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Hoje a caminho de casa, olhei para o céu e tentei ver as estrelas. O nevoeiro que estava, a luminosidade das iluminações da estrada e o fumo da queimada que o nosso país está a sofrer não deixavam vislumbrar nenhuma. Entretanto lembrei-me de uma notícia que li, em que era referido que nas principais cidades, do mundo industrializado, já não era possível ver as estrelas a cintilarem no céu, exactamente pela luz emitida pelas cidades.
As estrelas, que pertencem ao nosso imaginário e que permitem a construção de histórias e ficções, parece que teimam também a desaparecer do nosso horizonte. Mas para os mais saudosos e aficcionados, pode-se sempre comprar um telescópio para assim ir mais além e ver estrelas ali tão perto.
Não deixa de ser um pormenor, a oportunidade de visualizar estrelas, mas a vida é mesmo assim, feita de pequenos pormenores e hoje lembrei-me deste.
É caso para pensar na música, "Não há estrelas no céu", do Rui Veloso.
Um dia destes numa conversa revivalista com um amigo meu, falamos das longas horas que passávamos a jogar um dos jogos de futebol, mais básicos que conheço, mas ao mesmo tempo altamente viciante. Foram dias, noites em claro a olhar para um monitor, com umas letras coloridas, em ambiente MS-DOS, a fazer substituições, a proceder a compras e vendas de jogadores, a conversar, a discutir estratégias,a jogar.
Não eramos só nós que realizavamos os jogos, faziam-se verdadeiros campeonatos, em que orientavamos mais do que uma equipa e que criavamos uma outra satélite para fazermos rodar os jogadores e assim fazer dinheiro para reforçar a equipa principal!
Haviam já suplentes para aqueles que perdessem o campeonato. A coisa era renhida, mas dentro do espírito saudável da competição.
Ao falar com esse amigo ele referiu-me que, tinha conhecido recentemente o autor desse jogo, André Elias (talvez do nome Elias tenha surgido o Elifoot), o que achei fantástico.
Entretanto já andei à procura do famoso jogo e eis que existe uma versão actualizada, Elifoot 2005. Brevemente vou instalar e reviver esses tempos, agora sem adversários físicos.

Iniciou no dia 29 de Julho, em Santa Maria da Feira, a Viagem Medieval e terminará no próximo dia 07 de Agosto.
Mais uma vez as cores, os sons, os aromas e as devidas roupagens descem à cidade, transportando consigo anos de história, fazendo desta viagem uma referência a nível nacional e por aquilo que é possível ouvir, também já deve ser uma referência por Espanha.
Hoje, assim como na sexta feira, fiz uma pequena investida, para comprar uma fogaça saída do forno! Uma delícia.
Outros dias virão e novas investidas farei!

imagem em comics
Um dia destes estava em casa e lembrei-me de explorar as músicas que tinha no computador. Encontrei um álbum do Paulo de Carvalho e no álbum tinha uma música que me fez recuar no tempo, a música da série de desenhos animados, Era Uma Vez no Espaço (título original: "Il était une fois... l'Espace"). É verdade a música da versão portuguesa é contada por ele! Foi uma viagem no espaço temporal, cheio de boas recordações e a música, essa nunca saiu do ouvido ao ponto da conseguir cantarolar. Mas quem não sabia? Seja como for e como não me recordava assim tão bem eis que fui procurar a letra e encontrei. Então coloquei a música, que ouvi repetidamente e cantei a letra que é bastante simples:
Lá em cima há planícies sem fim
Há estrelas que parecem correr
Há o Sol e o dia a nascer
E nós aqui sem parar numa Terra a girar
Lá em cima há um céu de cetim
Há cometas, há planetas sem fim
Galileu teve um sonho assim
Há uma nave no espaço a subir passo a passo
Lá em cima pode ser o futuro
Alegria, vamos saltar o Mundo
E a rir, unidos num abraço
Vamos contar uma história
Era uma vez o Espaço
lalalalalala
Lá em cima já não há sentinelas
Sinfonia toda feita em estrelas
Uma casa sem portas nem janelas
É estender um braço e tu estás no Espaço!
Depois disto vieram mais "É uma vez..." e eu gostei sempre de ver.
2 anos de letras, palavras, desenhos, fotografias. 2 anos de histórias, divagações, fabulações, considerações. 2 anos de pausas e actualizações. 2 anos de impressões.
2 anos e 700 posts!
2 anos
Está quase a fazer dois anos em que coloquei pela primeira vez um post neste blog, é exactamente no próximo dia 17 de Julho. Já passou por muitas fases, assim como eu. Já pensei em extingui-lo, já pensei em transformá-lo numa e-zine, ligado à música e ao design. Já falei muito do que fazia, onde e com quem, agora reservo este espaço para o que oiço, vejo, penso e descubro na internet. Já pensei em mudar, aliás ainda penso em transportá-lo para outras paragens. Agora quero um logotipo para o meu blog, quero personalizá-lo, aprofundar-lhe o conceito - admirável mundo novo. Aliás o nome, que nem foi dado por mim, é seguido de uma frase que sempre me cativou muito, inspirada, como devem calcular, pelo já eterno programa da RFM.
É assim, um blog que nasceu no boom dos blogs, e muito por culpa do trabalho que saiu na Visão sobre a blogosfera e os seus percursores em Portugal. Não sei se nesse mesmo dia ou nos dias seguintes, procurei o que considerei melhor alojador, e o que entendia também melhor e publiquei-o.
Está quase.
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Por vezes apetece espreitar por uma janela. Porquê?
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Já imaginaram um carro sem retrovisores? Eu já. E ri.

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A Casa da Música já foi inaugurada e eu tive a oportunidade de andar a vaguear dentro dela. Quando olhei de fora para dentro surgiu-me como um edifício estranho sendo mesmo díficil imaginar que qualquer coisa se podia passar lá dentro e quando olhei de dentro para fora pensei que felizmente existem espaços assim. É sem dúvida uma criação minimalista onde o essencial se cruza com o pormenor e tudo parece encaixar na perfeição. Cada sala existe com um conceito e um destino definido e quando se olha para dentro do auditório principal percebe-se que lá dentro, sentado com um bom espectáculo, se podem passar momentos únicos.
No dia que visitei a Casa da Música em quase todos os cantos estava a decorrer um concerto ou coisa parecida e lá dentro andavam muitas, muitas pessoas. Vamos ver é como é que o bar vai suportar tantas pessoas ao mesmo tempo, pareceu-me ser um equipamento demasiado pequeno. Mas calculo que tenham pensado nisso!!!!
Agora é seleccionar um dos muitos concertos que por lá vão passar e ter o prazer de ouvir...ouvir com os olhos bem abertos.
Os amigos esses estão desde já convidados!
Passado muito tempo vi de novo um jogo da NBA e continua a ser impressionante a capacidade de alguns atletas que de um momento para o outro explodem para a tabela fazendo afundanços fantásticos. Muitas foram as vezes que me levantava bem cedo para ver a RTP 2 o resumo dos jogos e as melhores jogadas e ficava até altas horas da noite para ver os playoffs...e os inevitáveis Bulls. A par disso a prática do basquetebol era recorrente e com um vasto grupo de amigos faziamos grandes jogos no pavilhão e parecia que nunca nos cansávamos. Ontem lembrei-me de todos esses momentos e do pessoal com quem costumava jogar onde se enquadram alguns dos meus amigos. Saudades.
bolas, crianças, tabelas debasquetebol para menores, lápis de todas as cores, folhas por riscar, às cores, mesas de esplanada promocionais a uma bebida qualquer, um stand com 12m2, música de fundo que sofre mutações conforme quem circula no espaço, espaço por preencher, letras de neon a dizerem "Centro Comercial", um escadote e uma faixa e duas pessoas a procederem à sua colocação, cubos com autocolantes, carros que circulam, pessoas que caminham, esplanadas salpicadas por corpos animados, pombas a esvoaçar, faixas verticas azuladas, um símbolo numa praça com um prédio gigante que é contra toda a razão urbanística, prédios novos e velhos no tempo, um hotel e uma pensão, máquinas de tirar bolas, um banco do estado, uma agência de viagens de um banco atlântico, umas pastelarias de 3.ª, uma terra...
Para quem é fã do Gato Fedorento vai ter a oportunidade de os ver nos próximos dias 28 e 29 de Abril às 22:00 no Grande Auditório do Europarque, em Santa Maria da Feira. Os bilhetes custam 25 e 20 euros e podem ser reservados.
Eu vou estar na fila da frente.
Numa viagem alucinante e confortavelmente sentado deparei-me com uma série de marcas que me acompanharam mas que agora foram substituídas pelas mais diversas razões. Then and now!
then
farinha maizena
caldos knorr
aiwa
casal boss
philips
kispo
mustang
spectrum
miluvit
lego
silcut
dr martens
levis
rtp
rfm
telefunken
fundação Caloust Gulbenkian
cuétara
olá
hugo boss
now
siemens
fnac
cd/dvd
amc
springfield
microsoft
intel
nestle
sic radical
ikea
tsf
antena 3
blitz
renault
sumol
ermenegildo zegna
coca cola
tmn
waterman
opel
a contagem é descrescente para a despedida dos intes para os intas.
mês de seca e primavera, dia da criança e do estudante, da árvore e de outras tantas datas comemorativas, mês de viagens ilusórias, de entrega de trabalhos a correr, de animação, de trabalho e muito, de aulas e de professores menos interessantes, de música e de textos, de filmes e gato fedorento, de aeroportos, de reencontros, de amigos e festa, de prendas de Páscoa e de afilhados, de noites perdidas e ganhas, de sabores diferentes, de questões e decisões, de bilhetes dos U2, uma estranha corrida e vendas alucinantes, de novos sons e cores, de Internet e viagens cibernéticas, de naturezas mistas, de ideias, discussões e mais ideias, de dinheiro e de gasto dele...

Desde sempre desejei saber nadar, mesmo depois de ter passado por sustos grandes, e agora a coisa parece estar para acontecer. Devagar.
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Durante o tempo que estive em casa a resistir à gripe tive a oportunidade de ver o péssimo estado em que está a programação dos diversos canais de televisão, repetem os programas, as notícias, os concursos e tudo o que é possível e imaginário. Depois de muito procurar eis que na RTP Memória estava a dar "Os Amigos de Gaspar". Fiquei a ver aquelas personagens engraçadas cheias de cor e vida. Quem não se lembra do Gaspar, o Farturas, o Manjerico, o Neca, a Tia Felismina, o Pitágoras, o Romão, a Marta, o Pires e o Guarda Serôdio e das suas fantásticas aventuras, musicadas pelo Sérgio Godinho?
nummomentodaminhavidaopteiporescrevertudopegadotudoseguidotudoemlinha par mimnaalturaserviaderefugioeupodiaescreveroquequeriaeninguém percebia atechegueiacriarumcódigoparaassimdificultaraindamaisaleituradealguémquepor acidentepoderiaencontrarosescritosagoraqueolhoparaessaminhafugadomundo realachoquefoimuitointeressanteedivertidaateepormeterrecordadodissoopteipor fazerdenovooexercíciomasdestafeitasemqualquerusodecódigoquefazendoum esforçomelembrariacomtodoacertezadele
uma mesa, comida caseira, cadeiras de madeira, pratos e talheres a preceito, fome, pão e vinho, sumo água e coca cola, tachos, uma cozinha, uma televisão um debate, pessoas a olhar para a televisão atentas, uma lareira e o lume dentro dela, calor da lenha a queimar, os políticos a falar e a atenção no ar, ao fundo duas tartarugas dentro de um lago pequeno demais para uma delas, gigante, histórias trocadas de mais um dia passado, um telemóvel destruído numa tentativa frustrada de o arranjar, lenha dentro de uma cesta de verga, ferrero rocher, a troca de palavras dos candidatos a primeiro ministro, PS, PPD/PSD, CDS/PP, CDU e BE, a troca de gráficos e a ausência de ideias, dois jornalistas na televisão, mais perguntas sem resposta directa, mais perguntas e explicações ausentes, a atenção continuava com alguma discussão, sorrisos e indignação, mais perguntas dos jornalistas, uma maçã doce descascada, respostas ausentes de conteúdos, dois políticos em destaque pela positiva, Paulo Portas e Jerónimo de Sousa, dois políticos em destaque pela negativa, Pedro Santana Lopes e Sócrates, um político a tentar ganhar terreno Francisco Louça, uma cesta de frutas a um canto, a água a corre na torneira…
Uma série de secretárias cheias de papéis, papéis cheios de pessoas, pessoas a mexer nos papéis e pessoas sentadas nas cadeiras das secretárias, pessoas a falar com as pessoas das secretárias, pessoas que entram e saem, computadores ligados com o messenger ligado para estarem ligadas a outras pessoas sentadas em secretárias, telefones fixos e portáteis a tocar todo o dia, um fax e uma fotocopiadora, uma impressora multifunções muito moderna, uma máquina de café antiga mas arranjada, armários cheios de dossiers, uma parede falsa, cadeiras razoavelmente confortáveis, mais papéis, umas plantas meio esquecidas, um cabide com os casacos da época, fios e cabos espalhados, um arquivo cheio, a hora a passar, assuntos a resolver, uma interrupção e outra e ainda outra, uma mensagem no novo messenger 7.0 para um(a) amigo(a), a hora a chegar, outro assunto, passou a hora, outro assunto, uma gargalhada e uma conversa para animar, uma discussão com algum sentido, uma reunião sem interesse, a hora a chegar, desligar todos os equipamentos, arrumar a secretária desarrumadamente, desligar as luzes, fechar a porta, chamar o elevador, entrar, sair
Cidade plana, Aveiro, ontem muito fria, com muito trânsito, um carro Renault acinzentado, a caminho de velho, com muito pó por dentro, um tampão de roda que saltou para parte incerta, velho consumido pelo sol e o tempo, o Instituto Português da Juventude e uma factura, a Formação sobre Violência Doméstica e a Saúde, a Segurança Social e a sua enorme máquina burocrática, funcionários públicos simpáticos, que estranheza, pensei, de novo IPJ e uma negociação relativa a um projecto com pouco dinheiro, e por fim a Formação e a falta de interesse da maioria dos oradores, o almoço com uma sopa da pedra e uma pada, um centro comercial cheio de pessoas confusas com a sua existência, um estacionamento underground, uma visita pelas montras umas com as novas colecções de primavera/verão outras ainda a lutar com os saldos, uma pasta com material sem grande interesse, uma viagem de regresso já sem luz natural, uma portagem e não SCUT, uma IC 2 esburacada, uma chegada calma com muita conversa pelo meio, uma cidade sem grande interesse intelectual ou cultural…
A sala quadrada, umas mesas enfiladas à frente de cadeiras pretas, uns cadernos com algumas coisas escritas, garrafas de água semivazias, pessoas às cores, um docente que muito fala e que pouco diz, um quadro branco riscado de vermelho, preto e azul, a hora tardia, o chão cinzento estranho e enorme desejo de sair daqui, agora.
Via-se de tudo, galinhas, pinguins, mulheres que eram mulheres que eram homens que eram mulheres que eram mulheres, pescadores, palhaços, ninjas, marges simpsons, bichas, presos, magnuns, bonecas, sapos, burros, carroças com burros, alentejanos, vacas, barcos, russos…
tendas, pipocas, sandes de javali, cerveja e amendoins nos bolsos, lanterna na mão e batatas greladas dentro do bolso…uns míseros vagabundos, sujos e rotos, despenteados e com dentes podres, mal encarados, que vaguearam noite dentro, noite fria, muito fria.
Ninguém levou a mal só mesmo o corpo que se ressentiu do peso da indumentária.
Quatro paredes, uma cama e um colchão dados, uma aparelhagem já caquéctica mas de estimação, um candeeiro transparente fosco, livros comprados e emprestados por um amigo, grande, mais umas peças com o seu significado, um guarda-fatos embutido, um armário de 4 gavetas comprado em ocasião, uma televisão e um leitor de dvd, uns jornais diários devidamente espalhados pelo chão, almofadas com um padrão quase tropical, água e sumo, uns lenços de papel usados e outros nem por isso, umas caixas de comprimidos receitados pelo médico, um termómetro dos modernos e febre a altas temperaturas e o corpo estendido doente.
Lembro-me do livro "Constantino Guardador de Vacas e de Sonhos" e de como achava aquele título estranho, não o entendia. Sempre tive a maior curiosidade em lê-lo, mas foi algo que ainda não conteceu, também porque pensava que falava das nuvens e das fantásticas viagens que elas nos proporcionam.
Depois vieram as aulas de Geografia e com elas novos conhecimentos sobre a matéria, nuvens. Sem dúvida que ganhavam uma dimensão mais fantástica principalmente quando fiquei a saber os nomes de parte delas, que hoje tenho pena de ter esquecido.
A primeira viagem de avião proporcionou uma aproximação nunca vista e uma perspectiva única. Vi a cabeça das nuvens!!!
Agora sempre que olho para elas lembro-me do livro de Alves Redol, da Geografia e das minhas viagens por mundos e castelos fantásticos!
Continuam a exercer algum fascínio e de vez enquando lá me encontro junto delas.
Faz uma semana que eu estava numa aldeia perto de Seia. Uma aldeia pequena e simpática. Com um rio límpido, onde eu já tomei banho num Verão, uma aldeia com casas pequenas e com algumas aberrações urbanísticas pelo meio. Uma aldeia calma onde as pessoas se cumprimentam na rua e onde a praça central, pequena também, é um ponto de encontro de pessoas e memórias. Uma aldeia onde tudo parece andar devagar.
Um fim de semana passado com amigos, em casa de uma amiga, e com os pais dela, que são excelentes. Um fim de semana de reencontro, de histórias, de descanço, de comida caseira, de petiscos únicos, de aguardente de Zimbro(!), de lareira, de passeios, de bem estar e de um grande agradecimento.
É pena as coisas boas terminarem depressa. Tudo foi perfeito. Havemos de combinar mais coisas assim. Espero.
Estes dias têm me afastado da realidade e têm-me revelado o lado mau do não descanso, do não prazer, do não ter tempo para fazer outras coisas ou de não fazer rigorosamente nada, do não comer devidamente, do não contactar com os amigos, do não relaxe...
Esta fase deverá ter um fim, embora eu não saiba quando.
Hoje passei o dia em frente ao computador a escrever, a transformar partes num todo e imaginar palavras para escrever, arranjar formas lógicas de ultrapassar problemas pontuais. E não tive sozinho. Hoje ouvi coisas que não gostei. Hoje por tudo isso nem jantei. Agora estou sem sono e resolvi enfrentar de novo o computador. Agora tenho uma relação de lazer, até há pouco tive uma relação de obrigação. Amanha o fado continua e espero que termine, mas creio que não aconteça.
Por tudo isso sinto-me bastante cansado embora sem sono.
Ontem passei por uma macieira e vi entre a ramagem uma maçã. A maça era de um vermelho escuro muito bonito. Olhei para ela e não sei porquê vi-lhe uma beleza fantástica. Pensei na pequena flôr, no seu desenvolvimento até àquela maçã vermelha e achei isso tudo fantástico. Tive uma vontade enorme de a apanhar para a comer, mas depois pensei; não, vou deixa-lá aí. Mas talvez por ser uma maçã não resisti e apanhei-a, limpei-a e guardei-a. Entretanto vou comê-la!
Ontem sai para ir a um sítio e acabei noutro. Quantos vezes é que isso acontece?
O local era o Degusto, um restaurante italiano, que abriu recentemente em Matosinhos, mas acabei por ir ao Mio Mio, um restaurante bar, com muito, muito bom gosto. Decoração simples mas perfeitamente funcional, ao centro encontramos um forno a lenha com uma chaminé enorme ladeada de espelhos. Ambiente calmo, música a condizer, bom atendimento e um serviço de boa qualidade!
A ementa, essa...estava deliciosa, recomendo.
Mas não fui sozinho, fui também na vontade de comemorar um aniversário de uma pessoal que é especial.
Depois de ter andado a tirar um curso intensivo de natação no Verão eis que chega a oportunidade de aprender a nadar como mandam as regras. Vou ter um ano inteiro para ver se consigo, segundas e quintas das 21h às 21.45h! Além disso só o facto de fazer esse exercício é benéfico, ajuda a relaxar e é um desporto completo. A ver vamos!

Estava eu a jogar ténis com o LP quando ele me falou de um jogo novo que havia na nossa querida terrinha, o jogo era o Jorkyball. Bem, eu a príncipio achei o nome um bocado estranho mas depois da explicação a coisa até me parecia divertida, ainda por cima não parecia violenta. Então lá combinámos o jogo para domingo de manhã às 10h até porque já tinhamos adversários!
Entrámos no pavilhão, comecámos a dar uns toques na bola e parecia que a coisa prometia, campo pequeno, balizas pequenas, bola pequena e macia, regras simples...e começámos o jogo. Começámos a ganhar sem grandes dificuldades, o LP à frente e eu na defesa, por momentos mudávamos mas coisa rápida já que a minha condição física não me permite ainda grandes estiradas. O resultado final foi categórico, 4-2, ganhámos nós. Mas poderia ter sido outro o resultado se não me tivesse lesionado, um enstorse na articulação do pé, ou como eu lhe chamei no artelho (!), e umas negras valentes. Mas tudo sem maldade.
Agora ainda me resinto dessa lesão mas quando surgir a oportunidade lá estarei a jogar novamente com o meu parceiro, o LP, nem que seja pela simples diversão e convívio!
Não me lembro as vezes de já ter falado, ouvido e lido à cerca da beleza e da sua relatividade, principalmente das pessoas. As pessoas feias e bonitas por dentro e vice versa. As pessoas que se vestem mal, as pessoas que se arranjam mal, mas que são interessantes. As pessoas que ligam à última moda e que são superficiais. A sensualidade, a forma de estar, a forma de falar. As formas e os conteúdos.
E quase sempre se chega à conclusão que cada um tem a sua opinião e que realmente a beleza não é assim tão importante mas que às vezes é muito importante, nem que seja para arranjar um emprego melhor.
Depois fala-se de outra beleza, da beleza de um carro, de uma peça de decoração, de uma peça de arte, de uma casa, de um museu, de uma máquina digital, de um edifício, de um cd ou uma capa, de um livro...
E quase sempre se chega à conclusão que cada um tem os seus gostos pessoais, que os gostos não se discutem, mas que até se podem criticar, que cada um tem uma leitura diferente da questão, que tudo é muito relativo.
Mas deparei-me com uma situação que me fez questionar essa relatividade toda, mesmo sendo uma situação residual. Andava na praia à procura de conchas mas percebi que para além de procurar só conchas que considerasse bonitas procurava conchas que fossem perfeitas. Na altura e até ao momento continua a fazer todo o sentido, procurar uma coisa bonita, agradável de se ver, que sirva também de peça decorativa, mesmo com posição de pouco relevo.
Mas depois pensei, até as conchas feias são descriminadas...as conchas feias!?
Qual o sentido disto? Qual o sentido?!
Os últimos dias de trabalho foram demasiado difícies, já não aguentava nem mais um momento. Pensei inicialmente que não iria conseguir desligar de imediato, mas isso não aconteceu, foi de imediato.
Depois foi rumo à Costa Alentejana, descer toda a costa, com calma, com vagar, com todo o tempo do mundo para gozar o sol, a areia, o mar, as pedras, as conchas, os pássaros, as pessoas, os momentos...
E sonhar. Sonhar em abandonar a vida agitada e entregar-me à planície alentejana, para a sobrevivência. Quantas vezes me passou a ideia de ficar por lá, entregar-me à ignorância das horas e dos dias e alterar assim uma forma de vida. Dedicar-me à olaria e viver da terra e daquilo que a minha cabeça e as minhas maõs produzissem. Muitas vezes pensei e falei nisso. Não foi??!
Também foi tempo de ler, estudar, manter-me afastado das noticias do nosso velho mundo, e recuperar sonos trocados. Deitar cedo e cedo erguer, explorar as praias e as localidades mais próximas de cada paragem, a sua gastronomia e quando a quando um olhar fotográfico para perpetuar o momento. O pôr do sol na Zambujeira do Mar acho que vai dar uma excelente fotografia!
Alcancei a despreocupação total, a passividade absoluta, a vontade de me deitar e ficar a ouvir o mar e a aceitar confortavelmente o sol quente de fim de Verão.
Vale a pena descobrir a Costa Alentejana de lés a lés, sem medo de cobrir o carro com um pó castanho dificil de remover, vale a pena absorver de forma intensa o espectáculo dado pela natureza nas suas mais diversas formas. Não custa.
Depois do bronzeado nos cobrir por completo a paragem na capital impunha-se por diversas razões. O encontro com os amigo revelou-se também retemperador e deu para reviver os velhos tempos em que todos estávamos na mesma terra, agora está cada um em sítio diferente.
O tempo dá as suas voltas e com ele nós avançamos para o mesmo espaço a mesma rotina. A negação do ócio aliena o Homem. Eu gostava de nunca me alienar ou não sentir essa sensação.
A página está quase vazia, sem texto...não gostei. Mas o meu tempo, hoje, não é suficiente para a preencher, por isso apenas fica o registo breve da minha passagem e assim do meu regresso de férias.

