Eurípedes - (480 - 405 a.C)
TRECHO DE "BELEROFONTE"
Quem disse alguma vez que há deuses lá nos céus?
Não há, não há, não há. Não deixem que ninguém,
mesmo crente sincero nessas velhas fábulas,
com elas vos engane e vos iluda ainda.
Olhai o que acontece, e dai a quanto digo
a fé que isto merece: eu afirmo que os reis
matam, roubam, saqueiam à traição cidades,
e, assim fazendo, vivem muito mais felizes
que quantos dia a dia pios são e justos.
Quantas nações pequenas, bem fieis aos deuses,
sujeitas são dos ímpios com poder e força,
vencidas por exércitos que as escravizam.
E vós, se em vez de trabalhar rezais aos deuses,
e deixais de lutar para ganhar a vida,
aprendereis que os deuses não existem. Que
todas as divindades significam só
a sorte, boa ou má, que temos neste mundo.
(Tradução de Jorge de Sena)
Ontem saiu no Público o cd duplo Movimentos Perpétuos - Música para Carlos Paredes. Este é um trabalho que reune vários músicos, de diferentes estilos, que assim prestam uma homenagem a esse icon da música portuguesa. Confesso que era um cd que perseguia há algum tempo, inclusivamente já o tinha mas em formato mp3, e por isso acabei por não resistir e comprar.
Tem músicas de excelente qualidade e ontem pela madrugada tive oportunidade de o apreciar! Sabe bem estar assim, calmo e sereno.
agarro numa qualquer palavra ou significado e brinco-o.
porquê?
é um momento de criação
é um momento de um prazer
que não cabe numa qualquer brincadeira
olho na esperança de ver
mas são tantas as vezes que julgo que estou cego
é lá longe, sim lá longe
onde o meu olhar não alcança
onde tudo acontece de forma certa.
aqui onde existo
os conteúdos são falsos,
empregnados de uma ilusão falsária de bem estar
e é lá longe onde não estou
que me identifico,
que me reconheço e renasço
por cada gesto que imagino.
é um espaço natural, virgem.
as palavras escorrem-me pela garganta
dilacerando o meu peito
à medida que se precepitam para o húmus
são como ácido corrosivo
que marcam de forma incontornável
o percurso que ladeiam
abre-se a noite e com ela a porta
para um exercício solitáio.
penteio na folha
a mina que se desgasta ao sabor do pensamento
e estende-se assim
por respiros lentos e pesados
Estava perdido nos meus cd´s de mp3 que habitam a minha mesa e descobri algo que estava guardado mas que não me era totalmente desconhecido, Hope Sandoval.
A sonoridade é belessíma e a voz leva-nos ao limite da incerteza.
A ouvir com descontração e com ouvidos bem abertos!
Na infinitude dos sons
onde a loucura se transforma numa suave dança de imagens
as pálpebras cerram-se e uma ligeira brisa desce pela pele
e expande-se no espaço vazio de conteúdo
e o corpo ganha contornos de azul-cobalto
e dispersa-se na melancolia de um suspiro
Sem saber dei por mim a dar valor às molduras, bem talvez não seja às molduras propriamente dito, mas sim ao que elas podem conter. Existem muitos tipos de molduras, de madeira, de ferro, de estanho, de plástico, de gesso...bem como muitas formas, redondas, ovais, quadradas, rectangulares, triangulares...mas o que interessa verdadeiramente é o que está dentro delas. Quando falo de molduras não me refiro àquelas obras de arte que circundam outras obras de arte, mas sim às que envolvem fotografias. É a essas sim que me refiro.
Fui presenteado com uma moldura e essa tinha uma mensagem que teve origem numa conversa entre amigos, e que rezava qualquer coisa deste género: ...para colocares a fotografia dos teus amigos". E é isso mesmo que vou fazer, vou reservá-la para fotografias que hão-de vir e que me farão apartir daí companhia.
Acho que é importante de vez enquando olhar à nossa volta, pensar nos amigos e saber que estão por ali.
E não consigo resistir...
298. Só a atenção ou a consciência do que fizeres o fazes completamente. Por isso se fecham os olhos a um bom sabor. Se aos beberes água para matar a sede não te concentras nesse beber, a sede não morre e fica apenas adormecida.
Vergílio Ferreira in Escrever
Tenho à minha frente o "último livro" de um grande escritor português, Vergílio Ferreira. Sem receio digo que é o autor que mais gosto, isto pela profundidade existencial que está explicita e implicita na sua obra.
