a ramagem uma maçã. A maça era de um vermelho escuro muito bonito. Olhei para ela e não sei porquê vi-lhe uma beleza fantástica. Pensei na pequena flôr, no seu desenvolvimento até àquela maçã vermelha e achei isso tudo fantástico. Tive uma vontade enorme de a apanhar para a comer, mas depois pensei; não, vou deixa-lá aí. Mas talvez por ser uma maçã não resisti e apanhei-a, limpei-a e guardei-a. Entretanto vou comê-la!
Ontem sai para ir a um sítio e acabei noutro. Quantos vezes é que isso acontece?
O local era o Degusto, um restaurante italiano, que abriu recentemente em Matosinhos, mas acabei por ir ao Mio Mio, um restaurante bar, com muito, muito bom gosto. Decoração simples mas perfeitamente funcional, ao centro encontramos um forno a lenha com uma chaminé enorme ladeada de espelhos. Ambiente calmo, música a condizer, bom atendimento e um serviço de boa qualidade!
A ementa, essa...estava deliciosa, recomendo.
Mas não fui sozinho, fui também na vontade de comemorar um aniversário de uma pessoal que é especial.
Depois de ter andado a tirar um curso intensivo de natação no Verão eis que chega a oportunidade de aprender a nadar como mandam as regras. Vou ter um ano inteiro para ver se consigo, segundas e quintas das 21h às 21.45h! Além disso só o facto de fazer esse exercício é benéfico, ajuda a relaxar e é um desporto completo. A ver vamos!

Estava eu a jogar ténis com o LP quando ele me falou de um jogo novo que havia na nossa querida terrinha, o jogo era o Jorkyball. Bem, eu a príncipio achei o nome um bocado estranho mas depois da explicação a coisa até me parecia divertida, ainda por cima não parecia violenta. Então lá combinámos o jogo para domingo de manhã às 10h até porque já tinhamos adversários!
Entrámos no pavilhão, comecámos a dar uns toques na bola e parecia que a coisa prometia, campo pequeno, balizas pequenas, bola pequena e macia, regras simples...e começámos o jogo. Começámos a ganhar sem grandes dificuldades, o LP à frente e eu na defesa, por momentos mudávamos mas coisa rápida já que a minha condição física não me permite ainda grandes estiradas. O resultado final foi categórico, 4-2, ganhámos nós. Mas poderia ter sido outro o resultado se não me tivesse lesionado, um enstorse na articulação do pé, ou como eu lhe chamei no artelho (!), e umas negras valentes. Mas tudo sem maldade.
Agora ainda me resinto dessa lesão mas quando surgir a oportunidade lá estarei a jogar novamente com o meu parceiro, o LP, nem que seja pela simples diversão e convívio!
Não me lembro as vezes de já ter falado, ouvido e lido à cerca da beleza e da sua relatividade, principalmente das pessoas. As pessoas feias e bonitas por dentro e vice versa. As pessoas que se vestem mal, as pessoas que se arranjam mal, mas que são interessantes. As pessoas que ligam à última moda e que são superficiais. A sensualidade, a forma de estar, a forma de falar. As formas e os conteúdos.
E quase sempre se chega à conclusão que cada um tem a sua opinião e que realmente a beleza não é assim tão importante mas que às vezes é muito importante, nem que seja para arranjar um emprego melhor.
Depois fala-se de outra beleza, da beleza de um carro, de uma peça de decoração, de uma peça de arte, de uma casa, de um museu, de uma máquina digital, de um edifício, de um cd ou uma capa, de um livro...
E quase sempre se chega à conclusão que cada um tem os seus gostos pessoais, que os gostos não se discutem, mas que até se podem criticar, que cada um tem uma leitura diferente da questão, que tudo é muito relativo.
Mas deparei-me com uma situação que me fez questionar essa relatividade toda, mesmo sendo uma situação residual. Andava na praia à procura de conchas mas percebi que para além de procurar só conchas que considerasse bonitas procurava conchas que fossem perfeitas. Na altura e até ao momento continua a fazer todo o sentido, procurar uma coisa bonita, agradável de se ver, que sirva também de peça decorativa, mesmo com posição de pouco relevo.