Sempre achei piada aos Bonsais e acabaram por me oferecer um. Durante um tempo cuidei dele, pesquisei umas coisas na net, comprei uma solução especial, revitalizante, para bonsais...enfim tentei que ele vivesse. Veio o Verão e com ele as temperaturas altas, e um bonsai tem que ser tratado meticulosamente, durante dois ou três dias faltou-lhe a água e ela acabou por morrer.
Agora jaz dentro de um vaso e serve como elemento decorativo.
Não sei se irei comprar outro mas se o fizer tenho que ter a consciência que o tenho que tratar convenientemente, cuidadosamente, pacientemente.

Quantas vezes eu sonhei em brincar com os legos? Muitas. Na altura os legos não estavam acessíveis a qualquer pessoa e assim eu ia para casa de um primo brincar com os que ele tinha...e eram tantos! Passava lá horas, perdia as tardes de fim de semana mas saia satisfeito, saia com a minha fantasia saciada. Mas aquilo alimentava ainda mais o meu desejo de ter os meus legos, sonhava que a minha avó chegava a casa com uma caixa cheia de legos para eu brincar, mas quando acordava a realidade não era essa! Lembro-me que quando ia à noite a casa desse meu primo, o que era uma verdedeira festa para mim, o meu tio contava as histórias da guerra do ultramar, mas as coisas passavam-me ao lado, o que queria mesmo era brincar, construir as máquinas mais impossíveis, indestrutíveis aos berlindes e às quedas forçadas, construir as casas mais altas, e as pistolas e carros...eu sei lá, uma imensidão de coisas que só terminava quando a hora era tardia. pois a imaginação levava a tudo.
Agora recordo com alguma nostalgia essas histórias e esse fanatismo pelos legos...o que são feitos deles, fugiram, extinguiram-se?
Eu...ainda era capaz de pegar nesses pedaços de plástico e brincar com eles.!
Hoje está provado que se as crianças desenvolverem as suas próprias brincadeiras este procedimento funciona como factor de prevenção de comportamentos desviantes. Fica a ideia!

quantas ideias, quantas fantasias, quantos sonhos, quantas almas fascinadas,
quantos olhos incrédulos a fitar os céus, quantos disparos fotográficos a perpetuar o momento,
quantas alucinações a tornar o irreal real, quantas histórias surpreendentes alimentadas,
quanta magia, quantas promessas de loucura, quantos segredos fantásticos, quantas viagens,
quantos regressos...
continuo a ser maravilhado por este grandioso espectáculo da natureza...soberbo!
O que é a aurora boreal, onde e quando ela acontece?
A aurora boreal é um fenômeno luminoso que acontece no pólo norte. Ela ocorre quando partículas carregadas eletricamente, como elétrons, são emanadas do sol. Ao chegar na Terra, elas são guiadas pelo campo magnético até os pólos, originando tal fenômeno. Quanto maior a atividade solar, mais intensas são as auroras. Vale ressaltar que elas só ocorrem nos pólos (a do pólo sul se chama aurora austral) e acima da atmosfera terrestre, a cerca de 60 km de altitude.
fonte: guia dos curiosos
An Aurora Watcher's Guide
fonte: Sky and telescope
Amanhã, ou melhor hoje, segunda-feira, parto definitivamente para férias. Não serão certamente as férias de sonho, mas são as férias possíveis tendo em conta o lado económico da coisa e a maldade de uma operadora que opera na net..."exit" é assim a forma que vejo as férias e não ficar no mesmo sítio, na mesma terra ou região, é sair até ao sul e assim tentar apanhar algum sol e disfrutar de imagens novas.
Assim este blog vai estar ausente durante 15 dias, e só voltarei a escrever, muito provavelmente, no próximo dia 26 ou 27 de Setembro. Até lá o melhor para todos....
Foi precisamente há 3 anos que o mundo assistiu, em directo na TV, a uma das maiores barbaridades alguma vez realizadas pelo Homem. Recordo-me perfeitamente desse dia; das imagens, das informações...do olhar incrédulo com que as pessoas olhavam para a televisão...
Mas hoje este dia foi vivido, de forma diferente, em festa. Um casamento.
Por momentos questionei a segurança do local...como se alguma coisa fosse acontecer num casamento em que estavam reunidas pouco mais de 150 pessoas...
...o receio esse perdurará para sempre...onde, quando, porquê, quem, como?
Depois de ter andado a desesperar pelas minhas férias, coisa que até agora nunca tinha acontecido, entrei verdadeiramente de férias. Desde quarta feira que os meus dias, apesar do cinzento do tempo, estão mais azuis. Mas apesar deste estado de maior liberdade sinto que se trabalhasse mais uns dias iria ter graves problemas de saúde isto porque quase todo o meu corpo me dói. As costas, o pescoço a garganta causam-me agora um incómodo difícil de ignorar. Paralelamente a isto está a questão: onde é que vou passar as férias? Já sondei vári@s amig@s que me conselharam a Costa Alentejana. Descer até ao Algarve com várias paragens a fim de conhecer o belo território nacional e assim disfrutar de um descanço merecido. A par destes conselhos tentei ir mais longe até a um dos países do mediterrâneo, Tunísia, mas a coisa não funcionou, por responsabilidade directa da operadora de turismo, que engendrou um esquema demasiado estranho para o meu gosto.
Assim e ainda com as férias por decidir tenho um casamento no sábado que acabou por interromper a pretensão de já estar longe daqui, mas no domingo e já com as malas prontos partirei rumo ao Sul?!. Até lá vou acordando tão tarde que até me admiro com as horas que durmo, mas que se lixe, sabe tão admiravelmente bem!!!
um mês de férias, um mês de exames, um mês de reencontro com a escola e o estudo, um mês de viagens, um mês de descanso, um mês de gastos, um mês de mudança de estação, um mês de amigos, um mês de volta ao trabalho, um mês em que vou tentar repôr a leitura em dia, um mês de novos sons, imagens e memórias, um mês de descobertas, um mês de continuidade, um mês de aniversários de amigos e amigas, um mês que será sempre cheio de surpresas, um mês feita de acaso...
Daqui a uma semana entro de férias...1 semana...contagem decrescente.
As noites passam e são interrompidas por acordares que me esgotam. No regresso à rotina chego com um cansaço que me controla e descontrola.

Imaginar a vida sem ouvir qualquer ruído é só por si aflitivo. Tudo é certamente mais belo com a sua musicalidade.
(estou sem som no meu computador)
Agora que as minhas férias se aproximam, embora ainda a um ritmo lento, surge a questão; onde ir passar férias? As opções são mais que muitas, basta para isso perder um pouco de tempo na internet ou nos balcões das agências de viagens, mas a vontade de conhecer novos espaços, culturas, pessoas, credos..., e a (in)disponibilidade económica, fazem pesar a decisão.
A hipótese de ir por aí sem destino até encontrar um espaço simpático e agradável, não se afasta totalmente, mas...
Espero entretanto que apareça uma vontade específica com um destino específico e partir para o descanço.
O trabalho deveria ser uma opção e não uma imposição.
Ultimamente tenho sentido que deixei de acreditar em determinados agentes da nossa sociedade (jornalistas e políticos), de tal forma que até considero isso pouco positivo, mas é um facto do qual não me posso alhear.
Mas esse meu sentimento não aparece do nada, é fruto dos constantes maus exemplos que tenho vindo a assistir. Os políticos, na sua especificidade, não me dão quaisquer garantias de que o trabalho que fazem ou querem fazer é realmente importante e proveitoso para os portugueses. Os jornalistas, na sua especificidade, não dão garantias do que relatam é realmente real (embora que este assunto do real ser real possa dar pano para mangas), ou que o que relatam não é mais do uma outra forma do real, à sua maneira.
É sem dúvida uma sensação estranha esta, a de não acreditar em nada daquilo que os políticos e jornalistas dizem, mas reconforto-me pensando que não serei o único a sentir ou pensar nesse mesmo nada.
Porque é que quando alguém comemora os anos tem que receber prendas? Porque é que o aniversariante não oferece prendas aos convidados?
Porque é que as prendas tantas vezes nada têm a ver com o gosto das pessoas?
Porque é que não se dão prendas só ao gosto do aniversariante?
Porque é que o aniversariante não pode dar prendas de acordo com os gostos dos convidados.
Porque é que o aniversariante não faz ele a festa?
Porque é que o aniversário é algo tão especial?
Porque é que não se podem copiar as boas ideias e transportá-las para o nosso mundo?
Porque é que quando tudo corre bem as pessoas ficam contentes?
Porque é que quando recebemos uma prenda ficamos todos contentes?
...
Fui a um aniverário em que tudo foi diferente, em que tudo foi ao contrário, em que todos ficaram com a sensibilidade à flôr da pele, em que todos sentiram que estavam ali por alguém...diferente.
Procurei uma imagem para definir o meu estado de cansaço, pois as minhas palavras parecem não ser suficientes para o definir, mas não encontrei.

A minha colecção do CONAN quase que foi terminada, faltavam-me apenas 13 autocolantes. Foi a única colecção de cromos que fiz e como na altura a cola era cara tive que os colar todos com cola de água e farinha. Mas o que interessava isso quando eu estava a fazer a colecção dos meus desenhos animados preferidos. Não havia ninguém que me conseguisse afastar da televisão quando começava o Rapaz do Futuro, era impossível.
Aqueles minutos eram mágicos!
Voltou a repetir na SIC Radical mas eu não pude ver, simplesmente porque não tinha a SIC Radical, mas para meu gáudio a coisa já saiu em DVD...nunca se sabe! Agora é gozar a memória.

Era uma leitura fantástica. As folhas eram devoradas na medida da minha curiosidade em saber o fim da história. A par desta motivação, por si só suficiente, havia a parte dos lanches que eram relatados nas histórias, aqueles lanches magníficos, que nem cabiam na minha imaginação, e que me faziam crescer a vontade de entrar dentro do livro e ir ter com eles...nem que fosse para lanchar!
Depois veio a série, com as aventuras fantásticas a ganharem caras e sons, e imagens e a delícia ainda era maior. Mas assim a minha imaginação não era tão alimentada, pelo menos para a parte dos lanches!
Não me importava de um dia destes ligar a televisão e deparar-me com aquelas personagens, cheias de magia, e ficar a apreciar, descontraiadamente um verdadeiro lanche.

Aquilo era uma loucura total! O pessoal saia da escola e numa corrida desenfreada chegava, em escassos momentos, à tasca onde os matraquilhos esperavam pacientemente, sempre no mesmo lugar. Quem chegava primeiro tinha o direito de jogar em primero lugar, evidentemente, o que fazia com que os putos arranjassem esquemas para chegar mais cedo, e um deles era dar umas faltas de quando a quando.
As equipas já estavam feitas, e a moeda de 5, 10 e 20 escudos, sequencialmente com o tempo e a inflação, tinham que dar para o pessoal estar ali o maior tempo possível. O bota-fora era assim o esquema implantado e não era reclamado por ninguém. Os putos jogavam contra quem aparecia. Jogavam contra os restantes putos ou contra os mais velhos, que eram os amigos do filho do dono da tasca. O pessoal ficava ali a jogar, eu era guarda-redes fixo, sem grande jeito para o ataque, e só ia embora quando a derrota afastasse a equipa ou o dinheiro já não existisse dentro das calças ou calções!
Passou o período da tasca e os putos já eram adolescentes e iam todos para um salão de jogos, e ali ficavam também tardes inteiras. Mas houve um período de interregno muito grande, entre a tasca e o salão, até porque o pessoal só podia entrar se tivesse mais de 16 anos.
Mas o gosto começou a crescer e as moedas, agora de 50 escudos, entravam umas a seguir às outras. A competição aparecia, com o mesmo método de outrora, o bota-fora, e ficávamos ali horas seguidas a jogar, a desafiar, a perder e querer a desforra. Os dias passavam, agora eu tinha deixado o baliza e tinha-me tornado num avançado com técnica apurada, temido já por alguns, e isso fazia com que me envolvesse mais no jogo, e não tivesse problemas em arranjar parceiro para jogar. Era a loucura total!
O tempo passou e agora de quando a quando faço o gosto às mãos e aos pés dos bonecos.
E memória faz-me sorrir e lembro-me da música dos Fúria do Açúcar, "O Rei dos Matraquilhos" e canto-a com piada.
Nos entretantos fiquei a saber que quem inventou os matraquilhos, um dos "desportos" favoritos do pessoal, foi um espanhol, de seu nome, Alexandre Finisterre. Ele não sabe, mas fez com que muitos putos passassem momentos muito felizes .
Ontem, num momento de maior lucidez, formatei o meu computador. Depois de várias semanas a prometer não resisti;
format c:
Há muito que não o fazia, mas ele estava a precisar, dava erros consecutivos e não deixava executar as tarefas mais básicas, como ouvir música ou ir decentemente à net.
Hoje está melhor, mais leve...vamos ver quanto tempo mais aguenta o meu Pentium II a 233mhz.
O dia prometia. Faltavam tratar alguns pormenores, que durante a tarde se iam resolvendo, para que no final tudo corresse pelo melhor. A tarde deu para tudo, até para andar com uma carrinha com música popular e a falar a um microfone. Depois começou a correria que só terminaria lá perto da 01.30h.
Hoje quando acordei parecia que tinha levado porrada. Tinha feito alguns planos para passar um dia relaxado e a praia fazia parte deles. Hoje a coisa não foi bem assim, chuva...um dia particamente caseiro. Amanhã já é outro dia, cheio de emoções fortes e com muita vontade de descansar.
Para maximizar o impacto da Viagem Medieval estão em exposição várias aves de rapina e necrófragas.
Eu até há uns anos atrás achava piada aos zoos mas depois de uma visita a um e de uma experiência menos positiva, fiquei a abominar tais espaços. Acho que o melhor espaço para os animais é o seu habitat natural e não em espaços fechados, sejam eles zoos ou simples gaiolas de ter por casa.
Não imaginei a minha sensibilidade relativamente às condições de vida dos animais, não sei se serei um ecologista por descobrir, não sou fundamentalista relativamente ao assunto, só não gosto de ver animais, com toda a sua beleza, fechados num espaço para servirem de entertenimento ao Homem. Mesmo que a desculpa seja a da preservação das espécies isso não faz sentido, porque essa preservação deve ser feita no meio natural não em cativeiro.
o oitavo mês do ano.
mês de aniversários, mês de casamentos, mês de reencontros, mês de pré-férias, mês da Viagem Medieval, mês sem piscina, mês de fogos (?), mês de festivais de verão, mês de saldos, mês de arraial popular, mês de férias para muitos, mês de amigos, mês de subsídio de férias, mês de compras, mês de chá verde com menta, mês de família...
todos os dias, são dias diferentes.
Mais uma vez participei na Corrida do Bodo e mais uma vez o objectivo era terminar a prova. Com falta de preparação física, apenas 3 semanas de piscina, e com calor logo pela manhã a coisa não foi muito fácil aliás até me questiono como é que o ano passado consegui falar os 6,5km, contra os 4km deste ano, mas depois de algum esforço tudo acabou bem! Os meus 23'11'' acabam por ser uma prenda pelo espírito desportivo com que parti e com que parto para o ano, mesmo já tendo desafiado o Parreira para uma competição mais à séria. Agora preciso seguir as recomendações médicas e andar na piscina o ano inteiro para que em Julho de 2005 esteja apto para o pequeno desafio. Até lá não sei, mas desconfio que amanhã o dia será doloroso!!!
Ontem, de manhã cedo, tive a oportunidade de participar numa visita guiada pelos Jardins da Fundação Serralves. Ouvi as explicações sobre a alameda que conduz até à casa, sobre a casa, sobre os diversos jardins e o meio ambiente envolvente. A guia referiu espectos que nunca eu imaginaria que eram pensados na construção de um jardim (ex.:um espaçamento maior das árvores leva as pessoas a caminharem mais devagar e um espaçamento menor o contrário) e relatou a criação da Fundação, que passou desde o Conde de Vizela até à possibilidade de construção imobiliária e do próprio estádio do Bessa.
Assim as próximas vezes que for até Serralves já posso olhar de forma diferente para algumas coisas, e situá-las devidamente no seu contexto histórico e científico.
Hoje faz 1 ano em que comecei a escrever este blog. Foram muitas as palavras que escrevi, muitas outras ficaram por escrever. Muitas vezes questionei o porquê da existência do blog e os conteúdos que deveria colocar. Ainda hoje questiono e continuo a não saber a resposta, isto porque as minhas áreas de interesse dificultarem-me a tarefa. Mas a intenção é continuar até um limite que desconheço.
Agradeço-me a paciência e agradeço a todos aqueles que de alguma forma foram dando um outro sentido a este blog e para os amigos eternos uma palavra muito especial.
Depois de comprada a prenda era tempo de a entregar ao já novo dono! Cheguei cedo e ainda nao tinham chegado mais convidados. O local era no bar À CAPELA, em Coimbra. Um sítio lindíssimo, uma capela totalmente recuperada e que manteve toda a sua traçada original, uma vista sobre Coimbra, diferente, uma acústica fantástica...um final de tarde, que me fez lembrar uma música dos Madredeus, "As Cores do Sol", do álbum "Espírito da Paz".
O meu amigo chegou, Patrick, conversámos um tempo e a seguir teve que ir preparar o bar para os restantes amigos, que viriam mais tarde, juntar-se à festa. As pessoas começaram a aparecer, as horas passavam e o espectáculo começou. Um instrumental de Carlos Paredes e de seguida um fado de Coimbra cantado, como só ele o sabe fazer. Cantaram-se os parabéns e conversou-se, e trocaram-se os copos num brinde de agradecimento. A noite ia já longa e esperava-me uma viagem. Despedido-nos com um abraço e com um convite para lá voltar mais vezez.
À CAPELA não é um espaço qualquer, é a concretização de um sonho de alguém que lutou para o conseguir. Parabéns duplamente amigo.

