Bem se deixei aqui a minha listagem de prendas para o Natal, também me parece apropriado deixar aqui a minha lista de desejos para o próximo ano de 2004. Assim como a minha listagem de prendas era totalmente concretizável, aliás só estou à espera de uma prenda para que a lista fique, finalmente, completa, também os meus desejos serão facilmente realizáveis.
um novo governo para os Estados Unidos da América;
um novo governo para Portugal;
um novo governo para Israel e a Palestina e que encontrem a paz;
um bom mandato para Lula da Silva;
menos mentiras para os portugueses sobre o Estado da Nação;
menos subida dos impostos, na ordem dos 2%;
um novo episódio do Senhor dos Anéis;
um novo Nobel da Literatura para Portugal;
que o caso da Casa Pia se resolva de uma vez por todas;
que diminua o número das pessoas em lista de espera para serem operadas a situações inadiáveis;
que os portugueses sejam menos egoístas e mais solidários;
que os políticos portugueses se unam numa consertação com vista o desenvolvimento efectivo do país;
que o Benfica seja campeão;
que as universidades portuguesas tenham boas condições para a prática do ensino;
que se aposte na formação profissional e na formação contínua dos trabalhadores;
que se pense da descentralização cultural do país;
que os Açores sejam a base que os europeus procuram para mandar coisas para o céu;
que os portugueses tenham uma boa notícia dos nomes para as presidenciais;
que se discuta, por referendo válido, a questão da Constituição Europeia;
que Portugal ganhe mais de 5 medalhas nos Jogos Olímpicos e depois pense em organizar os jogos para 2008 ou 2012, ou lá o que é;
um bom ano para as exportações portuguesas;
que Portugal não faça nenhum penalti na final do Europeu;
que o Porto ganhe a liga dos Campeões;
que a fome acabe no mundo;
que haja igualdade de direitos entre homens e mulheres, em todas as áreas de actuação na sociedade;
que se encontre uma cura para a doença de Alzeimer, Parkinson, SIDA e Cancro;
que o imposto automóvel não aumente, não sei quantos porcento...
Bem, por agora são estes os meus desejos para 2004. Espero que se concretizem todos, aliás para todos estão reunidas todas as condições deste mundo...
Entretanto esta lista é passível de actualização, pois uma pessoa deseja e sonha tanto!
Quando falamos de burros conotamos a palavra com alguém que tem uma capacidade de assimilação ou aprendizagem um pouco mais lenta que a maioria das pessoas.
Quantas vezes olhamos à nossa volta e sentimos aquela sensação profunda de que, todas as pessoas são burras. Quantas vezes pensamos que nós somos representados por pessoas que poderiam competir com o Burro mais Burro, ou ainda quantas vezes olhámos para a televisão num determinado momento e por alguém não saber a resposta a uma pergunta, de um concurso qualquer, que a nós nos parece óbvia, chamámos Burro? Parece-me pertinente ainda falar na hipótese da nos chamarmos Burros, por considerarmos que tomámos uma decisão errada.
Mas nem tudo é mau na palavra burro, pelo menos lá por fora. Por cá o Burro é uma espécie em vias de extinção e é razão de chacota e de provérbios menos estimulantes..."cor de Burro quando foge", é aquele que me recordo de forma mais rápida e que nem é muito agressivo. Enquanto o nosso exemplo de mau trato do Burro é conhecido algures pela Inglaterra é tido como uma excelente escolha na terapia com crianças, visto gostar muito da companhia humana e de ser um animal obediente. The Donkeys Sanctuary é um exemplo dessa relação enre Burro e ser humano (criança) capaz de obter resultados positivos.
Afinal os burros até são bastante úteis temos que saber é o que fazer com eles.
The donkeys are all chosen from the Donkey Sanctuary, a connected charity and great care is taken in their selection. They must be healthy, placid, obedient and above all they must enjoy human company.
