
Viajo no tempo ao ouvir os Heoes del Silencio. Recuo até à minha existência adolescente e às grandes saídas nocturnas que terminavam quase sempre numa discoteca, em que até às tantas da noite o pessoal abanava o capacete e bebiamos umas bebidas, as que o pouco dinheiro dava para comprar, e que já com o sol a raiar regressávamos a casa.
Os Heroes del Silencio, que se já não se fazem ouvir há muito, passavam incessantemente nas rádios e não havia nem bar que não passasse "Entre dos Tierras".
Tenho um amigo, ao qual liguei no dia em que comprei o cd "Senderos de Traición" que simplesmente vibrava com a música da banda. Estivemos a falar, então, das recordações da nossa adolescência, das grandes maluquices que o pessoal fazia, de como o pessal curtia o tempo livre na altura.
Ouvi vezes seguidas o cd e de cada vez que o faço ainda me recordo desses dias, dessas saídas nocturnas, da viagem de finalistas e das noites sem regras.
Há coisas assim.!

Andava com sede de ir ao cinema e o filme "The Village" parecia ser uma boa opção. Tinha ficado curioso pela apresentação que tinha visto no cinema, tinha ficado intrigado pelo markting que tinham feito e a história parecia ser para lá do diferente. Fui então ver o "maldito" filme, cheio de suspense e com sala mais que cheia.
A história começou a desenrolar-se, com contornos estranhos, fantásticos, maquiavélicos, humanos...a emoção existia no ar, contida...davam-se saltos nas cadeiras, provocados por uma porta a abrir, por uma mão que teimava em não ser agarrada, pela excelente fotografia que o filme tem.
Os homens podem inventar a sua própria realidade, podem querer adulterá-la, podem querer esconder-se, podem querer viver outras vidas, podem querer controlar, podem até, através das cores proibidas, pintar o cenário mais sombrio, podem fazer tudo isto julgando que estão a fazer o mais certo e correcto...podem fazer o que quiserem. É o Homem.
O filme apresenta a sua história, com vários conceitos associados, que podem ou não ser analisados e/ou discutidos.
Não considerei um filme fantástico, incontornável.
Não me lembro as vezes de já ter falado, ouvido e lido à cerca da beleza e da sua relatividade, principalmente das pessoas. As pessoas feias e bonitas por dentro e vice versa. As pessoas que se vestem mal, as pessoas que se arranjam mal, mas que são interessantes. As pessoas que ligam à última moda e que são superficiais. A sensualidade, a forma de estar, a forma de falar. As formas e os conteúdos.
E quase sempre se chega à conclusão que cada um tem a sua opinião e que realmente a beleza não é assim tão importante mas que às vezes é muito importante, nem que seja para arranjar um emprego melhor.
Depois fala-se de outra beleza, da beleza de um carro, de uma peça de decoração, de uma peça de arte, de uma casa, de um museu, de uma máquina digital, de um edifício, de um cd ou uma capa, de um livro...
E quase sempre se chega à conclusão que cada um tem os seus gostos pessoais, que os gostos não se discutem, mas que até se podem criticar, que cada um tem uma leitura diferente da questão, que tudo é muito relativo.
Mas deparei-me com uma situação que me fez questionar essa relatividade toda, mesmo sendo uma situação residual. Andava na praia à procura de conchas mas percebi que para além de procurar só conchas que considerasse bonitas procurava conchas que fossem perfeitas. Na altura e até ao momento continua a fazer todo o sentido, procurar uma coisa bonita, agradável de se ver, que sirva também de peça decorativa, mesmo com posição de pouco relevo.
Mas depois pensei, até as conchas feias são descriminadas...as conchas feias!?
Qual o sentido disto? Qual o sentido?!
Os últimos dias de trabalho foram demasiado difícies, já não aguentava nem mais um momento. Pensei inicialmente que não iria conseguir desligar de imediato, mas isso não aconteceu, foi de imediato.
Depois foi rumo à Costa Alentejana, descer toda a costa, com calma, com vagar, com todo o tempo do mundo para gozar o sol, a areia, o mar, as pedras, as conchas, os pássaros, as pessoas, os momentos...
E sonhar. Sonhar em abandonar a vida agitada e entregar-me à planície alentejana, para a sobrevivência. Quantas vezes me passou a ideia de ficar por lá, entregar-me à ignorância das horas e dos dias e alterar assim uma forma de vida. Dedicar-me à olaria e viver da terra e daquilo que a minha cabeça e as minhas maõs produzissem. Muitas vezes pensei e falei nisso. Não foi??!
Também foi tempo de ler, estudar, manter-me afastado das noticias do nosso velho mundo, e recuperar sonos trocados. Deitar cedo e cedo erguer, explorar as praias e as localidades mais próximas de cada paragem, a sua gastronomia e quando a quando um olhar fotográfico para perpetuar o momento. O pôr do sol na Zambujeira do Mar acho que vai dar uma excelente fotografia!
Alcancei a despreocupação total, a passividade absoluta, a vontade de me deitar e ficar a ouvir o mar e a aceitar confortavelmente o sol quente de fim de Verão.
Vale a pena descobrir a Costa Alentejana de lés a lés, sem medo de cobrir o carro com um pó castanho dificil de remover, vale a pena absorver de forma intensa o espectáculo dado pela natureza nas suas mais diversas formas. Não custa.
Depois do bronzeado nos cobrir por completo a paragem na capital impunha-se por diversas razões. O encontro com os amigo revelou-se também retemperador e deu para reviver os velhos tempos em que todos estávamos na mesma terra, agora está cada um em sítio diferente.
O tempo dá as suas voltas e com ele nós avançamos para o mesmo espaço a mesma rotina. A negação do ócio aliena o Homem. Eu gostava de nunca me alienar ou não sentir essa sensação.
A página está quase vazia, sem texto...não gostei. Mas o meu tempo, hoje, não é suficiente para a preencher, por isso apenas fica o registo breve da minha passagem e assim do meu regresso de férias.