Agora não resisto a abrir aleatoriamente o livro e transcrever um dos muitos pensamentos que o preenchem:
296 Mas em tudo na vida do homem se instala o incrível fas-de-conta. É o alimento e a mola real de tudo. a obra que se realiza, o nome que se há-de deixar, o filho que se criou. De tudo isso a luz que irradia destrói as sombras que estão para lá. Se a evidência da nossa condição nos queimasse com salvar-nos da loucura que nela viria? Espinosa disse que o verdadeiro homem pensa menos na morte que na vida. Mas isso não é uma lição moral porque é a nossa fatalidade. E o usuário que morre com as chaves do cofre na mão ilustra a afirmação do filósofo. Mas nós não aplaudimos o usuário. E todavia glorificamos o que morre de armas na mão e chamamos-lhe herói. E temos razão num caso e noutro. Vê se consegues explicar bem a diferença.
Vergílio Ferreira in Escrever
Tive a sorte de o dvd dos coldplay me ter sido oferecido no meu aniversário, sorte talvez não seja o termo, visto o ter andado a namorar durante algum tempo, mas confesso que fiquei bastante satisfeito.
Contudo acho que o dvd tem uma pequena falha, não refere em lado nenhum a passagem do grupo em Portugal, a 9 de Abril de 2003. Na Tour Diary documentary apenas existe uma referência a Portugal, mas é muito subjectiva. É feita uma pergunta ao baixista, a qual não ouvimos e a resposta é : -"Suiça e Portugal.". Depreende-se que a pergunta seja qualquer coisa do género: -"Quais foram os países onde gostou mais de actuar?" ou "Quais foram os países que gostou mais?".
Mas tirando todas essas suposições e apreciações mais pessoais a verdade é que me rendi aos dvd´s de música e até já pedi a um amigo meu que me arranja-se o dvd dos Smashing Pumpkins.!
Agora é consumir com muita moderação porque afinal isso dos dvd´s ainda sai caro!
Desde a notícia que surgiu no Público, no passado domingo, muito se tem discutido sobre as dificuldades das gentes do nosso país. Os partidos políticos não perderam a boleia para assim poderem, mais uma vez, dar a sua opinião, sobre um assunto que desconhecem verdadeiramente.
A fome que existe no nosso país não se deve só à vinda de milhares de cidadãos de leste, ou ao álcool, ou à droga, ou à sida, ou ao desemprego, não. Quem julga isso está desinformado e deveria ir ao terreno ver as verdadeiras dificuldades, quer das instituições/entidades/organizações, quer da população em geral.
As pessoas agora não têm dinheiro porque estão desempregadas e porque naturalmente são pobres, 1 em cada 5 portugueses é pobre!. A situação +e ainda mais grave porque as entidades empregadoras cometem irregulatidades, atrás de irregularidades (dizem que fazem os descontos aos trabalhadores e quando estes vão pedir o subsidio de desemprego descobrem que não têm os descontos relativos aos meses de trabalhos).
As pessoas individam-se, pela facilidade de crédito, na compra de casa, ou na compra de qualquer outro bem, e de um momento para o outro vêm-se sem capacidade de cumprir com as suas promessas. O que acontece? As pessoas optam por continuar a pagar a sua casa, afinal é um investimento sem retorno, e acabam por deixar de poder suportar determinadas despesas; infantário, atl, livros da escola, luz, água, gás, medicamentos, roupa..., e em último caso e grave, a alimentação.
As pessoas, principalmente as mulheres, vêm-se de um momento para o outro sem o seu marido, ou companheiro, as chamadas famílias monoparentais, e são elas o único recurso económico da família, têm filhos e despesas, e a família longe, pela necessidade de mobilidade na procura de emprego, e deixam de ter capacidade para pagar as suas despesas...e em último caso e grave, a alimentação.
As pessoas, que na sua maioria são analfabetas ou analfabetas funcionais, não sabem e não conhecem os seus direitos, não sabem que podem pedir o subsidio de emprego(!), o subsídio de apoio a dependentes, o abono complementar, apoio especial para deficientes, pensão social, pensão de alimentos, regulação do poder paternal...e não sabem que existem equipamentos; ipss, misericórdias, mutualidades, ong´s, cooperativas, institutos...e deixam de ter capacidade de cumprir com as suas despesas...e em último caso e grave, a alimentação.
