junho 30, 2004

disco e gira-discos

Quem não se lembra dos discos de vinil e consequentemente dos gira-discos. Eu tenho alguma admiração por estas quase peças de museu, por me fazerem lembrar a minha infância. Muitas foram as vezes que ouvi os discos que o meu tio tinha guardados, religiosamente, em álbuns que por sua vez estavam fechados dentro de uma mala.
Agora em que os discos, parecem ter quase passado de moda, só em alguns casos é que se encontram editados LP, eu ainda sonho em ter um gira-discos. O ritual é único e faz-me viajar no tempo. Nos entretantos vou apenas desejando até porque os pedaços redondos de vinil aparecem com preços que desmotivam qualquer um.

Publicado por cajosilva em 12:47 PM | Comentários (1)

junho 28, 2004

como vai ser?

Por cada dia que começa existe sempre uma dúvida que persiste. Como é que vai ser este dia? Bom, com surpresas, menos agradável, com sol, com chuva, com boa disposição, com humor, com música, sem ela...uma imensidão de hipóteses que calculo que não sejam ponderadas pela maioria, pois quase sempre o sair e o entrar em casa só tem como única tarefa o trabalho.

Assim como é que vai ser o meu dia...no final saberei.

Publicado por cajosilva em 10:01 AM | Comentários (1)

junho 26, 2004

dead combo

Depois de os ter ouvido pela primeira vez, no trabalho de homenagem a Carlos Paredes, Movimentos Perpétuos, em que interpretam Paredes Ambience, fiquei com muito boa impressão e a sonoridade que passavam era particularmente agradável. Fui até ao site (o oficial está para breve) e não tive grandes pistas sobre outros trabalhos, mas esta semana saiu no Diário de Noticias e quase que o perdia.
Já o ouvi e por momentos a viagem levou-me ao encontro dos Corvos, pois o ambiente é também ele um pouco negro, mas ouve-se muito bem, aliás o que prometiam cumpriram, boa música, diferente ao estilo western, já se internacionalizaram e esperam, pelo que o nome deste álbum indica, editar mais algum. Vou esperar para ouvir

fonte | texto | bodyspace | andré gomes


Como fundo para o concerto, uma parede preta furada apenas por duas janelas que davam vista para a cidade do Porto, escurecida pela noite. A ocasião: a festa de lançamento dos números dezoito e dezanove da revista “Bíblia”. Uma sala bem prenchida para receber os Dead Combo e o projecto Nuno, Nico.
Os primeiros a actuar seriam os Dead Combo, que tiveram Tó Trips na guitarra e Pedro Gonçalves no contrabaixo. No chão, junto ao guitarrista, uma garrafa de cerveja e uma garrafa de água. A guitarra descontrolada de Tó Trips, que se apresentava com um chapéu preto, camisa verde e sapatos brancos, abria um caminho onde se juntava o contrabaixo, ora tocado pelo arco ou pela mão hábil de Pedro Gonçalves, que trajava um fato castanho que lhe conferia um certo ar de gangster. Partes houve em que parecia estarmos na presença da banda sonora do último filme de Quentin Tarantino ou mesmo da música de Paris, Texas, filme de Wim Wenders, dado o cariz cinematográfico das peças apresentadas. Imaginamos então algo parecido com um cenário western pintado por Carlos Paredes, munido de uma guitarra eléctrica. Imaginamos a guitarra que acompanha Chris Isaak no clássico Wicked Game, mas apresentada num qualquer palco do Texas e acompanhada de castanholas e palmas. Pairou também no ar o fantasma de John Fahey. As "canções" dos Dead Combo são, como eles próprios dizem, "desajeitadas". Resultam de uma liberdade de processos e de uma criatividade que transforma simples riffs em paisagens melancólicas. O público, esse, e porque passou a maior parte do concerto em falatório desmedido e gargalhadas incontroladas, mereceu um comentário da parte de Tó Trips que, irritado (e com razão) comparou o ambiente com o de um Metro (em hora de ponta, presume-se). E a falta de respeito foi tanta que Pedro Gonçaves, a certo ponto, desliga o contrabaixo da corrente, aproxima-se de Tó Trips e toca para ele ou para aqueles que, atentamente, se encontravam junto do palco. No fim, a garrafa de água mantinha-se intacta e a garrafa de cerveja mostrava claros sinais de necessidade de substituição.
O intervalo (longo) foi pródigo em situações de registo. Toda a gente sabe que o electroclash chegou em força. O Eric Clapton português dançava com os braços no ar junto a um show lésbico que decorria mesmo à sua frente. O DJ passa X-Wife mesmo antes dos The Rapture mas quase ninguém dá pela diferença. O Eric Clapton, sem dar sinais de domínio de qualquer instrumento que seja, continua a dançar, ou na tentativa de o fazer.