At each centre, there are between 12 - 15 donkeys. Usually six donkeys per day are worked, this has been found to be ideal; each donkey does enough to remain fit and interested and not so much as to get tired and bored.
The closeness of these calm and gentle donkeys is of great benefit to these children in many ways, from riding and driving, to touching, cuddling and talking to them. The donkeys will accept any kind of attention and seem to understand the needs of the children, which makes them ideally suited to this work.
The donkeys have proved time and time again that they, too, are very special individuals as are the children who come to the centres.
Falava há pouco tempo de António Damásio e do meu desencontro com os seus livros e agora vejo esse trajecto alterado, já tenho o livro "Ao Encontro de Espinosa" .
Nos entretantos também eu encontrei Baruch Espinosa e a sua ideia e concepção de Deus, para Espinosa a Natureza é Deus. Por isso sou capaz de fazer umas incursões pelo filósofo de origem portuguesa(?!), para decifrar e explorar melhor essa ideia . Afinal também eu considero a natureza como Deus.
Baruch Espinosa
Amsterdão, 1632 - Haia, 1677
Filósofo holandês. Pertence a uma família judia originária de Portugal, de onde tem de se exilar. Ainda jovem apaixona-se pelos estudos e aprende o hebraico e as línguas clássicas. Lê Descartes com avidez, um dos seus filósofos favoritos. Cedo dá a conhecer as suas ideias, que os judeus consideram heréticas e, por isso, é expulso da sinagoga. Em 1656 é vítima de uma tentativa de assassinato, sendo levemente ferido. Para evitar que se torne um perseguido, retira-se para Leyden e para Rynsverg e ganha a vida polindo lentes para telescópios e microscópios. A sua vida é de uma reclusão solitária de grande sobriedade. Por volta de 1668 instala-se em Haia, onde vive até à sua morte. Publica um Tratado Político e deixa várias obras inéditas, que são publicadas em 1677 com o título de Opera Posthuma.
Espinosa está convencido, como Descartes, do absurdo de falar de uma substância criada, isto é, independente no ser e no agir, segundo a definição cartesiana e, por outro lado, dependente em tudo de Deus. Para Espinosa só há uma substância ilimitada (nada diferente a pode imitar) que manifesta a sua riqueza ontológica em atributos infinitos. Multiplicidade, mas identidade substancial: Deus ou a Natureza. Quanto ao ideal ético, consiste em saber ver todos os acontecimentos como racionalmente necessários, que surgem espontâneos (suprema liberdade) de Deus. Desta visão nascerá o amor Dei intellectualis, no qual religião e filosofia se confundem na mais elevada sabedoria.
São sempre bons os momentos depois do Natal. É tempo de saborear e usufuir das prendas (para quem as recebeu, claro!).
Muitas pessoas começam a fazer planos para a passagem de ano, mas eu continuo a dizer que o melhor é mesmo o que não está planeado...simplesmente ir. Este ano para baralhar as coisas recebi o convite de alguns amigos meus para ir até à capital. Tenho que dar a resposta rapidamente com o risco de lhes dificultar a vida nas contas que têm que fazer, ou melhor dizendo nos preparativos.
Quanto ao resto, o pensamento para o ano de 2004, esse ainda está calmo, sem grandes planos, mas é melhor que esteja mesmo, afinal as contas vão começar logo no princípio, para educar a carteira (e adopto este discurso, relativamente, pessimista porque não vejo o lado optimista da coisa, não consigo ver).
After xmas é sempre bom, as pessoas já descansaram do corropio das prendas e começam a correr para a passagem de ano...
O possível aumento da salário mínimo nacional é de 10€. Não sei bem para o que isto dá, mas sei que dá para aumentar a desigualdade entre as classes sociais existentes.
Pode não ser um problema para quem legisla e/ou decide, mas é certamente uma situação gravissima para quem pretende continuar sobreviver. Não será certamente uma medida popular e até os sindicatos dizem que será uma loucura se o aumento não for na ordem dos 4,5%. Vamos ver o que vai acontecer.

