As noites passam e são interrompidas por acordares que me esgotam. No regresso à rotina chego com um cansaço que me controla e descontrola.

Imaginar a vida sem ouvir qualquer ruído é só por si aflitivo. Tudo é certamente mais belo com a sua musicalidade.
(estou sem som no meu computador)
Agora que as minhas férias se aproximam, embora ainda a um ritmo lento, surge a questão; onde ir passar férias? As opções são mais que muitas, basta para isso perder um pouco de tempo na internet ou nos balcões das agências de viagens, mas a vontade de conhecer novos espaços, culturas, pessoas, credos..., e a (in)disponibilidade económica, fazem pesar a decisão.
A hipótese de ir por aí sem destino até encontrar um espaço simpático e agradável, não se afasta totalmente, mas...
Espero entretanto que apareça uma vontade específica com um destino específico e partir para o descanço.
O trabalho deveria ser uma opção e não uma imposição.
Ultimamente tenho sentido que deixei de acreditar em determinados agentes da nossa sociedade (jornalistas e políticos), de tal forma que até considero isso pouco positivo, mas é um facto do qual não me posso alhear.
Mas esse meu sentimento não aparece do nada, é fruto dos constantes maus exemplos que tenho vindo a assistir. Os políticos, na sua especificidade, não me dão quaisquer garantias de que o trabalho que fazem ou querem fazer é realmente importante e proveitoso para os portugueses. Os jornalistas, na sua especificidade, não dão garantias do que relatam é realmente real (embora que este assunto do real ser real possa dar pano para mangas), ou que o que relatam não é mais do uma outra forma do real, à sua maneira.
É sem dúvida uma sensação estranha esta, a de não acreditar em nada daquilo que os políticos e jornalistas dizem, mas reconforto-me pensando que não serei o único a sentir ou pensar nesse mesmo nada.

O que é que representará este olhar?
Ontem este foi um dos muitos que o meu registou.