não consegui resistir a esta imagem que encontrei, acidentalmente, neste blog.
tantos olhos, tantas visões, tantas dúvidas
De repente senti que estava adulto, um pouco contra a minha vontade, e percebi as coisas boas que fui perdendo, e que durante muito tempo me pareceram direitos adquiridos.
As Férias Grandes são agora uma memória demasiado viva. Os largos meses que passava agitando-me sem grandes responsabilidades, trazem-me saudade. As férias agora já não são grandes, não são suficientes, e as memórias tendem a agarrar os momentos que são conquistados à pressa de tudo.
Por cada dia que começa existe sempre uma dúvida que persiste. Como é que vai ser este dia? Bom, com surpresas, menos agradável, com sol, com chuva, com boa disposição, com humor, com música, sem ela...uma imensidão de hipóteses que calculo que não sejam ponderadas pela maioria, pois quase sempre o sair e o entrar em casa só tem como única tarefa o trabalho.
Assim como é que vai ser o meu dia...no final saberei.
Estes últimos dias têm-se pautado por emoções fortes. O jogo de Portugal contra a Inglaterra, que deixou milhares ao rubro por todo o país, fez-me suar, tremer, temer o pior, sonhar o melhor, andar até às tantas a buzinar dentro de um carro com uma bandeira de Portugal na mão, e no dia a seguir ir para o trabalho com a mesma bandeira, comprar um jornal desportivo, coisa que só tinha feito duas vezes até hoje, discutir futebol, coisa que não aprecio particularmente, até porque os meus conhecimentos sobre a matéria são escassos, desejar realmente que a nossa selecção ganhe o europeu...uma imensidão de emoções e sensações fortes.
Confesso que ontem, sexta-feira, a minha motivação parecia outra, não pelo simples facto do nosso país ter ganho ao nosso mais velho aliado, mas porque a explosão que tive de emoções foi realmente tão intensa que pareceu que tinha recarregado as energias.
A par do futebol é a política que por momentos me chega a transcender na compreensão. Portugal está a iminência de assegurar a presidência da União Europeia, coisa que até devia ser motivo de orgulho, independentemente da cor política e dos desejos mais secretos para o bem do nosso país, e os partidos políticos já querem eleições antecipadas, porque as coisas não estão bem. É certo que não estão nada bem, mas o país agora não precisa do egoísmo mesquinho e individual daqueles que julgam ser os salvadores da pátria. Portugal precisa de união para ultrapassar mais um momento dificil e importante da sua história, não necessita do vôo do abutre.
Inicialmente tinha prometido a mim mesmo que nunca iria escrever sobre futebol no meu blog, mas a excepção é facilmente justificável pela vitória de Portugal. Nunca tinha vibrado tanto com um jogo de futebol. Estava rodeado de largas centenas de pessoas, que assim como eu, esperavam ansiosamente por ver as bolas a entrarem dentro da baliza defendida pelo guarda-redes espanhol.
A loucura que se viveu a seguir ao golo do Nuno Gomes foi impressionante, e por esse breve momento consegui imaginar o que seria estar dentro do estádio, e com aqueles milhares de pessoas imaginar que o sonho estava prestar a se tornar em realidade. Os momentos seguintes foram de angústia, não me conseguia segurar, o meu corpo não cabia dentro de mim, e só esperava que aquele momento de alegria não desaparece-se e desse lugar a uma frustração geral. Veio o apito do árbitro e a bola parou e milhares de portugueses, no estádio, vibraram, e ali junto a mim a loucura foi de igual modo única. As pessoas com as bandeiras, cachecóis, bónes, t-shirts e o mais que houvesse, entraram nos seus carros e durante horas andaram a buzinar. Hoje às custas disso a minha voz estava perra.
Ontem jogámos bem, jogámos com força e com vontade e por momentos Portugal foi a melhor equipa do mundo!
Têm estado umas noites quentes, a fazer saborear o Verão mesmo antes de ele chegar. A roupa vai desaparecendo da cama e o dia vai amanhecendo muito mais cedo, e a noite também vem mais tarde e mais doce e amena.
Mas para se ter a ideia de como isto é na realidade, para se ter a ideia de como é dormir à fresquinha e ter que fazer logo cedo, nada melhor que ir à inauguração do IKEA, dormir numa das 100 camas que estão disponíveis e ganhar logo um vale de 100€.
Para os mais atrevidos é uma noite diferente, mas para os muitos portugueses que não conhecem a cadeia de lojas Sueca, vai ser dias, a partir de agora, muito diferentes!
Eu já não tenho que ir a Madrid em viagens malucas de um dia (com ida e volta), para ter acesso a um mundo diferente...com assinatura em todos os produtos, produtos de design, produtos acessíveis, com qualidade e que ficam bem em qualquer casa...
Ontem fui a Serralves com o objectivo de passar um bom bocado na companhia de amigos e usufuir de um bom evento, as comemorações do 15.º aniversário do museu. A coisa prometia, jantar, concertos, circo, exposições, visita ao museu fora de horas, ceia, pequeno almoço...mas veio a tornar-se numa expectativa gurada. A organização não se lembrou que a par de uma divulgação em massa em todos os órgãos de comunicação social era exigido que nada falhasse e que todas as pessoas tivessem tratamento por igual, todas.
Entrámos no recinto, onde à partida a entrada era gratuíta, para a zona do jantar e pediram-nos 7.50 € para ver o concerto dos TELEVISION e dos TRÊS TRISTES TIGRES, e no local do jantar teríamos que pagar mais 2.5€, pois o jantar era o bónus do concerto. Chegados à zona do jantar encontramos duas filas, uma para tirar as senhas e outra para o jantar, enormes por sinal! Esperámos mas chegada a nossa vez, aconteceu o imprevisto, não havia mais jantar para mais ninguém, e foi dado um tempo de espera de cerca de 2 horas! De um momento para o outro ali estávamos nós sem jantar, com metade dos concertos perdidos e sem possibilidade de sair, visto que ficaram com os nossos bilhetes na troca das senhas para o jantar (a fila continuou enorme porque ninguém da organização teve a decência de avisar os que esperavam para jantar). Vimos então uma parte dos TELEVISION e decidimos ir embora para termos hipótese de ir ver os PLAZA. Chegámos à entrada principal e na tenda da distribuição dos bilhetes disseram-nos que já estava esgotado, que iriam proceder a nova distribuição quando tivessem informações de que pessoas estavam a abandonar a tendo do concerto. Ficámos a ouvir as justificações com mais umas centenas de pessoas, incrédulos.
Pensámos em ficar e esperar mas isso era uma tarefa impossível e penosa. Fomos embora. Fortes alguns ainda regressaram ao "terreno".
Em Serralves deram-nos uma verdadeira música. Lamentável. Mau, muito mau.
diaum de junho de 2004
princípio do mês, dia Mundial da Criança, inicio da época balnear, último mês do primeiro semestre do ano, mês em que iniciam os festivais de verão, mês das festas populares, mês do EURO2004, mês de aniversários, mês de exames nacionais, mês de trabalho, inicio de gastos de ganhos do mês anterior, mês de visitas, mês dos amigos, mês de estudo, mês de responsabilidades, mês do principio do Verão, mês de transferências, mês do terminus das feiras do livro, mês de viagens, mês de praia, mês da abertura do IKEA...
cada dia que passa aproxima-se rapidamente do seu ocaso...mudam-se as cores e com eles as pessoas e os seus cheiros e as suas formas e o sua forma de olhar. eu olho agora as coisas com cansaço, mas parece que é todo um país, um país cansado de olhar para si e para os outros, afinal são sempre os outros que estão melhores que nós.
E epoca dele e se fosse possivel andava a persegui-lo constantemente...
Neste momento estou numa biblioteca. Ha muito que nao vinha aqui, a esta em particular e e interessante o mundo que tem dentro. De repente vejo uma colega minha de escola, provavelmente ja nao se recorda de mim, mas eu lembro-me perfeitamente dela, alias era dificil que assim nao fosse. Era a mais pequena da turma e estava sempre a faltar, ia tres vezes por semana fazer tratamentos de hemodialise e passados muitos anos vejo que esta bem, fico satisfeito.
Mais ao fundo vejo outro rosto conhecido, aqueles rostos com quem nos cruzamos diariamente mas nao sabemos o nome. E ha mais pessoas na sala, uns a estudar outros simplesmente a passar o tempo.
Fico satisfeito de o horario ser alargado, de nao fechar sexta-feira as dezoito horas e so reabrir segunda-feira as nove da matina. Afinal uma biblioteca oferece tanto.
As feiras do livro estão aí para aliciar os portugueses a comprarem "cultura".
O Porto, apresenta a sua no Pavilhão Rosa Mota e Lisboa no Parque Eduardo VII, e são sempre milhares de visitantes que se esperam. Fazem-se directos para a televisão e a rádio a fim de sensibilizar as pessoas a irem, a irem procurar aquele livro que há muito desejavam comprar...fazem o seu serviço público.
Mas o que torna interessante as feiras do livro são os preços, ou melhor os pseudo-preços de feira que se fazem. Já tive oportunidade de visitar várias e curiosamente o único sítio onde encontrem livros realmente baratos, foi numa feira do disco, que se realizou já neste ano de 2004, em Coimbra, fora isso os livros continuam a ser caros...
É certo que os livros do dia apresentam-se sempre como tentadores e aí talvez se vendam mais uns quantos.
Mas estas feiras são sempre importantes pois para além de promover o livro, promove també outros "formatos" culturais e aproxima o público do seu (sua) escritor@ preferid@.
É pena que os livros não tenham um valor mais estimulante...se assim fosse também eu comprava mais.
A crítica é algo de pessoal. A crítica pode ser abrangente e focalizada. A crítica é um gosto, de gosto ou desgosto.
São e sempre foram muitos aqueles que aparecem como críticos reconhecidos e merecedores de atenção. Mas quem lhes dá esse valor, quem os reconhece, quem os ouve e porquê?
A crítica em que é que nos transforma e porque é que nos transforma? Seremos em algum momento críticos de nós próprios ou seguidores dos críticos?
A crítica por si é subjectiva portanto não é reveladora de caminho alternativo. É por vezes castradora e limitativa para quem a considera.
A crítica é uma constante mesmo que não seja encomendada e regularmente ganha forma de descrédito.
A crítica é poder e contra-poder.
Ela é necessária? Depende das consciências, depende da sua interiorização.
A crítica é uma moda, transversal às diferentes realidades, permanente porque dela depende, muitas vezes o mediatismo.
A crítica também se auto-alimenta e poupa muito tempo e energia a quem quer aceitar o prato formatado, é bem mais fácil.
...
Ou se é naturalmente ou se constrói essa imagem.
Ser líder pode dar prazer ou pode ser um cargo ou simplesmente pode dar poder. E o que é esse poder, para que serve, como se conquista, como se mantém, a que custo, para quê, quem são os líderes, em que áreas e o que lideram, será que lideram bem ou mal...?
Estar só é num determinado momento uma necessidade, depois um objectivo depois um flagelo, uma doença, um distúrbio social:
estar só no meio da solidão, estar só com outra pessoa, estar sozinho só.
As queimas estão a chegar ao fim, a última deste ano é em Fafe, e eu tive a oportunidade de ir até uma, ao Porto. Acidentalmente assisti a uma parte da serenata mas confesso que não há nada como a de Coimbra, e pelo que sei este ano mudou de residência. E porque é que a de Coimbra é melhor? O silêncio que envolve a Serenata Monumental é arrepiante, invade a alma e transporta-a para longe, para a memória, onde as imagens refletem a vida. Falo com saudade.
faço uma pequena paragem aqui antes de ir dormir. não quero dizer muito, aliás acho que nem quero dizer nada, apenas escrevo pelo prazer de ler as palavras, não procuro sentido para elas, afinal são tantas as vezes que tudo parece desprovido de sentido.
as palavras que aqui aparecem são gravadas em casa através de um teclado e aparecem como que por magia num ecrã branco, também ele já com uma série de palavras espalhadas...mas eu até nem sou mágico... aliás imagino os mágicos como pessoas cheias de sonhos e de alguma forma tristes, ora eu não me considero triste...embora por vezes me sinta assim.
vou então fazer parar as palavras e dar-lhes descanso, silenciá-las, abafá-las até ao dia seguinte e desejar-lhes bons sonhos, como se fazem com as crianças, e amanhã tentar agarrá-las e levá-las para longe...para o mundo do real e da fantasia.
continuo sem computador em casa stop não sou apologista de passar o dia no trabalho a teclar stop não me sinto bem a fazer isso stop acho que muita gente o faz stop mas cada um sabe de si stop entretanto já "diagnostiquei" o problema stop vai ser arranjado brevemente stop regresso em breve stop
Ontem fiquei sem computador, ontem estava com vontade de escrever mais algumas coisas que me iam na alma, outras que tinha vivenciado, outras que tinha ouvido, visto ou que me tinham contado, ontem tinha muita cousa na ponta dos dedos, mas os meus dedos apagaram um ficheiro no meu computador, essencial para o arranque, e agora estou sem ele.
Em breve o assunto estará resolvido a aí terei hipótese de voltar à tecnologia, útil, mas em parte perigosa.
Quanto ao almoço dos blogs que se realizou no Porto, muito tenho a dizer e aprendi mais umas coisas e uma delas é que, como em tudo, isto dos blogs também tem que ser uma coisa feita com prazer pois se for por obrigação perde toda a magia...
Ele corre pela nossa pele, como um respirar ofegante e cansado da nossa existência. Incomoda pela sua textura e liquidez e transforma um sorriso num movimento contínuo de disfarce. Surge abraçado a momentos de esforço ou então acompanha estados de perigo irreal e fica, perdura na sua essência de forma indesejada.
Terminei o meu tempo de recuperação e agora é voltar à carga. Receio entrar numa rotina que em nada é positiva. Mas julgo que regressei mais calmo, ou pelo menos com vontade de levar as coisas de forma mais calma, mais positiva e menos stressante. Ontem estive a ouvir, pela primeira vez o programa " Olhos nos Olhos" da Ant3na, com a Ana Lamy e o Professor Júlio Machado Vaz, em que falavam do stresse e da importância do dormir e penso que também tenho que ir por aí, pelo regrar o meu sono e pensar que não nasci para ser perfeito.
Já tinha lido há algum tempo no Público que agora era possível ir até Serralves, à noite, e jantar por lá. A notícia agradou-me até porque considero o espaço extremanente agradável. A coisa foi passando e ontem tive a possibilidade de ir experimentar uma das muitas iguaria. A hora, essa, já não permitia jantar, até porque era coisa que já tinha feito, mas havia sempre a possibilidade de uma sobremesa. Depois de algumas perguntas decidi-me pela Sopa de Frutas. Uma delícia, tendo em conta que, quer a fruta quer o caldo, vinham quentes.
Além da qualidade da ementa, também a qualidade da recepção foi excelente.
Por isso aconselho uma ida até, e se a vontade não passar por nenhum dos pratos existentes então deixe isso por conta do cozinheiro...ele trata-lhe da saúde!
Os posters, ou cartazes, melhor dizendo, têm servido desde sempre para transmitir algo que aconteceu ou que está para acontecer, servem também para prevenção ou para propaganda, para informar ou esclarecer...
Alguns deles são vazios de conteúdo e não conseguem alcançar os seus objectivos, outros pela sua estrutura estética transforma-se em peças de colecção. Quando isto acontece é porque quem o concebeu conseguiu , de forma simples ou não, captar o significado, podendo inclusivamente dispender várias horas para a concepção, ou então num rasgo de inspiração demorar apenas alguns minutos.
Sem dúvida que os cartazes marcaram vários perídos da nossa história (exemplo disso é o 25 de Abril. A propósito disso o DN publica no próximo sábado um álbum com 100 cartazes representativos da revolução) e continuarão certamente a marcar.
Mas sem grande explicação, e de um momento para o outro, comecei a sentir um grande interesse por essa forma de comunicação, os cartazes. A internet aparece então como um grande instrumento de descoberta e de abstração.
Talvez seja a cor, as formas, a mensagem...não sei...mas que é um mundo interessante é.
Chegou ao fim! Por fim estou sentado sem sentir a obrigação de correr mais do que posso. Os dias agora parecem-me longos, e sinto-me perdido na imensidão das horas. Olho o tempo e também ele parece querer entrar na partida, está demasiado cinzento. O meu cinza, por dentro, agita-se com vigor. Desejo o SOL, não fosse ele um deus.
Depois de tudo isto gostaria se fazer uma viagem, conhecer uma nova cultura, as suas gentes e a sua gastronomia, de falar outra língua (mesmo que a não soubesse falar!), e ficar por lá durante uns tempos.
Hoje é dominho e como reza a história, dia de descanso. Como previ têm sido dias de loucura total, estilo trabalhar 16 horas seguidas! A saturação começa agora a tomar conta de mim, quero estar em casa em paz, sem sons e barulhos estonteantes. Mas ainda não acabou, falta o dia de hoje, que também ele se vai prolongar pela noite dentro. Amanhã ainda é dia de ressaca o que quer dizer que só lá para terça-feira é que a coisa vai ficar melhor. Até lá haja vontade e força.
Esta semana, para mim, não será como as outras, vou estar de manhã à noite ocupado, a proporcionar aos outros alguns momentos diferentes. Não vai faltar música, teatro, dança, teatro de rua, desporto...um sem fim de coisas.
Vamos ver como vou estar no final da semana, visto que sábado e domingo também são dias de "pica-boi"!
Contudo vou tentar não perder o contacto, afinal..."parar é morrer".!
Agora assistimos a um novo ataque aos consumidores, as enciclopédias a vulso!
Os jornais consideram que os livros, e os dvd´s não eram suficientes e então apostam neste novo formato. Continuo a achar que em nada faz aumentar a "cultura" da maioria dos portugueses, mas confesso também que dá alguma ajuda àqueles que de outra forma nunca poderiam ter acesso a este tipo de material.
A enciclopédia do Público vem no formato tradicional, isto é, em papel, e eu, esperava ansiosamente pela do DN, em digital. A publicidade, que corria, alertava que o lançamento estaria para breve. Ora bem, nesta sexta saiu por fim a referência à forma da enciclopédia, mas devo de dizer que me decepcionou. Porquê? Porque é preciso recolher dez cupões e colocar numa carderneta e depois tocar num quiosque por um cd, que dará assim acesso aos conteúdos da obra. O que acham disto? Eu acho mal.
Primeiro nem toda a gente tem internet em casa e segundo, se pretender esclarecer uma dúvida não vou a correr para o computador, ligá-lo, digitar uma password e depois pesquisar o que pretendo.
Acho que deveria ter feito a do Público, afinal papel é papel!
Li no DNa de 2 de Abril as Impressões Digitais do PRD, em que falava do "hino" não oficial do Euro2004, aquele da Galp.
Aproveito agora a deixa para passar na integra a letra, até porque a mesma dá a imagem daquilo que é e do que deveria de ser.
"Está tudo pronto? Dá-lhe gás!/Três, dois, um, vai arrancar
uma espécie de hno em versão popular/sem coisa de mão no peito e ar pesado
2004 o campeonato vai mudar o nosso fado/do coitado, do conformado, do comido
Porque é que o país se queixa do que podia ter acontecido?/Mas nunca é. E a culpa nunca é nossa é do árbitro, é do campo, é de, quem nos deu uma coça.
Chega. Queremos mais, é um murro na mesa/Um grito do Ipiranga em versão portuguesa.
Porque até hoje, quase marcámos, quese ganhámos, quase fizemos...
Mas porquê quase?... Passemos à próxima fase/Marca mais!
Corre mais/ Menos ais, menos ais, menos ais! Quero muito mais!
O conceito é muito simples: não desistir.
Mas será que é chato aquilo que acabamos de pedir?
É chato agora, acreditem no que digo:/nós jogamos em casa e contamos com o Figo, o Rui Costa, o Deco, o Simão e com o Pauleta.
Razões para querermos mais que um lugar que não comprometa./ Será demais pedir a taça?
Nada que um adepro com orgulho naão faça./ Bonito, bonito é dar o litro, não pôr as culpas no gajo do apito./ Vá lá gritar, noventa minutos, cento e vinte, o que for do príncipio ao fim, por favor./ Vamos lá people afinem essa voz
No fim, só ganha um... e temos que ser nós./Marca mais!/ Corre mais!
Menos ais, menos ais, menos ais!Quero muito mais!/ Joga mais/ Sua mais
Menos ais, menos ais, menos ais!/ Quero muito mais!/ Nem custa tanto assim imaginar a vitória
no fundo, é só uma soma de momentos de glória./ Era bonito...Um abraço aqui, um abraço ali...
Abraço toda a gente, abraço quem nunca vi./ Vamos lá transformar isto numa grande festa
Sem pressão, Seleccção, és a esperança que nos resta
Por isso, escuta: não te esquelas que a sorte protege os filhos da luta.
Não levem a mal a exigência/ Mas para empates e derrotas já não há paciência.
Queremos mais, muito mais, menos ais/ Scolari, já vimos quilo que «cé é capais».
«Cê» sabe que para ganhar é preciso ter fé./ E a bola no pé, Yo!!!/...querem mais?
Então «baza» lá vamos lá outra ve/ Quem não salta agora aqui não é português
Sempre com o desejo de cantar na final/ «levantai hoje de novo o esplendor de Portugal».
tudo a postos.../ Vamos ter fé uma vez na vida / e acabar o europeu de cabeça e taça erguida.
Se temos saudade, temos vontade, temos saúde, temos atitude
Se temos tudo, de que é que o português se queixa?/ ... Era esta a vossa deixa/ marca mais! Corre mais/ menos ais, menos ais, menos ais/ Quero muito mais!/ Joga mais/ Sua mais Menos ais, menos ais, menos ais! Quero muito mais!»
hoje para todos é mais um dia. para mim é também mais um dia de trabalho.