Não há dúvida que muitas vezes somos levados pela crítica. Confesso que aconteceu isso comigo quando vi o filme "Disponível para Amar". Foram-lhe tecidos os mais rasgados elogios, mas talvez seja isso mesmo, elogios dos outros.
A história de amores e desamores tem algo muito forte, a banda sonora (distribuída pela Virgin Records), e essa confesso que gostei.
sinopse:
Chow, redactor de jornal em Hongkong em 1962, muda-se com a sua esposa para um novo apartamento. No mesmo dia Su Li-zehn, uma secretária de uma importante empresa, também se muda com o seu marido para o apartamento em frente. Ambos começam a passar de cada vez mais tempo juntos, pois tanto a esposa de Chow como o marido de Su se ausentam com frequência devido aos seus empregos.
Pouco a pouco a sua amizade irá crescendo e juntos descobrirão de forma acidental que os seus respectivos conjuges mantêm uma relação sentimental. A dor provocada por esta descoberta une-os ainda mais. Juntos procuram uma forma de dizer aos seus pares que conhecem o seu romance...

Este filme é o exemplo de como o dia pode corre muito mal e pode acabar muito bem, é o exemplo de filme que nos mostra que as nossas vidas dependem das nossas decisões ou acções, mostra que por vezes fazemos o mal pensando que estamos a fazer o bem, mostra que há manobras perigosas, mostra os interesses das organizações, mesmo quando são fundações de carácter social.
O filme não é uma excelência, mas digere-se bem, talvez pelo grande actor que é o Samuel L. Jackson.
Esta sexta-feira, no DNA, aparece o célebre cientista português, que um dia decidiu ir para os Estados Unidos, porque cá não tinha as reais condições para trabalhar (ele não é certamente o único e não será o último), a dar uma entrevista. Só hoje é que a consegui ler, fruto de ter canalizado tempo para outras coisas que também estava a precisar, descansar.
Confesso que ainda não li nenhum livro dele, o que não me deixa particularmente satisfeito, mas também não faço disso uma tragédia.
É só uma questão de organização de tempo, mas depois do que li está para muito breve.

Não resisti ir em ir ver o filme e ainda bem, porque é realmente bom.
A sala estava cheia, não só de criancinhas, mas tembém de graúdos, que segundo me pareceu, não hesitaram em prescindir de uma tarde de compras para entrar dentro de uma sala de cinema e ver um filme de animação.
Os senhores da PIXAR fizeram realmente um bom trabalho e nem mesmo a versão portuguesa (que está também muito bem conseguida, principalmente a voz da Rita Blanco na personagem da Dori) me impediu de ir quase por impulso. Ri-me e estou bem com isso mesmo, deixei-me conquistar pela imagem, pela história, que dá muitas voltas também, pela som e pelas cores...deixei-me ir na viagem e teria ido mais além.
Agora que me lembro das gaivotas a correrem atrás de tudo o que mexia, sempre a dizer, -"meu, meu, meu, meu, meu, meu...!", dá-me vontade de rir... e segundo o que percebi não fui só eu que saiu satisfeito, e ainda bem.
Há uns tempos atrás andei à procura do famoso livro "Quem mexeu no meu queijo?" e depois de tantas tentativas lá o consegui encontrar e ler.
Agora deparei-me com um outro livro a dar resposta à pergunta anterior, "Fui eu quem mexeu no teu queijo." Segundo o que percebi, depois de uma leitura rápida, nem na diagonal, foi que o livro serve de auto-ajuda para mandriões.
Ora, assim de reperente até me lembro de algumas pessoas a quem o livro serviria de muito, mas espero que elas um dia percebam que essa não é a via.
Mas vou é ler o livro para depois poder falar mais concretamente do asunto. Até lá espero que não me entusiasme e que não me deixe conquistar pela vida relaxada!
e de novo na listagem da música que gosto...