Quando acaba a muito animada mini-festa electroclashiana, surgem em palco Nuno Prata (ex-Ornatos Violeta) na guitarra acústica e Nicolas Tricot (membro dos Red Wing Mosquito Stings) que se senta numa bateria apetrechada com uma série de objectos estranhos à configuração habitual do instrumento, incluindo aquilo que parecia ser o tubo de um exaustor e uma enorme placa de metal. Junto ao bombo, uma pedra oval colocada em cima de uma almofada azul. Ambas encostadas, em parte, ao bombo produziam um efeito que os mais desatentos desconhecem. Mas quando a música começa, também o Eric Clapton português – adivinharam – ergue as mãos ao céu, como que agradecendo a alguma entidade divina. A primeira canção seria “Já é Sábado” que, com a ajuda de ritmos de bossa-nova e jogos de palavras em modo Sérgio Godinho, funcionou como aperitivo para o que se seguia. E seguia-se a viciante “Nada é tão mau”, que os mais atentos conhecerão pois tem passado de quando em vez nas rádios. Nuno Prata, aqui, num cantar falado, deixa sair um sem número de verbos, em catadupa, interrompidos apenas por um assobio típico de quem vai na rua, despreocupado. As semelhanças com as canções dos Ornatos Violeta são, por vezes, evidentes: mesmo no tom de voz, num registo normal, Nuno Prata parece idêntico a Manuel Cruz. A guitarra saltitante do ex-Ornatos, em conjunto com o trabalho fantástico de Nicolas Tricot na bateria, que oscilava entre a delicadeza de uma bossa nova e a brutalidade de uma explosão menos contida, resulta em canções leves e simples que facilmente entram no ouvido mais difícil. Seguiram-se “Não, não sou um fantasma” e “Figuras tristes” que acabou por ter dedicatória, mesmo que não propositada. O Eric Clapton tuga continuava a dança tresloucada, agora sustentada em ritmos de samba (por ele criados). Ainda em “Figuras Tristes”, Nicolas Tricot deu uso a um xilofone eficazmente colocado junto da bateria e um kazzo para, em jeito de romaria popular, animar ainda mais as hostes. Em “Volto para casa a pensar na mesma coisa”, Nicolas toca flauta e põe o bombo e o prato de choques a funcionar em andamento rápido e pleno de sintonia. É, pois, a canção mais distinta das que foi apresentada. A certa altura, Nuno Prata troca a guitarra acústica por um baixo, que toca como se ainda não tivesse deixado o instrumento que manejou na primeira parte do concerto. Repete, num refrão de desejo, "eu queria ser como tu, queria crer como tu, dos meus sonhos acorda outro alguém". Para as duas últimas canções, Pedro Gonçalves volta a subir a palco e com ele vem o seu contrabaixo, com o qual iria acompanhar Nuno e Nico. “Não deixes de querer fugir”, a primeira canção da maqueta lançada pela dupla aparece, por fim, em jeito de despedida. Nuno Prata, tímido, reservado e quase em tom confessional diz-nos: "não deixes de querer fugir, porque saber fugir não é mau". E tinha razão. Não havia necessidade de alguém fugir, até porque se previa mais uma sessão de electroclash, e o Eric estava ansioso por mais

Publicado por cajosilva em 11:29 AM | Comentários (0)

emoções fortes

Estes últimos dias têm-se pautado por emoções fortes. O jogo de Portugal contra a Inglaterra, que deixou milhares ao rubro por todo o país, fez-me suar, tremer, temer o pior, sonhar o melhor, andar até às tantas a buzinar dentro de um carro com uma bandeira de Portugal na mão, e no dia a seguir ir para o trabalho com a mesma bandeira, comprar um jornal desportivo, coisa que só tinha feito duas vezes até hoje, discutir futebol, coisa que não aprecio particularmente, até porque os meus conhecimentos sobre a matéria são escassos, desejar realmente que a nossa selecção ganhe o europeu...uma imensidão de emoções e sensações fortes.