A verdade é que não são só os mendigos que vemos na rua que passam fome, ou aquele drogrado ou sidoso, são muitos, muitos mais... e muitas vezes é mesmo o vizinho que vive ao nosso lado.
Não interessa estar com medidas de apoio à família, até 2006!, porque os problemas são de hoje, são agora e é agora que as pessoas necessitam de respostas concretas e não respostas políticas. É certo que nem tudo é mau, mas as condições de trabalho dos técnicos que todos os dias lidam com as situações de pobreza são mínimas e carecem de alterações também elas profundas.
Este governo tem que ter como preocupação a Acção Social directa e não apresentar medidas que escondem ainda mais o problema. Dentro em breve iremos assistir a listas de espera socais, em que os problemas são categorizados e os técnicos têm que inventar soluções. Mas inventar não é trabalho social é remendo social!
A fome do público não é o que esses senhores apregoam é mais e mais grave. As palavras não bastam e ai se bastarem!
Depois de ter ficado a saber que o Yann Tiersen ia regressar ao nosso país, a 10 e 12 de Junho, Lisboa e Figueira da Foz, respectivamente, fui presenteado com a banda sonora do filme Good Bye Lenine. Depois do ter ouvido e o ter saboreado até ao tutano, fiquei com grande vontade de o ir ver, aliás essa é uma forte possibilidade, visto que quando esteve em Portugal da última vez optei por não o ir ver...má escolha.
A juntar a tudo isto fica a referência ao site, que merece ser visitado.
Uma agradável surpresa. Não sei onde ouvir falar deles, sei que saquei 3 albuns e já ouvi 2, "Origin of Simmestry" e Showbiz", e fiquei com a sonoridade no ouvido. Fazem-me lembrar, em algumas passagens, os Placebo, mas acho-os com bom nível.
Hoje estou a comemorar o primeiro dia dos meus 29 anos. O dia correu sem grandes agitações, foi calmo e serviu para alguma instrospecção, mas não tanta como queria e como necessito. É o último ano que me encontro na casa dos intes, para o ano estarei na casa dos intas e não me aborrece nada, até porque não me sinto com a idade que tenho, aliás a idade é algo que não me assusta.
Mas isto de comemorar o aniversário tem coisas muito boas, recebem-se chamadas de amigos e de pessoas que não estavamos à espera... e outras, outras acabam por não ligar, mas essas estão sempre desculpadas. Além disso são as prendas, momento menos importante, mas também agradável (confesso que gosto de receber prendas, é óptimo.), e as prendas que nós próprios nos oferecemos, estilo recompensa.
Depois vem o encontro com os amigos, num local estratégico com ementa estratégica, não cara mas boa, e posteriormente o convívio sem planos anteriores.
E será assim sempre que for possível, é algo que valorizo, incondicionalmente, a amizade, e gosto de alimentá-la, embora admita que por vezes até falho nisso.
Quando hoje estacionei o meu carro e fui trabalhar tive que colocar uma moedazita no parcómetro para evitar que quando chegasse ele estivesse bloqueado, até aí nada de mais. Olhei as horas para saber quando teria que voltar e voltei costas. Chegado quase o momento de voltar a sair para ir colocar a moedinha, questionei-me da hora exacta que estava marcada no papel e foi nesse momento que pensei: -"Porque é que quando colocamos a moeda e sai o recibo este não é emitido em duplicado? Assim com o duplicado já sabiamos as horas e não surgiam dúvidas algumas, era coisa feita pela certa. Assim temso que andar à pensar nas horas marcadas, quando o nosso funcionamento está direccionado para questões mais profundas e altruístas".
Mas como isso não é possível, não sei bem porquê, lá fui colocar a dita cuja, e cheguei mesmo na hora marcada no papelinho.
Por vezes se as coisas fossem pensadas de forma mais prática evitavam-se muitas multinhas e coisas afins...
ps. depois pensei que uma outra forma de lembrar era colocar um lembrete no telemóvel, mas nem todos os telemóveis têm essas coisas, o meu, por exemplo não tem.
Uma amiga minha enviou-me um mail há uns tempos atrás que mostrava os estádios de futebol que os chineses têm projectados para 2008, fui ver e achei impressionante, por isso acho que vale a pena ir ver:
http://www.bjghw.gov.cn/forNationalStadium/indexeng.asp
Hoje cheguei a casa com disposição de escrever umas coisas, mas isso não foi tarefa nada fácil, pois de um momento para o outro fique sem ligação à net. Num dia comum não me estaria a chatear muito, mas hoje em particular senti que havia alguma imposição transcendente, alheia à minha vontade, mas talvez essa transcendência se deva ao meu computador ter quase 6 anos e ser considerado já pré-histórico, tendo em conta os conceitos actuais.
