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A primeira vez que ouvi Gorillaz não gostei e esqueci. Este ano quando saiu o álbum "Demon Days", ouvi uma música na televisão, achei piada e registei. Passado algum tempo acabei por sentir curiosidade e tentei ouvir o álbum todo, o qual tive acesso mais tarde, e passei a ouvir com frequência diversas músicas do álbum. Sem dúvida que fiquei rendido a uma banda, que mesmo sendo virtual, apresenta um trabalho que considero fantástico. Para mim é um dos trabalhos de referência do ano de 2005.
Quando visitei pela primeira vez o site del.icio.us achei que era um pouco confuso, aliás não percebi bem como é que funcionava nem para o que servia. Passados uns tempos voltei a visitar o site e decidi passar um tempo a ler aquilo e explorar o funcionamento. Dessa segunda vez, achei que a ideia em que era baseado estava bem pensada e de facto possibilitava um sem número de vantagens, nomeadamente aceder a qualquer momento e em qualquer lugar à listagem pessoal dos favoritos. Depois decidi em criar a minha própria conta no del.icio.us, que neste momento não está devidamente actualizada.
Hoje numa leitura na net, descobri que o projecto foi adquirido por um dos grandes impérios da internet, a Yahoo.
Como acontece em tudo o que é diferente e interessante e tem potencialidades para crescer, é de imediato cobiçado e adquirido.
A utilidade continua, já com uma apresentação diferente, mas parece ter perdido um pouco do seu lado alternativo. Coisas que acontecem.
Nesta altura do ano existem dezenas de publicações, sites, revistas, blogs e afins que apresentam as suas listagem do que consideram ser os melhores álbuns, neste caso os melhores álbuns do ano de 2005. Eu o ano passado fiz isso também, mas este ano decidi em fazê-lo só no príncipio de 2006, isto porque percebi que existem muitos álbuns que saem até ao final do ano e podem ser sempre excelentes surpresas. O caso mais gritante é trabalho dos Arcade Fire, "Funeral", de 2004, que está a ser considerado por inúmeras publicações da especialidade (UNCUT, LES INROCKUPTIBLES*, BLITZ, NME, MOJO, Q) como um dos melhores álbuns de 2005, quando o álbum foi editado no segundo semestre de 2004 nos Estados Unidos e Canadá (terra mãe do grupo). O que não entendo é o seguinte: quando se está a avaliar os melhores álbuns não se tem em conta todos os álbuns que sairam a nível mundial, ou só se contam aqueles que fazem parte da terra ao lado? Estranha esta atitude.
Bem, estes pequenos grandes lapsos foram aqueles que encontrei, mas devem existir bem mais, e claro que isto deverá ter uma explicação. Eu não a sei.
Seja como for devem existir várias edições onde se pode encontrar uma listagem limpa. Vale a pena procurar!
* O álbum dos The Organ "Grab That Gun", que aparece nesta revista em 25.º lugar também saiu em 2004.

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Depois de ter tentado escrever duas vezes um post sobre o David Fonseca, vamos ver se não acontece nada nesta.
Pois bem, devo confessar que não era grande apreciador de música até...à existência deste álbum, "Our Hearts Will Beat As One", que agora considero ser o melhor álbum português de 2005 (dos que conheço). A existência da magia do clã Buckley é evidente praticamente em todo o trabalho, e a última faixa cantada em português, "Adeus, Não Afastes Os Teus Olhos Dos Meus", é sublime. Fica a ideia de que um álbum cantado em português pelo David Fonseca daria um excelente registo musical. Fica a esperança e a espera! Mas para este trabalho em inglês faltará a aposta na internacionalização e levar mais longe o que de bom se faz por Portugal.

