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Quem é que nunca condenou ninguém? Quem é que nunca se condenou? Quem é que nunca foi condenado?
(condenado = s. m., homem que sofreu condenação; criminoso; facínora; réprobo; adj., fig., rejeitado; posto de parte, in Priberam - Dicionário Português On-line
O filme, O Condenado ou em inglês Woodsman, não é fabuloso, mas Kevim Bacon consegue imprimir à personagem uma forte carga emotiva e o tema é de facto bastante sensível explorando de forma realista a vida de quem sofre de uma parafilia. O factor interessante também abordado por este filme é a questão do tratamento do agressor. Aliás esta prática com alguns avanços também em Portugal ainda não é muito bem vista, isto porque para a maioria das pessoas isso não é uma doença, conforme reporta o DSM - IV

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Há muito que andava com vontade de ver o filme "Madagascar" e finalmente ontem vi a versão portuguesa. Queria ver a versão portuguesa, embora muitas pessoas refiram que a versão em inglês seja melhor, porque queria ouvir as vozes que os actores portugueses (Pedro Laginha, Rui Oliveira, Bruno Nogueira, Leonor Alcácer, Miguel Góis, Tiago Dores, José Diogo Quintela, Marco de Almeida, Ricardo Araújo Pereira), emprestaram aos desenhos. Só o exercício de as associar às pessoas já foi divertido.

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Ontem entrei no videoclube [este nome devia de mudar para qualquer coisa como, dvdclub, pois agora videos, (cassetes lembram-se?) são mentira!] e estava a ver qual era o filme que trazia para ver. Pequei primeiro num que já tinha ouvido falar e que tinha curiosidade, mas decidi dar mais uma olhadela, não fosse estar lá outra coisa igualmente interessante e no imediato que vi o "Charlie and The Chocolate Factory", não hesitei, posei o outro e agarrei na capa deste.
Saí de lá com uma satisfação de quem tinha recebido uma prenda, isto porque não tinha tido oportunidade de ir ao cinema ver e ali estava ele à disposição, e ainda por cima a um domingo à tarde, coisa rara portanto.
Depois foi ir para casa e ver o filme. Fantástico. Durante os minutos, que pareceram rápidos minutos, foi uma viagem ao imaginário e fantasia. Mas o filme não fica apenas pela aparência do cómico vai muito mais além, vai até ao comportamento das crianças, pais e sociedade em geral, e tudo isto de forma sublime. É sem dúvida um filme que destoa, na minha opinião, do comum das produções de Hollywood. Ainda bem.
Foi por tudo isto que que gostei. Gostei.

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A história passa-se em 1987 num lugar longínquo, Fargo, no Dakota do Norte, onde a vida anda devagar, muito devagar, onde nada parece acontecer. Mas a ambição reina na cabeça dos homens, mesmo no lugar mais remoto, e por vezes leva-o a ter atitudes menos ponderadas, o que acaba por acontecer neste filme. Um homem por querer alcançar determinado objectivo manda raptar a mulher, mas as coisas não correm bem e acabam por morrer pessoas inocentes. Na história, baseada numa outra história real, surge uma polícia, com uma postura calma e relaxada, que acaba por desvendar toda a trama.
O filme de 1996, dos irmãos Coen, foi nomeado para 7 óscars, tendo ganho o óscar para melhor argumento, mas a crítica pessoal, não lhe daria nenhuma estátua dourada. Demasiado lento, monocórdico, cinzento.

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A imagem vale mil palavras, segundo o provérbio chinês, mas a imagem associada à palavra tem um valor infinitamente superior.
O filme é isso tudo e muito mais pois aborda e explora questões que além de serem futuristas são igualmente muito reais e de alguma forma altamente preocupantes. A clonagem humana, a utilização de células para a criação de tecidos e orgãos para transplante, a incapacidade de se controlar a curiosidade e a consciência humana, o procura do poder de "fazer vida", o poder de prolongar a vida em mais 30 ou 40 anos, os interesses económicos e a exploração de novos negócios por parte das grandes empresas e do próprio estado, a ciência aos serviço de quem tem poder económico...
Além das imagens (com os respectivos efeitos especiais- o barco existe mesmo!), das palavras há o som e esse é fantástico quer em termos da sonorização da sala de cinema quer da própria música do filme.
Mas como as opiniões são divergentes o melhor será mesmo ir ver o filme e tirar as próprias conlusões.