Ontem comemorou-se o 10.º aniversário da morte do vocalista dos Nirvana, Kurt Cobain e par com disso os canais de música dedicaram grande parte da sua programação ao cantor.
Mas eu, eu lembro-me da loucura que foi quando o grupo apareceu, das noitadas que se faziam ao som dos NIRVANA, da k7 que me acompanhava para tudo o que era sítio, do primeiro videoclip que vi e que me "flashou", da loucura dos imagens, da fantástica voz, dos músicos que o acompanhavam, dos escândalos, das notícias, dos concertos.
Foi um marco da música, é uma referência...mito?
Hoje fui dar uma volta de bicicleta pela marginal do Porto. Era uma coisa que já pretendia fazer há algum tempo, mas devido à falta dele e à intemperie a coisa lá se foi adiando. Lá agarrei na bicicleta e lá fui dar a passeata de domingo à tarde. Belo som, vento q.b. e vontade de sobra. Ao princípio até custou um bocadinho, depois foi só acertar com a mudança e arrepiar caminho. Pedalar, pedalar e desviar de uma série de pessoas, que teimam em passear na pista para as bicicletas, preencheu-me uma hora e meia de pleno gozo.
A Foz do Porto até que está bem agradável porque dá para uma pessoa dar uma voltinhas, mas as pessoas continuam a não aceitar esta divisão espaço de forma pacífica e depois lá temos que ouvir este e aquele a queixar-se:"Isto não é sítio para andar de bicicleta", ou "Não podiam ir para outro sítio?", ou ainda, "Isto é um perigo!". Mas o melhor é mesmo ignorar, até porque quem sai beneficiado sou eu, ando ali a pedalar, sem ganhar nada, mas até faço exercício físico, que só faz bem à saúde!
Este mês vai ter de tudo. No início vou ter quer trabalhar cerca de duas semanas seguidas só com a sexta-feira santa e o domingo de Páscoa como intervalo. Depois vou ter cerca de uma semana da "férias", que vai dar para recuperar um bocadinho de esforço despendido. Possivelmente vai começar a formação a que eu me candidatei, visto que o Mestrado ficou para o próximo ano. Sairam informações importantes para uma candidatura que terá um exame de acesso em Setembro, por isso tenho que começar a preparar os meus neurónios para o que aí vem! O mês pré-queimas!
Hoje é o dia 1 de Abril, vulgo Dia das Mentiras, o mesmo será dizer, que hoje o dia é inteiramente dedicado a Portugal! Porquê? Porque este país inteiro está mergulhado numa série de mentiras, que em sentido crescente têm convencido, quase, toda a gente. E que mentiras? A lista é demasiado grande para constar aqui, nem perdiria o tempo para as mencionar. Quem mente? Tanta gente. Com que propósito? Quem é que benefícia? Quem desvaloriza? Quem compactua?...
Hoje fiquei a saber de uma pessoa que trabalhou seis anos numa empresa e que nos últimos três não efectuou quaisquer descontos. Porquê? Porque a entidade patronal não lhos fez? E a pessoa não se apercebeu? A pessoa é analfabeta e tem vários de desenvolvimento. Consequências? Uma. A pessoa não tem quaisquer direitos? Porquê? POrque não tem recibos e não pode provar nada.
Sem saber dei por mim a dar valor às molduras, bem talvez não seja às molduras propriamente dito, mas sim ao que elas podem conter. Existem muitos tipos de molduras, de madeira, de ferro, de estanho, de plástico, de gesso...bem como muitas formas, redondas, ovais, quadradas, rectangulares, triangulares...mas o que interessa verdadeiramente é o que está dentro delas. Quando falo de molduras não me refiro àquelas obras de arte que circundam outras obras de arte, mas sim às que envolvem fotografias. É a essas sim que me refiro.
Fui presenteado com uma moldura e essa tinha uma mensagem que teve origem numa conversa entre amigos, e que rezava qualquer coisa deste género: ...para colocares a fotografia dos teus amigos". E é isso mesmo que vou fazer, vou reservá-la para fotografias que hão-de vir e que me farão apartir daí companhia.
Acho que é importante de vez enquando olhar à nossa volta, pensar nos amigos e saber que estão por ali.
E não consigo resistir...
298. Só a atenção ou a consciência do que fizeres o fazes completamente. Por isso se fecham os olhos a um bom sabor. Se aos beberes água para matar a sede não te concentras nesse beber, a sede não morre e fica apenas adormecida.
Vergílio Ferreira in Escrever
Tenho à minha frente o "último livro" de um grande escritor português, Vergílio Ferreira. Sem receio digo que é o autor que mais gosto, isto pela profundidade existencial que está explicita e implicita na sua obra.
Agora não resisto a abrir aleatoriamente o livro e transcrever um dos muitos pensamentos que o preenchem:
296 Mas em tudo na vida do homem se instala o incrível fas-de-conta. É o alimento e a mola real de tudo. a obra que se realiza, o nome que se há-de deixar, o filho que se criou. De tudo isso a luz que irradia destrói as sombras que estão para lá. Se a evidência da nossa condição nos queimasse com salvar-nos da loucura que nela viria? Espinosa disse que o verdadeiro homem pensa menos na morte que na vida. Mas isso não é uma lição moral porque é a nossa fatalidade. E o usuário que morre com as chaves do cofre na mão ilustra a afirmação do filósofo. Mas nós não aplaudimos o usuário. E todavia glorificamos o que morre de armas na mão e chamamos-lhe herói. E temos razão num caso e noutro. Vê se consegues explicar bem a diferença.
Vergílio Ferreira in Escrever
Desde a notícia que surgiu no Público, no passado domingo, muito se tem discutido sobre as dificuldades das gentes do nosso país. Os partidos políticos não perderam a boleia para assim poderem, mais uma vez, dar a sua opinião, sobre um assunto que desconhecem verdadeiramente.
A fome que existe no nosso país não se deve só à vinda de milhares de cidadãos de leste, ou ao álcool, ou à droga, ou à sida, ou ao desemprego, não. Quem julga isso está desinformado e deveria ir ao terreno ver as verdadeiras dificuldades, quer das instituições/entidades/organizações, quer da população em geral.
As pessoas agora não têm dinheiro porque estão desempregadas e porque naturalmente são pobres, 1 em cada 5 portugueses é pobre!. A situação +e ainda mais grave porque as entidades empregadoras cometem irregulatidades, atrás de irregularidades (dizem que fazem os descontos aos trabalhadores e quando estes vão pedir o subsidio de desemprego descobrem que não têm os descontos relativos aos meses de trabalhos).
As pessoas individam-se, pela facilidade de crédito, na compra de casa, ou na compra de qualquer outro bem, e de um momento para o outro vêm-se sem capacidade de cumprir com as suas promessas. O que acontece? As pessoas optam por continuar a pagar a sua casa, afinal é um investimento sem retorno, e acabam por deixar de poder suportar determinadas despesas; infantário, atl, livros da escola, luz, água, gás, medicamentos, roupa..., e em último caso e grave, a alimentação.
As pessoas, principalmente as mulheres, vêm-se de um momento para o outro sem o seu marido, ou companheiro, as chamadas famílias monoparentais, e são elas o único recurso económico da família, têm filhos e despesas, e a família longe, pela necessidade de mobilidade na procura de emprego, e deixam de ter capacidade para pagar as suas despesas...e em último caso e grave, a alimentação.
As pessoas, que na sua maioria são analfabetas ou analfabetas funcionais, não sabem e não conhecem os seus direitos, não sabem que podem pedir o subsidio de emprego(!), o subsídio de apoio a dependentes, o abono complementar, apoio especial para deficientes, pensão social, pensão de alimentos, regulação do poder paternal...e não sabem que existem equipamentos; ipss, misericórdias, mutualidades, ong´s, cooperativas, institutos...e deixam de ter capacidade de cumprir com as suas despesas...e em último caso e grave, a alimentação.
A verdade é que não são só os mendigos que vemos na rua que passam fome, ou aquele drogrado ou sidoso, são muitos, muitos mais... e muitas vezes é mesmo o vizinho que vive ao nosso lado.
Não interessa estar com medidas de apoio à família, até 2006!, porque os problemas são de hoje, são agora e é agora que as pessoas necessitam de respostas concretas e não respostas políticas. É certo que nem tudo é mau, mas as condições de trabalho dos técnicos que todos os dias lidam com as situações de pobreza são mínimas e carecem de alterações também elas profundas.
Este governo tem que ter como preocupação a Acção Social directa e não apresentar medidas que escondem ainda mais o problema. Dentro em breve iremos assistir a listas de espera socais, em que os problemas são categorizados e os técnicos têm que inventar soluções. Mas inventar não é trabalho social é remendo social!
A fome do público não é o que esses senhores apregoam é mais e mais grave. As palavras não bastam e ai se bastarem!
Hoje estou a comemorar o primeiro dia dos meus 29 anos. O dia correu sem grandes agitações, foi calmo e serviu para alguma instrospecção, mas não tanta como queria e como necessito. É o último ano que me encontro na casa dos intes, para o ano estarei na casa dos intas e não me aborrece nada, até porque não me sinto com a idade que tenho, aliás a idade é algo que não me assusta.
Mas isto de comemorar o aniversário tem coisas muito boas, recebem-se chamadas de amigos e de pessoas que não estavamos à espera... e outras, outras acabam por não ligar, mas essas estão sempre desculpadas. Além disso são as prendas, momento menos importante, mas também agradável (confesso que gosto de receber prendas, é óptimo.), e as prendas que nós próprios nos oferecemos, estilo recompensa.
Depois vem o encontro com os amigos, num local estratégico com ementa estratégica, não cara mas boa, e posteriormente o convívio sem planos anteriores.
E será assim sempre que for possível, é algo que valorizo, incondicionalmente, a amizade, e gosto de alimentá-la, embora admita que por vezes até falho nisso.
Quando hoje estacionei o meu carro e fui trabalhar tive que colocar uma moedazita no parcómetro para evitar que quando chegasse ele estivesse bloqueado, até aí nada de mais. Olhei as horas para saber quando teria que voltar e voltei costas. Chegado quase o momento de voltar a sair para ir colocar a moedinha, questionei-me da hora exacta que estava marcada no papel e foi nesse momento que pensei: -"Porque é que quando colocamos a moeda e sai o recibo este não é emitido em duplicado? Assim com o duplicado já sabiamos as horas e não surgiam dúvidas algumas, era coisa feita pela certa. Assim temso que andar à pensar nas horas marcadas, quando o nosso funcionamento está direccionado para questões mais profundas e altruístas".
Mas como isso não é possível, não sei bem porquê, lá fui colocar a dita cuja, e cheguei mesmo na hora marcada no papelinho.
Por vezes se as coisas fossem pensadas de forma mais prática evitavam-se muitas multinhas e coisas afins...
ps. depois pensei que uma outra forma de lembrar era colocar um lembrete no telemóvel, mas nem todos os telemóveis têm essas coisas, o meu, por exemplo não tem.
Hoje cheguei a casa com disposição de escrever umas coisas, mas isso não foi tarefa nada fácil, pois de um momento para o outro fique sem ligação à net. Num dia comum não me estaria a chatear muito, mas hoje em particular senti que havia alguma imposição transcendente, alheia à minha vontade, mas talvez essa transcendência se deva ao meu computador ter quase 6 anos e ser considerado já pré-histórico, tendo em conta os conceitos actuais.
Desliguei, liguei, voltei a desligar, reiniciei, enfim tentei uma série de vezes, mas nada parecia resultar, por isso desisti.
Agora voltei a ligar o computador e para meu espanto a coisa já deu, e ainda bem.
Isto de ficar sem ligação quando queremos muito fazer uma coisa é aborrecido, mas é claro que, esta situação comparada com outras é simplesmente um pormenor.
Hoje tive a oportunidade de visitar a única fábrica de lápis que existe em Portugal, a Viarco. É realmente entusiasmante ver o processo de produção de um lápis, a começar pela grafiti e a terminar na embalegem do produto. A fábrica que iniciou a sua actividade no princípio do século, foi duas vezes à falência (1.ª Guerra Mundial e Depressão de 29) e agora debate-se com a concorrência que existe, que não é pouca.
Vi as máquinas, que já pertencem à arqueologia industrial, e os espaços anexos, que permitem sonhar mais alto.
Fica a nota; agora que vir um lápis já o olho de uma outra forma, já sei como nasce e se desenvolve.
Este fim-de-semana foi-me oferecido um Almanaque. Um Almanaque publicado por uma ordem religiosa, que está cheio de curisosidades, e que uma delas prende-se com os provérbios.
Desde pequeno que fui um bocado adepto desses ditados populares chegando mesmo a coleccioná-los com uma tia minha, e devo confessar que conseguimos reunir largas centenas, mas com o tempo e com o desinteresse foram esquecidos e agora não faço a mínima ideia de onde estejam.
Por isso tudo não resisto em partilhar os provérbios que o almanaque destina para este mês de Março, que na sua maioria são alusivos à terra e ao seu cultivo, mas acho que vale a pena ler:
Se em Março a videira não chora, chora tu!
A água de Março é pior que a nódoa no fato.
Em Março nem rabo de gado molhado...
Fiandeira não ficaste, porque em Março não fiaste.
Quem poda em Março, vindima no regaço.
Em Março chove cada dia um pedaço.
Março chuvoso, S. João farinhoso.
Quem não poda até Março, vindima no regaço.
Em Março tanto durmo, como faço.
Quem em Março arrulha a perdiz, ano feliz.
Quando o Março sai ventoso, sai o Abril chuvoso.
Nasce a erva em Março, ainda que lhe dêem com um maço.
O mês de Março revelava-se um mês de grandes mudanças, mas algumas delas acabaram por não se concretizar. A aposta na formação está para já suspensa, até que novas condições estejam reunidas, até lá pode ser que surjam mais oportunidades, e que os horizontes se alarguem.
Esta semana foi um autêntico tormento, além das horas normais de trabalho, fui obrigado a trabalhar três dias até cerca da meia-noite, o que me deixou de rastos e hoje, quando cheguei a casa, a primeira coisa que fiz foi descansar, agora gozo o facto de não ter sono e assim posso recuperar algum do tempo dispendido (não gosto de utilizar tempo perdido, nenhum tempo é efectivamente perdido).
A acompanhar este momento de escrita explicativa oiço o album, "Magic and Medicine", dos The Coral, é suficientemente descompressor!
Há muitas formas de começar o dia. Ir buscar o pão à padaria, tomar um café na tasca mais próxima, comer cereais em casa misturados com leite, deslocar-se de transportes públicos para ir trabalhar, tratar de assuntos pendentes..eu sei lá, uma infininade de afazeres.
Eu, eu comecei hoje o meu dia de uma forma bastante diferente.
Ia descontraidamente numa rotunda, quando vejo um senhor, a pensar no dia de ontem, a tentar entrar na mesma, apitei para ver se o acordava, mas ele nada, quando ia a desfazer a rotunda, já a pensar no resto do meu dia, sinto um estrondo na parte de trás do meu carro. Eu pensei:....f...já me bateram, que treta do caraças pá! Sai do carro e lá estava o meu para-choques traseiro no chão, dependurado, coitado!
O senhor, sim o senhor, saiu do carro viu o que tinha acontecido e disse: "-conheces algum mecânico? Vamos já resolver o problema. Não é preciso chamar a polícia, vamos lá."
Dirigimo-nos ao mecânico, ele olhou para o carro, fez o orçamento, e apresentou-o ao senhor. "-São 220€."
"-Quanto?" - perguntámos, "Tanto?"
Tirei o carro da garagem e fora dela conversamos sobre a forma de resolver aquilo.
Ligou-me há poucos minutos a dizer que tinha arranjado um para-choques novo por 25€!
Sábado vou resolver a situação.
Foi assim o meu dia. Começou de forma diferente e podia ter tido muito mais azar! Mas felizmente ainda há pessoas em quem se pode confiar.
O pior do regresso? a sensação de que o tempo em que se esteve distante não foi suficiente.
Ao contrário do que tinha previsto o mês de Fevereiro não foi o mês em que voltei em força ao mundo da blogosfera, antes pelo contrário, mas no que concerne aos restantes elementos as coisas correram como previsto.
Desta forma o mês de Março vai trazer novos desafios e proporcionalmente novas dificuldades, o que me satisfaz bastante. Vou ter a oportunidade de exercitar a mente com novos conceitos, novas formas, de me socializar com mais pessoas, com diferentes experiências e com outras visões, vou ver a minha semana, efectiva de trabalho, diminuída, o que significa que os outros serão mais preenchidos, vou ter gastos adicionais, mas vejo-os como um investimento...vai ser um mês com emoções muito próprias!
O carnaval vem aí e com ele as máscaras, os desfiles, as escolas de sambra, a transmissão do carnaval do rio de janeiro (?), as pistolas de água, as serpentinas, as bombas de mau-cheiro, que tanto jeito às vezes davam na escola pois obrigava os professores a parar com a aula, os estalitos, as pistolas de fulminantes (quem não se lembra?), os foguetes, enfim uma série de adereços, comportamentos, palhaçadas e afins.
Pessoalmente já fui mais adepto do carnaval, já me mascarei e participei num daqueles concursos que são promovidos pelas discotecas, lindo!, mas agora sinto uma distância quanto a esses momentos de real folia. Concordo que seja um momento em que "se veste outra máscara que não a nossa", e que por isso haja um entusiamo grande, não sou contra a algumas atitudes mais irracionais, pois tudo isso faz parte desta nossa vida, mas este ano vou fugir disso. Não me está a apetecer pertencer ao grupo dos foliões mas ao grupo daqueles que aproveitam as mini-férias para ir ter com os amigos e passar também um bom bocado.
O carnaval é como um homem quiser.
Nos dia de hoje em que a imagem é uma das vertentes fundamentais da sociedade por isso decidi alterar um pouco a "cara" do meu blog. Quem o fez foi um amigo que por telefone ia alterando à medida que me perguntava de que cor e como queria que aperecessem as coisas. O resultado é positivo, as cores são interessantes e têm a sua representação, que são traços do que considero ser a minha personalidade. Claro que não vou fazer uma memória descritiva da correspondência das alterações, deixo isso à consideração de cada um e um pouco ao gosto de cada qual.
Já tive reacções positivas e nem por isso, mas as coisas são mesmo assim. Eu aceito o que me dizem, faz bem à saude.
De vez enquando sabe bem descobrir novos espaços, espaços onde é possível assistir a espectáculos de teatro, música, exposições, etc... e tudo em português. A Tertúlia Castelense, é diferente até na decoração, pianos, pianolas, realejos, figuras da república, placas comemorativas, avisos do princípio do século passado, brinquedos, enfim uma panóplia de artigos riquíssima e que dão um tom muito particular. Em baixo, depois de um jantar, onde recomendo com alguma cautela o bife à café, pois demora algum tempo a confeccionar, encontramos um aspaço é possível então assistir quer a espectáculos quer à projecção de filmes.
O ambiente é igualmente acolhedor, sem grandes pressas, sem grandes confusões, sem senhores menos simpáticos à porta.
E como estas coisas correm depressa os Rádio Macau vão assentar praça no próximo dia 19 de Fevereiro. Parece que os bilhetes já estão à venda, preços não sei, mas sei que deve esgotar rapidamente, até porque a sala não é assim tão grande.
Num dia de domingo em que o sol brilha lá no alto a vontade de esticar as pernas e dar um passeio é bastante forte. Para quem tem acesso à cidade do Porto a alternativa passa pelo Parque da Cidade e a Foz até Matosinhos. O circuito é muito bom e podemos ver centenas de pessoas a fazer de tudo um pouco, andar de bicicleta, patins, patins em linha, trotinetes, skate (e um desporto parecido com este, pois a tábua parece uma prancha de surf, mais pequena), trotinete ou simplesmente a pé.
As pessoas andam descontraidamente a passear com os filhos, avós, netos, primos, tios, amigos, conhecidos, ou então com o seu cão num ambiente de confraternização e harmonia própria de um dia de descanso.
Mas em paralelo existem uns quantos seres destravados que se lembraram de começar a vender trotinetes motorizadas mesmo em cima do circuito. As pessoas param e muitas deles até acabam por dar uma volta para experimentar o aparelho que faz delícias de pequenos e graúdos.
Enquanto isto andam uns racers a competir entre eles, a velocidades estonteantes, perturbando assim o bem estar das pessoas e muitas vezes colocando em risco a vida daqueles que por ali andam.
Talvez seja tempo de evitar um qualquer acidente, que mesmo não sendo mortal, pode ter consequências graves, se se tratar de uma criança, nemq ue para isso coloquem uma sinalética qualquer a proibir a circulação daquelas trotinetes motorizadas.
Podem é já pensar num circuito qualquer para fazerem as corridas e organizarem um campeoanato nacional visto os adeptosjá serem muitos.
Vem aí mais um mês depois do outro ter passado a correr. Andei nos últimos tempos arredado quer por vontade própria quer por imposição fruto da minha má gestão de tempo. Mas por vezes um pequeno afastamento faz bem. Viver o mundo real e perceber que não se está dependente deste sistema de "bigbrother" autorizado.
O mês de Fevereiro é um mês de namoro e folia, é o mês mais curto do ano, é o mês que vou ter férias, é o mês que espero boas notícias, é o mês para comemorar aniversários...vamos ver como corre, realmente, oste mês!
Recordo-me quando era pequeno ia com o meu avô, à mata do castelo, apanhar Epiricão para secar e assim podermos fazer chá. Toda a família bebia daquele chá à noitinha quando estavamos todos na cozinha. O meu avô deixou os descendentes encarregarem-se disso e eu lá ia com a minha mãe, seguir a tradição da apanha da erva para fazer o apreciado chá. Depois disso apareceram, ou já foi antes, não me recordo, várias tipos de chá caseiro, recordo-me do mais insólito, chá de urtigas, que faz bem a alguma coisa mas não sei o que é. Depois experimentei o chá flor de laranjeira, de casca de cebola, de eucalipto...eu sei lá, era o que aparecia, para o que aparecia.
Depois essa fase passou, deixamos de beber chá.
Fiz umas incursões rápidas mas sem grande entusiasmo a outros tipos de chá, os que se vendem nas lojas, até agora, até ter percebido que o chá tem todo um ritual e um envolvimento social riquissimo.
Agora desdobram-se os locais onde se podem adquirir tipos de chá que jamais sonhara que existiam...
...e é tão bom agarrar numa caneca com chá e beber pausadamente sozinho ou rodeado de amigos.
Eis alguns blogs que referem no mome a palavra chá:
http://chadementa.blogger.com.br/
http://www.horadocha.blogspot.com/http://chadascinco.blig.ig.com.br/
http://www.chadasseis.blogger.com.br/
http://www.chacomdeus.blogger.com.br
http://www.cha-tice.blogger.com.br/
http://www.chacombiscoitos.blogger.com.br/
http://chapeleirolouco.blogspot.com
http://www.chadancante.blogger.com.br
http://www.chadecarol.blogger.com.br/
Artes em Partes é um espaço extremamente interessante na cidade do Porto ligado, como o nome indica, às artes, mas são se fica só por aí.
No rés-do-chão tem uma pequeno café "Tierras Café" onde é possível mergulhar num ambiente descontraído e apreciar um chá acompanhado com uns scones ou uma fatia de bolo. Um espaço simpático, com boa música, pessoas bastante acessíveis e uma decoração tipicamente muçulmana. No dia em que estive lá estavam expostos pequenos quadros, em que as figuras pareciam olhar para nós como que a expiar-nos e a controlar-nos.
Um tarde diferente.
Existem muitas formas de fazer negócio e uma delas é explorando, de forma incondicional, os produtores. Contudo existe uma nova forma de olhar para o mundo comercial, em que quer o produtor quer o consumidor não são explorados.
Tiva o primeiro contacto com os produtos do Comércio Justo numa feira internacional de associações realizada na cidade de Porto em 2001, daí até consumir os referidos produtos foi um ápice.
Sem dúvida que os princípios do Comércio Justo são extremamente interessantes assim como os produtos, que desde já recomendo, pois são todos manufacturados e/ou de produção biológica.
Em Portugal já existem algumas associações que promovem este conceito de comércio solidário mas comparando ao que se passa no resto do mundo (principalmente europa central e do norte) é, consideravelmente, muito pouco.
É sem dúvida uma forma diferente de ajudar os países da América Central, Sul e África, consumindo produtos que vão desde o vulgar chá até às mais elaboradas peças de artesanato.
Vale a pena descobrir o mundo.