imagem em adorocinema
Ontem entrei no videoclube [este nome devia de mudar para qualquer coisa como, dvdclub, pois agora videos, (cassetes lembram-se?) são mentira!] e estava a ver qual era o filme que trazia para ver. Pequei primeiro num que já tinha ouvido falar e que tinha curiosidade, mas decidi dar mais uma olhadela, não fosse estar lá outra coisa igualmente interessante e no imediato que vi o "Charlie and The Chocolate Factory", não hesitei, posei o outro e agarrei na capa deste.
Saí de lá com uma satisfação de quem tinha recebido uma prenda, isto porque não tinha tido oportunidade de ir ao cinema ver e ali estava ele à disposição, e ainda por cima a um domingo à tarde, coisa rara portanto.
Depois foi ir para casa e ver o filme. Fantástico. Durante os minutos, que pareceram rápidos minutos, foi uma viagem ao imaginário e fantasia. Mas o filme não fica apenas pela aparência do cómico vai muito mais além, vai até ao comportamento das crianças, pais e sociedade em geral, e tudo isto de forma sublime. É sem dúvida um filme que destoa, na minha opinião, do comum das produções de Hollywood. Ainda bem.
Foi por tudo isto que que gostei. Gostei.
A odisseia de ser pai é algo que me transcende, mas calculo que seja um momento de alegria extrema, quando @ filh@ é desejad@. O meu amigo JL, decidiu partilhar essa odisseia, relatando o seu dia-a-dia, na espera decrescente de ser pai, abordando várias questões e travando conversas com @ bébé imaginário. Eu já aprendi várias coisas e já larguei fartas gargalhadas. Sem dúvida que é uma forma inovadora de apresentar-se num blog, ou melhor @ bébé, deve ser @ primeir@ bloguer que antes de nascer já é bloguer. E esta heim!!!!
Lembro-me que quando Lhamo Thondup veio a Portugal, mais especificamente a Santa Maria da Feira e ao Porto, fartei-me de correr para ver se o via, mas apesar dos meus esforços não consegui. Fiquei com pena na altura.
Mas a partir de agora é possível estar a par das últimas notícias e saber tudo sobre a Santidade Tibetana.
Lhamo Thondup é o 14.º Dalai Lama, e a partir desta semana é possível aceder à sua página, que está disponível em inglês e tibetano, e possui canais de notícias, biografia, publicações, galeria de fotos e discursos.
Mais uma prova que a globalização é transversal às mais diversas manifestações e que também serve para aproximar o mundo ao mundo. Cada vez mais distante de si próprio.
Não me esqueço de um livro que li, "Os Caminhos Cruzados da Consciência - Conversas com o Dalai Lama sobre a Ciência do Cérebro e Budismo", em que o Dalai Lama se reuniu com alguns dos maiores pensadores, cientistas, filósofos, estando entre eles António Damásio. O livro é fantásticos, pois apresenta respostas tão variadas como surpreendentes.

imagem em erasingclouds
Um ponto lá longe emerge no escuro. Devagar, avança numa sintonia quase perfeita com o bater do coração. Respiramos e parece ganhar cada vez mais brilho e calmamente, no seu andamento, aproxima-se e sente-se cada vez mais de perto o respirar pausado e reconfortante. Em redor, os objectos suspensos apenas ganham vida quando se fecham os olhos e se imagina o seu movimento. O ponto, esse, ganha cada vez mais força e os músculos parecem tremer na ânsia de tocar no infinito da liberdade. É que esse ponto traz aquela música que nos faz chegar ao céu e que nos obriga a pensar que a terra não é um espaço morto onde já não interessa estar.
O "The Earth Is Not a Cold Dead Place" dos Explosions In The Sky é isso...mesmo isso.

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Ouve-se uma vez e depois é sempre mais. Aliás penso que este é o efeito da boa música.
A dupla escocesa Arab Strap, lança este "The Last Romance", depois de já ter editado 2 trabalhos, intitulados "Philophobia" e "The Elephant Shoe", respectivamente. Eu não conheço os dois anteriores trabalhos, mas diz quem sabe que este é o complemento que faltava para completar a tríade. E parece que os mesmos têm uma opinião quase igual.
Seja como for este álbum é suficiente para se descer a um mundo calmo, tranquilo e repleto de cores suaves e quentes, pois na sua caminhada vai beber a diferentes lagos e campos, que só um Outono e uma Primavera o compreendem.
Divagações!