Sempre achei piada aos Bonsais e acabaram por me oferecer um. Durante um tempo cuidei dele, pesquisei umas coisas na net, comprei uma solução especial, revitalizante, para bonsais...enfim tentei que ele vivesse. Veio o Verão e com ele as temperaturas altas, e um bonsai tem que ser tratado meticulosamente, durante dois ou três dias faltou-lhe a água e ela acabou por morrer.
Agora jaz dentro de um vaso e serve como elemento decorativo.
Não sei se irei comprar outro mas se o fizer tenho que ter a consciência que o tenho que tratar convenientemente, cuidadosamente, pacientemente.

Quantas vezes eu sonhei em brincar com os legos? Muitas. Na altura os legos não estavam acessíveis a qualquer pessoa e assim eu ia para casa de um primo brincar com os que ele tinha...e eram tantos! Passava lá horas, perdia as tardes de fim de semana mas saia satisfeito, saia com a minha fantasia saciada. Mas aquilo alimentava ainda mais o meu desejo de ter os meus legos, sonhava que a minha avó chegava a casa com uma caixa cheia de legos para eu brincar, mas quando acordava a realidade não era essa! Lembro-me que quando ia à noite a casa desse meu primo, o que era uma verdedeira festa para mim, o meu tio contava as histórias da guerra do ultramar, mas as coisas passavam-me ao lado, o que queria mesmo era brincar, construir as máquinas mais impossíveis, indestrutíveis aos berlindes e às quedas forçadas, construir as casas mais altas, e as pistolas e carros...eu sei lá, uma imensidão de coisas que só terminava quando a hora era tardia. pois a imaginação levava a tudo.
Agora recordo com alguma nostalgia essas histórias e esse fanatismo pelos legos...o que são feitos deles, fugiram, extinguiram-se?
Eu...ainda era capaz de pegar nesses pedaços de plástico e brincar com eles.!
Hoje está provado que se as crianças desenvolverem as suas próprias brincadeiras este procedimento funciona como factor de prevenção de comportamentos desviantes. Fica a ideia!

