janeiro 30, 2004

chá

Recordo-me quando era pequeno ia com o meu avô, à mata do castelo, apanhar Epiricão para secar e assim podermos fazer chá. Toda a família bebia daquele chá à noitinha quando estavamos todos na cozinha. O meu avô deixou os descendentes encarregarem-se disso e eu lá ia com a minha mãe, seguir a tradição da apanha da erva para fazer o apreciado chá. Depois disso apareceram, ou já foi antes, não me recordo, várias tipos de chá caseiro, recordo-me do mais insólito, chá de urtigas, que faz bem a alguma coisa mas não sei o que é. Depois experimentei o chá flor de laranjeira, de casca de cebola, de eucalipto...eu sei lá, era o que aparecia, para o que aparecia.

Depois essa fase passou, deixamos de beber chá.

Fiz umas incursões rápidas mas sem grande entusiasmo a outros tipos de chá, os que se vendem nas lojas, até agora, até ter percebido que o chá tem todo um ritual e um envolvimento social riquissimo.

Agora desdobram-se os locais onde se podem adquirir tipos de chá que jamais sonhara que existiam...
...e é tão bom agarrar numa caneca com chá e beber pausadamente sozinho ou rodeado de amigos.

Eis alguns blogs que referem no mome a palavra chá:

http://chadementa.blogger.com.br/
http://www.horadocha.blogspot.com/http://chadascinco.blig.ig.com.br/
http://www.chadasseis.blogger.com.br/
http://www.chacomdeus.blogger.com.br
http://www.cha-tice.blogger.com.br/
http://www.chacombiscoitos.blogger.com.br/
http://chapeleirolouco.blogspot.com
http://www.chadancante.blogger.com.br
http://www.chadecarol.blogger.com.br/

Publicado por cajosilva em 02:12 AM | Comentários (2)

artes em partes

Artes em Partes é um espaço extremamente interessante na cidade do Porto ligado, como o nome indica, às artes, mas são se fica só por aí.
No rés-do-chão tem uma pequeno café "Tierras Café" onde é possível mergulhar num ambiente descontraído e apreciar um chá acompanhado com uns scones ou uma fatia de bolo. Um espaço simpático, com boa música, pessoas bastante acessíveis e uma decoração tipicamente muçulmana. No dia em que estive lá estavam expostos pequenos quadros, em que as figuras pareciam olhar para nós como que a expiar-nos e a controlar-nos.

Um tarde diferente.

Publicado por cajosilva em 01:23 AM | Comentários (3)

janeiro 29, 2004

Comércio Justo

Existem muitas formas de fazer negócio e uma delas é explorando, de forma incondicional, os produtores. Contudo existe uma nova forma de olhar para o mundo comercial, em que quer o produtor quer o consumidor não são explorados.
Tiva o primeiro contacto com os produtos do Comércio Justo numa feira internacional de associações realizada na cidade de Porto em 2001, daí até consumir os referidos produtos foi um ápice.
Sem dúvida que os princípios do Comércio Justo são extremamente interessantes assim como os produtos, que desde já recomendo, pois são todos manufacturados e/ou de produção biológica.
Em Portugal já existem algumas associações que promovem este conceito de comércio solidário mas comparando ao que se passa no resto do mundo (principalmente europa central e do norte) é, consideravelmente, muito pouco.

É sem dúvida uma forma diferente de ajudar os países da América Central, Sul e África, consumindo produtos que vão desde o vulgar chá até às mais elaboradas peças de artesanato.

Vale a pena descobrir o mundo.

Publicado por cajosilva em 09:02 PM | Comentários (0)

cube

Será este o espírito da nação, medo, paranóia, desespero, suspeição?

um filme a ver!

Publicado por cajosilva em 01:10 AM | Comentários (0)

variações

As notícias sobre o governo têm-se sucedido e começa a ser difícil escolher entre elas qual a que merece maior destaque. Como é sabido não podemos estar atentos somente ao que se faz bem, devemos olhar de forma crítica para o que se faz mal, de forma a proceder a algumas alterações.

A verdade é que não sei onde é que anda a consciência crítica os portugueses e espero que esta se manifeste de forma rápida e concreta, principalmente quando vimos por parte do estado comportamentos que recrimina e pune constantemente. Claro que acho que deve actuar sempre que a lei não está a ser cumprida, mas devo igualmente ter o mesmo critério para as suas acções.

A situação da Ministra da Justiça e das suas alegações irracionais é um dos factos que deve merecer a nossa maior consideração, até porque a este procedimento seguir-se-ão outros dentro do mesmo género.

As variações de posição deste governo e dos seus ministros deve ser seguido de muito perto até porque os principais prejudicados são aqueles que estão directamente sobre a alçada do mesmo, em suma nós.

Estou curioso para ver até onde é que a irresponsabilidade e a sensação de impunidade deste governo vai bem como de todos aqueles que o apoiam.

Estaremos nós a tentar efectivar um ensaio sobre a cegueira colectiva ou andaremos de facto todos cegos?

Um governo existe para administar o bem comum, o bem público, e não para, a seu belo prazer, "brincar" aos jogos políticos e às necessidades do interesse privado.