imagem em cosmosonic
Assim de repente o que é que me faz lembrar este álbum, que estilo de música, que grupos? Assim de repente numa pesquisa, para descobrir uma imagem, para colocar neste post descobri o fala-barato e eis que estava exactamente aquilo que queria dizer "O canto remete seguramente a Morrissey ou Robert Smith (como se lê por aí) e a música aos anos 80 (The Cure, Joy Division, Smiths)" Eu acrescento Echo & the Bunnymen e Siouxsie & the Banshee, e que deve ser um dos melhores álbuns que anda por aí e que retrata de forma fiel a música da década de 80. Excelente do príncipio ao fim.
Os The Organ , canadianas de gema (são só mulheres que compõem a banda, estilo The Breeders) lançaram em 2004 este seu primeiro álbum, "Grab that Gun" e preparam-se em Março de 2006 para entrarem em digressão, estando mesmo a preparar algumas faixas novas.
A revista "Bíblia" já existe 1996 e dedica-se à divulgação de trabalhos artísticos contemporâneos de carácter experimental abrangendo áreas como literatura, artes visuais, ilustração e design gráfico, numa perspectiva alternativa mas promotora de novos talentos.
Recentemente o autor decidiu compilar os textos mais significativos e editou o "Pin da Bíblia", um livro que prima pela inexistência de imagens, explorando assim apenas o texto para realçar a escrita e as ideias dos palavras, não criando objectos de distração.
Agora a "Bíblia" está patente ao público numa exposição em S. João da Madeira, num novo espaço que abriu, FIRST FLOOR, em que cada dia é possível ver uma página de cada revista exposta, sem que o visitante possa alterar a disposição das mesmas, obrigando assim uma visita diária ao espaço. A visitar.
Brevemente falarei deste espaço e de outros que começam a polvilhar com gostos de interesse alternativo e apelativo. As novas tendências, os novos conceitos e a fuga à perfeita massificação.
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Não posso deixar de referenciar este video, pois ele surge como a primeira publicidade à nova XBOX360 da Microsoft, censurada. Para mim está muito bem conseguido, mas de facto pode levantar questões morais, aos americanos, entenda-se em ironia.
Em mais uma caminhada pela internet descobri um sítio que é fantástico. Claro que existem muitos sítios fantásticos, mas este pela sua interactividade e pelo conteúdo que disponibiliza merece o meu destaque - PANDORA - MUSIC GENOME PROJECT. Aqui podemos escolher uma banda e automaticamente é disponibilizado um programa da rádio ajustado à nossa escolha, e em complemento aparecem músicas de outras bandas do mesmo género músical, o que permite descobrir uma infinitude de boa música.
Para conhecermos de facto o que estamos a ouvir, aparece a capa do álbum, com a indicação da música e da banda respectiva. Podemos ainda definir várias estações, dependendo do nosso gosto músical, enviar o link para um amigo para dar a conhecer a nossa estação pré-escolhida ou partilhá-la com ele.
Mas para quem quer estar actualizado sobre o projecto nada melhor que visitar o blog, e partir para a aventura.

Penso que é a primeira vez que falo de música clássica, mas hoje não queria deixar passar isso em branco. Porquê? Estou neste momento a ouvir uma das músicas que mais gosto, o Adagio de Tomaso ALBINONI.
É fantástico, sublime. A ouvir muitas e muitas vezes.