Mas depois pensei, até as conchas feias são descriminadas...as conchas feias!?
Qual o sentido disto? Qual o sentido?!
Os últimos dias de trabalho foram demasiado difícies, já não aguentava nem mais um momento. Pensei inicialmente que não iria conseguir desligar de imediato, mas isso não aconteceu, foi de imediato.
Depois foi rumo à Costa Alentejana, descer toda a costa, com calma, com vagar, com todo o tempo do mundo para gozar o sol, a areia, o mar, as pedras, as conchas, os pássaros, as pessoas, os momentos...
E sonhar. Sonhar em abandonar a vida agitada e entregar-me à planície alentejana, para a sobrevivência. Quantas vezes me passou a ideia de ficar por lá, entregar-me à ignorância das horas e dos dias e alterar assim uma forma de vida. Dedicar-me à olaria e viver da terra e daquilo que a minha cabeça e as minhas maõs produzissem. Muitas vezes pensei e falei nisso. Não foi??!
Também foi tempo de ler, estudar, manter-me afastado das noticias do nosso velho mundo, e recuperar sonos trocados. Deitar cedo e cedo erguer, explorar as praias e as localidades mais próximas de cada paragem, a sua gastronomia e quando a quando um olhar fotográfico para perpetuar o momento. O pôr do sol na Zambujeira do Mar acho que vai dar uma excelente fotografia!
Alcancei a despreocupação total, a passividade absoluta, a vontade de me deitar e ficar a ouvir o mar e a aceitar confortavelmente o sol quente de fim de Verão.
Vale a pena descobrir a Costa Alentejana de lés a lés, sem medo de cobrir o carro com um pó castanho dificil de remover, vale a pena absorver de forma intensa o espectáculo dado pela natureza nas suas mais diversas formas. Não custa.
Depois do bronzeado nos cobrir por completo a paragem na capital impunha-se por diversas razões. O encontro com os amigo revelou-se também retemperador e deu para reviver os velhos tempos em que todos estávamos na mesma terra, agora está cada um em sítio diferente.
O tempo dá as suas voltas e com ele nós avançamos para o mesmo espaço a mesma rotina. A negação do ócio aliena o Homem. Eu gostava de nunca me alienar ou não sentir essa sensação.
A página está quase vazia, sem texto...não gostei. Mas o meu tempo, hoje, não é suficiente para a preencher, por isso apenas fica o registo breve da minha passagem e assim do meu regresso de férias.

Sempre achei piada aos Bonsais e acabaram por me oferecer um. Durante um tempo cuidei dele, pesquisei umas coisas na net, comprei uma solução especial, revitalizante, para bonsais...enfim tentei que ele vivesse. Veio o Verão e com ele as temperaturas altas, e um bonsai tem que ser tratado meticulosamente, durante dois ou três dias faltou-lhe a água e ela acabou por morrer.
Agora jaz dentro de um vaso e serve como elemento decorativo.
Não sei se irei comprar outro mas se o fizer tenho que ter a consciência que o tenho que tratar convenientemente, cuidadosamente, pacientemente.

Quantas vezes eu sonhei em brincar com os legos? Muitas. Na altura os legos não estavam acessíveis a qualquer pessoa e assim eu ia para casa de um primo brincar com os que ele tinha...e eram tantos! Passava lá horas, perdia as tardes de fim de semana mas saia satisfeito, saia com a minha fantasia saciada. Mas aquilo alimentava ainda mais o meu desejo de ter os meus legos, sonhava que a minha avó chegava a casa com uma caixa cheia de legos para eu brincar, mas quando acordava a realidade não era essa! Lembro-me que quando ia à noite a casa desse meu primo, o que era uma verdedeira festa para mim, o meu tio contava as histórias da guerra do ultramar, mas as coisas passavam-me ao lado, o que queria mesmo era brincar, construir as máquinas mais impossíveis, indestrutíveis aos berlindes e às quedas forçadas, construir as casas mais altas, e as pistolas e carros...eu sei lá, uma imensidão de coisas que só terminava quando a hora era tardia. pois a imaginação levava a tudo.