Publicado por cajosilva em 01:03 AM | Comentários (2)

janeiro 26, 2004

in america

Mais um filme com uma história simples, uma simples história de luta, amor, drama e vida na sua mais pura essência.
Um filme que me levou a viajar pela ingenuidade do olhar de uma criança, pelo drama da perda de um filho, pela luta constante por uma vida melhor num país estranho...
Um filme com um argumento familiar, dedicado a um filho, e com uma produção de alguém que já ganhou um Óscar, Jim Sheridan.

Não estava planeado ver o filme e ainda bem assim o prazer foi bem maior.

Publicado por cajosilva em 01:52 AM | Comentários (1)

janeiro 25, 2004

por vezes parece assim

Por vezes a informação parece distante da realidade e a realidade distante daquilo que se diz, talvez por isso as pessoas se questionem se tudo o que ouvem é real ou não. Mas o que é real?
A Inepcia parece encarregar-se de diluir dúvidas que apareçam.

Publicado por cajosilva em 05:09 AM | Comentários (2)

a dois

Mais uma vez o melhor da televisão revela-se naquele que continua a ser o melhor canal da televisão portuguesa. Mesmo depois de tanta discussão e de tanta espera para ver o canal renovado devo confessar que, mesmo sem grandes alterações de programação, valeu a pena.

Publicado por cajosilva em 05:03 AM | Comentários (0)

VPV

Vasco Pulido Valente é entrevistado hoje, domingo, pelo Diário de Notícias. Não sei se é apenas uma entrevista ou se é algo mais do que isso, o ressurgimento de um homem crítico mas clarividente.

Pessoalmente sou grande apreciador e lia com periocidade as crónicas que publicava no mesmo jornal. Lembro-me que comentava várias vezes com os meus amigos os pontos de vista que o cronista defendia e que de alguma forma eu concordava com eles.

Espero então que seja o reencontro com uma nova forma de olhar para o nosso país, mais verdadeira.

Publicado por cajosilva em 04:25 AM | Comentários (0)

palmas


Manifestamos de muitas formas quer o nosso agrado quer o nosso desagrado, recorrendo para isso a todo o tipo de linguagem, verbal e não verbal.
Bater palmas é uma dessas formas, uma forma de agradecimento ou reconhecimento por algo que gostamos.
Nunca tinha pensado no acto, primário, de fazer bater as mãos para termos um som, mais ou menos grave, de forma a manifestarmos o nosso agrado por qualquer coisa.
É realmente interessante por vezes olharmos à nossa volta e pensarmos no que fazemos e para que fazemos. Foi isso que me aconteceu de forma inesperada, uma reflexão sobre o bater palmas num espectáculo, e encontrei um comportamento tão primitivo, que se pode transportar para tantas, tantas ocasiões.

Publicado por cajosilva em 03:54 AM | Comentários (0)

Rao Kyao e Chainho

Na continuidade do dia de ontem, sexta-feira, e da minha necessidade de algum descanso mental apareceu, de forma inesperada, a possibilidade de ir ver um espectáculo ao Europarque em Santa Maria da Feira. Por ser totalmente inesperado revelou-se como uma alternativa a aceitar até porque conheço os nomes individualmente, e muito pouco dos seus trabalhos.

Rao Kyao, conhecido músico de flauta de bambu, e António Chainho, um dos mestres da Guitarra Portuguesa, juntaram-se a mais dois nomes, para mim desconhecidos, António Pinto e Marta Dias, esta última uma descoberta fantástica pela sua belissima voz.

Foram 1h.30m de música excelente, execução deliciosa e relaxe necessário.

Eles vão andar por aí e recomendo vivamente um encontro com o novo estilo de fado.

Publicado por cajosilva em 03:22 AM | Comentários (0)

janeiro 23, 2004

final de semana

Esta semana foi rica em episódios, a todos os níveis, e assim chego ao final do dia de hoje a olhar para o relógio, cheio de vontade de ir para casa. Tenho vontade de estar num ambiente calmo, rasteiro e suave, onde a música me acaricie a alma e a relaxe para a elevar a estádios de beleza e serenidade.
É assim que me sinto. Sãos os meus desejos que me chamam e que me domimam, é o meu lado não racional.

Mas o fim-de-semana vem aí e com ele todo o tempo para a monotonia saudável, que espero alcançar para meu bem.

Publicado por cajosilva em 06:19 PM | Comentários (0)

janeiro 22, 2004

é assim

Na noite de domingo para segunda morreu o pai de um colega de profissão.
Não vale muitos comentários, pois a morte é sempre algo de dramático, pelo menos para aqueles que estão em linha directa com o elemento que morre.
Mas depois de receber a notícia existe sempre um momento de reflexão, profundo, angustiante e perturbador que é: "- Mas o que é que eu ando aqui a fazer?", "Hoje estou vivo e amanhã posso estar morto, será que ando a gozar a vida como deveria?". E depois destas questões, existe uma interiorização de que as coisas devem realmente mudar. Mas será que mudam mesmo?