Confesso que ontem, sexta-feira, a minha motivação parecia outra, não pelo simples facto do nosso país ter ganho ao nosso mais velho aliado, mas porque a explosão que tive de emoções foi realmente tão intensa que pareceu que tinha recarregado as energias.

A par do futebol é a política que por momentos me chega a transcender na compreensão. Portugal está a iminência de assegurar a presidência da União Europeia, coisa que até devia ser motivo de orgulho, independentemente da cor política e dos desejos mais secretos para o bem do nosso país, e os partidos políticos já querem eleições antecipadas, porque as coisas não estão bem. É certo que não estão nada bem, mas o país agora não precisa do egoísmo mesquinho e individual daqueles que julgam ser os salvadores da pátria. Portugal precisa de união para ultrapassar mais um momento dificil e importante da sua história, não necessita do vôo do abutre.

Publicado por cajosilva em 10:40 AM | Comentários (2)

junho 24, 2004

madredeus infinito

Continuo a nutrir uma enorme admiração por este fantástico grupo que desde cedo me cativou. Recordo-me perfeitamente a ocasião em que ouvi pela primeira a Teresa Salgueiro a cantar e prometi a mim próprio que a iria ver na primeira oportunidade que tivesse, e assim foi. No ginásio da Escola José Falcão em Coimbra estavam centenas de pessoas e eu com os meus 17 anos lá estava sentado, maravilhado com todo aquele ambiente, intimista, secreto, terno e lento. Ouviram-se os primeros acordes e logo o silêncio profundo se instalou, na altura ainda era a primeira formação dos Madredeus, e as músicas passaram e alimentavam assim o meu fascínio.
Agora lançaram "Um Amor Infinito" e, segundo Pedro Ayres Magalhães (in Blitz n.~1019) a coisa vai ainda durar até 2007... e possivelmente irá aparecer a Rádio Madredeus, e o projecto até pode continuar com outras sonoridades, com outros intervenientes...

Mas agora dura este amor infinito...depois logo se vê.

Publicado por cajosilva em 06:50 PM | Comentários (0)

junho 22, 2004

excepção

Inicialmente tinha prometido a mim mesmo que nunca iria escrever sobre futebol no meu blog, mas a excepção é facilmente justificável pela vitória de Portugal. Nunca tinha vibrado tanto com um jogo de futebol. Estava rodeado de largas centenas de pessoas, que assim como eu, esperavam ansiosamente por ver as bolas a entrarem dentro da baliza defendida pelo guarda-redes espanhol.
A loucura que se viveu a seguir ao golo do Nuno Gomes foi impressionante, e por esse breve momento consegui imaginar o que seria estar dentro do estádio, e com aqueles milhares de pessoas imaginar que o sonho estava prestar a se tornar em realidade. Os momentos seguintes foram de angústia, não me conseguia segurar, o meu corpo não cabia dentro de mim, e só esperava que aquele momento de alegria não desaparece-se e desse lugar a uma frustração geral. Veio o apito do árbitro e a bola parou e milhares de portugueses, no estádio, vibraram, e ali junto a mim a loucura foi de igual modo única. As pessoas com as bandeiras, cachecóis, bónes, t-shirts e o mais que houvesse, entraram nos seus carros e durante horas andaram a buzinar. Hoje às custas disso a minha voz estava perra.

Ontem jogámos bem, jogámos com força e com vontade e por momentos Portugal foi a melhor equipa do mundo!

Publicado por cajosilva em 01:05 AM | Comentários (0)

junho 18, 2004

dormir lá fora

Têm estado umas noites quentes, a fazer saborear o Verão mesmo antes de ele chegar. A roupa vai desaparecendo da cama e o dia vai amanhecendo muito mais cedo, e a noite também vem mais tarde e mais doce e amena.