Agora recordo com alguma nostalgia essas histórias e esse fanatismo pelos legos...o que são feitos deles, fugiram, extinguiram-se?
Eu...ainda era capaz de pegar nesses pedaços de plástico e brincar com eles.!
Hoje está provado que se as crianças desenvolverem as suas próprias brincadeiras este procedimento funciona como factor de prevenção de comportamentos desviantes. Fica a ideia!

quantas ideias, quantas fantasias, quantos sonhos, quantas almas fascinadas,
quantos olhos incrédulos a fitar os céus, quantos disparos fotográficos a perpetuar o momento,
quantas alucinações a tornar o irreal real, quantas histórias surpreendentes alimentadas,
quanta magia, quantas promessas de loucura, quantos segredos fantásticos, quantas viagens,
quantos regressos...
continuo a ser maravilhado por este grandioso espectáculo da natureza...soberbo!
O que é a aurora boreal, onde e quando ela acontece?
A aurora boreal é um fenômeno luminoso que acontece no pólo norte. Ela ocorre quando partículas carregadas eletricamente, como elétrons, são emanadas do sol. Ao chegar na Terra, elas são guiadas pelo campo magnético até os pólos, originando tal fenômeno. Quanto maior a atividade solar, mais intensas são as auroras. Vale ressaltar que elas só ocorrem nos pólos (a do pólo sul se chama aurora austral) e acima da atmosfera terrestre, a cerca de 60 km de altitude.
fonte: guia dos curiosos
An Aurora Watcher's Guide
fonte: Sky and telescope
Amanhã, ou melhor hoje, segunda-feira, parto definitivamente para férias. Não serão certamente as férias de sonho, mas são as férias possíveis tendo em conta o lado económico da coisa e a maldade de uma operadora que opera na net..."exit" é assim a forma que vejo as férias e não ficar no mesmo sítio, na mesma terra ou região, é sair até ao sul e assim tentar apanhar algum sol e disfrutar de imagens novas.
Assim este blog vai estar ausente durante 15 dias, e só voltarei a escrever, muito provavelmente, no próximo dia 26 ou 27 de Setembro. Até lá o melhor para todos....
Foi precisamente há 3 anos que o mundo assistiu, em directo na TV, a uma das maiores barbaridades alguma vez realizadas pelo Homem. Recordo-me perfeitamente desse dia; das imagens, das informações...do olhar incrédulo com que as pessoas olhavam para a televisão...
Mas hoje este dia foi vivido, de forma diferente, em festa. Um casamento.
Por momentos questionei a segurança do local...como se alguma coisa fosse acontecer num casamento em que estavam reunidas pouco mais de 150 pessoas...
...o receio esse perdurará para sempre...onde, quando, porquê, quem, como?
Depois de ter andado a desesperar pelas minhas férias, coisa que até agora nunca tinha acontecido, entrei verdadeiramente de férias. Desde quarta feira que os meus dias, apesar do cinzento do tempo, estão mais azuis. Mas apesar deste estado de maior liberdade sinto que se trabalhasse mais uns dias iria ter graves problemas de saúde isto porque quase todo o meu corpo me dói. As costas, o pescoço a garganta causam-me agora um incómodo difícil de ignorar. Paralelamente a isto está a questão: onde é que vou passar as férias? Já sondei vári@s amig@s que me conselharam a Costa Alentejana. Descer até ao Algarve com várias paragens a fim de conhecer o belo território nacional e assim disfrutar de um descanço merecido. A par destes conselhos tentei ir mais longe até a um dos países do mediterrâneo, Tunísia, mas a coisa não funcionou, por responsabilidade directa da operadora de turismo, que engendrou um esquema demasiado estranho para o meu gosto.