O primeiro contacto mais a sério deu-se com o álbum "Strange Little Girl", onde as baladas são profundas e por vezes angustiantes. Depois foram algumas músicas soltas, onde alguns covers davam melhor alma ao original, e por aí adiante. Ontem foi o album "Scarlet's Walk", de 2002, mas já sei que nos presenteou com uma compilação "Tales of a Librarian", que contém dois cd's/dvd, onde reúne as suas melhores músicas e outras inéditas, mas julgo que ainda não chegou a terras lusas.
Entretanto vou ouvindo o que tenho por cá!
Ontem numa conversa, quando falávamos em ler livros, falou-se numa situação que julgo acontecer a todos, ou pelo menos já deve ter acontecido. Quando estamos a ler um livro, e o poisamos para fazer outra coisa qualquer ou para começar outro, e o voltamos a abrir questionamo-nos, mas onde é que eu ia? Começamos a olhar e não sabemos se foi na página da direita ou da esquerda, então somos obrigados a ler uma e outra, para depois até chegarmos à conclusão que estávamos mesmo na última linha da página do lado direito.
Isto acontece a quem só usa um marcador e o mete lá no meio das páginas, mas devia existir um sistema que nos indicasse automaticamente onde tínhamos ficado, isto quando não temos o hábito de riscar os livros. É complicado, mas julgo que alguém já deve ter pensado nisso.
estas são algumas palavras que gosto, que uso ou nem por isso, que têm muitos significados e/ou sentidos, são palavras...
rorto, ocidente, oriente, guerra, cheiro, doce, mel, belo, linda, amor, tortura, cheiro, aroma, odor, ar, vento, terra, mar, fogo, arder, morrer, sofrer, lágrimas, sebastião, maria, estrela, praia, ocre, acre, gato, sol, lua, opúsculo, ocaso, acaso, música, nada, tudo, sim, não, avoó, avô, irmã, tia, tio, mentira, feliz, sangue, embriagado, som, beijo, além, alma, impossível, futuro, além, alma, impossível, futuro, cama, sexo, penetrar, dormir, tu, eu...
voo e enconto um apena
mas não é a tua pena
nem é a minha, nem é a pena de não ser tua
é a pena de não seres as minhas asas
Um dia destes na FNAC vi um livro, ou um género de livro, que desafiava as pessoas que o comprassem a fazerem o seu próprio livro, era uma espécie de guião. Ontem recebi esse livro!

É um género mais elaborado do Livro Branco, mas muito mais interessante e nesta edição quem quiser pode concorrer ao concurso que a editora está a promover. Calculo que a editora seja bastante recente pois só tem três livros publicados e ontem no Feira Nova encontrei um dos outros títulos "Onde está o Branco em ti?" Completa a colecção a obra "O Pénis do Jeremias".
Eu, que já tenho o livro, vou seguir as instruções, para ver o que dá, embora seja um defensor da livre criação, e muito possivelmente concorrente no concurso que estão a promover. A ver vamos!
Há notícias que nos impressionam pelos mais diferentes motivos mas esta devo confessar que me deixou completamente surpreso.
A pessoa em questão é um homem indiano de seu nome Prahlad Jani que afirma que já não come há cerca de 6 décadas. Para a ciência comprovar isso predispôs-se a fazer-lhe uma série de testes e um deles foi fechá-lo num espaço onde não tivesse acesso a nada. O home esteve durante 10 dias sem comer, beber ou fazer quaisquer tipo de necessidades.
Afirma que tem o poder sobre a sua mente e de ter sido abençoado pela deusa Ambaji.
São estas notícias que nos fazem acreditar que por vezes o mundo gira ao contrário e nem tudo corre para o mar.

Um estilo de música diferente e por isso mesmo eu gosto. Um dos percursores da música electrónica que têm feito trabalhos muito bons e caso disso é o último álbum, EXCITER.
Quem não se lembra de "Enjoy de Silence", "Personal Jesus", "Walking in My Shoes " ou "Condemnation".
E agora para aproveitar a onda dos DVD´s saiu, DEPECHE MODE 101, que já recebeu críticas bastante favoráveis.
Depois de ter visto o filme "Magnólia" e de o ter considerado um dos melhores filmes que vi até hoje fiquei curioso com banda sonora. Andei a ver e acabei por comprar o cd do filme. Ouvi e gostei.
A música é óptima para relaxar, uma voz feminina que de destaca das demais e que espero que venha a Portugal.

Julgo que já referi o meu interesse pelos U2, mas nunca é demais mencionar uma banda que marcou vários momentos importantes na minha vida, desde viagem de finalistas até férias de Verão.
Uma banda de alcance global que luta pela desigualdade. São conhecidas as várias manifestações de BONO VOX junto de entidades de nível mundial com o objectivo de lutar contra aqueles que são vítimas do abuso de poder.
A música, deles, que já passou por várias fases e que leva sempre a uma espera ansiosa por novos trabalhos, tem para mim um expoente máximo, o album ACTHUNG BABY.

As melodias fantásticas e as letras são igualmente únicas. Um album onde é difícil destacar o que quer que seja, mas aqu ficam algumas: One, Until the End of the World, So Cruel, Love is Blindness...
Espero por mais.