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Não falo do King Kong de 1933 mas sim do que vai estrear em Dezembro de 2005. Um filme produzido por Peter Jackson´s que promete, promete muito.

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Ontem estive a ver o filme, "The Aviator" e fiquei com muita curiosidade em saber a história da twa.
Tirando essa parte da curiosidade, devo de referir que Leonardo DiCaprio esteve muito bem no papel de "Hughes".
O final do filme é que poderia ter sido melhor explorado, afinal a mensagem está lá, mas para um filme que deu tantas voltas o melhor teria sido dar mais uma e dar-lhe cara nova. Mas como não sou realizador ou produtor, fico-me pela crítica leiga.

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O filme, que julguei ser, por momentos, a chave para o filme "The Ring", não encerra em si grande história. Quem viu o "Sexto Sentido" e os trailers na mesma linha, percebe que este é mais do mesmo. Uma mulher que vai para uma casa tomar conta de um homem de quarta geração, e que se vê envolvida numa trama ligada às crenças da feitiçaria negra, e que termina da pior forma...
Vale pelos momentos de suspense, e por imagens sempre diferentes dos pântanos americanos.
Sinopse
fonte: mulholland-drive.blog-city
O Sul dos Estados Unidos guarda muitos segredos e nele habitam das mais tenebrosas histórias que um ser humano poderá alguma vez ouvir. E nenhuma cidade é mais rica em mitologia local que New Orleans, capital do Louisiana. É aqui que começa o conto de Cary, uma enfermeira que deixa o hospital para tomar conta de um velho homem inválido que vive numa velha mansão sulista abandonada no meio dos pântanos circundantes de New Orleans. Todos os seus passos são controlados pela mulher do enfermo que parece esconder algo relativo ao hoodoo, magia fruto da superstição das gentes da terra. Um filme cujo tema é novidade nos meandros no terror, em que as possibilidades de exploração deste género bem real de crença popular são ilimitadas. Ian Softley consegue sondar algumas dessas peculiaridades que são bem mais tenebrosas e arrepiantes que a maioria das obras do género. Contudo e apesar da ambiência extremamente envolvente acaba por cair nos mesmos clichés e trapaças já demasiado vistas em cinema. No entanto o elenco ajuda a elevar o filme a um patamar superior, desde a bela Kate Hudson à funesta Gena Rowlands, passando também por um afectado John Hurt e um Peter Sargaard cuja presença é sempre aplaudida. Apesar de não salvar o filme das suas incongruências, o final surpreendente deixa respirar um certo fulgor de originalidade quando os twists hoje em dia deixaram de ser harmoniosos com o passado da história apresentada. E há algo verdadeiramente aliciante e hipnotizante quando se filmam os sombrios pântanos do Sul e se evocam os espíritos malogrados do hoodoo.

imagem de zammblog
Constantive estreou no Fantasporto dete ano. Recordo-me que fiquei com muita vontade de ir ver, mas por uma série de adiamentos nunca o fui ver ao grande ecrã.
Agora já saiu em DVD e já tive a oportunidade de o ver. Os actores fazem o filme e a história eterniza questões que ainda ficam por responder.
..." Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo"...
in Cântigo Negro - José Régio

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A saga Star Wars terminou. Ontem fui ver o III episódio, ou melhor dizendo o I, e foi emoção do princípio ao fim. Agora toda a história está desvendada e apetece-me ver novamente os episódios IV, V e VI, para recordar.