Assim e ainda com as férias por decidir tenho um casamento no sábado que acabou por interromper a pretensão de já estar longe daqui, mas no domingo e já com as malas prontos partirei rumo ao Sul?!. Até lá vou acordando tão tarde que até me admiro com as horas que durmo, mas que se lixe, sabe tão admiravelmente bem!!!
um mês de férias, um mês de exames, um mês de reencontro com a escola e o estudo, um mês de viagens, um mês de descanso, um mês de gastos, um mês de mudança de estação, um mês de amigos, um mês de volta ao trabalho, um mês em que vou tentar repôr a leitura em dia, um mês de novos sons, imagens e memórias, um mês de descobertas, um mês de continuidade, um mês de aniversários de amigos e amigas, um mês que será sempre cheio de surpresas, um mês feita de acaso...
Daqui a uma semana entro de férias...1 semana...contagem decrescente.
As noites passam e são interrompidas por acordares que me esgotam. No regresso à rotina chego com um cansaço que me controla e descontrola.

Imaginar a vida sem ouvir qualquer ruído é só por si aflitivo. Tudo é certamente mais belo com a sua musicalidade.
(estou sem som no meu computador)
Agora que as minhas férias se aproximam, embora ainda a um ritmo lento, surge a questão; onde ir passar férias? As opções são mais que muitas, basta para isso perder um pouco de tempo na internet ou nos balcões das agências de viagens, mas a vontade de conhecer novos espaços, culturas, pessoas, credos..., e a (in)disponibilidade económica, fazem pesar a decisão.
A hipótese de ir por aí sem destino até encontrar um espaço simpático e agradável, não se afasta totalmente, mas...
Espero entretanto que apareça uma vontade específica com um destino específico e partir para o descanço.
O trabalho deveria ser uma opção e não uma imposição.
Ultimamente tenho sentido que deixei de acreditar em determinados agentes da nossa sociedade (jornalistas e políticos), de tal forma que até considero isso pouco positivo, mas é um facto do qual não me posso alhear.
Mas esse meu sentimento não aparece do nada, é fruto dos constantes maus exemplos que tenho vindo a assistir. Os políticos, na sua especificidade, não me dão quaisquer garantias de que o trabalho que fazem ou querem fazer é realmente importante e proveitoso para os portugueses. Os jornalistas, na sua especificidade, não dão garantias do que relatam é realmente real (embora que este assunto do real ser real possa dar pano para mangas), ou que o que relatam não é mais do uma outra forma do real, à sua maneira.
É sem dúvida uma sensação estranha esta, a de não acreditar em nada daquilo que os políticos e jornalistas dizem, mas reconforto-me pensando que não serei o único a sentir ou pensar nesse mesmo nada.
Porque é que quando alguém comemora os anos tem que receber prendas? Porque é que o aniversariante não oferece prendas aos convidados?
Porque é que as prendas tantas vezes nada têm a ver com o gosto das pessoas?
Porque é que não se dão prendas só ao gosto do aniversariante?
Porque é que o aniversariante não pode dar prendas de acordo com os gostos dos convidados.
Porque é que o aniversariante não faz ele a festa?
Porque é que o aniversário é algo tão especial?
Porque é que não se podem copiar as boas ideias e transportá-las para o nosso mundo?
Porque é que quando tudo corre bem as pessoas ficam contentes?
Porque é que quando recebemos uma prenda ficamos todos contentes?
...
Fui a um aniverário em que tudo foi diferente, em que tudo foi ao contrário, em que todos ficaram com a sensibilidade à flôr da pele, em que todos sentiram que estavam ali por alguém...diferente.
Procurei uma imagem para definir o meu estado de cansaço, pois as minhas palavras parecem não ser suficientes para o definir, mas não encontrei.