Depois de o mundo inteiro ter sido bombardeado com o música "Gabriel" do albúm "What Sound" eu fiquei a conhecer melhor os LAMB e quis conhecer melhor os albuns anteriores. Depois de o ter feito andei durante dias a ouvir os Lamb, coisa que faço quando encontro algo de novo que gosto, e a promoter-me que iria ver um concerto deles caso viessem, novamente cá. O concerto está aí, em Lisboa, e eu não posso ir. Fico à espera de nova oportunidade.
O grupo, e não sei se é por puro markting, diz que gosta muito de Portugal e dos fãs que tem por cá, ora eu sou de cá e sou grande apreciador. Ainda não tive hipótese de ouvir o último mas é coisa para breve.
A musicália deles faz-me imaginar uma coreografia para uma dança, acho a música muito moldável à dança, e faz-me viajar intensamente.
No Expresso do fim de semana passado a jornalista Clara Ferreira Alves, de uma forma muito subtil, mostra-nos a importância que damos a uma série de produtos supérfulos, e fá-lo através de uma lista de prendas de Natal.
Ora eu para não ficar a trás e até para aproveitar a ideia de um amigo meu, de colocar a minha lista de prendas na net para eles assim poderem escolher e oferecerem coisas que eu gosto, passo a citar o que espero no meu sapatinho:
uma carrinha VOLVO VX90;
uma viagem a LONDRES;
um sistema de HOME CINEMA WIRELESS;
um computador portáctil;
uma televisão HOYER de PLASMA;
uma aparelhagem de alta fidelidade por componentes, (leitor de CD, PHILIPS, Amplificador DENON, Colunas INFINITY, pré amplificador NAD);
uma máquina fotográfica digital LEYKA;
uma impressora multifunções HP;
uma mesa de sala INTERFORMA;
um sofá DIVANY&DINANY;
um gravador de DVD SONY para o meu computador;
um IPad da MAC;
umas sapatilhas NIKE;
a caixa de cds do CARLOS PAREDES;
...
Julgo que não peço muito, acho que os meus amigos conseguem oferecer-me tudo isto, senão tenho que chegar à triste conclusão que estes amigos não me servem e tenho que encontrar outros mais interessantes...quem diz amigos diz família, mas há um problema porque dizem que não se pode escolher
Aquando da passagem das imagens da captura de Saddam Hussein fiquei com a sensação que tinham capturado um animal raro ou em vias de extinção. A forma como trataram o ex-presidente do Iraque, que acho que deva ser julgado e condenado pelas suas acções, é de uma propaganda política tal que me causou arrepio. Dentro daquele espectáculo televisivo houve outro, a manifestação de uma série de individuos que estavam na sala de imprensa a dar ainda mais fervor à coisa.
A captura de um homem dá para tudo, para espectáculo, para sossego de uns quantos milhares de cidadãos, para bandeira política de uns políticos, para irar uns tantos milhares, para mostrar o poder e a eficácia de militares...
Afinal o homem em questão até era muito importante para alcançar a paz, até era ditador e até vai ser julgado, mas...
São muitas as frases que decoram paredes por essa país fora, umas mais interessantes, outras com piada e outras completamente sem sentido.
A frase "Já foste um bom robot hoje?", está numa parede próxima da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. É uma frase curta, mas carregada de significado. Não sei se as pessoas se questionam sobre isso, mas calculo que não passe indiferente, eu reparei nela.
Existem muitas formas de despertar consciências e a melhor forma é questionar a própria consciência e a razão da nossa própria existência.
Imagino as frases que existem escritas por esse país fora, imagino o trabalho de um semi louco a fazer uma compilação de todas elas, imagino um livro publicado com essas frases, imagino a riqueza desse trabalho, imagino o disparate desse esforço, imagino as frases... e recordo outra que vi nas paredes de uma escola em Coimbra "PSD, PS, CDS, PCP, o que interessa mudar de amo se somos sempre escravos?"