Vem fora de tempo, até porque era exactamente depois deste concerto que ia alojar o blog noutro espaço, mas tenho que registar o "meu concerto dos Coldplay".
A compra dos bilhetes foi muito antecipada, arriscando mesmo em ter sido um dos muitos primeiros a comprar o bilhete, isso graças ao esforço do meu amigo HNS.
Depois foi compra dos bilhetes de comboio para Lisboa - Oriente e aí foi a sensação de quase certa a minha presença.
E a seguir foi a viagem, em que o comboio se atrasou cerca de meia hora, uma chegada com um jantar delicioso e fulminante e uma corrida até ao Pavilhão Utopia (é assim que gosto de o apelidar, aliás para mim terá sempre esse nome), a entrada rápida no recinto e a espera até o concerto começar. Quando ali estava sentado à espera da música surgir é que tive a confirmação, estava lá.
Um facto curioso foi a de um casal que estava à minha frente. Ele tinha levado os jornais do dia para ler e ela estava a ler descansadamente um livro. Em suma a fazer tempo para o concerto. Desconcertante.
Os primeiros foram os Goldfrapp, e nos inícios ainda houve uma discussão e apostas, para ver quem acertava a nacionalidade da banda, e uma tentativa para saber o que efectivamente queria dizer o nome. A coisa ficou mais ou menos esclarecida, mas não convencida!
Mas falando no concerto dos Goldfrapp. A banda, que já conhecia, principalmente o álbum deste ano, estava um pouco deslocado, isto porque é uma banda de espaços mais pequenos, onde o ambiente é mais intimista e mais próximo do público. Mesmo assim aquecerem bem os presentes, que notoriamente aguardavam a banda seguinte. A deambulação pelo pavilhão era reflexo disso mesmo. Seja como for, nunca tinha visto a banda ao vivo e devo de referir que gostei muito, quer em termos da música quer em termos do espectáculo visual.
Depois veio o intervalo, e a espera.
Ao longe, no palco, viam-se movimentações, que não ilucidavam do que se ia passar. Mas tentava-se adivinhar.
E eis que chegam, os Coldplay. O público vibrou intensamente, como o desfecho de uma espera que se tornava demasiado pesada. Os primeiros acordes e lá em baixo a visão era fantástica. A luz que emanava dos míticos esqueiros, surgia agora dos pequenos ecrãs dos telemóveis e das máquinas fotográficas. Milhares, arrisco, milhares!
No início, logo no início, a banda custou a pegar, mas pegou e levou com ela, todas as pessoas que estavam a assistir e em uníssono cantaram e cantaram, e bateram palmas, e gritaram e chamaram por mais música. Mesmo com um engano pelo meio, e por um fuck!, bem tirado, as pessoas não arredavam pé, mas no fim, e depois de muito chamarem eles pisaram o palco, cantaram e num momento de artista foram e não regressaram.
Algumas pessoas, onde me incluo, ficaram mesmo assim com uma réstea de esperança que regressassem, mas quando as luzes do palco se acenderam e a azáfama dos "arrumadores" surgiu, viraram costas e sairam ao encontro do frio da noite.
Resta agora a lembrança do concerto, adorado por muitos, e pela crítica considerado como um bom concerto mas não extraordinário. Gostos, aqui devemos falar de gostos.
O jogo da luz, imagem e som estava bem conseguido, o público aderiu e a banda...essa não sei se gostou, mas pelo menos estavam com vontade de transformar este como um dos concertos de referência da digressão. Penso que iremos confirmar isso quando for lançado o novo DVD, e se lá pelo meio encontrarmos imalgens do concerto então é porque consideraram digno de registo.
Eu gostei, muito.
Depois do que referi, naquele que seria o penúltimo post deste blog, e depois de ter analisado mais calmamente a situação, decidi que não estavam reunidas as condições para transitar para uma nova morada. As razões são as mais diversas. Isto não quer dizer, que quando estiverem reunidas essas condições, tal facto não aconteça, mas por enquanto não. Vou ficar aqui!
Espero entretanto recuperar algum do tempo perdido, em transferir posts, imagens e afins, e passar a uma actualização mais regular deste blog.
Não faço a mínima ideia de quantas pessoas vêm aqui, sei que algumas virão, mas essa questão não é essencial neste momento. Irei manter este blog, com coisas que gosto, coisas que me interessam, irei manter este blog por prazer.
Um facto curioso, quando andava a copiar os posts, recordei-me de datas, acontecimentos, situações, pessoas, lugares, músicas, e um sem número de coisas, que de outra forma não seria possível recordar. Só isso é positivo.
Assim, encaro este exercício, momento de escrita e imagem, uma forma de registo para a posteridade. A manter, com certeza.
nota: entretanto vou aproveitar para arrumar este! Que te qual?