Desliguei, liguei, voltei a desligar, reiniciei, enfim tentei uma série de vezes, mas nada parecia resultar, por isso desisti.
Agora voltei a ligar o computador e para meu espanto a coisa já deu, e ainda bem.
Isto de ficar sem ligação quando queremos muito fazer uma coisa é aborrecido, mas é claro que, esta situação comparada com outras é simplesmente um pormenor.
Hoje tive a oportunidade de visitar a única fábrica de lápis que existe em Portugal, a Viarco. É realmente entusiasmante ver o processo de produção de um lápis, a começar pela grafiti e a terminar na embalegem do produto. A fábrica que iniciou a sua actividade no princípio do século, foi duas vezes à falência (1.ª Guerra Mundial e Depressão de 29) e agora debate-se com a concorrência que existe, que não é pouca.
Vi as máquinas, que já pertencem à arqueologia industrial, e os espaços anexos, que permitem sonhar mais alto.
Fica a nota; agora que vir um lápis já o olho de uma outra forma, já sei como nasce e se desenvolve.
Este fim-de-semana foi-me oferecido um Almanaque. Um Almanaque publicado por uma ordem religiosa, que está cheio de curisosidades, e que uma delas prende-se com os provérbios.
Desde pequeno que fui um bocado adepto desses ditados populares chegando mesmo a coleccioná-los com uma tia minha, e devo confessar que conseguimos reunir largas centenas, mas com o tempo e com o desinteresse foram esquecidos e agora não faço a mínima ideia de onde estejam.
Por isso tudo não resisto em partilhar os provérbios que o almanaque destina para este mês de Março, que na sua maioria são alusivos à terra e ao seu cultivo, mas acho que vale a pena ler:
Se em Março a videira não chora, chora tu!
A água de Março é pior que a nódoa no fato.
Em Março nem rabo de gado molhado...
Fiandeira não ficaste, porque em Março não fiaste.
Quem poda em Março, vindima no regaço.
Em Março chove cada dia um pedaço.
Março chuvoso, S. João farinhoso.
Quem não poda até Março, vindima no regaço.
Em Março tanto durmo, como faço.
Quem em Março arrulha a perdiz, ano feliz.
Quando o Março sai ventoso, sai o Abril chuvoso.
Nasce a erva em Março, ainda que lhe dêem com um maço.
green plastic for the fans
Fui ver o filme "Escola de Rock" de forma despreocupada e sai de lá bastante satisfeito, porquê? Porque além de ser um filme que está longe de ser uma obra prima, é um filme que transmite energia, é um filme que dá vontade de "rockar", é um filme que explica que há outras formas de se darem aulas e de os professores se relaccionarem com os alunos, demonstra que a música é importante no desenvolvimento das crianças...
Jack Black (não confundir com Frank Black), que já participou noutros filmes, como Alta Fidelidade, O Chacal, O Amor é Cego, só para citar alguns, e que lidera um grupo estilo Cebola Mole, e que prepara um filme sobre a sua banda, desempenha o papel de rockeiro e pseudo-professor de forma exemplar e ao mesmo tempo divertida.
Vale a pena ver para descontrair um bocado e nos entretantos dá para reviver velhas músicas do rock.
sinopse
Dewey Finn acaba de ser despedido da sua banda de Rock, em vésperas de um concurso de bandas por que tanto ansiava. A sua vida financeira também está um caos, pelo que decide fazer-se passar por professor de uma escola preparatória. Dewey, que nunca ensinou nada na vida acaba por estabelecer uma relação muito especial com os seus alunos, formando uma Escola de Rock. Mas acaba por ser descoberto no seu papel fictício... [ www.7arte.net ]
Um novo conceito que espero que se generalize às demais zonas do nosso país...que jeito que dava.
O mês de Março revelava-se um mês de grandes mudanças, mas algumas delas acabaram por não se concretizar. A aposta na formação está para já suspensa, até que novas condições estejam reunidas, até lá pode ser que surjam mais oportunidades, e que os horizontes se alarguem.