Publicado por cajosilva em 04:26 PM | Comentários (1)

janeiro 20, 2004

heman josé, santana lopes e sic

Ontem na SIC e mais especificamente no programa do Herman José, esteve o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. Pedro Santana Lopes. Até aqui nada de especial, visto que as cadeias de televisão são livres de promoverem quem querem e os apresentaores, dentro do seu alinhamento, de apoiarem quem quer seja, mas tudo é suportável e tem os seus limites.O que eu vi foi uma promoção desenfreada da imagem e da obra do Dr. Pedro Santana Lopes e o cúmulo chegou na promoção de uma possível candidatura à Presidência da República.
Ora a estação de Carnaxide tem simpatias, e disso não há dúvida, mas podiam ter sido mais suaves e deveriam ter deixado de lado a questão da disputa da Câmara Municipal de Lisboa. Já agora o sr. Herman José podia ter dado menos
nas vistas da sua total simpatia pelo militante do PSD, mas ele há coisas!

Eu até não tenho nada contra o senhor, Pedro Santana Lopes, até o acho interessante, mas daí a fazer campanha antecipada, naqueles modos, não concordo.

Publicado por cajosilva em 02:10 AM | Comentários (1)

actuação dos pixies no festival coachella

O site ANANOVA noticiou no passado dia 15 de Janeiro uma notícia que dá como certa a presença dos PIXIES no Festival Coachella, a realizar nos Estados Unidos em Maio. A ser verdade, e não passando de rumores, este pode ser o momento do reencontro do grupo, embora se diga que nem todos os elementos estão disponíveis, contudo esta é uma notícia que merece a maior atenção até porque espera-se uma tornée em solo americano. Agora só resta sonhar que a banda se lembre de visitar o velho continente e esperar que alguma empresa de organização de eventos se lembre de Portugal.

A par dos Pixies estão praticamente defenidas uma série de bandas que irão actuar durante os dias do Festival (Coachella rumors), umas estão certas, outras são fortes possibilidades outras ainda meras possibilidades, mas a ser assim vai ser um Festival de se lhe tirar o chapéu!

Para os mais interessados aqui ficam as tais ditas bandas, divididas em confirmadas, forte possibilidades e meras possibilidades:
The Pixies [5/1 Urb/MTV]
Kraftwerk [5/1 MTV]
Electric Six [5/1 Pollstar]
LCD Soundsystem [5/1 Billions]
Sahara Hotnights [5/1 Pollstar]
The (International) Noise Conspiracy [5/1 Pollstar]
The Thrills [5/2 Pollstar]
Prefuse 73 [5/2 Pollstar]
Sidestepper [5/2 Pollstar]
T. Raumschmiere [5/2 Pollstar]
Air [date unknown Billboard]
Death Cab for Cutie [date unknown Pitchfork]
The Sleepy Jackson [date unknown Astralwerks]

Strongly Rumored
(Band names that just keep coming up)
Broken Social Scene
Flaming Lips
Chemical Brothers (tip via email)

Rumors
(Bands mentioned once or twice on message boards. Take with a handful of salt)
Nine Inch Nails
PJ Harvey
British Sea Power
The Locust
Loose Fur
Jets to Brazil
Prodigy
The Jam Reunion
Constantines
Planes Mistaken for Stars
Desert Sessions
Massive Attack
Belle and Sebastian
Kings of Leon
The Rapture
The Cure
Paul McCartney (tip via email)
Weezer (via email)
The Strokes (via email)
The Black Keys (via email)
Basement Jaxx (via email)
Dizzee Rascal (via email)
Damien Rice (via email)
Four Tet (via email)

Lots of speculation.

Publicado por cajosilva em 12:38 AM | Comentários (0)

janeiro 17, 2004

jantares

Ontem tive a oportunidade de reunir amigos num jantar, que confesso que já andava a programar há muito mas que só agora é que foi possível conrectizar, e que correu bem do príncipio ao fim.

Mas a melhor parte é a de ter ficado com a sensação que são pessoas que me conhecem, verdadeiramente.

Só isso mereceu tudo.

Publicado por cajosilva em 07:34 PM | Comentários (1)

os blogues, a publicação

Hoje no jornal "O Público" vem uma série de notícias breves que testemunham a importância dos blogues a vários níveis de intervenção na sociedade contemporânea. Uma das notícias veicula que a BBC poderá ter um programa dedicado a blogues, o que não me deixaria espantado, até porque aquela cadeia de televisão prima pela exigência da sua grelha de programação.

Seria contudo um teste com algum risco mas calculo que rapidamente reuniria bastantes fãs.

Por cá acho que se deveria pensar numa publicação dedicada aos blogues e a tudo o que esteja relacionado com estes. São muitos os existentes e muita a informação produzida diariamente, tanta que daria para garantir a referida publicação. Um título, talvez somente "Blogs".
Porque não? Com apoio do Ministério da Cultura.

Só como referência, este mês saiu uma revista denominada, W ART, que tem o apoio do referido ministério, mas para provar que não é única, também a revista, Umbigo tem esse "mecenas".

Vamos fazer obra?

Publicado por cajosilva em 07:31 PM | Comentários (0)

"Palavras para quê..."