Embora este filme tenha saído há algum tempo só agora é que tive a aportunidade de o ver. Um filme em que a história é contada de trás para a frente, com uma sequência lógica de acontecimentos obrigando a uma atenção redobrada quando comparamos com os demais filmes. Este filme, que já foi visto pela noite dentro, é o percursor de um novo tipo de histórias, sendo o filme "Irreversível" caso disso.
A importância da memória, do relembrar as coisas e de querer lembrar outras, a selectividade da nossa memória que por vezes é importante, mas que por outras nos guia para mundos estranhos, de vingança e ódio.
A importância de dar um sentido à vida quando ela parece não fazer mais sentido. This is a MEMENTO to think about that.
Fui até à minha varada e comecei a ver as janelas do prédio à frente do meu. Algumas estavam abertas e através delas pude ver algumas coisas dessas mesmas casas. Árvores de Natal, sofás...e por uma dessas janelas pude ver uma pessoa sentada, não consegui ver se era homem ou mulher, a ler. Também não consegui ver o que lia, mas percebi que era um libro de bolso relativamente antigo.
Depois continuei a olhar e a imaginar o que podia encontrar lá dentro, que histórias poderiam ter aquelas pessoas, como seriam essas pessoas, o que gostariam de contar. E ali continuei mais um tempo.
Imaginei como seria ser escritor, passar para o papel histórias, ser lido, gostar de ser lido e continuar a escrever.
Voltei costas e vim para dentro de casa. Sentei-me na sala a rir. Não sei porque ria, mas sabia que me sentia bem.
Na televisão os filmes de sábado à tarde passavam, ligou-me um amigo de longa data e trocámos umas palavras. Combinámos encontrarmo-nos.
Agora estou sentado aqui em frente ao computador a escrever. Por momentos sou um escritor, sem qualquer tipo de reconhecimento, pois não o poderia ser visto que nunca escrevi nunhum livro, mas escrevo.
Afinal tudo é possível,

Dispensa apresentações ou observações. É uma excelência e ponto final. Tenho andado a ouvir Movimentos Perpétuos - Música para Carlos Paredes (o álbum de homenagem a Carlos Paredes, com vários artistas portugueses), e é fenomenal.
A esse gosto está aliada uma ligação sentimental, baseada no facto de ter andado a estudar em Coimbra.
Não cansa, descansa e por vezes dói.

Um grupo desconhecido da maioria e que me agrada particularmente. Típico som da década de 80 o álbum Shock Of Daylight & Head and Hearts, editado em 1996, faz-me crer que é díficil encontrar algo tão bom.
Já o ouvi dezenas de vezes e a música Longest Days, a segunda do álbum, é deliciosa.
Ora aí está um concerto que passou despercebido à maior parte das pessoas, mas que moblizou um painel de artistas que fazem deste concerto um dos mais importantes, se não o mais importante do ano de 2003
Ainda na senda dos grupos de música que polvilham o meu gosto musical, não podia deixar de referir os Dead Can Dance. Descobri o grupo através de um amigo meu, Parreira e reconheço que fiquei grande apreciador. Mais uma vez tenho que referir que nem todas as músicas que enchem os ouvidos, mas outras acompanham-se de uma melodia envolvente capaz de nos transpostar para paisagens sublimes.
A voz de Brendan Perry and Lisa Gerrard não deixam ninguém indiferente, mesmo que à partida se julgue que não se gosta.
Depois podia falar nos This Mortal Coil, mas fica para uma próxima.

E para terminar esta noite de música, não podia deixar de falar dos Sigur-Rós.
Estive no concerto que eles deram no Coliseu do Porto este ano, e devo de dizer que foi qualquer coisa de fenomenal.
Entrei para o recinto quase duas horas mais cedo e pode ouvir os preparativos do espectáculo, quer em termos de música quer em termos de iluminação. Até isso foi fantástico.
Mesmo com frio a inspiração levou-os a criar ambientes quentes, silenciosos, intímos, quase perfeitos e eu deixei-me levar na onda, por vezes celestial.
Não posso deixar de falar novamente no concerto, senti a pela a eriçar mais do que uma vez, a plateia estava absorta, como que adormecida por um som hipnótico, o silêncio só se comparava aos do fado, e por fim as palmas saltavam de forma apressada, querida e de um apreço enorme, como que num agradecimento falado.
É bom para relaxar, para viajar, para desejar ou só para ouvir.