Mas para se ter a ideia de como isto é na realidade, para se ter a ideia de como é dormir à fresquinha e ter que fazer logo cedo, nada melhor que ir à inauguração do IKEA, dormir numa das 100 camas que estão disponíveis e ganhar logo um vale de 100€.
Para os mais atrevidos é uma noite diferente, mas para os muitos portugueses que não conhecem a cadeia de lojas Sueca, vai ser dias, a partir de agora, muito diferentes!

Eu já não tenho que ir a Madrid em viagens malucas de um dia (com ida e volta), para ter acesso a um mundo diferente...com assinatura em todos os produtos, produtos de design, produtos acessíveis, com qualidade e que ficam bem em qualquer casa...

Publicado por cajosilva em 10:07 AM | Comentários (2)

nova estética

Assim como acontece na moda, em que constantemente mudam os conceitos, as ideias e as formas, também no mundo virtual a prática é comum, procurar adequar a imagem a uma ideia, e transformá-la assim em algo de único. A prova disso é o webdesign que manifestamente começa a ganhar um "espaço" e consequentemente adeptos.

Tendo em conta que a imagem cada vez mais é um dos factores constantes da nossa sociedade, quer para o bom quer para o mau, é dificil não ser influênciado por ela, nem que seja de forma muito superficial, e a alteração, de novo, do template desta página é exemplo disso. Não sei se alguma vez terei a apresentação que pretendo, pois ainda não possuo conhecimentos técnicos que me permitam transfigurá-la.

Assim as pequenas reformulações vão surgindo ditadas pelo meu gosto e pelo limite do meu conhecimento, mas acho que vale a pena, afinal nada é estático tudo se transforma.

Publicado por cajosilva em 09:42 AM | Comentários (2)

junho 17, 2004

a naifa

imagem » fonte » a naifa

Ouvi qualquer coisa na televisão, depois falaram-me do projecto e a seguir fui descobrir A NAIFA na internet, ouvi as músicas e a minha primeira reacção fui de dúvida...mas o que é que eu estava a ouvir (a caracterização de uma grande parte das famílias portuguesas?), e quem eram aqueles (Luís Varatojo, João Aguardela, Vasco Vaz e Maria Antónia Mendes) que davam vida àquelas letras?

Mas o melhor é mesmo parar para ouvir e passar uns bons momentos, afinal não é muito comum uma tão grande aplicação neste formato de música. Talvez até seja por aí...um caminho alternativo.

» texto » fonte » a naifa

Os primeiros sons de «Canções Subterrâneas», por sugestão dos acordes da guitarra, invocam um bulício de taberna e colocam o ouvinte na expectativa de escutar um rosário de lamentos; uma sucessão de ais, no seu pior nados e criados nos trejeitos do estilo dos intérpretes, no seu melhor nutridos pelos seus sentimentos. As primeiras impressões porém são enganadoras: são filhas do hábito, do mau hábito de pensar o fado e a tradição musical como um dogma, com suas escrituras, seus santos e mártires, pregadores e seguidores autorizados apenas a pequenas revisões respeitadoras da doutrina. A ilusão, criada por A Naifa no início do seu primeiro álbum, termina exactamente ao fim do minuto e quarenta e seis segundos da introdução.

Publicado por cajosilva em 02:01 AM | Comentários (1)

junho 16, 2004

lenny concert

Depois dos Pixies foi a vez do Lenny Kravitz a pisar o palco. Muitos vibraram com o aparecimento dele, e ele tentou corresponder às expectativas que pairavam sobre a sua actuação. Tentou imprimir força ao concerto, talvez até demais, pois forçou muito algumas músicas que de um momento para o outro se transformaram em mais do mesmo. A público foi atrás da chamada, animou o Lenny, deu-lhe o feedback que estava à espera, talvez com o objectivo de também ele dar mais. Sem dúvida que ele é um excelente executante, e que mostrou que pode fazer mais e que sabe demais do que faz, as pessoas agradeceram-lhe por isso.