Curiosamente este título, de um post do blog Papyro, foi o título escolhido para um pseudo-livro de poesia que imaginei compilar. Tenho muitos escritos em formato papel e em digital, mas nunca passou de um projecto. Um dia, nunca se sabe. O que é engraçado é que quando pensamos que estamos a ser originais em algo apercebemos-nos que, ao mesmo tempo, pode estar a surgir a mesma ideia em centenas de cabeças por esse mundo fora.

Estranha esta percepção da realidade fora do nosso eu...mas é mesmo assim.

Publicado por cajosilva em 07:15 PM | Comentários (0)

e de repente...

tudo pode mudar, sem nós querermos. Como não controlamos todos os factores externos à nossa existência, estamos sempre dependentes do acaso, logo tudo se altera em instantes...segundos.

E foi isso que aconteceu comigo. De um momento para o outro vejo-me com uma coleira ao pescoço, para assim evitar movimentos bruscos do pescoço, até à próxima consulta com o ortopedista e depois vamos ver a avaliação...o que vai acontecer a seguir.

Como disse uma das pessoas que se cruzou no meu caminho, " - quando as coisas parecem correr bem acontece alguma coisa que vem estragar tudo", e a situação é mais ou menos assim. Mas há que ter uma atitude positiva, afinal "- foi só chapa, ninguém se aleijou a sério, podia ter sido pior".

As dores essas é que incomodam, muito. Mas apesar de ter esperado 40m até o médico me ver, vou fazer exactamente aquilo que ele disse. Afinal ele é que é o técnico especializado.

Publicado por cajosilva em 07:09 PM | Comentários (1)

janeiro 14, 2004

"vem por aqui", - dizem-me alguns com olhos doces

O início do Cântigo Negro de José Régio, que fui obrigado a saber de cor, para uma peça de teatro, fez-me lembrar agora as vítimas da Casa Pia.

Quantas vezes terão ido aquelas crianças, enganadas, somente à procura de um olhor meigo nos olhos de alguém, um alguém que não conheciam mas que lhes prometiam bem estar, segurança e carinho?

Quantas terão sido as vezes que os olhos doces, das crianças, terão olhado para a vida de forma inocente? E quantos olhos, supostamente a pensar em doces, terão olhado para as mesmas crianças, imaginando, também elas, o céu?

Lembrei-me, assim de repente, do sofrimento agonizante que estas crianças são vítimas diariamente.

Os nossos olhos, olham para tudo isto de uma forma distante, interessada mas distante do drama pessoal e social de cada um. Os nossos olhos conseguem ver à nossa volta algo de doce e meigo. Estas crianças pensarão nisso? Imaginarão elas confiar num qualquer olhar meigo que se lhe atravesse à frente?

Queremos saber tanto deste drama, interessa-nos tanto o drama alheio, pois é mais doce que o nosso. O nosso confunde-nos e afugenta-nos mas para os outros é mote para conversa.

Publicado por cajosilva em 03:25 AM | Comentários (0)

sisters of mercy

Mais uma das referências da música. Um estilo diferente, mas grandes músicas também. Foi um amigo meu que me deu a conhecer os Sisters. Não fui a nenhum concerto que eles deram em Portugal (1991 e 2001), mas de vez em quando rolam os sons góticos cheios de energia.

Publicado por cajosilva em 03:09 AM | Comentários (0)

nirvana

Um dos ícones dos anos 90 e um dos mitos da música para a geração que cresceu a ouvir Nirvana, por tudo o que eras sítio.
Eu fui grande fã, levava uma cassete comigo para todo o lado e onde estava era quase obrigatório pedir para ouvir. Recordo-me de uma visita de estudo que fiz e durante todo o percurso a única coisa que se ouviu no autocarro foi o albúm Nevermind. Quem não se lembra de célebre música, "Smells Like Teen Spirit"? Toda a gente a sabe cantarolar.

Depois seguiram-se outros trabalhos, mas "Nervermind" fica certamente acima da média, para mim claro.

Publicado por cajosilva em 02:57 AM | Comentários (0)

pearl jam

Um dos grupos que vieram revolucionar o panorâmica da música a nível mundial. Uma voz inconfundível aliado a um estilo que fez as delícias da malta jovem, essencialmente, na década de 90. Grandes músicas, grandes performances e um enorme rol de fãs por esse Portugal.

Mesmo depois do último albúm editado, Lost Dogs, ter sido considerado um dos melhores de 2003, continua a ser bom reviver os velhos êxitos. Sabe sempre bem.

Publicado por cajosilva em 02:40 AM | Comentários (0)

janeiro 13, 2004

tindersticks

Esta foi mais uma imagem sonora que o Natal me trouxe. E é tão bom chegar a casa e poder ouvir estas coisas.

Comecei pelo SIMPLE PLEASURE, que graças aos programas de partilha consegui arranjar, e depois foi só apreciar.

Publicado por cajosilva em 08:38 PM | Comentários (0)

preocupação demasiado tarde

Hoje foi veiculada pela comunicação social uma auditoria que foi feita aos lares de idosos no ano de 2001 e que ficou esquecido na gaveta. Esse documento aponta várias deficiências que esses mesmos lares apresentam, deficiências de funcionamento, de equipamento, de recursos técnicos especializados...em suma a todos os níveis. Mas mesmo assim ficou la guardado e as situações graves ficaram mais 3 anos adiadas.