A minha colecção do CONAN quase que foi terminada, faltavam-me apenas 13 autocolantes. Foi a única colecção de cromos que fiz e como na altura a cola era cara tive que os colar todos com cola de água e farinha. Mas o que interessava isso quando eu estava a fazer a colecção dos meus desenhos animados preferidos. Não havia ninguém que me conseguisse afastar da televisão quando começava o Rapaz do Futuro, era impossível.
Aqueles minutos eram mágicos!
Voltou a repetir na SIC Radical mas eu não pude ver, simplesmente porque não tinha a SIC Radical, mas para meu gáudio a coisa já saiu em DVD...nunca se sabe! Agora é gozar a memória.

Era uma leitura fantástica. As folhas eram devoradas na medida da minha curiosidade em saber o fim da história. A par desta motivação, por si só suficiente, havia a parte dos lanches que eram relatados nas histórias, aqueles lanches magníficos, que nem cabiam na minha imaginação, e que me faziam crescer a vontade de entrar dentro do livro e ir ter com eles...nem que fosse para lanchar!
Depois veio a série, com as aventuras fantásticas a ganharem caras e sons, e imagens e a delícia ainda era maior. Mas assim a minha imaginação não era tão alimentada, pelo menos para a parte dos lanches!
Não me importava de um dia destes ligar a televisão e deparar-me com aquelas personagens, cheias de magia, e ficar a apreciar, descontraiadamente um verdadeiro lanche.

Aquilo era uma loucura total! O pessoal saia da escola e numa corrida desenfreada chegava, em escassos momentos, à tasca onde os matraquilhos esperavam pacientemente, sempre no mesmo lugar. Quem chegava primeiro tinha o direito de jogar em primero lugar, evidentemente, o que fazia com que os putos arranjassem esquemas para chegar mais cedo, e um deles era dar umas faltas de quando a quando.
As equipas já estavam feitas, e a moeda de 5, 10 e 20 escudos, sequencialmente com o tempo e a inflação, tinham que dar para o pessoal estar ali o maior tempo possível. O bota-fora era assim o esquema implantado e não era reclamado por ninguém. Os putos jogavam contra quem aparecia. Jogavam contra os restantes putos ou contra os mais velhos, que eram os amigos do filho do dono da tasca. O pessoal ficava ali a jogar, eu era guarda-redes fixo, sem grande jeito para o ataque, e só ia embora quando a derrota afastasse a equipa ou o dinheiro já não existisse dentro das calças ou calções!
Passou o período da tasca e os putos já eram adolescentes e iam todos para um salão de jogos, e ali ficavam também tardes inteiras. Mas houve um período de interregno muito grande, entre a tasca e o salão, até porque o pessoal só podia entrar se tivesse mais de 16 anos.
Mas o gosto começou a crescer e as moedas, agora de 50 escudos, entravam umas a seguir às outras. A competição aparecia, com o mesmo método de outrora, o bota-fora, e ficávamos ali horas seguidas a jogar, a desafiar, a perder e querer a desforra. Os dias passavam, agora eu tinha deixado o baliza e tinha-me tornado num avançado com técnica apurada, temido já por alguns, e isso fazia com que me envolvesse mais no jogo, e não tivesse problemas em arranjar parceiro para jogar. Era a loucura total!
O tempo passou e agora de quando a quando faço o gosto às mãos e aos pés dos bonecos.
E memória faz-me sorrir e lembro-me da música dos Fúria do Açúcar, "O Rei dos Matraquilhos" e canto-a com piada.
Nos entretantos fiquei a saber que quem inventou os matraquilhos, um dos "desportos" favoritos do pessoal, foi um espanhol, de seu nome, Alexandre Finisterre. Ele não sabe, mas fez com que muitos putos passassem momentos muito felizes .
Ontem, num momento de maior lucidez, formatei o meu computador. Depois de várias semanas a prometer não resisti;
format c:
Há muito que não o fazia, mas ele estava a precisar, dava erros consecutivos e não deixava executar as tarefas mais básicas, como ouvir música ou ir decentemente à net.
Hoje está melhor, mais leve...vamos ver quanto tempo mais aguenta o meu Pentium II a 233mhz.