Prometeu que voltaria pois tinha Portugal no coração, que estava à espera de conhecer uma portuguesa que lhe fizesse o jantar!, que se sentia bem!
Vamos ver se os portugueses o vão continuar a aceitar tão bem quanto ele deseja, que o rebatize como o "grande lenny".

Publicado por cajosilva em 02:02 AM | Comentários (0)

pixies concert

Passados 10 anos lá regressei ao SuperBock Super Rock, desta feita para assistir a um dos concertos mais aguardados deste ano, o dos Pixies.
Fui relativamente cedo para o recinto, quando cheguei os Liars estavam a terminar a sua actuação. Entrado dentro do recinto, coisa bem organizada e rápida, fui fazer uma prospeção de terreno. Lá dentro já deambulavam largos milhares de pessoas (reza a história que estavam cerca de 70 mil pessoas) que saltavam de barraca em barraca em busca de saciar os seus desejos (a organização estava péssima no que toca aos comes e bebes, filas intermináveis e falta de produtos). As horas foram passando, os grupos foram tocando e aproximava-se a hora do grande concerto. Às 21h ouviram-se os primeiros acordes que fizeram, automaticamente, delirar os muitos fãs dos PIXIES.
O alinhamento foi perfeito, fazendo uma retrospectiva do "melhor" do grupo, o público esse assistia, uns em euforia constante, outros numa apreciação muito íntima. Recordo-me de ter comentado que não tinha sentido uma grande comunicação com o público e que não tinha sentido o público a vibrar com a banda, mas de facto a música é uma das melhores formas de comunicação.

Sento que cumpri um desejo, ver os PIXIES ao vivo. Liguei por fim aquelas letras e músicas com as caras, que só existiam, para mim, no pequeno ecrã.

Publicado por cajosilva em 01:50 AM | Comentários (1)

junho 11, 2004

11062004

mais logo vai ser assim

18h00 - Liars
19h25 - H. Reasons
21h - Pixies
23h05 - L. Kravitz
01h10 - M. Attack
03h - F. Slim

» texto » fonte: público

Os Liars dão novo significado à palavra rock, os Hundred Reasons exibem a boa forma do metal alternativo britânico, Lenny Kravitz renasce no novo álbum, os Massive Attack abrem a "100th Window" e Fatboy Slim mostra porque é uma estrela das pistas de danças. Mas o concerto mais aguardado da noite - e, para muitos, de todo o festival - é, sem dúvida, o dos Pixies.
É que os rumores confirmaram-se e a mítica banda norte-americana, dada como extinta em 1993, ressuscitou. E o regresso faz história também em Portugal, onde os Pixies se apresentam com o alinhamento original: Frank Black (voz, guitarra), Joey Santiago (guitarra), Kim Deal (baixo) e David Lovering (bateria).
Além da desejada viagem pelos cinco álbuns que fizeram dos Pixies um dos nomes mais importantes na esfera indie do rock, é provável que se sinta um cheiro de novos temas, já que há um disco prometido para breve.

Fatboy Slim, o "alter ego" de Norman Cook, faz de Portugal uma paragem no grupo restrito que compõe a sua curta digressão europeia. O DJ britânico, conhecido por êxitos como "Rockafeller skank", "Praise you" e "Right here, right now" promete uma prestação incendiária para encerrar a décima edição do Super Bock Super Rock.

Mas antes há mais electrónica, embora a puxar para o lado do chamado trip-hop. Os Massive Attack deixam-nos novamente espreitar pelo seu mais recente trabalho de originais, "100th Window". Foi já com esse álbum que a banda de Bristol se apresentou em Lisboa em Maio do ano passado para três concertos esgotados. E memoráveis.

"Rocker" a toda a prova, Lenny Kravitz vem mostrar uma nova vida ou "um renascimento musical e espiritual", que é como o próprio define o recém-lançado novo álbum, "Baptism". O coleccionador de êxitos como "Fly away", "Are you gonna go my way", "American woman" ou "Stillness of heart" vem para a sua segunda actuação em Portugal, depois da muito concorrida estreia no Estádio do Restelo em Junho de 2002.