Já tinha ouvido falar no filme e o que o actor Christian Bale tinha feito (emagreceu mais de 20kg) para representar o personagem. Agora que vi o filme e que o achei perturbador, penso nas pessoas que não cultivam minimamente a higiene do sono ou que, como eu conheci, sofrem de insónias e estão acordadas noites inteiras, a desesperar por uma noite melhor. A pessoa que recordo sofria mesmo muito com isso e ao mesmo tempo tinha que tentar fazer a sua vida normal.
Mas o filme não retrata só a questão das insónias ou do não dormir, fala também das suas temíveis consequências, de uma nova realidade, de uma loucura que a pouco e pouco consome e corrompe o ser... e leva-o a cometer loucuras, quando num determinado momento não conseguir assumir um acto. O fantasma da memória é algo da qual não nos conseguimos afastar, mora conncosco.

Uma história que conta a vida de um cientista que depois de ter dedicado parte da sua vida a estudar um tipo de insectos apaixona-se, casa-se e na noite de núpcias descobre que nem ele nem a esposa conhecem o sexo. Decidem então ir visitar um especialista e começa aí a odisseia para a realização de um dos maiores estudos sobre os hábitos, fantasias, desvios e mitos sexuais do povo americano.
O Instituto Kinsey actualmente dá continuidade à actividade iniciada pelo cientista.
Nunca tinha ouvido falar em Kinsey e a descoberta do filme foi acidental num daqueles dias em que não se sabe muito bem o que se pode ir ver e as alternativas também não são muitas. Num momento pensei em como algumas das imagens podem ter "mexido" com a plateia e como aquele filme pode ter esclarecido algumas pessoas sobre a sua própria sexualidade.
Um filme que desde o primeiro momento quis ir ver e ainda bem. Mesmo não sendo um filme fantástico, com acção e efeitos especiais, desvenda a história de uma das personagens míticas, o Peter Pan, de forma suave mas ao mesmo tempo com aspectos algo profundos. Não vale a pena por isso grandes considerações apenas a de que eu gostei.
sinopse
J.M. Barrie (Johnny Depp) é um bem-sucedido autor de peças teatrais, que apesar da fama que possui está enfrentando problemas com seu trabalho mais recente, que não foi bem recebido pelo público. Em busca de inspiração para uma nova peça, Barrie a encontra ao fazer sua caminhada diária pelos jardins Kensington, em Londres. É lá que ele conhece a família Davies, formada por Sylvia (Kate Winslet), que enviuvou recentemente, e seus quatro filhos. Barrie logo se torna amigo da família, ensinando às crianças alguns truques e criando histórias fantásticas para eles, envolvendo castelos, reis, piratas, vaqueiros e naufrágios. Inspirado por esta convivência, Barrie cria seu trabalho de maior sucesso: Peter Pan

O tempo é, apesar de tudo, imprevisível. Mas parece que pode ser estudado, segundo padrões específicos e altamente complexos. Temos apesar de tudo a metereologia, que nos permite, com algum erro, ter previsões que ajudam a orientar e programar muitas das actividades do Homem.
Continuamos a usar e abusar da natureza, de forma mais ou menos pacifica, de forma mais ou menos consentida, Enquanto andarmos por cá a coisa está bem, o futuro é longínquo, e o importante é o hoje, as nossas necessidades satisfeitas. Continua-se a assistir a atentados sucessivos contra o bem essencial, a natureza, e isso não é realmente preocupante, andamos por cá.
Tudo se pode alterar em breves momentos, tudo pode deixar de fazer sentido e nós pensamos no passado? Talvez, mas o que é importante é o agora. O amanhã...outros pensarão.

Quando tudo parece normal, quando se existe para além do corpo, quando se fazem coisas porque se tem um corpo e uma mente que o acompanha, quando tudo continua a correr e se fica parado a olhar, quando se deseja crescer e o espaço é demasiado pequeno e atrofiante, quando tudo gira sem sentido e as palavras e os actos acompanham o não sentido, quando o desespero transborda o riso e o choro e a apatia lidera o humor...tudo termina num pequeno acto, de loucura ou consciência, fulminante.
Poder em qualquer momento viajar no tempo para reparar algo que sabemos que fizemos mal é um sonho. Mas quantas vezes é que já tivemos vontade de o fazer? Porque é que o queriamos fazer? Que consequências isso poderia trazer? Será que tudo ficava, realmente, melhor? E depois como seria...
Entrar no mundo do Butterfly Effect é uma descoberta. O filme, sustentado pela Teoria do Caos permite fazer uma viagem que é simplesmente fantástica, sem nunca adivinhar o que vem a seguir.