Quando olhei para a montra da Valentim de Carvalho e vi que estava em reduções entre os 25% e os 75% entrei sem hesitar. Comecei a procurar mas não havia nada de muito interessante. Vasculhei mais um bocado e olhei para uma capa de um cd single com um nome de um grupo que nunca tinha ouvido falar. Agarrei e comprei!
Agora tenho ouvido o cd, pois gostei muito das faixas que fazem parte deste single, em particular "I'll take my chances". A editora é a MUTE e o álbum é "Never Get Hip".
A ouvir mais nos próximos tempos!
Porque é que quando alguém comemora os anos tem que receber prendas? Porque é que o aniversariante não oferece prendas aos convidados?
Porque é que as prendas tantas vezes nada têm a ver com o gosto das pessoas?
Porque é que não se dão prendas só ao gosto do aniversariante?
Porque é que o aniversariante não pode dar prendas de acordo com os gostos dos convidados.
Porque é que o aniversariante não faz ele a festa?
Porque é que o aniversário é algo tão especial?
Porque é que não se podem copiar as boas ideias e transportá-las para o nosso mundo?
Porque é que quando tudo corre bem as pessoas ficam contentes?
Porque é que quando recebemos uma prenda ficamos todos contentes?
...
Fui a um aniverário em que tudo foi diferente, em que tudo foi ao contrário, em que todos ficaram com a sensibilidade à flôr da pele, em que todos sentiram que estavam ali por alguém...diferente.
Os portugueses continuam a tentar alcançar bons resultados nos Jogos Olímpicos de Atenas. Ficamos desiludidos quando percebemos que podiam ir mais além no seu esforço, no seu empenho, na sua garra e na sua motivação. Pensamos que não se esforçam. Mas também devemos pensar nas condições que têm para desenvolver os seus treinos e na falta de cultura desportiva que existe em Portugal.
Eu, pessoalmente, sigo com atenção as olimpiadas e também eu gostava que os nossos atletas conseguissem melhores resultados, mas estar entre os melhores do mundo, penso que já se pode considerar uma grande vitória, a vitória do esforço individual.
pequeno historial dos Jogos Olímpicos
» fonte » rdp
É desconhecida a origem dos Jogos Olímpicos. No entanto, segundo a mitologia grega ficaram a dever-se a Hércules, filho de Zeus; e segundo Homero, o seu criador foi Pélope, deus da Fertilidade e avô de Hércules. A ser verdadeira a tese do poeta grego, os jogos teriam tido início cerca de 1370 a. C. em Olímpia , constando inicialmente apenas de uma corrida em que participavam os adoradores de Zeus - o "pai dos deuses".
Seguidamente, Aquiles teria organizado jogos em honra de Pátroclo, herói de Tróia, onde já se incluiam corridas de quadriga, luta e lançamento de dardo.No aniversário da morte de Pátroclo chegara-se ao exagero: a violência tomava lugar com a inclusão de duelos de morte, dos quais surgiu o pankration, luta mortal em que era permitido estrangular o adversário e partir-lhe as pernas e braços - isto é, em que valia tudo, inclusivé arrancar olhos. E a crueldade era ainda maior: sacrificava-se (e devorava-se) uma criança. Neste domínio os Helenos não estavam mais avançados do que outras civilizações na história da Humanidade
Os jogos tornaram-se pouco a pouco numa celebração pagã que se iniciava no 11º dia do mês de Hecatombéon do solstício de Verão (que corresponde a 27 de Julho) e atraía a Olímpia gente de todo o Peloponeso. Olimpíada após Olimpíada, novas modalidades foram admitidas, tais como o salto em comprimento e o lançamento do disco.
Como os gregos equiparavam o desenvolvimento do corpo humano ao crescimento de uma árvore, passou a ser atribuído simbolicamente um ramo de oliveira, como coroa olímpica, aos vencedores. Simbolizando um ceptro era-lhes colocada na mão uma folha de palmeira. Celebravam-se então os jogos de 8 em 8 anos, coincidindo com os anos solar e lunar, prolongando-se as competições por 5 dias.
A palavra "atleta" tem a sua origem na antiguidade grega, pois foi Atleu, rei de Élide, quem ofereceu uma coroa àquele dos seus filhos que se distinguisse nas corridas.
No entanto o ideal grego não era o desporto pelo desporto mas o adestramento físico e militar. Na verdade nos Jogos Olímpicos antigos as normas não obedeciam a elevados padrões desportivos.
A decadência dos Jogos veio a verificar-se com o termo da independência política dos estados gregos invadidos pelas legiões romanas. Quando o imperador Teodósio proíbio os cultos pagãos, as Olimpíadas foram condenadas. A última, a 293ª, celebrou-se no ano 393. d C.
Olímpia pouco tempo sobreviveu, tendo sido destruída após uma batalha entre Bizantinos e Bárbaros e mais tarde soterrada em areia e lodo na sequência de uma inundação. Só em 1824 o arqueólogo Lord Stanhope procederia às escavações que devolveriam Olímpia à luz do Sol.
No dia 1 de Janeiro de 1863 no nº 20 da Rua Oudinot, na cidade de Paris, nascia o homem que com o seu idealismo havia de legar ao mundo o espírito olímpico.
A juventude de Pierre de Coubertin foi marcada pela guerra de 1870.Iniciou-se na carreira militar mas trocou-a pelas ciências políticas.Viajou por diversos países e seduziu-se pelo sistema básico sobre a prática quotidiana do desporto nas escolas, praticado nos países anglo-saxónicos.
A sua paixaão pelas manifestações desportivas levou-o a lançar-se no renascimento dos jogos olímpicos.
Foi presidente do Comité Olimpico Internacional até 1925.
Faleceu a 2 de Setembro de 1937 e segundo o seu desejo o seu coração está colocado em Olímpia
Na bandeira Olímpica e sobre um fundo branco entrelaçam-se 5 anéis coloridos: azul, amarelo, preto, verde e vermelho.
O azul colocado ao alto à esquerda é o que fica mais próximo do mastro. Esta bandeira criada por proposta de Coubertin, foi içada pela 1ª vez em Antuérpia em 1920. Os anéis representam a união dos 5 Continentes no ideal Olímpico: azul a Europa, amarelo a Ásia, negro a África, verde a Oceânia e vermelho a América
O ideal Olímpico é baseado no amadorismo, no respeito pelas regras e no valor do esforço físico. O lema olímpico adoptado em Havre em 1897 nunca foi abandonado e consta das palavras "Citius, Altius, Fortius" (o mais rápido, o mais alto, o mais forte).
Procurei uma imagem para definir o meu estado de cansaço, pois as minhas palavras parecem não ser suficientes para o definir, mas não encontrei.