Será este o espírito da nação, medo, paranóia, desespero, suspeição?
um filme a ver!
Mais uma vez o melhor da televisão revela-se naquele que continua a ser o melhor canal da televisão portuguesa. Mesmo depois de tanta discussão e de tanta espera para ver o canal renovado devo confessar que, mesmo sem grandes alterações de programação, valeu a pena.
Manifestamos de muitas formas quer o nosso agrado quer o nosso desagrado, recorrendo para isso a todo o tipo de linguagem, verbal e não verbal.
Bater palmas é uma dessas formas, uma forma de agradecimento ou reconhecimento por algo que gostamos.
Nunca tinha pensado no acto, primário, de fazer bater as mãos para termos um som, mais ou menos grave, de forma a manifestarmos o nosso agrado por qualquer coisa.
É realmente interessante por vezes olharmos à nossa volta e pensarmos no que fazemos e para que fazemos. Foi isso que me aconteceu de forma inesperada, uma reflexão sobre o bater palmas num espectáculo, e encontrei um comportamento tão primitivo, que se pode transportar para tantas, tantas ocasiões.
Esta semana foi rica em episódios, a todos os níveis, e assim chego ao final do dia de hoje a olhar para o relógio, cheio de vontade de ir para casa. Tenho vontade de estar num ambiente calmo, rasteiro e suave, onde a música me acaricie a alma e a relaxe para a elevar a estádios de beleza e serenidade.
É assim que me sinto. Sãos os meus desejos que me chamam e que me domimam, é o meu lado não racional.
Mas o fim-de-semana vem aí e com ele todo o tempo para a monotonia saudável, que espero alcançar para meu bem.
Na noite de domingo para segunda morreu o pai de um colega de profissão.
Não vale muitos comentários, pois a morte é sempre algo de dramático, pelo menos para aqueles que estão em linha directa com o elemento que morre.
Mas depois de receber a notícia existe sempre um momento de reflexão, profundo, angustiante e perturbador que é: "- Mas o que é que eu ando aqui a fazer?", "Hoje estou vivo e amanhã posso estar morto, será que ando a gozar a vida como deveria?". E depois destas questões, existe uma interiorização de que as coisas devem realmente mudar. Mas será que mudam mesmo?
Ontem tive a oportunidade de reunir amigos num jantar, que confesso que já andava a programar há muito mas que só agora é que foi possível conrectizar, e que correu bem do príncipio ao fim.
Mas a melhor parte é a de ter ficado com a sensação que são pessoas que me conhecem, verdadeiramente.
Só isso mereceu tudo.
Hoje no jornal "O Público" vem uma série de notícias breves que testemunham a importância dos blogues a vários níveis de intervenção na sociedade contemporânea. Uma das notícias veicula que a BBC poderá ter um programa dedicado a blogues, o que não me deixaria espantado, até porque aquela cadeia de televisão prima pela exigência da sua grelha de programação.
Seria contudo um teste com algum risco mas calculo que rapidamente reuniria bastantes fãs.
Por cá acho que se deveria pensar numa publicação dedicada aos blogues e a tudo o que esteja relacionado com estes. São muitos os existentes e muita a informação produzida diariamente, tanta que daria para garantir a referida publicação. Um título, talvez somente "Blogs".
Porque não? Com apoio do Ministério da Cultura.
Só como referência, este mês saiu uma revista denominada, W ART, que tem o apoio do referido ministério, mas para provar que não é única, também a revista, Umbigo tem esse "mecenas".
Vamos fazer obra?
Curiosamente este título, de um post do blog Papyro, foi o título escolhido para um pseudo-livro de poesia que imaginei compilar. Tenho muitos escritos em formato papel e em digital, mas nunca passou de um projecto. Um dia, nunca se sabe. O que é engraçado é que quando pensamos que estamos a ser originais em algo apercebemos-nos que, ao mesmo tempo, pode estar a surgir a mesma ideia em centenas de cabeças por esse mundo fora.
Estranha esta percepção da realidade fora do nosso eu...mas é mesmo assim.
tudo pode mudar, sem nós querermos. Como não controlamos todos os factores externos à nossa existência, estamos sempre dependentes do acaso, logo tudo se altera em instantes...segundos.
E foi isso que aconteceu comigo. De um momento para o outro vejo-me com uma coleira ao pescoço, para assim evitar movimentos bruscos do pescoço, até à próxima consulta com o ortopedista e depois vamos ver a avaliação...o que vai acontecer a seguir.
Como disse uma das pessoas que se cruzou no meu caminho, " - quando as coisas parecem correr bem acontece alguma coisa que vem estragar tudo", e a situação é mais ou menos assim. Mas há que ter uma atitude positiva, afinal "- foi só chapa, ninguém se aleijou a sério, podia ter sido pior".
As dores essas é que incomodam, muito. Mas apesar de ter esperado 40m até o médico me ver, vou fazer exactamente aquilo que ele disse. Afinal ele é que é o técnico especializado.
O início do Cântigo Negro de José Régio, que fui obrigado a saber de cor, para uma peça de teatro, fez-me lembrar agora as vítimas da Casa Pia.
Quantas vezes terão ido aquelas crianças, enganadas, somente à procura de um olhor meigo nos olhos de alguém, um alguém que não conheciam mas que lhes prometiam bem estar, segurança e carinho?
Quantas terão sido as vezes que os olhos doces, das crianças, terão olhado para a vida de forma inocente? E quantos olhos, supostamente a pensar em doces, terão olhado para as mesmas crianças, imaginando, também elas, o céu?
Lembrei-me, assim de repente, do sofrimento agonizante que estas crianças são vítimas diariamente.
Os nossos olhos, olham para tudo isto de uma forma distante, interessada mas distante do drama pessoal e social de cada um. Os nossos olhos conseguem ver à nossa volta algo de doce e meigo. Estas crianças pensarão nisso? Imaginarão elas confiar num qualquer olhar meigo que se lhe atravesse à frente?
Queremos saber tanto deste drama, interessa-nos tanto o drama alheio, pois é mais doce que o nosso. O nosso confunde-nos e afugenta-nos mas para os outros é mote para conversa.
No último fim de semana tive a oportunidade de passar em frente à casa onde cresci. A casa é velha, tem mais de 50 anos, e pequena, e actualmente está a receber obras de restauro. Eu já não vivo lá há 5 anos, nem eu nem ninguém da minha família. Passei lá muitos momentos, bons e menos bons... e agora só me restam as recordações, muitas por sinal.
Tive curiosidade em parar para entrar, para ver se o interior era igual ao que tinha deixado, se a disposição das divisões era a mesma, mas nada disso aconteceu, passei e não parei.
Acho que muito de nós fica numa casa quando a deixamos, ficam lá partes da nossa história, paredes, janelas, aquele canto, aquela imagem daquele momento, risos, choros, tristezas e alegrias. Uma casa será uma parte da nossa alma quando nela habitamos e talvez por isso as minhas recordações persistam.
A casa ainda é amarela, ainda mora lá a minha vizinha, que me viu a crescer, e que provavelmente sabe mais sobre mim, do que muitas pessoas, que julgam saber, ou pelo menos sabe muito sobre uma parte da minha vida...a infância e a adolescência. Mas as vizinhas sabem sempre muito, mesmo que nada saibam.
Agora na rua, sobram poucas casas velhas foram, na maioria, recuperadas para os novos imigrantes, e, provavalmente, a minha velha casa amarela terá o mesmo destino. Espero que os novos habitantes criem as suas próprias recordações, que viagem, que convivam, que cresçam e que aprendam.
As minhas recordações serão eternas, serão vistas numa pequena casa amarela virada para a mata do castelo, onde todos os dias jogava com o barulho dos carros e com o barulho da natureza na sua profunda simplicidade.
Não me canso por isso em recordar, e continuar a viver.
Hoje fui almoçar a um restaurante e como é normal pedi a factura e o senhor sem hesitar passou o referido papel. O valor não era alto e por isso teve uma maior facilidade em escrever os euros, mas quando pedi uma factura de uma despesa maior que se tinha feito uns dias antes, o senhor, com um à vontade próprio, indagou: "Quer factura?".
Eu por momentos fiquei a olhar para o senhor e respondi: "Quero, com nome e número de contribuinte."
Já não há paciência para estas coisas.
Aliás, o que é feito daquela publicidade do Ministério das Finanças, o das facturas, lembram-se? E já agora será que vão fazer a avaliação dessa campanha? Será que teve algum êxito? Quanto é que se gastou? Quais os proveitos? Resultou a Educação para a Cidadania? Quem o faz? Onde e como?
Bem já chega de perguntas, vamos ver o PORTUGAL EM ACÇÃO.
Um dia desta semana tive a oportunidade de estar acordado até altas horas da madrugada. Mesmo tendo uns afazeres liguei a televisão e fiz um zaping pelos poucos canais que tenho e fiquei deveras impressionado. Quase todos os canais, a partir de uma determinada hora, tinham as televendas a fazer a sua promoção e quase todos propunham um aparelho milagroso que reduzia o peso em poucas semanas. Uns prometiam resultados fantásticos e para isso promoviam concursos, outros não tinham concursos mas ofeceriam este e aquele acessório.
É um mundo incrível! Todas as pessoas são bem parecidas, bonitas e elegantes, todas sabem falar bem, têm a certeza do que dizem e estão convictas de que aquilo é o melhor do mundo, nunca se cansam, estão constantemente a fazer exercício com um sorriso nos lábios...é mesmo um apetecivel...comprar aquelas coisas para ter aqueles resultados.
Calculo assim que existam pessoas que se sintam tentadas, mesmo sem precisar ou usar, a comprar...e devem ser muitas.
Eu, pessoalmente, acho que é um desperdício de tempo ver aquele programa, os conteúdos são totalmente dispensáveis...mas ele há gostos para tudo.
O primeiro dia deste ano coincide com o primeiro post. Poderia contar como foi a noite, em boa companhia e prolongada, ou desejar um excelente ano para todos, mas não. Eu apenas quero assinalar o dia. Nada mais, estilo ritual de iniciação...
Bem se deixei aqui a minha listagem de prendas para o Natal, também me parece apropriado deixar aqui a minha lista de desejos para o próximo ano de 2004. Assim como a minha listagem de prendas era totalmente concretizável, aliás só estou à espera de uma prenda para que a lista fique, finalmente, completa, também os meus desejos serão facilmente realizáveis.
um novo governo para os Estados Unidos da América;
um novo governo para Portugal;
um novo governo para Israel e a Palestina e que encontrem a paz;
um bom mandato para Lula da Silva;
menos mentiras para os portugueses sobre o Estado da Nação;
menos subida dos impostos, na ordem dos 2%;
um novo episódio do Senhor dos Anéis;
um novo Nobel da Literatura para Portugal;
que o caso da Casa Pia se resolva de uma vez por todas;
que diminua o número das pessoas em lista de espera para serem operadas a situações inadiáveis;
que os portugueses sejam menos egoístas e mais solidários;
que os políticos portugueses se unam numa consertação com vista o desenvolvimento efectivo do país;
que o Benfica seja campeão;
que as universidades portuguesas tenham boas condições para a prática do ensino;
que se aposte na formação profissional e na formação contínua dos trabalhadores;
que se pense da descentralização cultural do país;
que os Açores sejam a base que os europeus procuram para mandar coisas para o céu;
que os portugueses tenham uma boa notícia dos nomes para as presidenciais;
que se discuta, por referendo válido, a questão da Constituição Europeia;
que Portugal ganhe mais de 5 medalhas nos Jogos Olímpicos e depois pense em organizar os jogos para 2008 ou 2012, ou lá o que é;
um bom ano para as exportações portuguesas;
que Portugal não faça nenhum penalti na final do Europeu;
que o Porto ganhe a liga dos Campeões;
que a fome acabe no mundo;
que haja igualdade de direitos entre homens e mulheres, em todas as áreas de actuação na sociedade;
que se encontre uma cura para a doença de Alzeimer, Parkinson, SIDA e Cancro;
que o imposto automóvel não aumente, não sei quantos porcento...
Bem, por agora são estes os meus desejos para 2004. Espero que se concretizem todos, aliás para todos estão reunidas todas as condições deste mundo...
Entretanto esta lista é passível de actualização, pois uma pessoa deseja e sonha tanto!
Quando falamos de burros conotamos a palavra com alguém que tem uma capacidade de assimilação ou aprendizagem um pouco mais lenta que a maioria das pessoas.
Quantas vezes olhamos à nossa volta e sentimos aquela sensação profunda de que, todas as pessoas são burras. Quantas vezes pensamos que nós somos representados por pessoas que poderiam competir com o Burro mais Burro, ou ainda quantas vezes olhámos para a televisão num determinado momento e por alguém não saber a resposta a uma pergunta, de um concurso qualquer, que a nós nos parece óbvia, chamámos Burro? Parece-me pertinente ainda falar na hipótese da nos chamarmos Burros, por considerarmos que tomámos uma decisão errada.
Mas nem tudo é mau na palavra burro, pelo menos lá por fora. Por cá o Burro é uma espécie em vias de extinção e é razão de chacota e de provérbios menos estimulantes..."cor de Burro quando foge", é aquele que me recordo de forma mais rápida e que nem é muito agressivo. Enquanto o nosso exemplo de mau trato do Burro é conhecido algures pela Inglaterra é tido como uma excelente escolha na terapia com crianças, visto gostar muito da companhia humana e de ser um animal obediente. The Donkeys Sanctuary é um exemplo dessa relação enre Burro e ser humano (criança) capaz de obter resultados positivos.
Afinal os burros até são bastante úteis temos que saber é o que fazer com eles.
The donkeys are all chosen from the Donkey Sanctuary, a connected charity and great care is taken in their selection. They must be healthy, placid, obedient and above all they must enjoy human company.
At each centre, there are between 12 - 15 donkeys. Usually six donkeys per day are worked, this has been found to be ideal; each donkey does enough to remain fit and interested and not so much as to get tired and bored.
The closeness of these calm and gentle donkeys is of great benefit to these children in many ways, from riding and driving, to touching, cuddling and talking to them. The donkeys will accept any kind of attention and seem to understand the needs of the children, which makes them ideally suited to this work.
The donkeys have proved time and time again that they, too, are very special individuals as are the children who come to the centres.
Falava há pouco tempo de António Damásio e do meu desencontro com os seus livros e agora vejo esse trajecto alterado, já tenho o livro "Ao Encontro de Espinosa" .
Nos entretantos também eu encontrei Baruch Espinosa e a sua ideia e concepção de Deus, para Espinosa a Natureza é Deus. Por isso sou capaz de fazer umas incursões pelo filósofo de origem portuguesa(?!), para decifrar e explorar melhor essa ideia . Afinal também eu considero a natureza como Deus.
Baruch Espinosa
Amsterdão, 1632 - Haia, 1677
Filósofo holandês. Pertence a uma família judia originária de Portugal, de onde tem de se exilar. Ainda jovem apaixona-se pelos estudos e aprende o hebraico e as línguas clássicas. Lê Descartes com avidez, um dos seus filósofos favoritos. Cedo dá a conhecer as suas ideias, que os judeus consideram heréticas e, por isso, é expulso da sinagoga. Em 1656 é vítima de uma tentativa de assassinato, sendo levemente ferido. Para evitar que se torne um perseguido, retira-se para Leyden e para Rynsverg e ganha a vida polindo lentes para telescópios e microscópios. A sua vida é de uma reclusão solitária de grande sobriedade. Por volta de 1668 instala-se em Haia, onde vive até à sua morte. Publica um Tratado Político e deixa várias obras inéditas, que são publicadas em 1677 com o título de Opera Posthuma.
Espinosa está convencido, como Descartes, do absurdo de falar de uma substância criada, isto é, independente no ser e no agir, segundo a definição cartesiana e, por outro lado, dependente em tudo de Deus. Para Espinosa só há uma substância ilimitada (nada diferente a pode imitar) que manifesta a sua riqueza ontológica em atributos infinitos. Multiplicidade, mas identidade substancial: Deus ou a Natureza. Quanto ao ideal ético, consiste em saber ver todos os acontecimentos como racionalmente necessários, que surgem espontâneos (suprema liberdade) de Deus. Desta visão nascerá o amor Dei intellectualis, no qual religião e filosofia se confundem na mais elevada sabedoria.
São sempre bons os momentos depois do Natal. É tempo de saborear e usufuir das prendas (para quem as recebeu, claro!).
Muitas pessoas começam a fazer planos para a passagem de ano, mas eu continuo a dizer que o melhor é mesmo o que não está planeado...simplesmente ir. Este ano para baralhar as coisas recebi o convite de alguns amigos meus para ir até à capital. Tenho que dar a resposta rapidamente com o risco de lhes dificultar a vida nas contas que têm que fazer, ou melhor dizendo nos preparativos.
Quanto ao resto, o pensamento para o ano de 2004, esse ainda está calmo, sem grandes planos, mas é melhor que esteja mesmo, afinal as contas vão começar logo no princípio, para educar a carteira (e adopto este discurso, relativamente, pessimista porque não vejo o lado optimista da coisa, não consigo ver).
After xmas é sempre bom, as pessoas já descansaram do corropio das prendas e começam a correr para a passagem de ano...
O possível aumento da salário mínimo nacional é de 10€. Não sei bem para o que isto dá, mas sei que dá para aumentar a desigualdade entre as classes sociais existentes.
Pode não ser um problema para quem legisla e/ou decide, mas é certamente uma situação gravissima para quem pretende continuar sobreviver. Não será certamente uma medida popular e até os sindicatos dizem que será uma loucura se o aumento não for na ordem dos 4,5%. Vamos ver o que vai acontecer.
Esta sexta-feira, no DNA, aparece o célebre cientista português, que um dia decidiu ir para os Estados Unidos, porque cá não tinha as reais condições para trabalhar (ele não é certamente o único e não será o último), a dar uma entrevista. Só hoje é que a consegui ler, fruto de ter canalizado tempo para outras coisas que também estava a precisar, descansar.
Confesso que ainda não li nenhum livro dele, o que não me deixa particularmente satisfeito, mas também não faço disso uma tragédia.
É só uma questão de organização de tempo, mas depois do que li está para muito breve.
Ontem numa conversa, quando falávamos em ler livros, falou-se numa situação que julgo acontecer a todos, ou pelo menos já deve ter acontecido. Quando estamos a ler um livro, e o poisamos para fazer outra coisa qualquer ou para começar outro, e o voltamos a abrir questionamo-nos, mas onde é que eu ia? Começamos a olhar e não sabemos se foi na página da direita ou da esquerda, então somos obrigados a ler uma e outra, para depois até chegarmos à conclusão que estávamos mesmo na última linha da página do lado direito.
Isto acontece a quem só usa um marcador e o mete lá no meio das páginas, mas devia existir um sistema que nos indicasse automaticamente onde tínhamos ficado, isto quando não temos o hábito de riscar os livros. É complicado, mas julgo que alguém já deve ter pensado nisso.
estas são algumas palavras que gosto, que uso ou nem por isso, que têm muitos significados e/ou sentidos, são palavras...
rorto, ocidente, oriente, guerra, cheiro, doce, mel, belo, linda, amor, tortura, cheiro, aroma, odor, ar, vento, terra, mar, fogo, arder, morrer, sofrer, lágrimas, sebastião, maria, estrela, praia, ocre, acre, gato, sol, lua, opúsculo, ocaso, acaso, música, nada, tudo, sim, não, avoó, avô, irmã, tia, tio, mentira, feliz, sangue, embriagado, som, beijo, além, alma, impossível, futuro, além, alma, impossível, futuro, cama, sexo, penetrar, dormir, tu, eu...
No Expresso do fim de semana passado a jornalista Clara Ferreira Alves, de uma forma muito subtil, mostra-nos a importância que damos a uma série de produtos supérfulos, e fá-lo através de uma lista de prendas de Natal.
Ora eu para não ficar a trás e até para aproveitar a ideia de um amigo meu, de colocar a minha lista de prendas na net para eles assim poderem escolher e oferecerem coisas que eu gosto, passo a citar o que espero no meu sapatinho:
uma carrinha VOLVO VX90;
uma viagem a LONDRES;
um sistema de HOME CINEMA WIRELESS;
um computador portáctil;
uma televisão HOYER de PLASMA;
uma aparelhagem de alta fidelidade por componentes, (leitor de CD, PHILIPS, Amplificador DENON, Colunas INFINITY, pré amplificador NAD);
uma máquina fotográfica digital LEYKA;
uma impressora multifunções HP;
uma mesa de sala INTERFORMA;
um sofá DIVANY&DINANY;
um gravador de DVD SONY para o meu computador;
um IPad da MAC;
umas sapatilhas NIKE;
a caixa de cds do CARLOS PAREDES;
...
Julgo que não peço muito, acho que os meus amigos conseguem oferecer-me tudo isto, senão tenho que chegar à triste conclusão que estes amigos não me servem e tenho que encontrar outros mais interessantes...quem diz amigos diz família, mas há um problema porque dizem que não se pode escolher
São muitas as frases que decoram paredes por essa país fora, umas mais interessantes, outras com piada e outras completamente sem sentido.
A frase "Já foste um bom robot hoje?", está numa parede próxima da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. É uma frase curta, mas carregada de significado. Não sei se as pessoas se questionam sobre isso, mas calculo que não passe indiferente, eu reparei nela.
Existem muitas formas de despertar consciências e a melhor forma é questionar a própria consciência e a razão da nossa própria existência.
Imagino as frases que existem escritas por esse país fora, imagino o trabalho de um semi louco a fazer uma compilação de todas elas, imagino um livro publicado com essas frases, imagino a riqueza desse trabalho, imagino o disparate desse esforço, imagino as frases... e recordo outra que vi nas paredes de uma escola em Coimbra "PSD, PS, CDS, PCP, o que interessa mudar de amo se somos sempre escravos?"
Fui até à minha varada e comecei a ver as janelas do prédio à frente do meu. Algumas estavam abertas e através delas pude ver algumas coisas dessas mesmas casas. Árvores de Natal, sofás...e por uma dessas janelas pude ver uma pessoa sentada, não consegui ver se era homem ou mulher, a ler. Também não consegui ver o que lia, mas percebi que era um libro de bolso relativamente antigo.
Depois continuei a olhar e a imaginar o que podia encontrar lá dentro, que histórias poderiam ter aquelas pessoas, como seriam essas pessoas, o que gostariam de contar. E ali continuei mais um tempo.
Imaginei como seria ser escritor, passar para o papel histórias, ser lido, gostar de ser lido e continuar a escrever.
Voltei costas e vim para dentro de casa. Sentei-me na sala a rir. Não sei porque ria, mas sabia que me sentia bem.
Na televisão os filmes de sábado à tarde passavam, ligou-me um amigo de longa data e trocámos umas palavras. Combinámos encontrarmo-nos.
Agora estou sentado aqui em frente ao computador a escrever. Por momentos sou um escritor, sem qualquer tipo de reconhecimento, pois não o poderia ser visto que nunca escrevi nunhum livro, mas escrevo.
Afinal tudo é possível,