Bem mais novos nestas andanças são os Hundred Reasons. Nascidos em 1999, conquistaram a atenção da imprensa especializada com a força das músicas ao vivo muito antes de terem um álbum editado. De "next big thing" passaram a banda-revelação do metal alternativo britânico e, finalmente, a uma certeza. Vão já no segundo disco de originais: "Shatterproof Is Not a Challenge".

Dos Liars, diz-se que são uma das melhores bandas ao vivo no seu género. Pós-punk, música de dança e energia em grandes doses fizeram com que a imprensa colocasse a banda de Brooklyn na rota dos melhores nomes saídos da recente vaga de recuperadores do rock, na senda dos Strokes e a par dos White Stripes, Yeah Yeah Yeahs ou The Libertines. Na bagagem trazem o recente "They Were Wrong, So We Drowned".

Publicado por cajosilva em 05:26 AM | Comentários (0)

fora de horas

Aproveitei o feriado para vir para Lisboa e assim adiantar-me à massa de gente que vai chegar para ver os Pixies. Este concerto deve ser por isso um dos mais aguardados dos últimos tempos em Portugal.
A isso aliei a oportunidade de estar com uma série de amigos meus, que continuo a ver esporadicamente, e assim conversar e reviver tempos idos. Amanhã juntam-se mais pessoas que vão engradecer ainda mais os momentos de festa. Depois disso impõe-se ultimar os preparativos e pensar num sítio estratégico para ir ver o jogo de Portugal contra a Grécia, se possível com muita gente mas longe de desacatos e perto de diversão e mais uma vez amigos.
O regresso é de seguida uma obrigação, percorrer uns quantos kilómetros, e parar para partilhar informações importantes e trocar mais umas palavras com amigos.
Enquanto isso e fora de horas lembro-me de perpetuar as ideias que se vão em breve tornar em realidade.

Publicado por cajosilva em 04:58 AM | Comentários (1)

junho 09, 2004

some sound

» foto : fonte: pixelsurgeon

Nada melhor que estar em casa e poder viajar pelas ondas da música. Num ambiente a roçar a perfeição os ZERO7 conseguem transformar os ambientes e transportam o nosso imaginário até à mais calma planície. Tenho pena de não os ter ido ver aquando da vinda deles a Portugal, mas fica sempre o registo, "When It Falls".

Publicado por cajosilva em 02:57 AM | Comentários (0)

junho 06, 2004

i love pixies

Aproxima-se ferozmente o dia do concerto dos concertos em Portugal, o concerto dos Pixies.
Devem-se estar a organizar um pouco por esse país e arredores verdadeiras escursões para o próximo dia 11 de Junho. Fãs e meros curiosos vão rumo à capital ver uma lenda da música dos anos 80 e que marcou a adolescência de muitos teens. Para quem não conhece o trabalho da banda ou para aqueles que a queiram apenas revisitar o album Wave of Mutilation - The Best Of by Pixies é uma boa referência, pois dá a conhecer o melhor que marcou os diferentes albuns. A ouvir com toda a atenção, vale a pena!

Tracklisting do Wave of Mutilation - The Best Of by Pixies

1. Bone Machine
2. Nimrod's Son
3. The Holiday Song
4. Caribou
5. Broken Face
6. Gigantic
7. Vamos
8. Hey
9. Monkey Gone To Heaven
10. Debaser
11. Gouge Away
12. Wave Of Mutilation
13. Here Comes Your Man
14. Tame
15. Where Is My Mind?
16. Into The White
17. Velouria
18. Allison
19. Dig For Fire
20. U-Mass
21. Alec Eiffel
22. Planet Of Sound
23. Winterlong

Publicado por cajosilva em 04:33 PM | Comentários (3)

música em serralves

Ontem fui a Serralves com o objectivo de passar um bom bocado na companhia de amigos e usufuir de um bom evento, as comemorações do 15.º aniversário do museu. A coisa prometia, jantar, concertos, circo, exposições, visita ao museu fora de horas, ceia, pequeno almoço...mas veio a tornar-se numa expectativa gurada. A organização não se lembrou que a par de uma divulgação em massa em todos os órgãos de comunicação social era exigido que nada falhasse e que todas as pessoas tivessem tratamento por igual, todas.