quantas ideias, quantas fantasias, quantos sonhos, quantas almas fascinadas,
quantos olhos incrédulos a fitar os céus, quantos disparos fotográficos a perpetuar o momento,
quantas alucinações a tornar o irreal real, quantas histórias surpreendentes alimentadas,
quanta magia, quantas promessas de loucura, quantos segredos fantásticos, quantas viagens,
quantos regressos...
continuo a ser maravilhado por este grandioso espectáculo da natureza...soberbo!
O que é a aurora boreal, onde e quando ela acontece?
A aurora boreal é um fenômeno luminoso que acontece no pólo norte. Ela ocorre quando partículas carregadas eletricamente, como elétrons, são emanadas do sol. Ao chegar na Terra, elas são guiadas pelo campo magnético até os pólos, originando tal fenômeno. Quanto maior a atividade solar, mais intensas são as auroras. Vale ressaltar que elas só ocorrem nos pólos (a do pólo sul se chama aurora austral) e acima da atmosfera terrestre, a cerca de 60 km de altitude.
fonte: guia dos curiosos
An Aurora Watcher's Guide
fonte: Sky and telescope
Amanhã, ou melhor hoje, segunda-feira, parto definitivamente para férias. Não serão certamente as férias de sonho, mas são as férias possíveis tendo em conta o lado económico da coisa e a maldade de uma operadora que opera na net..."exit" é assim a forma que vejo as férias e não ficar no mesmo sítio, na mesma terra ou região, é sair até ao sul e assim tentar apanhar algum sol e disfrutar de imagens novas.
Assim este blog vai estar ausente durante 15 dias, e só voltarei a escrever, muito provavelmente, no próximo dia 26 ou 27 de Setembro. Até lá o melhor para todos....
Foi precisamente há 3 anos que o mundo assistiu, em directo na TV, a uma das maiores barbaridades alguma vez realizadas pelo Homem. Recordo-me perfeitamente desse dia; das imagens, das informações...do olhar incrédulo com que as pessoas olhavam para a televisão...
Mas hoje este dia foi vivido, de forma diferente, em festa. Um casamento.
Por momentos questionei a segurança do local...como se alguma coisa fosse acontecer num casamento em que estavam reunidas pouco mais de 150 pessoas...
...o receio esse perdurará para sempre...onde, quando, porquê, quem, como?

Um filme que me deixou bem disposto. É isso bem disposto! Sem grandes efeitos especiais, de salientar que todo o cenário foi construído à escala de um aeroporto, sem grandes enredos, mas com uma história simpática. Os actores emprestaram alguma alma para fazer o filme e eis que nobres valores se levantam, mas esses valores quer sejam no cinema quer sejam na vida real devem ser sempre valorizados...sempre. Então a amizade é algo de sagrado.
Depois de ter andado a desesperar pelas minhas férias, coisa que até agora nunca tinha acontecido, entrei verdadeiramente de férias. Desde quarta feira que os meus dias, apesar do cinzento do tempo, estão mais azuis. Mas apesar deste estado de maior liberdade sinto que se trabalhasse mais uns dias iria ter graves problemas de saúde isto porque quase todo o meu corpo me dói. As costas, o pescoço a garganta causam-me agora um incómodo difícil de ignorar. Paralelamente a isto está a questão: onde é que vou passar as férias? Já sondei vári@s amig@s que me conselharam a Costa Alentejana. Descer até ao Algarve com várias paragens a fim de conhecer o belo território nacional e assim disfrutar de um descanço merecido. A par destes conselhos tentei ir mais longe até a um dos países do mediterrâneo, Tunísia, mas a coisa não funcionou, por responsabilidade directa da operadora de turismo, que engendrou um esquema demasiado estranho para o meu gosto.
Assim e ainda com as férias por decidir tenho um casamento no sábado que acabou por interromper a pretensão de já estar longe daqui, mas no domingo e já com as malas prontos partirei rumo ao Sul?!. Até lá vou acordando tão tarde que até me admiro com as horas que durmo, mas que se lixe, sabe tão admiravelmente bem!!!
um mês de férias, um mês de exames, um mês de reencontro com a escola e o estudo, um mês de viagens, um mês de descanso, um mês de gastos, um mês de mudança de estação, um mês de amigos, um mês de volta ao trabalho, um mês em que vou tentar repôr a leitura em dia, um mês de novos sons, imagens e memórias, um mês de descobertas, um mês de continuidade, um mês de aniversários de amigos e amigas, um mês que será sempre cheio de surpresas, um mês feita de acaso...
Daqui a uma semana entro de férias...1 semana...contagem decrescente.