O dia prometia. Faltavam tratar alguns pormenores, que durante a tarde se iam resolvendo, para que no final tudo corresse pelo melhor. A tarde deu para tudo, até para andar com uma carrinha com música popular e a falar a um microfone. Depois começou a correria que só terminaria lá perto da 01.30h.
Hoje quando acordei parecia que tinha levado porrada. Tinha feito alguns planos para passar um dia relaxado e a praia fazia parte deles. Hoje a coisa não foi bem assim, chuva...um dia particamente caseiro. Amanhã já é outro dia, cheio de emoções fortes e com muita vontade de descansar.
Para maximizar o impacto da Viagem Medieval estão em exposição várias aves de rapina e necrófragas.
Eu até há uns anos atrás achava piada aos zoos mas depois de uma visita a um e de uma experiência menos positiva, fiquei a abominar tais espaços. Acho que o melhor espaço para os animais é o seu habitat natural e não em espaços fechados, sejam eles zoos ou simples gaiolas de ter por casa.
Não imaginei a minha sensibilidade relativamente às condições de vida dos animais, não sei se serei um ecologista por descobrir, não sou fundamentalista relativamente ao assunto, só não gosto de ver animais, com toda a sua beleza, fechados num espaço para servirem de entertenimento ao Homem. Mesmo que a desculpa seja a da preservação das espécies isso não faz sentido, porque essa preservação deve ser feita no meio natural não em cativeiro.
o oitavo mês do ano.
mês de aniversários, mês de casamentos, mês de reencontros, mês de pré-férias, mês da Viagem Medieval, mês sem piscina, mês de fogos (?), mês de festivais de verão, mês de saldos, mês de arraial popular, mês de férias para muitos, mês de amigos, mês de subsídio de férias, mês de compras, mês de chá verde com menta, mês de família...
todos os dias, são dias diferentes.
Mais uma vez participei na Corrida do Bodo e mais uma vez o objectivo era terminar a prova. Com falta de preparação física, apenas 3 semanas de piscina, e com calor logo pela manhã a coisa não foi muito fácil aliás até me questiono como é que o ano passado consegui falar os 6,5km, contra os 4km deste ano, mas depois de algum esforço tudo acabou bem! Os meus 23'11'' acabam por ser uma prenda pelo espírito desportivo com que parti e com que parto para o ano, mesmo já tendo desafiado o Parreira para uma competição mais à séria. Agora preciso seguir as recomendações médicas e andar na piscina o ano inteiro para que em Julho de 2005 esteja apto para o pequeno desafio. Até lá não sei, mas desconfio que amanhã o dia será doloroso!!!
Ontem, de manhã cedo, tive a oportunidade de participar numa visita guiada pelos Jardins da Fundação Serralves. Ouvi as explicações sobre a alameda que conduz até à casa, sobre a casa, sobre os diversos jardins e o meio ambiente envolvente. A guia referiu espectos que nunca eu imaginaria que eram pensados na construção de um jardim (ex.:um espaçamento maior das árvores leva as pessoas a caminharem mais devagar e um espaçamento menor o contrário) e relatou a criação da Fundação, que passou desde o Conde de Vizela até à possibilidade de construção imobiliária e do próprio estádio do Bessa.
Assim as próximas vezes que for até Serralves já posso olhar de forma diferente para algumas coisas, e situá-las devidamente no seu contexto histórico e científico.
Hoje faz 1 ano em que comecei a escrever este blog. Foram muitas as palavras que escrevi, muitas outras ficaram por escrever. Muitas vezes questionei o porquê da existência do blog e os conteúdos que deveria colocar. Ainda hoje questiono e continuo a não saber a resposta, isto porque as minhas áreas de interesse dificultarem-me a tarefa. Mas a intenção é continuar até um limite que desconheço.
Agradeço-me a paciência e agradeço a todos aqueles que de alguma forma foram dando um outro sentido a este blog e para os amigos eternos uma palavra muito especial.