Dispensa apresentações ou observações. É uma excelência e ponto final. Tenho andado a ouvir Movimentos Perpétuos - Música para Carlos Paredes (o álbum de homenagem a Carlos Paredes, com vários artistas portugueses), e é fenomenal.
A esse gosto está aliada uma ligação sentimental, baseada no facto de ter andado a estudar em Coimbra.
Não cansa, descansa e por vezes dói.
já as pessoas andam por aí que nem malucas às compras. Sucedem-se a abertura de novos espaços comerciais, que vendem de tudo para todos os gostos, a preços frantásticos com condições cada vez mais aliciantes. Mas as pessoas querem comprar, não podem perder a oportunidade de ofertar aquela camisa, dvd, cd ou o que mais fôr. Eu compreendo-as, afinal as frustrações por vezes são tantas que é assim que conseguem afirmar que, apesar de tudo até têm dinheiro para comprar as suas coisas.
É assim o povo, são assim as tradições, é esta a vontade dos bancos, que facilitam o acesso ao crédito ou ao cartão maravilha, é a vontade das lojas que assim escoam os produtos por os quais também se individaram, é assim o espírito de Natal, de dar e receber.
É Natal, é Natal já se ouvem dentro das carteiras os euros a chuncalhar, com vontade de sair e cair dentro de uma caixa resgistadora. É Natal, é Natal, é tempo de dar e receber...
Mas nem tudo é mau, existem tantos e bons exemplos de sar e receber sem intenção, ou com uma única intenção o de ajudar...esse é o verdadeiro espírito da coisa, dar sem esperar receber.
Depois de dias agitados dou comigo agora com algumas, poucas, horas de descanso. Ele foi rádio, ele foi televisão, ele foi o Encontro Nacional de Voluntariado Jovem, ele foi individualidades, ele foi inauguração de casa de amigos, ele foi de um lado para o outro sem parar...
Mas hoje, por ser domingo, a coisa está mais parada, aliás o fim de semana começou domingo e não sexta ou sábado, como normalmente acontece.
E durante estes dias também aprendi, também cresci, também me diverti, também tive a sensação de tarefa cumprida, também me aborreci, também me stressei, também me questionei...
Parto em breve para mais uma viagem, para ir a um jantar de Natal, aqueles em que as pessoas trocam prendas, onde se come e se concersa de tudo e de nada, visto que não é só a conversar que as pessoas mudam o mundo todo, e para ver uns amigos de longa data. Parto com vontade de fazer coisas diferentes ouvir coisas novas nem que seja para saber que estão bem.
Por fim estou parado, mas a minha vontade e a minha mente continuam por aí a passear, sempre, mesmo que às vezes de forma anárquica.
Estou então assim parado, mas sempre em movimento.
Já tinha ouvido falar muito do filme mas só agora tive a oportunidade de o ver e devo confessar que ao contrário do que estava imaginei até então, não considerei o filme como verdadeiramente fantástico, bom, mas não sublime. Um filme simples onde está reflectida a pureza da personalidade do Dalai Lama, a intensidade dos sentimentos do Homem e a sua capacidade de mudança, a sua versatilidade, a sua luta, a incoerência de actos, a ignorância da guerra, a falta de diplomacia na diplomacia, o traição...
Ver este filme é ter um primeiro contacto com a realidade do povo tibetano. Pessoalmente nutro grande simpatia pela filosofia budista, aliás das religiões que conheço, o budismo é o que mais se aproxima das minhas crenças.
A minha primeira abordagem ao tema Budismo deu-se com um livro em que o Dalai Lama dava uma entrevista a um historiador francês, Jean-Claude Carrière (autor do livro, Tertúlia de Mentirosos), que achei fantástica, posteriormente a esse encontro fui tendo algumas incursões mas nada de forma aprofundada.
Mas nunca se sabe se não irei aprofundar mais os meus conhecimentos, afinal o mundo dá sempre tantas voltas e não me importava nada de conhecer o Tibete!
Hoje fui visitar uns amigos e enquanto viamos as fotografias da última viagem deles, surgiram uns barulhos estranhos vindos de parte incerta, No príncipio pensamos que seria alguém a tentar fechar ou obrir uma porta, não ligamos, posteriormente com esse barulho indefinido começamos a ouvir uns gritos misturados com choro de desespero, levantamos-nos todos e fomos tentar perceber o que é que se passava. Ficamos à escuta, o meu amigo ligou de imediato para que a polícia viesse...e nos entretantos ouviam-se vidros a partir, gritos, choro de imploração, portas (ou lá o que era) a bater...e esperamos pela polícia. Um dos vizinhos incomodado com a situação, liga à polícia, ela estava a chegar, e os gritos continuavam, e nós impotentes a ouvir ou a imaginar um fim trágico para a história. O meu amigo desceu, saiu do prédio à espera da polícia, e ela estava a chegar, os gritos continuavam, os vizinhos de cima questionavam-nos e nós pouco sabiamos responder...a polícia estava quase a chegar...nós ainda não sabiamos de onde vinha o barulho se da garagem ou do primeiro andar, e nisto a polícia chegou mesmo, passados cerca de 20 minutos...passaram pelo meu amigo, serenamente, um deles até fechou a porta do carro patrulha com o pé, estilo western, e lá subiram rumo ao primeiro piso. Chegados bateram à porta, "Abra senhor, abra a porta", e ele abriu e disse "Isto não é nada, apenas uma discussão entre mim e a minha mulher", "Levanta-te.", gritou ele para ela.
Entramos e ficamos mais descansados até porque a polícia tinha sido rápida!, e assim nada de mais poderia ter acontecido àquela mulher. Comentamos a situação, incrível por sinal.
Imaginamos o inimaginável, mas tudo bem. A senhora provavelmente até nem vai apresentar queixa ao marido, pela lei portuguesa a polícia só poderia entrar naquela casa para intervir se lhe abrissem a porta, pois se fechada são acusados de invadir propriedade privada, e o senhor até poderia ter cometido um crime passional, facto também consagrado no código penal (e julgo estar a ser correcto na apreciação) com contornos especiais.
Ora bem, o que aconteceu hoje naquela casa com aquele casal acontece diariamente por esse país fora, violência física, moral, psicológica, financeira e social. E depois?
Continua ser consentida, naturalmente, pela sociedade, continua a ser um problema grave que mata por ano dezenas de mulheres (sim, principalmente mulheres), continua a não ter grande solução porque não estão reunidas as condições sociais e estruturais para isso. Culpados? Julgo que quase todos, pois até mesmo aqueles que têm conhecimento destas "discussões", não fazem nada, e porque é que teriam que fazer?
Não gostei do que ouvi nem do que imaginei.
Lembrei-me agora de uma música dos Xutos e Pontapés, "Dia de São Receber", não sei se tem alguma coisa haver com o facto de hoje receber, mas penso que não!!! Mas a verdade é essa, hoje trabalha-se para o dia S (salário), principalmente as pessoas que não estão motivadas para os cargos ou as tarefas que estão a desenvolver. É um problema nacional, visto que uma grande percentagem da população portuguesa não está minimamente satisfeita com o que faz, talvez fruto das escolhas profissionais ou até do próprio sistema de ensino que não dá grandes alternativas, mas isso é um facto.
É certo, hoje até vou receber, a dobrar, imagine-se só o direito que foi conquistado!, e a minha casa vai ter uma prenda, ou até mais que uma, e eu?...eu também vou ter uma prenda, só que ainda não sei qual.
O dia S é bem vindo então, é sempre bem vindo, e quanto mais se tem, mais se quer ter...e falso é aquele que diz que "Eu estou bem assim", hipocrisia, digo eu.
Uma dos momentos mais transcendentes nas viagens é quando estamos dentro de um avião e conseguimos ver à nossa frente todo um céu azul, límpido e brilhante, quando conseguimos ver um sol, radioso e quente, quando olhamos para baixo e vemos um céu carregado de nuvens cinzentas e densas, quando imaginamos o tempo lá em baixo, frio e chuvoso.
É realmente um momento único, um momento que trocaria com toda a facilidade pelos dias nublosos dos últimos tempos.
Nós muitas vezes também deveriamos ter a capacidade de olhar a nossa vida de cima, de um estrato mais azul e depois conseguir imaginar outros momentos e a partir de aí conseguir forças para soprar as nuvens, malditas nuvens!.
Quebom que é, o céu lá em cima sempre azul!
Hoje gostava de poder estar acordado até mais tarde, mas não posso. Amanhã tenho que trabalhar, tenho que estar activo, tenho que produzir, tenho que decidir, tenho que falar, tenho que escrever, tenho que ouvir, tenho que telefonar, tenho que planear, tenho que definir...enfim tenho que trabalhar.
Penso tantas vezes como seria bom viver na Grécia e na Roma antiga onde se dava primazia ao ócio em detrimento do trabalho..que saudades desse tempo...hoje tenho pena de não se pensar, ainda, assim poupava-me tanto trabalho amanhã.
Quando uma pessoa anda de avião acaba sempre por folhear aquelas revistas das companhias aéreas que têm sempre tanta coisas para mostrar e tão pouco para ler. Normalmente promovem um país e/ou vendem uma série de produtos, que pretendem ser mais baratos que os normalmente adquiridos nas lojas que estão no solo seguro.
Algumas até têm uma apresentação muito atraente, como a da TAP, outras nem por isso, mas como o meu voo foi longo tive que arranjar algo mais para ler e então agarrei no livro do Saramago, Ensaio sobre a Cegueira e deliciei-me a ler o livro, ou melhor a devorar o livro, a querer como acabava aquela cegueira branca de cor de leite... e continuei e fui por aí adiante a viajar nas folhas, brancas, de um livro que me seduziu. Assim ali estava eu a viajar duplamente, no ar e nas folhas brancas, e percebi que voar é realmente bom, principalmente nas asas de um livro.
Isto de viajar tem muitos aspectos positivos, desde me ter obrigado a comunicar durante 3 dias unicamente em inglês, num país (Letónia) em que as influências de línguas (alemão e russo) é mais que muita até aprender novas palavras, reflexo da interculturalidade a que todos estamos sujeitos.
E como a curiosidade é aguçada pela vontade de aprender mais e coisas novas, aqui fica uma pequena amostra do que de novo aprendi...
Paldies - Obrigado
Sveikl - Olá
Sula - Sumo
Alus - Cerveja
Vins - Vinho (note-se que na Letónia não há videiras)
Pirts - Sauna (um dos momentos preferidos dos letões e letãs)
Diena - Dia
Upe - Rio
Labu Apetiti - Bom apetite (lá a gastronomia é inegavelmente diferente, muito à base de legumes)
... e por aí adiante.
Assim e se a Letónia ficar na zona centro ou norte do país aquando do Europeu
já posso pensar em ser tradutor oficial !
Depois de ter estado ausente num país do leste europeu, regressei cheio de novas ideias, imagens, emoções, experiências, motivações...enfim regressei com força para aguentar mais uns tempos neste canto do mundo.
Durante 5 dias não soube de nada relativo a Portugal, pois o lugar onde estava não tinha net, e até foi bom, porque quando cheguei consegui ter um relatório parcial do que aconteceu.
Agora é retomar a vida do dia-a-dia e retomar aqui o blog com as novidades e algumas fotos para terem uma percepção de como é a Letónia.
Nestes dias vou poder experimentar uma série de aeroportos...são espaços que com um pouco de atenção se pode observar tanta coisa...quero estar atento.
Os dias de hoje exigem-nos atenção.
Os tempos têm sido de ausência. Pouco tempo para fazer tudo o que se tem para fazer. Não tenho estado como gostaria na comunidade, e agora, agora vou estar ausente mais uns dias, vou viajar, vou para longe para o frio, para o norte, para o leste, vou olhar o Mar Báltico, Letónia.
Depois quando regressar espero ter tido tempo para repensar e redefinir estratégias de vida...até lá o meu tempo é pouco para tanto.
Nos entretantos foram muitas as acções, pensamentos e ideias que quero partilhar...deve-se partilhar para crescermos...mesmo que seja apenas uma pequena gota.
Hoje fui até a um bar com mais uns amigos, com quem não estava há bastante tempo. Gostei, tive a hipótese de pôr a conversa em dia, como se costuma dizer. Muita gente, muita cerveja, muita gente com a cara pintada, como que se estivessem num qualquer filme do Corvo, muito barulho, muitos assobios, muita gargalhada....enfim, um ambiente descontraído.
Admito que até já tinha saudades de estar num espaço daqueles, fez-me recordar o tempo em que estudava e que estava até às tantas da noite na galhofa e a inventar novas conversas para poder estar mais tempo com os amigos. Mas existe uma coisa que desde sempre me fez grande confusão e com a qual ainda não consigo conviver, o fumo.
De cada vez que vou a um espaço desses saio de lá a cheirar a fumo, o que detesto. A roupa fica com um cheiro pestilento, a casa fica com o mesmo cheio, a pele fica com esse cheiro, em suma é algo mesmo que dispenso.
Há bastante tempo que sou adepto da Filatelia mas nunca dei a devida atenção ao mundo do coleccionismo, pois à medida que ia arranjando selos ia guardando-os para quando tivesse tempo agarrar no catálogo e zás, ordenar os papelitos coloridos. Nos entretantos, um primo meu, que não é completamente são, decidiu desaparecer-me com os selos, quase todos, e lá foi todo o meu trabalho.
Mas, durante esse perído, havia um problema, não tinha também o Catálogo e o da AFINSA é obrigatório para alguém que pretende fazer algumas coisa com os seus selos.
Agora a história já mudou, já tenho o Catálogo para os ordenar, e agora lá no trabalho todas as cartas que aperecem ficam sem a respectiva estampa, e assim lá vou devagarinho recuperando o que perdi.
Para mais isto de coleccionar selos até é engraçado porque ajuda, em momentos de maior stresse, acalmar um bocado o espírito.
Parece que hoje vai estar mau tempo em Portugal Continental. É um facto. Mas tem andado mau tempo há tanto tempo que os portugueses com este podem bem.
Claro que prefiro o sol, mas mal por mal, que seja só mau tempo meteorólogico.
Umas vezes precisas outras vezes desnecessárias, mas acabam sempre por nos ensinar algo.
Encontrei entretanto mais uns dias de descanso que me estavam a fazer tanta falta. Respirar fora da ignorância é um prazer inestimável. Valorizar o que temos de melhor é uma condição. Que bom que é.
Desde que saio até que entro em casa sou "bombardeado" com papel.
Vou ao supermercado e trago as inevitáveis embalagens de papel, vou ao shopping e zás, desdobráveis, cartões de papel, vou ao correios e trago mais papel, compro o jornal e felizmente continua a ser de papel, vou à caixa-do- correio e ali estão as publicidades de supermercados, casas de móveis, restaurantes...tudo em papel.
E eu pacientemente, através da minha consciência verde, vou guardando todos estes pedaços de papel para o colocar no papelão e assim contribuir para um ambiente melhor.
Mas confesso que há dias em que não me apetece nada fazê-lo e preferia acomodar-me como tantos outros. Mas continuo a pensar que todos nós devimos ser tocados por essa conciência verde, pois faz muito bem à saúde!
Às três perguntas do Bloco de Esquerda:
1- Concorda com a instituição de uma Constituição europeia, da União Europeia, que tenha primazia sobre a Constituição da República Portuguesa?
2- Concorda com a criação do cargo de presidente do Conselho Europeu, em substituição das presidências rotativas por todos os Estados membros da União Europeia?
3 - Concorda com o aumento de atribuições e poderes da União Europeia no domínio da Defesa?
eu respondo:
NÃO
Este mês comprei a Executive Digest, mas qual não foi o meu espanto quando percebi que um dos temas que tinha uma chamada na capa simplesmente não era abordado no seu interior, e se o é está tão bem escondido que não o consigo encontrar. Estranho não acham?
Não há muito tempo no Fight Club tive a oportunidade de ler um post em que o meu amigo LP considerava a publicação dos livros do Público como um Serviço Público. Na altura lembro-me de ter concordado, mas recentemente balanço nesse meu reconhecimento, não por não considerar a excelente qualidade dos livros publicados, mas sim por ter assistido a um boom de de todo o género e mais algum por parte dos jornais nacionais.
Todos os jornais (Público, JN, DN, 24 Horas, Correio da Manhã, Expresso...) decidiram começar a publicar livros uns atrás dos outros, independentemente do interesse do tema. Mal acaba uma colecção já estão a lançar outra que curiosamente é igual ou quase igual a outra do jornal vizinho.
Não vejo aqui nenhuma mais valia para os compradores, mais compulsivos e sempre sedentos de ter todas as colecções, nem mesmo para os próprios jornais.
É sabido que os portugueses, na generalidade, não lêem muito e com esta saga de edições calculo que esse número não tenha aumentado. Curioso é o facto de muitas as vezes esses mesmos compradores não folhearem o jornal arrumando-o logo de seguida. Porquê? Porque o que interessa é ter lá mais uns livros na estante e dizer que até sairam baratos.
Não sei se não seria mais vantajoso para os jornais terem as suas próprias editoras e vender os livros separadamente. Não sei se o objectivo no final é apresentar estatísticas que provem que os portugueses compram mais jornais e logo lêem mais. Não sei se existe algum "loby" da indústria do papel. Não sei se este furor por livros significa que mais gente sabe ler. Não sei.
Sei é que, com tantas promoções do estilo "Leve o primeiro grátis e caixa arquivadora" ou "Grandes Nomes da Literatura Mundial" ou ainda "Os Prémios Nobel", as pessoas acabam por ficar perdidas e querem agarrar tudo, a isto agrava o facto de as mesmas gastarem pequenas fortunaram para terminarem as mesmas colecções.
Não sei se posso apelidar isto de Serviço Público, a mim parece-me mais um novo estratagema dos jornais para fazerem mais algum dinheirito, e que se lixe o Zé!