São tardias estas preocupações, políticamente correctas, mas socialmente tardias. Deve-e pensar o que não terá acontecido às centenas de pessoas que diariamente estão dependentes destas instituições.

Agora vamos ver o que se vai fazer. Muitas gente aparece para falar para prometer, mas na prática tudo vai sendo adiado, e os problemas esses continuam

Publicado por cajosilva em 01:42 PM | Comentários (1)

sometimes...


sometimes i think...

Publicado por cajosilva em 03:04 AM | Comentários (0)

radiohead

Este é um daqueles grupos ou se gosta ou nem por isso. É um daqueles grupos que tem muito para falar ou nem se quer falar, que tem excelentes músicas, que eu gosto particularmente... que pode até deprimir, mas que continua a ser deliciosamente devorado, que se ouve ineterruptamente...é o que oiço agora.

Radiohead


BIOGRAFIA

Natural da Escócia, Thom Yorke cresceu em Oxford, para onde a sua família se mudou quando tinha 8 anos. É aí que dá os primeiros passos como músico quando algures em 1982, nos seus 14 anos, pediu a Colin Greenwood para se juntar a ele numa nova banda com Ed O'Brien. Thom e Colin estavam numa banda punk chamada TNT. Phil Selway, outro amigo da escola de Abingdom, tornou-se o baterista. O irmão de Colin, Jonny Greenwood, também quis entrar.

A banda fez a sua estreia em Oxford, uns anos mais tarde, em 1987. Chamavam-se, então, On A Friday, por tocarem sempre às sextas. A primeira demo foi feita em 1991. Algumas demos depois, assinam pela EMI. Com o tempo mudam o nome para Radiohead, título de uma música do álbum "True Stories" dos Talking Heads.

Em Março de 1992 era editado o EP Drill, mas atingiu uma fraca posição na tabela de singles do Reino Unido (#101). A Paul Kolderie e Sean Slade, os produtores, e à banda, desagradavam-lhes os temas que a Parlophone tinha escolhido. E diz Paul Kolderie: "e uma vez nos ensaios chegaram com uma canção que julguei que tivessem escrito. quando acabaram, Thom murmurou algo como: 'essa é a nossa música Scott Walker'... mas pensei que tivesse dito: 'essa é uma música do Scott Walker'. Agora, eu estava bastante familiarizado com o Scott Walker, mas bem, existem vários álbuns e podia ter-me escapado alguma coisa! Quando saímos dos ensaios nessa noite o Sean disse:'É uma pena que a melhor música deles seja uma cover'...".

Essa música era Creep. Afirma-se que a banda não era grande entusiasta de Creep. Aliás, os ruídos esmagadores que Jonny faz com a guitarra são uma tentativa de arruinar o tema. Em setembro de 1992 é editado Creep, passando a leste das atenções.

O álbum Pablo Honey foi acabado em 3 semanas. Um ano depois de Creep, com o álbum de estreia editado com sucesso nos circuitos "alternativos" dos dois lados do Atlântico, o mesmo Creep garante ao grupo o seu primeiro momento de mega-exposição. E fica inscrito na história da música de 90.

O ano de 1994 leva o grupo aos palcos dos principais festivais de Verão e, pouco depois, a uma segunda digressão britânica. A fechar o ano lançam o EP My Iron Lung.

Sinais de mudança chegam, na Primavera de 95, ao som de High & Dry, o single que anuncia a chegada de The Bends, notória evolução no discuro musical dos Radiohead. John Leckie produziu o disco. Sem esmagar o mercado, The Bends garantiu uma quse unânimidade de aplausos e cimenta o estatuto de referência de que o grupo goza. Um óasis de personalidade em tempos de domínio brit-pop.
Operações de benificiência como o álbum Help! (para o War Child) e a participação nos Tibetan Freedom Concerts ocuparam parte do tempo antes da gravação de OK Computer.

OK Computer era então editado em Junho de 1997 perante elogios superlativos chegando, inclusivé, a receber um Grammy para "Melhor Álbum Alternativo". Seguiu-se a "Against Demons World Tour". Grant Gee, director do vídeo No Surprises, acompanhou a banda na digressão e filmou a sua vida agitada de novas rock stars, o que resultou no documentário Meeting People Is Easy.

Após algumas aparições como no "Amnesty International Concert" em Paris, a banda regressa ao estúdio para as gravações de Kid A. Mas o contacto com os fãs mantém-se. Realizam-se 3 webcasts e Ed escreve um diário online durante as sessões de gravação.

Kid A é editado a 2 de Junho de 2000. Não houve nenhum suporte promocional. Videoclips, sessões fotográficas, nada. Mas o álbum alcançou um relativo sucesso comercial, atingindo um nº 1 nos EUA e recebendo mais um Grammy.