A história de um rapazinho que queria ser bailarino e a sua luta para atingir o seu sonho, fazem-me pensar que a realidade, muitas vezes, é qualquer coisa como isto. O que é preciso é descobrir esse sonho e lutar por ele, para isso também é preciso ter coragem e muita força de vontade. A oportunidade também é importante assim como ter pessoas que acreditam em nós.
No filme "América Proibida" existe uma cena, que embora não apareça no ecran, é para mim uma das "imagens" mais fantásticas do cinema. O momento em que Derek (Edward Norton) apanha o negro e que o obriga a abrir a boca junto ao lancil do passeio, é altamente violento em termos psicológicos. A imagem que é induzida no nosso imaginário leva-nos a pensar que ele foi capaz de um acto altamente cruel e que o realizou de uma forma altamente friza. É verdade. É um filme.
Por toda essa indução de pensamento, de imagem não presente, de imaginação conduzida é que a "imagem" é tão fantástica. O realizador conseguir captar de forma surpreendente a natureza humana, levada ao seu extremo de convicção.
Há uns tempos atrás estava numa conversa de amigos quando o LP falou do filme "Jogo de Lágrimas". Eu fiquei curioso em relação ao filme. Hoje vi-o. O que dizer?

Um dia destes fui a casa de uns amigos e ia cheio de vontade de cravar um filme para ver, para a seguir ir para o conforto do lar e lá ficar noite fora. Mas depois de muitas voltas e muita conversa, acabei por trazer seis filmes e entre eles estava o Jackie Brown do realizador Quentin Tarantino. Sinceramente nunca tinha ouvido falar do filme, mas a coisa acabou por se revelar positiva. Uma excelente prestação do Samuel L. Jackson e uma trama que só podia ser engendrada pelo Tarantino. Acabei por vê-lo a dois tempos visto que ontem não resisti aos apelos de Orpheu!
Quantos os restantes 5 é para ir vendo, devagar, com tempo e vontade e entre todos lá existe mais um que também nunca tinha ouvido falar...vamos ver se a surpresa se revela igualmente positiva.

Mais um filme de animação que deixa uma pessoa bem disposta. Pelo menos eu fiquei. A versão que vi foi a versão portuguesa, onde facilmente se descobre quais são os actores portugueses que emprestam a voz (Rui Unas, Nicolau Breyner, Marco Orácio, Óscar Romero e Virgílio Castelo), o que dá um gozo especial. A voz do Marco Orácio emprestada, no filme, ao pequeno peixe Lenny é exemplar...até mesmo no filme ele tem piada!!!
Contudo depois do filme questionei-me sobre uma coisa. Não serão estes filmes de animação um pouco avançados para o seu público alvo específico? A verdade é que durante todo o filme os risos que ouvi eram essencialmente dos adultos que assistiam.

Andava com sede de ir ao cinema e o filme "The Village" parecia ser uma boa opção. Tinha ficado curioso pela apresentação que tinha visto no cinema, tinha ficado intrigado pelo markting que tinham feito e a história parecia ser para lá do diferente. Fui então ver o "maldito" filme, cheio de suspense e com sala mais que cheia.
A história começou a desenrolar-se, com contornos estranhos, fantásticos, maquiavélicos, humanos...a emoção existia no ar, contida...davam-se saltos nas cadeiras, provocados por uma porta a abrir, por uma mão que teimava em não ser agarrada, pela excelente fotografia que o filme tem.
Os homens podem inventar a sua própria realidade, podem querer adulterá-la, podem querer esconder-se, podem querer viver outras vidas, podem querer controlar, podem até, através das cores proibidas, pintar o cenário mais sombrio, podem fazer tudo isto julgando que estão a fazer o mais certo e correcto...podem fazer o que quiserem. É o Homem.
O filme apresenta a sua história, com vários conceitos associados, que podem ou não ser analisados e/ou discutidos.
Não considerei um filme fantástico, incontornável.