A imagem e a imaginação continuam a fazer a diferença.
Um filme que, inicialmente, não prometia muito acabou por revelar-se como surpreendente, essencialmente no que toca à abordagem do lado mais secreto do ser humano.
Não há nada como ver a cara de felicidade de uma pessoa quando recebe uma prende de anos. Só isso vale a pena.
Este poderia ser um número qualquer ou o resultado de um jogo qualquer, mas não é, é sim o produto de algo que continua a dar imenso gozo em fazer e que espero continuar a concretizar, o meu blogue.
A todos deixo o meu sincero obrigado.
Por qualquer razão todos nõs já estivemos envolvidos em reuniões e provavelmente durante esse período passaram-nos muitos pormenores que acabam por ser deveras importantes.
Existem muitos sinais exteriores de comportamento que nos indicam de como é que a pessoa está naquele momento, quer em termos de auto-confiança quer em termos de receptividade aos assuntos expostos.
Além destes factores, que a psicologia tão bem explica, há aqueles sinais que perspassam através das palavras e esses sim são realmente muito significativos.
É comum, também, termos uma ideia pré-concebida de alguém e essa imagem sofrer alterações pela simples razão de a ouvirmos falar. (Aqui pode-se aplicar aquele mito urbano de que as pessoas bonitas quando abrem a boca não dizem nada de jeito e assim acabamos por fica com uma imagem negativa da mesma.)
Podemos então perceber, através desses contextos, a personalidade das pessoas. É um facto. Mas para isso é necessário estarmos muito atentos aquando da nossa participação em reuniões com pessoas de decisão, pois é vulgar presenciarmos atitudes contraditórias num curto espaço de tempo, chegando mesmo a haver a negação de determinados actos ou afirmações.
Ter a consciência deste jogo de interesses é determinante para o nosso funcionamento e para o nosso relacionamento com os outros, e dá-nos a oportunidade de, em futuros acontecimentos, saber que postura temos e devemos adoptar.
A informação verbal e não verbal assume-se, então, como uma forma de descobrir carácteres.
Mais um fim de semana e com ele as leituras mais ou menos na diagonal. São sempre muitas as notícias e crónicas que surgem, e eu continuo a ter alguma dificuldade em seleccioná-las, mas há sempre aquelas a que nós nos fidelizamos por alguma simpatia que nutrimos por quem as escreve.
Neste caso é o Pedro Rolo Duarte, director da revista Dna, que me levou, desta vez, a questionar os gostos de coisas que julgo gostar.
Ele conseguiu, desta vez, de forma muito simples apresentar ideias, mais ou menos comuns, mas que aos comuns é difícil quer aceitar quer alguma vez pensar, e logo questionar.
Assim e na mesma linha de pensamento, da crónica desta semana, será útil perguntar: porque é tão difícil aceitar a ideia de mudar de clube de futebol?
Hoje mais uma vez comprei a Visão e tive a agradavel surpresa de encontrar no seu interior um desdobrável relativo à nova programação da TSF.
Mais informação, mais humor, mais música e mais rádio, são o mote que me fazem crer que esta é uma estação de rádio que continua a valer a pena.
Ler antes de dormir é terapêutico, faz bem à saúde e à alma e ao génio.
Tenho que cultivar mais este hábito, esta terapia e vou fazê-lo com um clássico, hoje, "Elogio da Loucura", de Erasmo "de Roterdão".
Sempre ouvi histórias de pessoas que, por um qualquer motivo, ficaram fechadas dentro de elevadores. Sempre tentei imaginar qual seria a sensação e como é que eu reagiria numa situação dessas, mas o facto as tentativas ficam sempre àquem de qualquer situação real.
Mas, como em tudo, há sempe uma primeira vez e eu tive essa experiência, que confesso que não foi, totalmente, positiva, não que eu sofra de claustrofobia, nada disso, mas não estava sozinho. Então além de mim, então, estavam duas senhoras e duas crianças e foi devido às duas senhoras que a coisa se complicou, isto porque começaram logo a imaginar o pior e a dizer que se estavam a começar a sentir mal e que uma das crianças, a mais nova, sofria de falta de ar.
O espaço era exíguo, a estabilidade do elevador não era muita e os técnicos até nem demoraram muito a chegar, mas a falta de capacidade de controlo por parte de algumas pessoas pode, sem dúvida, precipitar os acontecimentos.
Mas agora já sei o que é ficar fechado dentro de um elevador e se pudesse escolher tal não voltaria a acontecer.
Hoje decidi ficar em casa a ver televisão por alternativa a ir ao shopping ver umas coisas para a casa, e ainda bem que o fiz. Já sabia que o Gilberto Gil era um grande senhor da música brasileira e um reconhecido intelectual, pelas ideias que tão sabiamente sabe defender, mas não sabia que era uma pessoa tão humilde e agradavelmente simpático. Fiquei, realmente, muito surpreendido até porque o ouvi a definir-se, em termos ideológicos, no eco-socialimo, baseando-se nas ideias do sociólogo Boaventura Sousa Santos.
O homem que pôs o Secretário Geral da ONU a tocar, tocou de forma muito positiva a entrevistadora Judite de Sousa, arrisco a dizer que ela estava a fazer umas das entrevistas que lhe deu mais prazer nos últimos tempos pois conversar com o Ministro da Cultura Brasileiro de uma forma tão informal contrasta com a forma rígida e conservadora com que se fala com os nossos políticos, quase em excepção.
Conhecem esta frase? Acho que é das mais proferidas, neste momento, em Portugal. A prova de que coisas simples ficam igualmente no ouvido. O Pedro Tochas tem este dom, dar uma outra vida às palavras.
Eu agora também estou que nem posso, tenho que dormir!
Ela apareceu por aí e rapidamente recolheu uma série de simpatizantes. Ouvi a dizer: Ainda bem que veio a chuva, estavamos mesmo a precisar, ela faz falta, é tempo dela, tivemos um Verão tão quente...
Não sei porque é que as pessoas mudam tão depressa de opinião. Se está sol é porque devia de chover e vice-versa. Decidam-se senhores.
Eu pessoalmente não tenho nada contra ela, aliás até gosto muito de chuva, embora não goste nada de andar com o esse adereço sazonal, o guarda-chuva, mas ainda é tão cedo. Julgo que preciso de mais sol, o sol transmite energia e eu agora preciso de muita.
O Outono faz-me sempre recuar no tempo até à minha infância, até ao meu primeiro dia de aulas, até à agitação louca do primeiro intervalo , até à mala e aos livros que levava dentro da mala. Recordo-me perfeitamente da minha entrada na sala de aula e de como tudo aquilo me pareceu estranho e intimidatório, facto agravado por nunca ter frequentado o infantário, da professora e da cara de alguns dos meus colegas, tão assustada quanto a minha.
Lembro-me também que a noite descia muito rápido, e que os dias eternos de Verão tinha ficado adiados atá ao próximo ano, lembro-me das folhas a mudar de cor e das primeiras gotas de chuva que nos indicavam que a roupa tinha que ser diferente, e isso até me deixava triste porque gostava de andar à vontade e sentir o vento a bater no corpo, e das castanhas assadas ou cozidas.
O Outono sem dúvida que promove viagens altamente agradáveis. Para mim é uma estação diferente das outras, todas as são claro mas esta..., talvez seja o espírito com que se olhe as coisas.
E se Deus fosse um de nós?
Não, não tem nada a ver com o último filme do Jim Carrey, foi umas das questões que ouvi da boca de um dos novos Cromos da TSF e fez-me pensar.
Se realmente um de nós assumi-se todas as acções de Deus (para os crentes esta questão é pertinente) como é que seria?
Esta manhã acordei e mais uma vez ia tomar banho de água quente, mas tal não foi possível. O esquentador não arranca e a água continua a correr, fria. Já falei com o senhorio para ele ver a situação, mas até agora nada. É complicado assim, pois a água quente logo pela manhã parece que revitaliza, que carrega baterias para o resto do dia de outra forma é um balde de água fria.
Fico a aguardar e nos entretantos vou insatisfeito pois adoro ficar uns longos minutos a sentir a água quente.
Recordo-me que há um tempo atrás deparei-me com um provérbio africano, em que dizia que: um segredo é algo partilhado a dois, um terceiro estraga-o.
Logicamente que este conceito é aplicado pressupondo que uma das partes pede segredo, isto é, pede que, o que foi ou é contado, não seja revelado a mais ninguém. Parte-se, assim, do princípio que quando este compromisso é quebrado o segredo deixa-o de o ser automaticamente. É certo que este procedimento não é minimamente correcto e deixa, quase sempre, as suas sequelas.
Mas quando alguém tem uma conversa connosco de forma informal e os pressupostos anteriores não existem, logo depreendemos que não há segredo algum. Assim se contarmos o que nos foi relatado a mais alguém não estamos a quebrar nenhum segredo, logo não devemos ser condenados por delito. O pior é quando uma das partes considera que havia segredo, o que dá desde logo grande confusão.
Então em que é que ficamos? Tudo o que nos contam é segredo e deve ser encarado como tal, devemos nós perceber o que é o segredo, ou ainda o segredo só existe quando alguém nos pede sigilo?
Eram 12h e o tempo estava meio fosco. Um daqueles dias quem nem chovia nem fazia sol, mas mesmo assim o calor era suficiente para percorrer as ruas com as janelas do carro abertas. O pequeno almoço tinha sido tomado, em jeito de corrida, num dos supermercados existentes na cidade, o Intermarché, e tinha sido possível experimentar um daqueles croissantes de chocolates bem fresquinhos acabados de fazer.
A ideia passava por ir almoçar alguma coisa e visitar a feira, que estava a mobilizar multidões, ver as peças de artesanato, estar com os amigos e sair para a estrada. E assim foi. Chegámos para almoçar às 12.38h e já estavam centenas de pessoas sentadas a devorar todos os petiscos das 18(?) tascas presentes. Uma imensidão de gente em actos desesperados para arranjar lugar sentado, embora não sendo esta a hora de maior afluência, partilhavam o espaço com o fumo que teimava em não sair da tenda, mesmo estando esta totalmente aberta. A escolha apresentou-se rápida e conseguimos comer um grelhado misto, aliás era tudo menos grelhado misto. Como manda a regra a comida estava boa bem como a companhia que estava à nossa frente, pessoas simples do campo que faziam ali, provavelmente, a sua excentricidade do mês ou do ano.
Terminámos o almoço e o que estava planeado foi cumprido na intrega, porque nisto não há nada como ter algum tempo para estar com os amigos.
Isto das Tasquinhas é um fenómeno interessante. Começou algures numa dessas feiras gastronómicas e rapidamente de propagou a todo o país, conseguem atrair milhares de pessoas, na que eu estive esperavam-se cerca de cem mil visitantes, e movem milhares de euros. Confesso que sou assíduo naquela feira, não só porque gosto mas também porque considero ser importante contribuir para a implementação de uma tradição, que ao contrário de outras não carece de legalização.
Não sei porque razão as pessoas têm tantos problemas quando o cabelo começa a branquear, pessoalmente até acho muito bonito e julgo que quando isso me acontecer não ficarei minimamente preocupado. Mas, como nem toda a gente pensa da mesma maneira, há aquel@s que se sentem mesmo muito mal e resolvem colorar o cabelo. Até aqui tudo bem, mas o que me parece mal, ou pelo menos de fraca criatividade, é que às páginas tantas podemos ver, e esta situação é mais visivel nas mulheres, o cabelo pintado da mesma cor, isto é, todas passam a ser de um louro muito estranho.
A opção é tão discutivel como os gostos mas calculo que existam outras cores que podiam ser também opção, contudo existem aquelas que conseguem ser radicais, apesar da idade em questão, e pintam o cabelo de vermelho, roxo ou de um azul petróleo. Ele há de tudo.
É de estranhar, mesmo assim, esta falta de capacidade em lidar com o envelhecimento, processo inreversível, ou na falta de aceitação das mudanças naturais de um corpo em alteração. A negação, ou não, da imagem, começa também por aqui, em pequenos pormenores como a cor dos cabelos.
Nos últimos tempos tenho verificado que os quiosques têm aumentado a sua oferta em termos de revistas. É espantoso a quantidade de novas (nacionais) que têm aparecido nos últimos tempos e ele há para todos os gostos e para todas as tendências. Pergunto-me, quase sempre, como é que é possível manter uma publicação periódica quando as empresas andam a cortar nos seus orçamentos em termos de publicidade. Realmente é um assombro. Devo admitir que me sinto tentado em abri-las todas para ver a qualidade dos seus textos e fotos, mas tão não é possível senão levar-me-ia rapidamente à falência.
A este boom de revistas está aliado o baixo custo e a alta qualidade de impressão, que quase na totalidade é feito aqui na vizinha Espanha, pois estes apresentam preços que afastam qualquer tipo de concorrência.
Sinto-me tentado em apresentar uma listagem relativa a essas , mas não o farei, calculo que quando terminasse a lista estaria já desactualizada.!
Quando estamos descontraidamente a escrever um texto, que caprichosamente, até nos está a sair de feição e nos esquecemos, por excesso de confiança, de gravar e por um problema qualquer o perdemos como é que ficamos? Eu devo admitir que não aceito essa situação muito facilmente, principalmente quando o problema não é por descuido meu, mas por um mau funcionamento da máquina em que estamos a trabalhar. Isso faz-me pensar que ainda é bom termos caneta e papel e aí podermos explorar toda a nossa vontade. Mas é sempre mais fácil culpar uma máquina...
Depois de uns dias de ausência, de muitos kilómetros percorridos, de muitas paisagens novas volto para reencontrar tudo aquilo que deixei, umas coisas com agrado outras sem grande saudade. Mas calculo que tudo seja, naturalmente assim.
Entretanto pensei que teria a possibilidade de actualizar o blogue com as notícias frescas dos novos dias, mas tão não foi possível, não que não houvesse espaços para o fazer, simplesmente, porque senti que devia aproveitar todos os momentos para fruir o que sentia que me pertencia por direito. É um sentimento engraçado este.
Agora a vida começa a redesenhar-se, mas tenciono não engrenar na estupidificação da rotina do dia-a-dia, não é saudável nem passa minimamente pelos meus objectivos. Sinto alguma pena quando penso que tudo pode funcionar rigorosamente ao contrário, não por vontade própria, mas por imposição de pessoas alheias. Por isso quando oiço que agora as instituições/organizações se fazem pelas e para as pessoas me dá vontade de rir, a teoria está a uma milha da prática.
Contudo não quero parecer demasiado pessimista, aliás os que me conhecem logo percebem este sentimento passageiro, portanto apraz-me, também, retomar aqui o meu pequeno espaço de fuga para o exterior e com ele dedicar-me a algo mais, ao crescimento.
Isso das pessoas andarem para aí a comer a correr tem que terminar e rápido.
São mais que muitas as consequências negativas desse acto, tantas vezes por imposição outras vezes por falta de vontade de calmamente se preparar uma refeição quente, e que ganha cada vez adeptos.
Actualmente as refeições são na sua maioria feitas fora de casa, o que leva a uma enchente das grandes superfícies comerciais e mais especificamente das cadeias de fast-food, deixando os pequenos restaurantes, onde ainda é possível encontar uma boa sopa, às moscas.
Por tudo isso estão a ser completamente desprezados os nossos, bons, hábitos saudáveis de alimentação. Quem não gosta de se sentar a comer carne ou peixe grelhado, sardinha assada, bacalhau (e só da Noruega, sem ser "Pascoal"), umas espetadas, um arrozinho de tamboril, um marisco (e que fome que já tenho!) e acompanhar com um bom vinho branco, tinto, maduro ou verde? E porque não somente água?
Sou fã, e porque tenho a oportunidade de todos os dias ir comer a casa, e pretendo continuar a ser.
...
Entretanto vou poder entregar-me ao ócio. É cativante esta ideia do ócio, até porque dizem que o ócio permite a criação artística, pois o individuo está mais disponível, mais relaxado e mais aberto a novas experiências e sensações. Ora eu sou desse tipo de gente, aberta e sedento, de novas e gratificantes sensações. Por tudo isso anseio poder entregar-me a esse bendito deus sem quaisquer reticências e muito rapidamente.
Segunda-feira parto ao seu encontro e que bom que vai ser, até lá...
Quem é que se lembra da série mítica "Verão Azul"? Eu recordo-me muito bem e recordo-me das tardes de verão em que me sentava à frente da televisão a ver as aventuras daqueles rapazes e raparigas que nunca se cansavam em andar de bicicleta. Ainda hoje consigo encontrar-me a cantarolar a música do genérico da série e a imaginar as cenas que me deliciavam.
Naquela altura era criança e por isso adorava ver os miúdos da minha idade a viverem experiências que para mim só ocorriam no meu imagiário. Ocasionalmente oiço um telemóvel com um toque que me leva logo numa viagem até Itália.
Por isso é bom recordar.
Os dias vão aparecendo no calendário por ordem decrescente e eu vislumbro, cada vez mais rápido e cada vez mais perto, as férias. Os dias agora parecem mais longos, menos breves, mais enfadonhos, mais irritantes, menos bonitos, mas julgo que é empre assim quando os dias de férias se aproximam de nós e começam a acarinhar o nosso espírito.
Mas há algo de estranho em todo este processo que é, excatamente, o período real das férias. Estranhamente os dias de férias acabam sempre por ser curtos e ficamos no final com a sensação que podiam ser bem mais, e que lhes preenchiamos as 24 horas de uma outra forma.
Estou mesmo assim a olhar ansiosamente para o calendário, estou cansado e exausto e aos poucos e poucos a minha tolerância vai-se desvanecendo e correndo para o vazio. Não pode ser assim, primeiro e antes de qualquer objectivo deste estar a nossa capacidade de descernimento.
Os dias esses aproximam-se rapidamente do fim...
o que é que nos faz estar acordado até altas horas da noite?
Descobri há uns tempos atrás, por intermédio de uma conversa com uns amigos, a exitência de uma cadeia de lojas chamada Ikea destinada, essencialmente, à decoração de lares, a preços relativamente baixos com produtos de relativa qualidade.
Ora bem, pesquisei na abençoada internet informações sobre esta loja e descobri que existe uma em Madrid e que segundo consta aquilo é um verdadeiro paraíso de utilidades para o lar e afins. A investigação levou-me mais longe e descobri, também, que vão abrir em Portugal duas destas lojas, a primeira em Lisboa (lá para Março) que aparece como a maior da Pesínsula Ibérica e que vai criar 400 novos postos de trabalho e a do Porto que vai abrir lá mais para o final do ano de 2004.
Tou cheio de vontade de ir até Madrid, visto que Março ainda se afigura como uma data distante, para ver se encontro os devidos objectos para os devidos lugares e utilizações.
A esperança ainda é a última coisa a perder bem como a amizade é um bem por demais precioso para se desvalorizar.
O Solitário
"É-me tão odioso seguir como guiar.
Obedecer?
Não, nunca, e nunca - governar!
Quem não é terrível para si mesmo não inspirará terros aos outros.
E só o que inspira sabe guiar os outros.
Ora a mim, já me é odioso guiar-me a mim mesmo!
Como os animais silvestres e marinhos,
gosto de me perder por uns tempos,
especular em algum jardim encantador,
enfim, de longe, lembrar-me aos poucos do lar -
para voltar a mim, seduzir-me a mim mesmo"
Frédéric Nietzsche
De vez em quando percorro os jornais que vou acumulando a um canto e recorto aquilo que considero mais significativo e num desses momentos recortei um dos topos de uma página do Diário de Notícias que data de 25 de agosto de 2000. São dois pequenos textos de Nietzche, simples mas ao mesmo tempo cheios de uma profunda reflexão. Não sei se foi por me ter identificado com eles, mas desde então que estão pendurados no meu painel de corticite e hoje decidi transcrevê-los, mesmo que seja uma coisa com a qual eu não concorde muito, mas devido à riqueza dos mesmos não resiti.
"Quem sabe que é profundo procura a clareza: quem quer parecer profundo aos olhos da multidão, procura a obscuridade. Porque a multidão tem por profundo tudo aquilo cujas razões não pode ver: tem tanto medo de se afogar!"
Frédéric Nietzche
Fiquei a saber, entretanto, que abriu em Aveiro uma livraria que é, também, um ponto oficial de troca de livros do bookcrossing e que na mesma cidade, um dia destes, alguém deixou 5 livros na estação de comboios para seren levados, lidos e depois devolvidos ao circuito do espírito do bookcrossing.
Para aqueles que ainda não ouviram falar ainda desta modalidade, simpática e inovadora, de troca de livros recomendo que o façam no site oficial.
Vamos ver se a ideia continua por cá e se pega realmente, pois a leitura universal nunca fez mal a ninguém.
finalmente consigo editar um post a partir do meu computador de casa, finalmente!
agora calculo que a regularidade seja outra, a ver vamos.
mas nunca julguei ficar tão, agradavelmente, contente por ter internet em casa, porquê? será que comecei a sentir, realmente, a necessidade diária de escrever e saber que há pessoas que me lêem? não sei, mas tudo o que interessa saber, este sentimento não o quero explicar só sentir.
Eu sempre me questionei porque é que as pessoas falam tanto em levar livros para ler nas férias. Eu percebo a justificação das mesmas quando dizem que o fazem porque querem pôr em dia a leitura que ficou para trás ao longo do ano. Até aí tudo bem, as pessoas se têm essa vontade então porque não, mas o que me intriga é a teimosia das pessoas. A maioria delas levam os livros mas não os lêem e até acontecem coisas curiosas, por exemplo, compram mais livros (visto que têm mais tempo livre), para lerem quando tiverem tempo, o mesmo será dizer que só nas próximas férias.
Além disso ainda temos que "gramar" com uma série de revistas e jornais que indicam uma série de livros a não perder ou então fundamentais ou ainda de leitura obrigatória, porquê?
Calculo que as pessoas, assim, deixem de ter os seus verdadeiros interesses e leiam o que os outros, sempre reconhecidas personagens da cultura, indicam.
Os amigos nisto também têm a sua influência, quando falam num livro e nos dizem:
- tens que ler pá, o livro x é altamente, vais gostar e a história, a história é...experimenta ou então num tom mais intimista:
- olha ando a ler um livro muito interessante, acho que também ias gostar.
O que acontece é que aceito melhor este tipo de influência, é mais genuíno, é mais próximo.
E eu? Eu não sei se levo livros para férias, pois não quero andar com um peso atrás e depois chegar ao fim e pensar, andei com os livros para ler só que não tive tempo nenhum. Tenho que os ler.
Tenho que me lamentar pelos erros de gramática que se dão, aqui ou em qualquer outro formato onde apareça a lingua portuguesa. E, provavelmente, contra mim falo.
Calculo que, aqui, a maioria seja por uma questão de rapidez de escrita, mas outros apresentam algum desconhecimento das palavras ou expressões em causa.
Julgo que esta comunidade só tem a ganhar se todos tivermos cuidado aquando da publicação dos posts. Vamos, também, aqui defender a nossa língua.
Areia, um dos maiores tormentos da praia, mesmo para quem gosta dela. Entra em todo o lado, mal educada!, sem pedir licença. Entra, instala-se, cola-se e ali fica imóvel e impávida.
É tão leve que o vento a afasta para junto de nós e depois temos que erguer barreiras para a parar, e enquanto isso os meninos, molhados, rebolam-se e agitam-se de contentamento.
Haja paciência para a areia, afinal somos nós que vamos para o meio dela.
Até tinha um deus, tal é a sua preciosidade.
Branco, tinto, verde, rosé, o que interessa é que seja vinho, bom de preferência e que haja con fartura.
Há uma música, inclusivamente, que reza assim, "pão e vinho sobre a mesa...", e é nesta aceitação cultural que ele vive descançado, quase intocável, enquanto as famílias que o têm sobre a mesa, ou não, destruturam-se e ganham doença.
O Baco não tem culpa e as uvas muito menos, ele existe, o vinho, para ser bebido e desfrutado, e assim deve continuar. Desfrutável.
Vi agora um filme. Não sei quem é o realizador, os nomes dos actores, do argumentista, do designer gráfico, do fotografo, do produtor, do aderecista...não sei nada disso. Questiono-me agora como é que há pessoas que utiizam o seu tempo a saber todos estes pormenores, adiante.
O filme, recomendado por um familiar, primo, é de série B e baseia-se numa história que, supostamente, deveria de ser de terror, mas não passa de um agradável filme de suspense.
É nisto que gosto nos filmes, eles permitem-nos fazer uma avaliação muito própria, até mesmo redefenir-lhe o género. Outra das grandes curiosidades dos filmes é a sua tradução, títulos entenda-se, pois encontram-se verdadeiras pérolas, onde este "Nona Porta" se inclui.
É nas noites sem sono que aproveito para escrever. Normalmente escrevo muitas coisas e no dia a seguir, quando as leio, acabo sempre por ter que seleccionar alguma coisa. Às vezes quando releio o que escrevi encontro frases em que o sentido ficou completamente esquecido mas outras continuam a fazer todo o sentido do mundo.
Não é frequente este estado de quase insónia, felizmente em termos de saúde, infelizmente em termos de produção criativa, por isso tendo agora a aproveitar e passar para o papel o que me vem à cabeça, mesmo que depois seja obrigado a ignorar tudo.
Estive a penar no que representa a moda para mim e cheguei à conclusão que não representa muito.
Não sei se devo ou não ficar contente por isso ou se é positivo ou negativo, mas é certo que a moda que a moda não exerce sobre mim grande influência. Não sei se é por resistência, se é por considerar outros valores mais importantes ou ainda porque economicamente seria insuportável.
Mas a moda não se faz só de roupa, ela faz-se de palavras, actos ou misões e também por essa razão não sou atraído. Então o que sou? Um ser amodal? Julgo que não me poderia reduzir a isso. Sinto interesse pelo que é novo, pela mudança, pelo desafio, mas não me reduzo à tentação de ter por ter ou ter por imitação contudo aprecio moda e muitaz vezes imagino como seria se..., gosto de saber quem é o quê e porquê.
Talvez as pessoas não devam ser azuis ou amarelas, às pintas ou riscas, ou ainda de seda ou sarja, talvez a moda passe por ser original. Se assim for estou em primeiro nessa moda, mas assim como eu acredito, também, que muita gente adira rapidamente, aliás calculo e espero que seja essa a verdadeira moda.
O tempo que temos enquanto estamos à espera para uma consulta num hospital distrital pode ser aproveitado das mais diversas formas. Eu nunca tinha pensado nisso, mas na realidade podemos fazer muitas coisas, por exemplo, jogar os jogos do telemóvel, e alguns até não são muito fáceis, ou imaginar uma conversa entre um casal que se está a preparar para ir à consulta Não vou reproduzir o que imaginei, mas asseguro-vos que foi muito emocionante, mas para não ficarem mal eu dou-vos os ingredientes:
homem - Armanálio, 67 anos, estatura média, residente numa casa sem água potável e sem esgotos, agricultor, pai de 15 filhos, apreciador de vinho desde os 7 anos de idade
mulher - Anastácia, 55 anos, estatura baixa, residente na mesma casa, agricultora, mãe de 12 filhos, religiosa confessa
Consulta de especialidade: urulogia
Preocupações: tomar banho e lavar bem as partes baixas (as partes baixas não são abastadas!!), não cheirar mal junto do médico, não chegar atrasado ao hospital, não dizer asneiras junto do médico, dizer sempre: - sim sr. doutor., tratá-lo como se fosse um deus, fazer tudo o que ele diz, não dizer os problemas que existem em casa e despachar rápido a consulta porque o campo está à espera.
Não sei se conseguem imaginar uma história assim, eu consegui e tudo enquanto esperava por uma consulta num hospital distrital.
Não sei alguma vez experimentaram pintar qualquer coisa. Acredito que a maioria das pessoas já o tenha feito, nem que seja uma parede da casa dos pais, avós, tios ou amigos.
Mas eu refiro-me a outro género de pintura, uma pintura mais artística, com tela, pincéis e tintas. Eu nunca tinha experimentado tal coisa, mas já a tinha imaginado várias vezes ao ponto de ter rabuscado uma série de "projectos" para futuros quadros decorativos da minha casa nua. Ficaram esquecidos no papel e por lá continuam. Nunca tinha experimentado até hoje e confesso que a sensação é muito boa. Agarrei numa tela, nas tintas e nos pincéis e comecei a pintar. É certo que é uma pintura naif, sem técnica, sem requinte ou desejo de reconhecimento, mas é certo que é minha e acho que no final vou gostar muito do que vou ver.
Desde que mudei de casa que ando à procura das melhores coisas aos preços mais baixos, mas acho que me tenho decepcionado, porque tudo o que vejo ou é caro ou então não gosto. A casa continua meio nua, aliás bastante nua, e o conteúdo é o que considero alternativo, mas com gosto!
Já pensei lançar um apelo estilo "Por Uma Casa Melhor", mas calculo que não iria sortir os efeitos desejados, porque os nossos gostos são muito próprios, mas nunca se sabe!
As férias foi a melhor coisa que inventaram depois de terem cometido o pior erro, o de terem inventado o trabalho! As férias são realmente muito boas e altamente desejadas sempre que uma pessoa quer descansar ou que quer distanciar-se e conhecer coisas novas.
Ando a contar os meus dias para ter as minhas, e acho que merecidas, férias. É um pouco penoso saber que estamos tão próximos mas que ainda temos que esperar mais aqueles diazitos. O que vale é que sou paciente.
Não sei para onde vou, mas sei que vou!
Hoje vi um filme que já não está no circuito dos grandes ecrãs, mas que é um filme interessante, não tanto pela excelência do trabalho de realização, mas pela história em si mesma.”Camara Indiscreta”.
A história resume-se a pouco mais do que um homem que trabalha numa loja de revelação de fotografias e que tem em sua casa todas as fotografias de uma família que é cliente habitual da loja onde trabalha. É um homem só, sem família, e desta forma sente que faz parte dessa família, que tem como exemplar. Tenta uma série de aproximações, sempre na perspectiva de se ambientar, mas as tentativas são sempre frustradas, até que acaba por ser despedido, por o patrão ter descoberto que havia uma discrepância entre o número de fotos reveladas e o valor de caixa. Este em desespero de causa começa a vigiar a família e acaba por descobrir que o marido tem uma amante e aí termina o sonho da família perfeita. Acaba por ser preso depois de ter atentado contra a segurança de ambos.
A história parece, assim, estranha, e pode até estar mal contada por mim, mas já pensaram nas pessoas que vêem as fotografias que mandamos revelar, já pensaram que num dado momento partilhamos a nossa intimidade com alguém que não conhecemos e que podemos nem querer partilhar nada? Pode realmente ser perigoso, ou não, revelar sempre as fotografias no mesmo sítio, o que seria de repente virmos o nosso historial todo na net, por exemplo. Sabem que as lojas guardam os negativos durante bastantes anos? E se estes caírem em mãos erradas? Eu nunca vi nada disto a acontecer!, mas hoje tudo pode acontecer!
Eu não sei o que é que acham dos, actuais, preços que se praticam relativamente aos produtos que consumimos e aqueles que somos obrigados a consumir, mas eles estão, como se costuma dizer, pela hora da morte! O melhor mesmo é fazer as refeições em casa e só de vez enquando deixar guiar-nos pela vontade. Eu cá para mim acho que depois da entrada do euro em circulação quase todos ficaram a ganhar e quem ganhou mais, foram aqueles que começaram a carregar, indiscriminadamente, nos preços, e julgo eu, sem a devida fiscalização. Eu sei que estamos no mercado neo-liberal e que o mercado é mesmo assim, mas há limites para tudo, mesmo que o produto consumido seja servido numa esplanada com o mar mesmo à frente.
Já comprei o livro que eu andava, desesperadamente, à procura, Quem Mexeu no Meu Queijo?. Agota tenho que arranjar um tempinho para o ler, de rompante, e ver se realmente não é uma desilusão...Vamos ver se eu descubro isso do queijo e quem é que anda a mexer nele ou se tenho que ser eu a mudá-lo de lugar.
Já há muito tempo que andava para ir visitar Guimarães quer pelo facto de não me lembrar de rigoramente nada da minha visita, na altura em que andava a estudar na secundária, quer por ser agora património da humanidade e ainda, porque queria ver o espaço onde tinha sido gravado um anúncio de publicidade que passa na televisao portuguesa, a promover uma bebida, refrescante por sinal! E aproveitei este mesmo fim-de-semana para o fazer. Tenho que admitir que fiquei surpeendido com todo aquele espaço, visivelmente, bem recuperado. As casas, as ruas, os monumentos tudo está de cara lavada a convidar os turistas nacionais e estrangeiros a passar ali um tempinho bem agradável, excepto umas letras em néon, às cores, a anunciar o "Museu à Noite", uma pirosisse, entendam.
Depois de ter estado no centro histórico, que muito me fez lembrar Santiago de Compostela, fui até à Serra da Penha e fiquei a conhecer o santo do sono, Sto Elias! Uma visita magnifica sobre a cidade de Guimarães e arredores e lá dissimulado no meio o novissímo estádio de futebol!
Foi bom, ter passeado no Castelo e nos Paços dos Duques de Bragança e ter visto os actores e todo o staff do novissímo, a rodar, filme francês La Gardére.
Um dos locais de visita deste fim-de-semana prolongado foi o Cais de Gaia, mais propriamente o Bugani (sentidos despertos). Um espaço muito agradável, com uma vista privilegiada sobre a Ribeira do Porto, assim como todas as outras esplanadas dos bares e restaurantes do Cais, um serviço óptimo e um design cuidado das peças que nos vão ter à mesa, reforça mais a sensação de bem estar. Só é pena ter tido a visita de uns aguaçeiros que me obrigaram a recolher para dentro do café, mas a surpresa continuou e fui brindado com um ambiente descontraído e simpático. E por alí fiquei mais um tempo a apreciar e a descansar.
Agora tenho vontade de repetir mas com sol! E tenho vontade de visitar os outros bares e restaurantes. Possívelmente vou ao Indiano, já na quarta-feira, que por fora dá vontade de ir para dentro, a ver vamos.
Os fins de semana sabem sempre bem, mas quando têm colados a eles um feriado, que não sei bem o que comemora, tornam-se muito mais apetecíveis. Decerto que existe muita gente que aproveita estes dias para arrumarem a casa, para lhe darem um aspecto mais limpo, ora eu, e a minha casa não está assim tão má, não tive a mínima disposição para ficar a arrumar o que quer que fosse e aliei-me ao lema, Vá para fora cá Dentro. E ainda bem! Sem dúvida que o nosso país tens muitos locais dignos de registo e não é preciso nenhum livro, estilo Portugal de A a Z, para nos mostrar isso mesmo.
Mas para além dessas viagens de escape também sabe muito bem ficar em casa a ouvir música ou a recuperar as leituras em atraso.
Assim estou já à espera do próximo fim-de-semana!
Ontem pela primeira vez liguei para o Brasil. Nunca tinha conversado com um brasileiro ao telefone coisa que já tinha feito pessoalmente visto ter família que está lá, mesmo antes de ter nascido. Foi uma experiência diferente! Sem dúvida que os brasileiros têm uma facilidade de comunicação muito diferente da nossa, mais ligeiros, mais amigáveis, mais eles. Estive a falar com um responsável de uma organização brasileira sediada na Amazónia, que promove um trabalho muito interessante, e senti que falava com alguém que já conhecia há muito tempo. É certo que os brasileiros têm muitas piadas sobre os portugueses, mas não posso deixar de lhes achar piada...são realmente mais alegres que nós.
Recentemente foi também para o Brasil uma pessoa que eu acompanhei durante algum tempo, por questões profissionais, foi satisfeito pois ia ter com a esposa dele. Convidou-me para ir lá sempre que quisesse, que tinha lá cama, tinha boa comida e uma visita guiada em Fortaleza. Ele é português, mas o espírito dele já era brasileiro, a alegria que imanava era brasileira.
Brasil?? Nunca se sabe, a ver vamos!
Já puseram a vossa imaginação a funcionar? Não? Então façam o seguinte exercício: quando forem a andar na estrada, de carro, reparem nas travagens que estão gravadas no asfalto. Algumas apresentam configurações estranhas, e levam a pensar: o que é que aconteceu aqui? Eu pensei. Pense você também.
Era corrido o ano de 1995 e ali estava eu no primeiro concerto SuperBock SuperRock que se realizou. Foi um cartaz magnífico, recheado de grupos que pela primeira vez pisaram solo luso e que deram vida ao cais de Alcântara em Lisboa. Vi Cure, Morphine, Faith No More...Young Gods, e quantos mais? Ainda guardei o cartaz, religiosamente, durante uns tempos, mas depois com as arrumações de casa foi-se! e que pena, agora teria guardado aquele mesmo cartaz, de novo religiosamente.
Mas de um momento para o outros os festivais multiplicaram-se, muito pela política de markting das empresas nacionais de cerveja, e dos telemóveis e das rádios e de organizações mais ou menos conhecidas ou então de pessoas com conhecimentos no mundo da música e isso veio trazer ritmo aos nossos dias. Vêem- se agora pessoas a correr o país de lés a lés para estarem nos festivais todos, todinhos. Já pensaram que isto mudou a vda dos portugueses? É verdade, mudou, agora até há pessoas que marcam as férias para coincidirem com os festivais. E o dinheiro que movem, e as modas que promovem, lembram-se daquele que de um momento para o outro pôs o país a gritar: Ohhhhhhhhhh Elsaaaaaaaaaaa!!! Ohhhh Elssssssssssaaaaaaaaa! Lembram-se? Eu lembro.
Os festivais vieram, definitivamente, mudar a nossa vida. Que bom! Festivais, sempre.
Mais uma vez fui na minha viagem quinzenal, por aí a baixo rumo a sul. Por uma questão de poupança opto quase sempre em ir pela estrada nacional e desta vez o cenário com que me deparei foi deveras diferente. Como é sabido os portugueses têm uma fé muito "apurada", principalmente aqueles que vão todos os dias à missa e logo depois de passar a porta da igreja vestem a sua pele de pecador e logo de seguida começam a comentar a vida alheia. Mas não é sobre estes cristãos que falo, é sobre aqueles que todos os anos se lançam em mais uma aventura, ou melhor em mais uma promessa. Falo dos peregrinos. O destino é fácil de calcular, Fátima, o prometido novo concelho de Portugal, aquela terra que viu Maria por diversas vezes e que viu também mudar o nome de região de Turismo...só por causa de Fátima.
Devo dizer que foi uma viagem impressionante, quer pelo número de pessoas por quem eu passei quer pelo modo como as mesmas se apresentavam, umas com vestidos de domingo!, outras vestidas à rigor de promessa (sandália, calção, mochila, colete e um pau), outras quase sem roupa ou então umas sozinhas, outras com toda a família, outras com os respectivos filhos ou simplesmente com @ companheir@, ou então a arrastarem-se já sem poder andar, outros em ombros, outros com as pernas repletas de ligaduras, outros ainda a correr, outros ainda cheios de força para andarem mais uma centena de quilómetros, eu sei lá...imaginem!
Mas não fica por aqui. É que falar de peregrinos envolve, obrigatoriamente, todo um staff que fazia inveja a qualquer prova organizada. Mas desorganizados estavam eles todos. Era visivel ao longo da estrada dezenas de viaturas paradas na berma da estrada, umas sinalizadas, outras paradas em sentido contrário à marcha, outros sinalizadas, outras então em comitiva!
E a segurança de toda esta fé? As pessoas, e não condeno a sua vontade espiritual, arriscam as suas vidas no sentido de poderem cumprir as suas promessas ou então a promessa de alguém (também acontece!), mas não seria um acto de coragem se a Igreja Católica olha-se para estas pessoas de uma forma diferente e quem diz a Igreja diz também o próprio Estado. Digo que durante a viagem não vi uma Brigada de Trânsito ou uma simples ambulância! Não é estranho? Não é estranho que a todas estas pessoas que vão gerar uma riqueza de milhões não seja dada uma assistência capaz, responsável e digna? Porquê?
Serão as pessoas na sua humilde fé exploradas, não se podiam pensar em trilhos próprios para que assim andassem em segurança nas estradas?
Talvez, talvez pensar seja uma iluminação divina que esteja atrasada em algumas mentes.
Recentemente aconteceu um episódio na televisão portuguesa que, julgo, ter passado ao lado da maioria dos portugueses. Um programa que estava em edição diária à cerca de 7 anos de um momento para o outro eclipou-se. Falo do ACONTECE.
Posso dizer, com sinceridade que não o via diariamente, mas reconheço o seu valor. reconheço o valor do apresentador e da equipa, que diariamente, apresentava e fazia chegar o programa a todos aqueles que, através dele iam sabendo das últimas sobre as várias vertentes das artes. Que programa conseguiu reunir tantos ilustres, das artes, como o ACONTECE? Nenhum. Mas mesmo assim, e por força de reestruturações discutíveis, desaparece.
Espero que, rapidamente, alguém tenha a lembrança de restituir à televisão um programa com aquela qualidade. É que a cultura também nos pode chegar através do grande ecran. Acredito que foram muitas as pessoas que através daquela meia hora seleccionaram e tomaram conhecimento de autores, dramaturgos, cineastas,actores, performers... mas isso é irrelevante porque as audiências não legitimavam a continuidade de algo que não dava lucro, não era um novela ou filme em que nos intervalos se podiam passar dezenas de spots publicitarios. Ah capitalismo desenfreado que não olhas a meios para atingir os teus fins. Mas existem fins, assim como o do ACONTECE.
Hoje foi um mega espaço comercial, e como me senti tentado!! Lojas, pessoas, produtos, cores, luzes, cheiros, tudo serve para conquistar o consumidor, que se não tomar atenção é conquistado por uma avalanche de marcas, que tantas vezes não correspondem à mensagem associada. Eu?, eu também me senti tentado, mas por uma questão de bom senso e falta de liquidez financeira controlei-me.
Consumo
Eu não vejo o consumo como um problema, o problema é o que está associado ao consumo e como ele é feito. Querer comprar o último modelo de DVD com dolby surround associado a uma televisão de plasma (quem me dera!), é sem dúvida aliciante e tentador, mas ter esta atitude numa postura de simples competição com o amigo, conhecido ou colega de trabalho parece-me ridículo. A sociedade de consumo trouxe mais alternativas de compra, a todos, não podemos é ser regidos pelo consumismo.
Talvez daqui a uns tempos possa ter a oportunidade de comprar (aquele sistema dolby surround!) e me deixar conquistar, momentaneamente, pelo impulso do consumo, e aí poder perceber o que de tão bom tem comprar o que se quer.
Ontem a ver as notícias da hora de almoço chorei. Não foi um choro forçado, aliás foi um choro tímido e discreto, mas muito muito sincero. Não consegui resistir às imagens de dor das pessoas que pela força do fogo perderam as suas vidas. Deu-me vontade de me levantar e sair porta fora para ajudar aqueles que me pareciam, tão frágeis, mas ao mesmo tempo tão conscientes. Apeteceu-me ser bombeiro, agarrar numa mangueira e lutar com aqueles que todos os dias dão a sua vida em troca de nada. Mas percebi que seria uma atitude imprudente e pouco a pouco regressei à razão.
Contudo não posso ficar indiferente, ontem senti-me mal, senti-me demasiado impotente perante uma força tão grande e incontrolável, senti-me inoperante, mas estive lá.
Ando há algum tempo à procura de um livro que já é um best seller, mas sinceramente não sei o que lhe aconteceu. "Quem Mexeu no Meu Queijo ?" parece estar esgotado em todo o lado onde quer que eu vá, não sei se é coincidência ou se é uma forma divina de me ser transmitida a mensagem: não leias o livro que ele não vale a pena. Não sei. Seja como for, se a leitura for assim tão burlesca já sei o que vou fazer ao livro, vou trocá-lo no bookcrossing. Assim pode ser que encontre outro que me encha as medidas. Por isso se alguém leu o livro e me quiser aconselhar apresse-se, pois a próxima vez que for a qualquer lado e encontrar o livro não vou pestanejar, compro. Vou partir do princípio de que se o livro esta esgotado é porque é realmente interessante. A ver vamos.
Ontem estive desde as duas da tarde até às duas da manhá a organizar um arraial popular, com muito mais gente à mistura e tu Ketai.
Hoje estou cansado e sinto que quero descansar, muito, por isso não fiz programa, e vou deixar que a minha vontade me comande.
O arraial correu bem, esteve muita gente, ouviu-se muita música, comeram-se muitas fêveras, broa, pipocas, caldo-verde e pão, e também se bebeu-se muito vinho, tinto e branco de pressão. Ouve pessoas que trabalharam outras, como tradição, não.
Mas estou satisfeito, correu bem e eu agora quero descansar.
E ao sétimo dia já estou com saudades! É verdade! No passado domingo participei na Corrida do Bodo (uma festa que se realiza, anualmente em Pombal), que contou com uma distância de 6,5km. Eu e mais um amigo decidimos participar nessa prova. Aliás ele já o ano passado tinha participado a par com o irmão, com o qual continua a ter uma competição saudável, e na altura tinha realizado um bom tempo, pelo menos para principiante. E então, este ano, decidi, aliar-me aos corredores, sem ritmo, sem preparação (o que acho um erro tremendo) e sem ambição de tempo ou marca especial. Corri por correr. Costou-me muitos, principalmente os primeiros dois kilómetros, mas depois foi só uma questão de manter o ritmo e não apertar muito. Acabei em 169.º com o tempo de 38':19''.
No outro dia acordei muito mal fisicamente o que me perturbou o meu humor, mas depois passou e agora sinto saudades. Saudades daquele momento, em que cerca de 1350 pessoas partiram para a corrida, saudades do momento em que precisei de me concentrar para não parar e assim dar "ar de fraco", saudades de ter passado a meta e não ter ligado, minimamente, para o tempo, saudades de ter passado um dia diferente, sem pressas, saudades da confraternização no final, saudades de me sentir tão bem comigo, apenas saudades, boas.
Há muito a esta parte que adoro ouvir rádio e actualmente é o que tenho tempo para fazer. Eu, como toda a gente, tenho aquelas que gosto mais, as preferidas, as que oiço com mais frequência, independentemente da hora do dia e a companhia! Mas no universo actual existe uma que é a preferida das preferidas, a TSF. Muitas vezes já tive tentado a enviar um mail para a rádio a congratulá-los pelo excelente trabalho que, todos os dias, fazem e que oferecem às pessoas. Não só muito apologista da opinião daqueles que dizem que a TSF é uma rádio mais direccionada para os intelectuais, aliás discordo completamente. A Telefonia Sem Fios, é sem dúvida a rádio modelo do que poderia ser um serviço público de rádio. Não me esqueço da cobertura que deram na guerra do iraque ou no 11 de Setembro ou na situação de Timor Loro Sae ou... são mais que muitos os exemplos que não me atrevo a nomear. Aliado a esta brilhante capacidade de transmitir notícia está também uma óptima selecção musical, podem-se ouvir aquelas músicas que fazem delícias, que arrumam as ideias, que transmitem calma, que incomodam, pode-se ouvir, também, as músicas do DN mais, a música do Mano Chao, Tom Jobim...
Continuo a adormecer e acordar com a telefonia sem fios, que me ajuda a compreender o mundo de uma outra maneira, de ter um olhar crítico (não como o de Freud e Maquiavel), de poder optar de não me atirarem areia para os olhos.
Escrever pode ser difícil mas ao mesmo tempo dá um prazer que é incomparável. Vírgilio Ferreira escreveu até ao fim e em homenagem póstuma publicaram os seus escritos, últimos por sinal, num livro que se chama "Escrever".
Escrever, é uma palavra que eu gosto e é algo que tento fazer. Escrever, perde-nos no tempo e acha-nos em outros mundos. Escrever é encarar o que somos e mostrar aos outros o que queremos esconder. Escrever é um acto isolado, mas público.
Escrever, só.
O tempo é algo que, estranhamente, nos é tão precioso e em simultâneo pode vestir a capa de um verdadeiro inimigo.
Não vou especular sobre ter tempo ou não para fazer isto ou aquilo, o que muito me apetecia, mas na realidade somos regrados por esse deus e não podemos fazer nada quanto a isso.
Mas hoje, hoje reflecti sobre aqueles que têm a sorte de sairem todos os dias às 17:30h e podem, assim, gerir as suas vidas de acordo com as suas pretensões. Será que os mesmos se questionam sobre essa regalia ou será que por ser um facto aquirido nem sequer pensam nisso.
Hoje, sim hoje, parei e pensei no ritmo neurótico em que, sem querer, ou não!, me encontro, e e ponderei se é um objectivo que me satisfaz.
É verdade, eu também queria sair todos os dias às 17:30h e fazer disso um vício que me permitisse criar, criar ideias e novos objectivos, sempre.
17:30h?
Com alguma frequência (quinzenalmente) faço uma viagem "à minha terra" e inevitavelmente passo por uma série de cidades, vilas, aldeias e lugares deste Portugal. Algumas, devo confessar que são verdadeiras pérolas do vocabulário português e foi exactamente isso que me impeliu a partilhar essa minha visão. Pois bem, na penúltima viagem que fiz apontei todos os nomes que me apareceram e eis o resultado:
Pombal - Venda da Cruz - Almagreira - Meires - Tinto - Bonitos - Redinha - Barrosos - Marco do Sul - Soure - Galiana - Barreiras - Ansião - Degracias - Pombalinho Venda Nova - Tapeus - Casal Cimeiro - Vale de Oliveira - Presa - Relves - Vale Janes - Cadaval - Serrazim - Rebolia - Arrifana - Condeixa - Conímbriga - Orelhudo - Casa Telhada - Cascantes - Vila Nova - Cernache - Antanhol - Moinho do Vento - O Limoeiro - Ceira - Coimbra- Adémia - Eiras - Pedrulha - Fornos - Vilela -Trouxemil - Euparria - Souselas - Barcouço - Pampilhosa - Mealhada - Carqueijo - Canedo - Vimieira - Cantanhede - Vacariça - Luso - Sernadelo - Grada - Alpalhão - Tamengos - Aguim - Curia - Espairo - Vale da Mó - Anadia - Vagos - Mogofores - Malaposta -Sangalhos - Avelãs de Caminho - São João da Azenha - Avelãs de Cima - Aguada de Cima - Oliveira do Barrô - Mourisca - Segodães - Carvalhosa - Pedaçães - Lamas - Valongo - Macinhada - Sevém de Cima - Sevém de Baixo - Paus - Alquerubim - Serenada - Albergaria-a-Velha - Valmaior - Albergaria - Albergaria-a-Nova - Salréu - Fradelos - Mundo Novo - Lojinha - Escusa de Cima - Eiras - Souto da Branca - Nóbrijo - Curval - Pinheiro da Bemposta - Palmaz - Bemposta - Alviães - Figueiredo - Oliveira de Azeméis - Cucujães - São João da Madeira.
nota: durante este "recenseamento" apareceram dois nomes que quero, igualmente, referir, mas que não são nomes de terras!: Bar Cinderela e Motel Príncipe Encantado.
Agora digam que as nossas terras não são capazes de fazer as delícias dos condutores e até mesmo daqueles que gostam de brincar com as palavras. Até o Miguel Esteves Cardoso no seu livro "Os Meus Problemas" constrói uma interessante história com outras tantas terras do nosso Portugal.
A viagem não foi feita sozinho, senão como conseguiria conduzir e escrever ao mesmo tempo?!!!
Esta ideia vem de uma ideia, que considero, simplesmente deliciosa do DNA (revista que colecciono compulsivamente) e que me levou a conhecer pessoas que não conheço de lado nenhum, agora não posso evitar de fazer esse pequeno exercício:
gosto do mar, do sol, da água do mar e de sentir a areia sob os meus pés, não gosto de pessoas cínicas, gosto dos sentimentos que a música me tráz, por não os conseguir explicar, gosto de ler o DNA e o Diário de Nótícias, gosto de blogues, não gosto de estar longe dos meus amigos,, gosto de vocês todos, gosto de cabelos compridos e olhos verdes, gosto de pessoas bonitas, não gosto de mentiras , não gosto de sentir que não sei o que me perguntam, não gosto da passividade e do comodismo, gosto de Virgílio Ferreira, Hermann Hesse e Eugénio de Andrade, não gosto de me sentir julgado por pessoas que não me conhecem ou que pensam que me conhecem, gosto de comer de tudo, principalmente bolachas, não gosto de ver animais em jardins zoológicos, gosto de ti, gosto de saber que gostam de mim, não gosto de saber que não gostam de mim, não gosto de me irritar, gosto de estar na cama com a chuva lá fora e não ter que ir trabalhar de manha cedo e lidar com problemas que não são propriamente os meus, gosto daquelas tardes em que o sol teima em desaparecer e parece que o dia nos dá tempo para fazer tudo, inclusivamente de nos esquecermos que o dia acaba, não gosto de roupa desconfortável, gosto dos Sigur Rós, U2, Wim Mertens e Radiohead, não gosto do final das coisas, fazem-me perdido, não, não gosto ...
Durante estes últimos dias estive de férias e aproveitei para tratar de todos aqueles assuntos que, normalmente no dia-a-dia, não se tem tempo.Hoje e para comemorar achei por bem ir até à praia e levei atrás de mim uma série de coisas para ler, fruto da falta de tempo no fim de semana. Assim os suplementos do DN e do Público acompanharam-me naquilo que sera um dia bem passado na praia, mas eis que surge um problema. Como é que se consegue estar na praia com aquele sol todo a bater-nos em cima e a ler ao mesmo tempo? Eu estive de barriga para baixo, de lado, do outro lado, de barriga para cima, sentado, sei lá, experimentei todas as posições e nenhuma delas me garantiu uma boa leitura. O vento, a areia arrastada pelo vento, as corridas dos miúdos que faziam saltar mais areia ainda, o calor, enfim...tudo estava a favor da minha leitura.
Acabei por desistir. Achei que a melhor atitude era poisar todas aquelas folhas, deitar-me de barriga para cima e apreciar aquele azul do céu, olhar para algumas gaivotas que se passeavam nos ares e de quando a quando espreitar o mar, que revolto molhava, mesmo assim, os pés de alguns corajosos.
A próxima vez que for para a praia não levo nenhum jornal. Pode ser que tente um livro, não sei.
Mas se existe alguém que consegue cometer essa proeza, diga-me, para eu lhe dar os parabéns.