Amnesiac é editado a 4 de Junho de 2001, contendo material das sessões de gravação de Kid A. O tema que encerra o disco, Life In A Glasshouse, inclui uma participação do trompetista jazz Humphrey Lyttleton. Pyramid Song e Knives Out são editados como singles, mercando o regresso da banda aos circuitos comerciais. Amnesiac vende ainda mais cópias que Kid A.

Segue-se uma digressão pela Europa, América do Norte e Japão. As gravações ao vivo desta digressão são compiladas num EP de 8 faixas intitulado I Might Be Wrong - Live Recordings. Este EP inclui temas dos álbuns Kid A e Amnesiac, contendo uma versão brilhante do tema Like Spinning Plates. A estes acrescenta-se um inédito, nunca antes editado - True Love Waits, em versão acústica.

Em Julho de 2002 os Radiohead voltam para o estúdio, acompanhados de Nigel Godrich, para preparar o sucessor de "Amnesiac". De fins de Julho a princípios de Agosto fazem uma pausa para fazer uma mini-digressão pela Península Ibérica: 5 concertos em Portugal, 6 em Espanha. Os bilhetes esgotam-se num ápice, o que prova a grande devoção do povo ibérico. São apresentados inúmeros temas novos e a aceitação é positiva.

Hail To The Thief foi lançado em de Junho de 2003. Por muitos foi considerado por um dos melhores albuns do ano, facto que tem acontecido em termos internacionais com relativa frequência. O album que fecha a triologia do Kid A e Amesiac.


Publicado por cajosilva em 02:58 AM | Comentários (0)

janeiro 12, 2004

recordações da minha casa amarela

No último fim de semana tive a oportunidade de passar em frente à casa onde cresci. A casa é velha, tem mais de 50 anos, e pequena, e actualmente está a receber obras de restauro. Eu já não vivo lá há 5 anos, nem eu nem ninguém da minha família. Passei lá muitos momentos, bons e menos bons... e agora só me restam as recordações, muitas por sinal.

Tive curiosidade em parar para entrar, para ver se o interior era igual ao que tinha deixado, se a disposição das divisões era a mesma, mas nada disso aconteceu, passei e não parei.

Acho que muito de nós fica numa casa quando a deixamos, ficam lá partes da nossa história, paredes, janelas, aquele canto, aquela imagem daquele momento, risos, choros, tristezas e alegrias. Uma casa será uma parte da nossa alma quando nela habitamos e talvez por isso as minhas recordações persistam.

A casa ainda é amarela, ainda mora lá a minha vizinha, que me viu a crescer, e que provavelmente sabe mais sobre mim, do que muitas pessoas, que julgam saber, ou pelo menos sabe muito sobre uma parte da minha vida...a infância e a adolescência. Mas as vizinhas sabem sempre muito, mesmo que nada saibam.

Agora na rua, sobram poucas casas velhas foram, na maioria, recuperadas para os novos imigrantes, e, provavalmente, a minha velha casa amarela terá o mesmo destino. Espero que os novos habitantes criem as suas próprias recordações, que viagem, que convivam, que cresçam e que aprendam.

As minhas recordações serão eternas, serão vistas numa pequena casa amarela virada para a mata do castelo, onde todos os dias jogava com o barulho dos carros e com o barulho da natureza na sua profunda simplicidade.

Não me canso por isso em recordar, e continuar a viver.

Publicado por cajosilva em 08:37 PM | Comentários (0)

janeiro 10, 2004

tristeza versus felicidade

Para recordar Vinicius de Moraes...e as vezes que questionamos o que é isso de felicidade e tristeza.

"A Felicidade"


Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar

A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite, passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Pra que ela acorde alegre com o dia
Oferecendo beijos de amor

A felicidade é uma coisa boa
E tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato dela sempre muito bem

Editora Musical Arapuã

Publicado por cajosilva em 04:09 PM | Comentários (0)

the last samurai


without words

Publicado por cajosilva em 12:48 PM | Comentários (1)

janeiro 08, 2004

à procura do portal

Foi anunciado há algum tempo, pelo Governo, um portal que reuniria cerca de 50 serviços diferentes, para que dessa forma o cidadão/utilizador, pudesse aceder rapidamente a uma série de informação essencial, evitando andar a vaguear quer pelos balcões quer pela própria internet. "O tal canal" estaria acessível para o público em geral, em Dezembro de 2003, data limite, mas até agora não se viu nada, não anunciado nada...ninguém diz nada.

Sinceramente até considero a medida importante, visto que iria ser uma fonte de informação bastante útil para a resolução de questões, que tantas vezes, nós vemos adiadas pelos balcões e tal mal tratadas por alguns funcionários públicos, e repito alguns funcionários públicos.

Mas parece que se esqueceram da medida, infelizmente.

Contudo andei a pesquisar na net para ver se o engano não era meu, mas infelizmente, que aceitei a ideia que não, o problema não era meu, era sim do Governo que mais uma vez não cumpriu com a "abertura" desse portal. O mais que fez foi criar o Portal do Governo...que assim e em jeito de desculpa até não está muito mal, acho mesmo que sofreu uma alteração recentemente. Mas continuando na minha breve pesquisa encontrei outro portal, este sim, talvez, mais interessante para a maioria, visto possibilitar, a todos, reclamações ...em todas as áreas. É um Portal para o Cidadão comum que até dá jeito neste momento...por favor quero reclamar com o Governo, não cumpriu mais uma, pequena e insignificante!, promessa.