Entrámos no recinto, onde à partida a entrada era gratuíta, para a zona do jantar e pediram-nos 7.50 € para ver o concerto dos TELEVISION e dos TRÊS TRISTES TIGRES, e no local do jantar teríamos que pagar mais 2.5€, pois o jantar era o bónus do concerto. Chegados à zona do jantar encontramos duas filas, uma para tirar as senhas e outra para o jantar, enormes por sinal! Esperámos mas chegada a nossa vez, aconteceu o imprevisto, não havia mais jantar para mais ninguém, e foi dado um tempo de espera de cerca de 2 horas! De um momento para o outro ali estávamos nós sem jantar, com metade dos concertos perdidos e sem possibilidade de sair, visto que ficaram com os nossos bilhetes na troca das senhas para o jantar (a fila continuou enorme porque ninguém da organização teve a decência de avisar os que esperavam para jantar). Vimos então uma parte dos TELEVISION e decidimos ir embora para termos hipótese de ir ver os PLAZA. Chegámos à entrada principal e na tenda da distribuição dos bilhetes disseram-nos que já estava esgotado, que iriam proceder a nova distribuição quando tivessem informações de que pessoas estavam a abandonar a tendo do concerto. Ficámos a ouvir as justificações com mais umas centenas de pessoas, incrédulos.

Pensámos em ficar e esperar mas isso era uma tarefa impossível e penosa. Fomos embora. Fortes alguns ainda regressaram ao "terreno".

Em Serralves deram-nos uma verdadeira música. Lamentável. Mau, muito mau.

Publicado por cajosilva em 04:10 PM | Comentários (0)

junho 02, 2004

sigur rós again

designer: Patent Peding
fonte: gigposters

Depois de uma primeira referência às últimas faixas compostas por o grupo, que até agora não tinha ouvido, tenho que dizer que são fantásticas, embora seja dificil definir o estilo o que se prendem. Tanto poderiam representar um estilo mais experimental, à imagem de Mike Oldfield com Tubular Bells (cd de comemoração do 25.º aniversário), como uma divagação pelos sons ambientes de excelente técnica e envolvência. A pensar no concerto de 2003 no Coliseu do Porto, este último trabalho deve dar frutos mais que suficientes para uma apresentação memorável.
Espero.

Publicado por cajosilva em 08:49 PM | Comentários (0)

junho 01, 2004

diaum

diaum de junho de 2004
princípio do mês, dia Mundial da Criança, inicio da época balnear, último mês do primeiro semestre do ano, mês em que iniciam os festivais de verão, mês das festas populares, mês do EURO2004, mês de aniversários, mês de exames nacionais, mês de trabalho, inicio de gastos de ganhos do mês anterior, mês de visitas, mês dos amigos, mês de estudo, mês de responsabilidades, mês do principio do Verão, mês de transferências, mês do terminus das feiras do livro, mês de viagens, mês de praia, mês da abertura do IKEA...

Publicado por cajosilva em 07:33 PM | Comentários (1)

fonotecas

Elas começam a aparecer um pouco por todo o país, quer sediadas em bibliotecas, quer em casas da cultura, quer ainda em espaços autónomos. São espaços privilegiados para aqueles que querem ouvir música, conhecer novas sonoridades, ler revistas sobre a temática, ver dvd´s, enfim uma imensidão de oportunidades. Para além disso é possível, em alguns casos, levar para casa os cd´s, dvd´s ou vhs e assim ouvir mais calmamente. A oferta é vasta, a actualização das obras é relativamente recente o que permite andar sempre a par das novidades.
As fonotecas são para usar e abusar...e elas estão aí à espera de todos!

Um excelente exemplo do que pode ser um serviço público é a Fonoteca de Lisboa que disponibiliza uma série de serviços on-line extremamente interessante.

Publicado por cajosilva em 02:31 AM | Comentários (0)

the calling

Também descobri!
É isso que a música também tem de bom, estamos sempre a encontrar coisas novas.

O album dos The Calling ( banda da cidade dos anjos), que estou a ouvir é o segundo da banda, "Two", que estreou a 24 de Maio.

Publicado por cajosilva em 02:23 AM | Comentários (3)