Continua a fazer-me companhia e eu agradeço, embora não tenha apreciado muito o último albúm.
Cascade para mim continua a ser um dos expoentes máximos do ex-vocalista dos Bauhaus.
Ficam contudo as recordações, muitas e boas.
nota: repare-se no nome do autor da foto acima, é de um português pois claro, Paulo Moreira.

Existem como disse, muitos grupos que representam algo, alguma coisa, ou alguém para mim e os The Cure são um desses grupos. Descobri o grupo na minha adolescência quando convivia com pessoas que se auto denominavam como góticos, ou algo parecido... e a partir daí passei a ser um apreciador, é certo que nem de todas as músicas gosto, dos Cure.
Gosto particularmente dos álbuns, "Wish" e "Desintegration", pelas melodioas e letras fantásticas que têm, aliás este último tem uma das músicas que mais gosto, "Love Song".
E continuo a ouvir e não me canso, e porque nós até nem nos cansamos quer das coisas bonitas quer das coisas que gostamos.
Há muito que quero fazer uma listagem das músicas que mais gosto bem como dos grupos, mas acabo sempre por desistir, pois considero a tarefa quer ingrata quer difícil. Mas se a tivesse que fazer teria muito por onde escolher, visto que associo a cada música ou a cada grupo, uma fase da minha vida ou um momento em particular. Aliás de cada vez que oiço música tenho algo parecido com a sinestesia, isto é, consigo associar à música que oiço a sensação de conforto e facilmente consigo "ver" a prestação do artista. É estranho?, eu considero bestial.
Também por isso ando sempre a tentar conhecer coisas novas ou aprofundar conhecimentos que tenho sobre determinado artista ou grupo.
Ouvir música é realmente fantástico.
Até há bem pouco tempo os portugueses apenas tinham acesso às tradicionais luzes de Natal, aquelas que piscavam ou então os modelos mais avançados que piscavam e davam uma musiquinha, mas agora tudo é diferente. O mercado das luzes mudou radicalmente desde que os chineses começaram a abriar lojas por tudo o que é canto. E como portugueses que somos adoptamos logo essa nova moda. As luzes que podemos encontrar dão para todos os gostos e há de todos os feitios, cores e sei lá mais o quê.
Esse novo fectiche, das luzes, tem dado origem a um surpreendente mau gosto nas decorações de natal, principalmente em casas privadas. É comum verem-se, varandas, janelas, vãos de escadas, escadas, casotas de cães, árvores (e não interessa de é pinheiro ou não, qualquer uma dá!), muros...decorados com essas fabulosas luzes: umas acendem, outras acendem e mudam de cor, outras cantam e mudam de cor ao mesmo tempo que acendem e apagam de forma intermitente e regulada...um frenesim autêntico.
É pois por isso que acho que os chineses vieram mudar radicalmente a tradição das decorações de Natal das famílias portugueses. Acreditem que ele há concursos, com respectivo prémio, para se decorarem as varandas para a época natalícia. Mas a par desta loucura desenfreada, que mais uma vez assola os portugueses, podemos ver o profundo mau gosto de alguns decoradores que praticamente atentam contra a ordem pública, ou melhor dão volta às regras de vivência em comunidade, mas enfim...se eles gostam o que nós vamos fazer.
Eu também ando à procura de umas luzes de natal para a minha árvore de 1,80m, que comprei hoje numa superfície comercial. Quero uma coisa simples, sem grande aparato, aliás as coisas simples ficam sempre tão bem.
já as pessoas andam por aí que nem malucas às compras. Sucedem-se a abertura de novos espaços comerciais, que vendem de tudo para todos os gostos, a preços frantásticos com condições cada vez mais aliciantes. Mas as pessoas querem comprar, não podem perder a oportunidade de ofertar aquela camisa, dvd, cd ou o que mais fôr. Eu compreendo-as, afinal as frustrações por vezes são tantas que é assim que conseguem afirmar que, apesar de tudo até têm dinheiro para comprar as suas coisas.
É assim o povo, são assim as tradições, é esta a vontade dos bancos, que facilitam o acesso ao crédito ou ao cartão maravilha, é a vontade das lojas que assim escoam os produtos por os quais também se individaram, é assim o espírito de Natal, de dar e receber.