Um filme que me deixou bem disposto. É isso bem disposto! Sem grandes efeitos especiais, de salientar que todo o cenário foi construído à escala de um aeroporto, sem grandes enredos, mas com uma história simpática. Os actores emprestaram alguma alma para fazer o filme e eis que nobres valores se levantam, mas esses valores quer sejam no cinema quer sejam na vida real devem ser sempre valorizados...sempre. Então a amizade é algo de sagrado.

O que é que representará este olhar?
Ontem este foi um dos muitos que o meu registou.

Ontem foi ver o filme Fahrenheit 9/ 11. Um filme crítico, perturbador, em determinados momentos e cómico noutros tantos. Não tinha lido nada sobre o filme, o que permitiu que não fosse com pré-conceitos, gozando assim "descansadamente" a história que ia aparecendo.
Durante o período que estava a ver o filme, e mesmo já no seu terminus, questionei-me se as pessoas tinham saido dali com um sentimento anti-bush ou anti-america. Acredito que sim. Se Michael Moore, com este filme tentou levantar questões e "abanar" consciências, julgo que consegui em larga escala.
Quem acredita que está tudo bem, e que Bush, através da sua política, não é responsável por nada, então deve-se aliar a ele. Afinal quem está com ele é amigo, quem não está é terrorista.
Fui ver o Kill Bill Volume 2 sem ter visto o Volume 1. Confesso que, ao contrário da crítica, não apreciei particularmente, mas a banda sonora é qualquer coisa de diferente...só por isso valeu a pena.
Hoje vi o filme. Há muito que um amigo tinha falado nele. Fiquei curioso. Uma história que retrata os tabús da sociedade para com a masturbação e o adultério (?). Retrata também as pessoas que andam, e sabe-se lá porquê!, constantemente a falar na vida uma das outras. Retrata o amor, e a dor do amor. Retrata a vida, e essa também pode ser motivo para um largo sorriso.
Fui ver o filme "Escola de Rock" de forma despreocupada e sai de lá bastante satisfeito, porquê? Porque além de ser um filme que está longe de ser uma obra prima, é um filme que transmite energia, é um filme que dá vontade de "rockar", é um filme que explica que há outras formas de se darem aulas e de os professores se relaccionarem com os alunos, demonstra que a música é importante no desenvolvimento das crianças...
Jack Black (não confundir com Frank Black), que já participou noutros filmes, como Alta Fidelidade, O Chacal, O Amor é Cego, só para citar alguns, e que lidera um grupo estilo Cebola Mole, e que prepara um filme sobre a sua banda, desempenha o papel de rockeiro e pseudo-professor de forma exemplar e ao mesmo tempo divertida.
Vale a pena ver para descontrair um bocado e nos entretantos dá para reviver velhas músicas do rock.
sinopse
Dewey Finn acaba de ser despedido da sua banda de Rock, em vésperas de um concurso de bandas por que tanto ansiava. A sua vida financeira também está um caos, pelo que decide fazer-se passar por professor de uma escola preparatória. Dewey, que nunca ensinou nada na vida acaba por estabelecer uma relação muito especial com os seus alunos, formando uma Escola de Rock. Mas acaba por ser descoberto no seu papel fictício... [ www.7arte.net ]
Isto de ir ao cinema é um bocado perigoso. Quando começamos a tomar o gosto queremos ir ver mais e mais e mais, para saber, para comentar, para pensar, para relaxar, para confraternizar, para esquecer, para recordar, para sentir, para comparar, para não gostar, para criticar, para educar, para ouvir... é portanto uma boa razão para sair de casa, mas o lado monetário da coisa complica, pois ir agora ao cinema é caro, excessivamente caro, na minha opinião. (Ainda me lembro do período de crise das salas de cinema, que muitas tiveram que fechar por falta de público, agora as sessões na sua maioria estão cheias, em todas as salas de qualquer shopping. Parece pois que a crise se ultrapassou mas com preços tão elevados creio que lá mais para a frente a coisa pode ter novamente um abanão, não tão forte, mas um abanão)
E isto tudo porque queria falar do filme que fui hoje ver, 21 Grams. Mais um filme intenso, cheio de emoções. Um filme que nos deixa a mãos com um puzzle (como alguém referiu), em que as peças nos vão sendo dadas à medida que o filme se desenrola. As pequenas peças dadas de forma solta encaixam depois na perfeição e dão um filme onde as personagens têm adjacente um destino do qual não se conseguem libertar.
Diz-se que todas as pessoas no momento preciso que morrem perdem 21 gramas, mas o que é feito dessas 21 gramas, para onde vão, o que valem essas 21 gramas?
A mim apetece-me perguntar: para onde levamos todas as nossas gramas em cada dia que vivemos, o que fazemos com elas, que sentido é que têm, o que é que valem? Nada, tudo (?), ou nem se quer quero pensar nisso? Mas pensar até que faz muito bem e recomendo vivamente!