Publicado por cajosilva em 03:15 AM | Comentários (1)

comentários e...cumentários

Quando alguém incicia um blog está sujeito a todo o tipo de comentários fruto das suas opiniões, ideias ou simples gostos.

É um espaço aberto em que a participação é democrática e tal como a democracia exige que se respeitem determinadas regras.

Nunca tenciono com os meus comentários infligir a alguém qualquer tipo de ataque e muito menos tentar vender uma opinião pré-formada ou baseada na total ausência de fundamentos, bastando , na minha opinião, a minha própria vontade.

Tenho consciência que participo numa comunidade aberta que prima pela integridade e pelo respeito dos demais, e que estou, como todos os outros, passível de ser alvo de comentários menos próprios ou incertos, mas o que não admito é que utilizem o meu blog para entrarem numa espécie de guerra de claques com cumentários de todo sem nexo.

Ainda questiono o que terá de provocador o título "À Conquista do Espaço", pois foi nesse post que apareceram os respectivos cumentários, os menos apropriados.

Se quiserem realmente entrar numa troca de galhardetes mais ou menos ordinários, agradeço que o façam junto de quem lhes acha piada, pois eu...não vejo qualquer uma.

Não vou de forma alguma retirar a hipótese de, e quem o quer fazer de forma "normalizada", comentar. Não seria justo e não é certamente algo que quero e desejo fazer.

Vamos ver o que mais vai aparecer...

Publicado por cajosilva em 02:48 AM | Comentários (0)

janeiro 07, 2004

quer factura?

Hoje fui almoçar a um restaurante e como é normal pedi a factura e o senhor sem hesitar passou o referido papel. O valor não era alto e por isso teve uma maior facilidade em escrever os euros, mas quando pedi uma factura de uma despesa maior que se tinha feito uns dias antes, o senhor, com um à vontade próprio, indagou: "Quer factura?".
Eu por momentos fiquei a olhar para o senhor e respondi: "Quero, com nome e número de contribuinte."

Já não há paciência para estas coisas.
Aliás, o que é feito daquela publicidade do Ministério das Finanças, o das facturas, lembram-se? E já agora será que vão fazer a avaliação dessa campanha? Será que teve algum êxito? Quanto é que se gastou? Quais os proveitos? Resultou a Educação para a Cidadania? Quem o faz? Onde e como?

Bem já chega de perguntas, vamos ver o PORTUGAL EM ACÇÃO.

Publicado por cajosilva em 02:31 PM | Comentários (0)

televendas

Um dia desta semana tive a oportunidade de estar acordado até altas horas da madrugada. Mesmo tendo uns afazeres liguei a televisão e fiz um zaping pelos poucos canais que tenho e fiquei deveras impressionado. Quase todos os canais, a partir de uma determinada hora, tinham as televendas a fazer a sua promoção e quase todos propunham um aparelho milagroso que reduzia o peso em poucas semanas. Uns prometiam resultados fantásticos e para isso promoviam concursos, outros não tinham concursos mas ofeceriam este e aquele acessório.

É um mundo incrível! Todas as pessoas são bem parecidas, bonitas e elegantes, todas sabem falar bem, têm a certeza do que dizem e estão convictas de que aquilo é o melhor do mundo, nunca se cansam, estão constantemente a fazer exercício com um sorriso nos lábios...é mesmo um apetecivel...comprar aquelas coisas para ter aqueles resultados.
Calculo assim que existam pessoas que se sintam tentadas, mesmo sem precisar ou usar, a comprar...e devem ser muitas.

Eu, pessoalmente, acho que é um desperdício de tempo ver aquele programa, os conteúdos são totalmente dispensáveis...mas ele há gostos para tudo.


Publicado por cajosilva em 02:19 PM | Comentários (0)

janeiro 06, 2004

the hours

Cheguei ao fim de 2003 sem ver este filme, que sinceramente, não me tinha despertado grande curiosidade, mas hoje proporcionou-se e lá vi o filme.
No princípio, admito, custou-me a entrar no filme, mas, sem dúvida que é muito bom. Não há nenhum actor que se possa dizer que se destaca, mas no seu conjunto dão alma a uma história, que acaba por ser uma representação da tentativa de mudança, de uma rotina ou tentar encontrar um sentido para a vida.
A banda sonora é divinal, Philip Glass, dá vida às imagens, mesmo elas não existindo...sente-se o filme pela cadência das notas que parecem brincar com os cenários. É sem dúvida um dos grandes nomes da actualidade no que diz respeito a bandas sonoras de filmes.

Publicado por cajosilva em 05:16 AM | Comentários (0)

mona lisa smile

Já ouvi alguém a comparar este filme com o Clube dos Poetas Mortos, mas eu digo que são imcomparáveis. A ideia até pode ter sido mais ou menos beliscada, mas na essência, nem de perto nem de longe.
Contudo a história do filme está bastante interessante, principalmente no que diz respeito à abordagem do papel da mulher, e como esta era vista, na década de 50 nos Estados Unidos. A mulher nascia para casar e constituir família, nada mais. Podia até estudar, ser inteligente, ter capacidades mas isso era preterido em favor da tradição. Nada disso era questionado, mesmo que para isso tivessem que viver num mundo de total aparência.