A minha colecção do CONAN quase que foi terminada, faltavam-me apenas 13 autocolantes. Foi a única colecção de cromos que fiz e como na altura a cola era cara tive que os colar todos com cola de água e farinha. Mas o que interessava isso quando eu estava a fazer a colecção dos meus desenhos animados preferidos. Não havia ninguém que me conseguisse afastar da televisão quando começava o Rapaz do Futuro, era impossível.
Aqueles minutos eram mágicos!
Voltou a repetir na SIC Radical mas eu não pude ver, simplesmente porque não tinha a SIC Radical, mas para meu gáudio a coisa já saiu em DVD...nunca se sabe! Agora é gozar a memória.

Era uma leitura fantástica. As folhas eram devoradas na medida da minha curiosidade em saber o fim da história. A par desta motivação, por si só suficiente, havia a parte dos lanches que eram relatados nas histórias, aqueles lanches magníficos, que nem cabiam na minha imaginação, e que me faziam crescer a vontade de entrar dentro do livro e ir ter com eles...nem que fosse para lanchar!
Depois veio a série, com as aventuras fantásticas a ganharem caras e sons, e imagens e a delícia ainda era maior. Mas assim a minha imaginação não era tão alimentada, pelo menos para a parte dos lanches!
Não me importava de um dia destes ligar a televisão e deparar-me com aquelas personagens, cheias de magia, e ficar a apreciar, descontraiadamente um verdadeiro lanche.

Aquilo era uma loucura total! O pessoal saia da escola e numa corrida desenfreada chegava, em escassos momentos, à tasca onde os matraquilhos esperavam pacientemente, sempre no mesmo lugar. Quem chegava primeiro tinha o direito de jogar em primero lugar, evidentemente, o que fazia com que os putos arranjassem esquemas para chegar mais cedo, e um deles era dar umas faltas de quando a quando.
As equipas já estavam feitas, e a moeda de 5, 10 e 20 escudos, sequencialmente com o tempo e a inflação, tinham que dar para o pessoal estar ali o maior tempo possível. O bota-fora era assim o esquema implantado e não era reclamado por ninguém. Os putos jogavam contra quem aparecia. Jogavam contra os restantes putos ou contra os mais velhos, que eram os amigos do filho do dono da tasca. O pessoal ficava ali a jogar, eu era guarda-redes fixo, sem grande jeito para o ataque, e só ia embora quando a derrota afastasse a equipa ou o dinheiro já não existisse dentro das calças ou calções!
Passou o período da tasca e os putos já eram adolescentes e iam todos para um salão de jogos, e ali ficavam também tardes inteiras. Mas houve um período de interregno muito grande, entre a tasca e o salão, até porque o pessoal só podia entrar se tivesse mais de 16 anos.
Mas o gosto começou a crescer e as moedas, agora de 50 escudos, entravam umas a seguir às outras. A competição aparecia, com o mesmo método de outrora, o bota-fora, e ficávamos ali horas seguidas a jogar, a desafiar, a perder e querer a desforra. Os dias passavam, agora eu tinha deixado o baliza e tinha-me tornado num avançado com técnica apurada, temido já por alguns, e isso fazia com que me envolvesse mais no jogo, e não tivesse problemas em arranjar parceiro para jogar. Era a loucura total!
O tempo passou e agora de quando a quando faço o gosto às mãos e aos pés dos bonecos.
E memória faz-me sorrir e lembro-me da música dos Fúria do Açúcar, "O Rei dos Matraquilhos" e canto-a com piada.
Nos entretantos fiquei a saber que quem inventou os matraquilhos, um dos "desportos" favoritos do pessoal, foi um espanhol, de seu nome, Alexandre Finisterre. Ele não sabe, mas fez com que muitos putos passassem momentos muito felizes .
magnatunes - um portal que dá acesso a música de grupos que não são conhecidos do grande público

Os Kings Of Convenience continuam no seu ritmo. Músicas suaves, mas com uma sonoridade capaz de apaziguar conturbações internas. Apraz-me ouvir os sons da guitarra, das vozes que parecem ser as mais perfeitas para aquelas notas musicais. Riot on an Empty Street é uma agradável surpresa, e mostra que mais do mesmo não corresponde, necessariamente, a uma estagnação sem qualidade, antes pelo contrário. The Build-up, a última faixa deste álbum, é para mim uma verdadeira pérola.