Este foi mais um filme que vi resultado de mais uma ida ao FantasPorto.
Um tanto ao quanto trágico, o filme retrata a história de uma família que está a passar por diversas transformações. Um vendaval de emoções, umas compreendidas outras totalmente desconhecidas por serem novas. Uma mulher com problemas de álcool, um homem que se dá como falhado, uma adolescente a descobrir a sua sexualidade e uma criança plena de energia a aprender a viver.
É mais uma história igual a tantas outras e talvez por isso tão real e tão difícil de caracterizar. Afinal quantas são as famílias que atravessam por alterações/transformações que não percebem ou que fazem de conta que não se percebem? Por vezes viver numa ignorância perfeitamente consentida é preferível a viver numa verdade dolorosa mas esclarecedora.

Como tinha dito ontem fui mais um espectador do Fantasporto 2004, e valeu a pena. O filme, INNOCENCE de Paul Cox, não tinha imagens fantasmagóricas, não tinha sangue, nem terror, nem unicórnios, nem ciborgues, tinha, isso sim, imagens de grande beleza, de grande emoção, algum humor e de muito, muito afecto.
Uma história a provar que o amor não tem idade, que quem muda são as pessoas, pois a essência mantém-se inalterável. Que devemos sempre dar valor ao que temos e preservar isso como se fosse o nosso maior tesouro.
Existe contudo uma frase no filme que transmite a verdadeira causa da essência humana (para mim claro!), " - Nós existimos para amar, só o amor faz sentido, nada mais. Amar a natureza e todas as coisas que nos rodeiam".
Eis uma prova de como o cinema, alternativo, continua a ser uma boa solução para quem deseja ver outras imagens, outras formas...
Vem aí mais uma edição do Fantasporto. Confesso que nunca fui a nenhuma edição ver nenhum dos filmes, que segundo dizem são agradavelmente interessantes e alternativos.
O programa está no ar e amanhã dia 16 arranja o festival fantástico com mais um certo espectador!

A sensibilidade, a imaginação e o amor podem estar presentes ao mesmo tempo na mesma imagem.
Big Fish é a prova disso mesmo e é também a prova de que a nossa imaginação e a nossa vontade fazem a nossa história, seja ela qual for, até mesmo a mais estonteante e absurda.
Imagens carregadas de emoção, tanta emoção que uma das pessoas, quando eu vi o filme, teve que sair, porque a história recordou-lhe a história do seu falecido pai.