Mas a esta pequena comunidade ultra-conservadora e elitista chega uma professora de história de arte, que vem de uma cidade liberal, com ideia mais ou menos liberais e que vai agitar as hostes, ou as mentes, se preferirem.

Depois a história desenrola-se, num fundo mais ou menos cor-de-rosa.

O que torna o filme actual é, infelizmente, a condição de muitas mulheres espalhadas um pouco por todo o lado.

Publicado por cajosilva em 04:58 AM | Comentários (0)

mystic river


Mystic River oferece-nos uma história, actual e recorrente, com um final angustiante, perturbador e surpreendente. Um filme que nos prende do princípio ao fim, pelo menos isso aconteceu comigo.


Publicado por cajosilva em 04:45 AM | Comentários (2)

blade runner

Entrei no ano de 2004 com este filme. Depois de uma noite de jogos, RISCO, TRIVIAL e PICTIONARY, e de umas horas bem dormidas, este foi o filme escolhido. Quando comecei a ver não me recordava que já o tinha visto na televisão, mas mesmo assim continuei pois não me recordava particularmente, só tinha na cabeça algumas imagens soltas do filme.
Achei estranho estar a ver um filme que tinha como cenário o ano de 2019 e saber que estou mais perto do que alguma vez imaginei, e devo admitir também que me incomodou o facto de o filme mostrar uma visão tão apocalíptica e impessoal deste nosso mundo. Não que o impessoal já não impere, é mesmo o facto de não querer imaginar o apocalipse tão cedo...aliás sou novo de mais para isso.


Publicado por cajosilva em 03:59 AM | Comentários (0)

janeiro 04, 2004

filmes para 2004

Acidentalmente deparei-me com uma listagem de filmes que vão estrear este ano, primeiro nos Estados Unidos e depois, muito mais tarde, em Portugal. São mais que muitos por isso não os refiro todos, apenas cito aqueles que me pareceram mais interessantes ou que o grande público espera para ver.

The Alamo
The Butterfly Effect
Catch That Kid
Chasing Liberty
Cinderella Man
Coffee and Cigarettes
Connie and Carla
Cursed
The Day After Tomorrow
Dirty Dancing: Havana Nights
Distant
The Dreamers
Exorcist: The Beginning
Father and Son
Garfield
Harry Potter and the Prisoner of Azkaban
Hell Boy
The Home Teachers
Kill Bill Vol. 2
Laws of Attraction
Love Me If You Dare
Never Die Alone
The Passion of the Christ
The Perfect Score
Scooby-Doo 2: Monsters Unleashed
Shrek 2
Taking Lives
Torque
...

Publicado por cajosilva em 12:25 PM | Comentários (0)

janeiro 03, 2004

os discursos

Começa um novo ano e com ele uma série de discursos, que diga em nome da verdade, nunca sei se são de ocasião ou se são realmente pensados e sentidos.

Esta questão poderia ser uma questão menor, mas não é, até porque as pessoas que proferem os tais ditos discursos, são aqueles que têm alguma responsabilidade política, ou por outras palavras têm a responsabilidade que lhes foi atribuída por sufrágio universal. Logo a necessidade que têm em transmitir determinado tipo de informação deveria ser proporcional à exatidão da mesma.

O que importa que digam que o país está a melhorar a sua situação económica ou que devemos ser mais tolerantes com os demais, quando as pessoas, e acreditem que são muitas, continuam à espera de ter dinheiro para ter o pão na mesa;
O que interessa que aquele senhor engravatado venha à televisão, quando os recursos e os instrumentos de trabalho são cada vez mais escassos e desarticulados;
O que mudam as palavras certas em interesses instalados e mecanismos rudimentares, sem interesse em serem oleados, para trabalharem o mínimo que seja;
O que altera o que se promete, quando os agentes económicos, principais destinatários dos discursos, se limitam a ouvir e na prática continuam iludir os menos esclarecidos?

Os discursos, que não digo que não sejam necessários, devem ser sustentados por práticas reais e rápidas, pois de outra forma corresse o risco de no final de 2004 o discurso ser o mesmo, o de prometer e nada fazer.

Contudo não podia deixar de referir as palavras do jornalista Luís Delgado na sua crónica Linhas Direitas, no Diário de Notícias, "...2004 vai ser um ano muito bom para Portugal". Optimismo, necessário, ou ironia despropositada?

Publicado por cajosilva em 06:51 PM | Comentários (0)

janeiro 01, 2004

o primeiro dia

O primeiro dia deste ano coincide com o primeiro post. Poderia contar como foi a noite, em boa companhia e prolongada, ou desejar um excelente ano para todos, mas não. Eu apenas quero assinalar o dia. Nada mais, estilo ritual de iniciação...

Publicado por cajosilva em 03:06 PM | Comentários (0)