Ontem foi ver o filme Fahrenheit 9/ 11. Um filme crítico, perturbador, em determinados momentos e cómico noutros tantos. Não tinha lido nada sobre o filme, o que permitiu que não fosse com pré-conceitos, gozando assim "descansadamente" a história que ia aparecendo.
Durante o período que estava a ver o filme, e mesmo já no seu terminus, questionei-me se as pessoas tinham saido dali com um sentimento anti-bush ou anti-america. Acredito que sim. Se Michael Moore, com este filme tentou levantar questões e "abanar" consciências, julgo que consegui em larga escala.
Quem acredita que está tudo bem, e que Bush, através da sua política, não é responsável por nada, então deve-se aliar a ele. Afinal quem está com ele é amigo, quem não está é terrorista.
Ontem, num momento de maior lucidez, formatei o meu computador. Depois de várias semanas a prometer não resisti;
format c:
Há muito que não o fazia, mas ele estava a precisar, dava erros consecutivos e não deixava executar as tarefas mais básicas, como ouvir música ou ir decentemente à net.
Hoje está melhor, mais leve...vamos ver quanto tempo mais aguenta o meu Pentium II a 233mhz.
O dia prometia. Faltavam tratar alguns pormenores, que durante a tarde se iam resolvendo, para que no final tudo corresse pelo melhor. A tarde deu para tudo, até para andar com uma carrinha com música popular e a falar a um microfone. Depois começou a correria que só terminaria lá perto da 01.30h.
Hoje quando acordei parecia que tinha levado porrada. Tinha feito alguns planos para passar um dia relaxado e a praia fazia parte deles. Hoje a coisa não foi bem assim, chuva...um dia particamente caseiro. Amanhã já é outro dia, cheio de emoções fortes e com muita vontade de descansar.
Há uns tempos atrás surgiu a ideia se criar um blog com mais uns amigos mas a coisa não andou para a frente.
Hoje tive a notícia que o mesmo blog renasceu, pelas mãos de um grande amigo. Desejo assim que desta vez não pare pois ele tem todas as capacidades para fazer da Lusotupia um espaço de passagem obrigatória.
A ti a melhor boaventura!
Para maximizar o impacto da Viagem Medieval estão em exposição várias aves de rapina e necrófragas.
Eu até há uns anos atrás achava piada aos zoos mas depois de uma visita a um e de uma experiência menos positiva, fiquei a abominar tais espaços. Acho que o melhor espaço para os animais é o seu habitat natural e não em espaços fechados, sejam eles zoos ou simples gaiolas de ter por casa.
Não imaginei a minha sensibilidade relativamente às condições de vida dos animais, não sei se serei um ecologista por descobrir, não sou fundamentalista relativamente ao assunto, só não gosto de ver animais, com toda a sua beleza, fechados num espaço para servirem de entertenimento ao Homem. Mesmo que a desculpa seja a da preservação das espécies isso não faz sentido, porque essa preservação deve ser feita no meio natural não em cativeiro.

Cheiros, sabores, cores, movimento, teatro, artesanato, filas intermináveis para se comer alguma coisa diferente, milhares de pessoas nas ruas a tentar ver tudo o que se passa, barracas que oferecem tudo o que seja possível imaginar, de doces até à leitura do Tarot...
Eu fui até à zona da Mouraria/Judiaria beber um chá verde com menta, acabado de fazer. Escolhi o copo que levei para casa, sentei-me envolto num ambiente tipicamente mulçumano, comi umas sobremesas que por serem estranhas eram boas...e ali fiquei a apreciar as pessoas que me apreciavam, descalço, sentado numa tenda com tudo pensado a rigor.
Num ambiente de festa ressoava no ar, e à minha frente, música típica mulçumana à qual, repentinamente, se juntou uma dançarina que completou o quadro. Relaxante!
Os dias esses correm desvairadamente e com eles levam a possibilidade de viajar no tempo e no espaço...está no fim...até para o ano.
o oitavo mês do ano.
mês de aniversários, mês de casamentos, mês de reencontros, mês de pré-férias, mês da Viagem Medieval, mês sem piscina, mês de fogos (?), mês de festivais de verão, mês de saldos, mês de arraial popular, mês de férias para muitos, mês de amigos, mês de subsídio de férias, mês de compras, mês de chá verde com menta, mês de família...
todos os dias, são dias diferentes.