Mais um filme com uma história simples, uma simples história de luta, amor, drama e vida na sua mais pura essência.
Um filme que me levou a viajar pela ingenuidade do olhar de uma criança, pelo drama da perda de um filho, pela luta constante por uma vida melhor num país estranho...
Um filme com um argumento familiar, dedicado a um filho, e com uma produção de alguém que já ganhou um Óscar, Jim Sheridan.
Não estava planeado ver o filme e ainda bem assim o prazer foi bem maior.
Cheguei ao fim de 2003 sem ver este filme, que sinceramente, não me tinha despertado grande curiosidade, mas hoje proporcionou-se e lá vi o filme.
No princípio, admito, custou-me a entrar no filme, mas, sem dúvida que é muito bom. Não há nenhum actor que se possa dizer que se destaca, mas no seu conjunto dão alma a uma história, que acaba por ser uma representação da tentativa de mudança, de uma rotina ou tentar encontrar um sentido para a vida.
A banda sonora é divinal, Philip Glass, dá vida às imagens, mesmo elas não existindo...sente-se o filme pela cadência das notas que parecem brincar com os cenários. É sem dúvida um dos grandes nomes da actualidade no que diz respeito a bandas sonoras de filmes.

Já ouvi alguém a comparar este filme com o Clube dos Poetas Mortos, mas eu digo que são imcomparáveis. A ideia até pode ter sido mais ou menos beliscada, mas na essência, nem de perto nem de longe.
Contudo a história do filme está bastante interessante, principalmente no que diz respeito à abordagem do papel da mulher, e como esta era vista, na década de 50 nos Estados Unidos. A mulher nascia para casar e constituir família, nada mais. Podia até estudar, ser inteligente, ter capacidades mas isso era preterido em favor da tradição. Nada disso era questionado, mesmo que para isso tivessem que viver num mundo de total aparência.
Mas a esta pequena comunidade ultra-conservadora e elitista chega uma professora de história de arte, que vem de uma cidade liberal, com ideia mais ou menos liberais e que vai agitar as hostes, ou as mentes, se preferirem.
Depois a história desenrola-se, num fundo mais ou menos cor-de-rosa.
O que torna o filme actual é, infelizmente, a condição de muitas mulheres espalhadas um pouco por todo o lado.
Mystic River oferece-nos uma história, actual e recorrente, com um final angustiante, perturbador e surpreendente. Um filme que nos prende do princípio ao fim, pelo menos isso aconteceu comigo.

Entrei no ano de 2004 com este filme. Depois de uma noite de jogos, RISCO, TRIVIAL e PICTIONARY, e de umas horas bem dormidas, este foi o filme escolhido. Quando comecei a ver não me recordava que já o tinha visto na televisão, mas mesmo assim continuei pois não me recordava particularmente, só tinha na cabeça algumas imagens soltas do filme.
Achei estranho estar a ver um filme que tinha como cenário o ano de 2019 e saber que estou mais perto do que alguma vez imaginei, e devo admitir também que me incomodou o facto de o filme mostrar uma visão tão apocalíptica e impessoal deste nosso mundo. Não que o impessoal já não impere, é mesmo o facto de não querer imaginar o apocalipse tão cedo...aliás sou novo de mais para isso.
Acidentalmente deparei-me com uma listagem de filmes que vão estrear este ano, primeiro nos Estados Unidos e depois, muito mais tarde, em Portugal. São mais que muitos por isso não os refiro todos, apenas cito aqueles que me pareceram mais interessantes ou que o grande público espera para ver.
The Alamo
The Butterfly Effect
Catch That Kid
Chasing Liberty
Cinderella Man
Coffee and Cigarettes
Connie and Carla
Cursed
The Day After Tomorrow
Dirty Dancing: Havana Nights
Distant
The Dreamers
Exorcist: The Beginning
Father and Son
Garfield
Harry Potter and the Prisoner of Azkaban
Hell Boy
The Home Teachers
Kill Bill Vol. 2
Laws of Attraction
Love Me If You Dare
Never Die Alone
The Passion of the Christ
The Perfect Score
Scooby-Doo 2: Monsters Unleashed
Shrek 2
Taking Lives
Torque
...