Esta semana foi um autêntico tormento, além das horas normais de trabalho, fui obrigado a trabalhar três dias até cerca da meia-noite, o que me deixou de rastos e hoje, quando cheguei a casa, a primeira coisa que fiz foi descansar, agora gozo o facto de não ter sono e assim posso recuperar algum do tempo dispendido (não gosto de utilizar tempo perdido, nenhum tempo é efectivamente perdido).
A acompanhar este momento de escrita explicativa oiço o album, "Magic and Medicine", dos The Coral, é suficientemente descompressor!
«[a importância do clitóris] é algo subjectiva. Tem uma função essencial no prazer sexual mas, para além disso, a sua mutilação não afecta nenhuma função vital [nomeadamente] a função reprodutiva.»
Miguel Paiva, deputado do CDS/PP
in visão, n.º 575
Parece que o tão apreciado mp3 vai receber alterações significativas, alterações essas que não sei se vão agradar à larga maioria dos utilizadores, mas para se saber mais:

Eis uma excelente surpresa. Música para ouvir, para descontrair, para ser seduzido. Uma boa aposta para este início de ano.
Há muitas formas de começar o dia. Ir buscar o pão à padaria, tomar um café na tasca mais próxima, comer cereais em casa misturados com leite, deslocar-se de transportes públicos para ir trabalhar, tratar de assuntos pendentes..eu sei lá, uma infininade de afazeres.
Eu, eu comecei hoje o meu dia de uma forma bastante diferente.
Ia descontraidamente numa rotunda, quando vejo um senhor, a pensar no dia de ontem, a tentar entrar na mesma, apitei para ver se o acordava, mas ele nada, quando ia a desfazer a rotunda, já a pensar no resto do meu dia, sinto um estrondo na parte de trás do meu carro. Eu pensei:....f...já me bateram, que treta do caraças pá! Sai do carro e lá estava o meu para-choques traseiro no chão, dependurado, coitado!
O senhor, sim o senhor, saiu do carro viu o que tinha acontecido e disse: "-conheces algum mecânico? Vamos já resolver o problema. Não é preciso chamar a polícia, vamos lá."
Dirigimo-nos ao mecânico, ele olhou para o carro, fez o orçamento, e apresentou-o ao senhor. "-São 220€."
"-Quanto?" - perguntámos, "Tanto?"
Tirei o carro da garagem e fora dela conversamos sobre a forma de resolver aquilo.
Ligou-me há poucos minutos a dizer que tinha arranjado um para-choques novo por 25€!
Sábado vou resolver a situação.
Foi assim o meu dia. Começou de forma diferente e podia ter tido muito mais azar! Mas felizmente ainda há pessoas em quem se pode confiar.
Nunca tinha tomado grande atenção à letra desta música dos Supertramp mas agora que a explorei, faz tanto sentido.
logical song
When I was young
It seemed that life was so wonderful
A miracle, oh it was beautiful, magical
And all the birds in the trees
They'd be singing so happily joyfully
Oh, playfully watching me
But then they send me away
To teach me how to be sensible, logical
Or responsible, practical
And they showed me a world
Where I could be so dependable
Or clinical, or intellectual, cynical
There are times when all the world's asleep
The questions run too deep for such a simple man
Won't you please, please tell me what we've learned
I know it sounds absurd but please tell me who I am
I said, now watch what you say
They'll be calling you a radical
Liberal, fanatical, criminal
Won't you sign up your name
We'd like to feel you're acceptable
Respectable, or presentable, or a vegetable
---- Instrumental Interlude ----
At night, when all the world's asleep
The questions run so deep
For such a simple man
Won't you please
Please tell me what we've learned
I know it sounds absurd
Please tell me who I am
Who I am
Who I am
Who I am
O pior do regresso? a sensação de que o tempo em que se esteve distante não foi suficiente.
Ao contrário do que tinha previsto o mês de Fevereiro não foi o mês em que voltei em força ao mundo da blogosfera, antes pelo contrário, mas no que concerne aos restantes elementos as coisas correram como previsto.
Desta forma o mês de Março vai trazer novos desafios e proporcionalmente novas dificuldades, o que me satisfaz bastante. Vou ter a oportunidade de exercitar a mente com novos conceitos, novas formas, de me socializar com mais pessoas, com diferentes experiências e com outras visões, vou ver a minha semana, efectiva de trabalho, diminuída, o que significa que os outros serão mais preenchidos, vou ter gastos adicionais, mas vejo-os como um investimento...vai ser um mês com emoções muito próprias!