Não há dúvida que muitas vezes somos levados pela crítica. Confesso que aconteceu isso comigo quando vi o filme "Disponível para Amar". Foram-lhe tecidos os mais rasgados elogios, mas talvez seja isso mesmo, elogios dos outros.
A história de amores e desamores tem algo muito forte, a banda sonora (distribuída pela Virgin Records), e essa confesso que gostei.
sinopse:
Chow, redactor de jornal em Hongkong em 1962, muda-se com a sua esposa para um novo apartamento. No mesmo dia Su Li-zehn, uma secretária de uma importante empresa, também se muda com o seu marido para o apartamento em frente. Ambos começam a passar de cada vez mais tempo juntos, pois tanto a esposa de Chow como o marido de Su se ausentam com frequência devido aos seus empregos.
Pouco a pouco a sua amizade irá crescendo e juntos descobrirão de forma acidental que os seus respectivos conjuges mantêm uma relação sentimental. A dor provocada por esta descoberta une-os ainda mais. Juntos procuram uma forma de dizer aos seus pares que conhecem o seu romance...

Este filme é o exemplo de como o dia pode corre muito mal e pode acabar muito bem, é o exemplo de filme que nos mostra que as nossas vidas dependem das nossas decisões ou acções, mostra que por vezes fazemos o mal pensando que estamos a fazer o bem, mostra que há manobras perigosas, mostra os interesses das organizações, mesmo quando são fundações de carácter social.
O filme não é uma excelência, mas digere-se bem, talvez pelo grande actor que é o Samuel L. Jackson.

Não resisti ir em ir ver o filme e ainda bem, porque é realmente bom.
A sala estava cheia, não só de criancinhas, mas tembém de graúdos, que segundo me pareceu, não hesitaram em prescindir de uma tarde de compras para entrar dentro de uma sala de cinema e ver um filme de animação.
Os senhores da PIXAR fizeram realmente um bom trabalho e nem mesmo a versão portuguesa (que está também muito bem conseguida, principalmente a voz da Rita Blanco na personagem da Dori) me impediu de ir quase por impulso. Ri-me e estou bem com isso mesmo, deixei-me conquistar pela imagem, pela história, que dá muitas voltas também, pela som e pelas cores...deixei-me ir na viagem e teria ido mais além.
Agora que me lembro das gaivotas a correrem atrás de tudo o que mexia, sempre a dizer, -"meu, meu, meu, meu, meu, meu...!", dá-me vontade de rir... e segundo o que percebi não fui só eu que saiu satisfeito, e ainda bem.

Embora este filme tenha saído há algum tempo só agora é que tive a aportunidade de o ver. Um filme em que a história é contada de trás para a frente, com uma sequência lógica de acontecimentos obrigando a uma atenção redobrada quando comparamos com os demais filmes. Este filme, que já foi visto pela noite dentro, é o percursor de um novo tipo de histórias, sendo o filme "Irreversível" caso disso.
A importância da memória, do relembrar as coisas e de querer lembrar outras, a selectividade da nossa memória que por vezes é importante, mas que por outras nos guia para mundos estranhos, de vingança e ódio.
A importância de dar um sentido à vida quando ela parece não fazer mais sentido. This is a MEMENTO to think about that.
Nada melhor que terminar o fim-de-semana de forma suave e divertida.
Inicialmente estava renitente a ir ver o filme mas depois lá me deixei convencer e ainda bem. A história é simples mas está bem pensada, no que toca à dinâmica das cenas e das diferentes histórias das personagens. Mas no meio daquilo tudo houve, e claro que um filme não é perfeito nem os portugueses o são, uam exploração pela negativa do comportamento do nosso povo. É certo que nós até somos um pouco temperamentais, mas julgo que a imagem que se transmitiu não corresponde totalmente à realidade.
Aproveitei o fim de semana para ir ao cinema e ver o filme que anda na moda. Já conhecia a história, bem como a banda sonora, mas mesmo assim quis ver e devo de confessar que gostei bastante. A história é simples mas muito bem concebida. O amor de um filho pela mãe e a tentativa desesperada de fazê-la feliz, numa cumplicidade com a família, amigos e desconhecidos. A história na sua simplicidade fez-me questionar um ponto, que calculo que já tenha sido tema de debate entre todos; o que é que eu estaria disposto a sacrificar por uma pessoa que eu gosto? Até onde é que eu iria para fazer uma pessoa feliz?
Podem ser perguntas perturbadoras para alguns, para outros certamente já estão respondidas, mas dão sempre que pensar.