É Natal, é Natal já se ouvem dentro das carteiras os euros a chuncalhar, com vontade de sair e cair dentro de uma caixa resgistadora. É Natal, é Natal, é tempo de dar e receber...
Mas nem tudo é mau, existem tantos e bons exemplos de sar e receber sem intenção, ou com uma única intenção o de ajudar...esse é o verdadeiro espírito da coisa, dar sem esperar receber.
Depois de dias agitados dou comigo agora com algumas, poucas, horas de descanso. Ele foi rádio, ele foi televisão, ele foi o Encontro Nacional de Voluntariado Jovem, ele foi individualidades, ele foi inauguração de casa de amigos, ele foi de um lado para o outro sem parar...
Mas hoje, por ser domingo, a coisa está mais parada, aliás o fim de semana começou domingo e não sexta ou sábado, como normalmente acontece.
E durante estes dias também aprendi, também cresci, também me diverti, também tive a sensação de tarefa cumprida, também me aborreci, também me stressei, também me questionei...
Parto em breve para mais uma viagem, para ir a um jantar de Natal, aqueles em que as pessoas trocam prendas, onde se come e se concersa de tudo e de nada, visto que não é só a conversar que as pessoas mudam o mundo todo, e para ver uns amigos de longa data. Parto com vontade de fazer coisas diferentes ouvir coisas novas nem que seja para saber que estão bem.
Por fim estou parado, mas a minha vontade e a minha mente continuam por aí a passear, sempre, mesmo que às vezes de forma anárquica.
Estou então assim parado, mas sempre em movimento.
Já tinha ouvido falar muito do filme mas só agora tive a oportunidade de o ver e devo confessar que ao contrário do que estava imaginei até então, não considerei o filme como verdadeiramente fantástico, bom, mas não sublime. Um filme simples onde está reflectida a pureza da personalidade do Dalai Lama, a intensidade dos sentimentos do Homem e a sua capacidade de mudança, a sua versatilidade, a sua luta, a incoerência de actos, a ignorância da guerra, a falta de diplomacia na diplomacia, o traição...
Ver este filme é ter um primeiro contacto com a realidade do povo tibetano. Pessoalmente nutro grande simpatia pela filosofia budista, aliás das religiões que conheço, o budismo é o que mais se aproxima das minhas crenças.
A minha primeira abordagem ao tema Budismo deu-se com um livro em que o Dalai Lama dava uma entrevista a um historiador francês, Jean-Claude Carrière (autor do livro, Tertúlia de Mentirosos), que achei fantástica, posteriormente a esse encontro fui tendo algumas incursões mas nada de forma aprofundada.
Mas nunca se sabe se não irei aprofundar mais os meus conhecimentos, afinal o mundo dá sempre tantas voltas e não me importava nada de conhecer o Tibete!
Hoje fui visitar uns amigos e enquanto viamos as fotografias da última viagem deles, surgiram uns barulhos estranhos vindos de parte incerta, No príncipio pensamos que seria alguém a tentar fechar ou obrir uma porta, não ligamos, posteriormente com esse barulho indefinido começamos a ouvir uns gritos misturados com choro de desespero, levantamos-nos todos e fomos tentar perceber o que é que se passava. Ficamos à escuta, o meu amigo ligou de imediato para que a polícia viesse...e nos entretantos ouviam-se vidros a partir, gritos, choro de imploração, portas (ou lá o que era) a bater...e esperamos pela polícia. Um dos vizinhos incomodado com a situação, liga à polícia, ela estava a chegar, e os gritos continuavam, e nós impotentes a ouvir ou a imaginar um fim trágico para a história. O meu amigo desceu, saiu do prédio à espera da polícia, e ela estava a chegar, os gritos continuavam, os vizinhos de cima questionavam-nos e nós pouco sabiamos responder...a polícia estava quase a chegar...nós ainda não sabiamos de onde vinha o barulho se da garagem ou do primeiro andar, e nisto a polícia chegou mesmo, passados cerca de 20 minutos...passaram pelo meu amigo, serenamente, um deles até fechou a porta do carro patrulha com o pé, estilo western, e lá subiram rumo ao primeiro piso. Chegados bateram à porta, "Abra senhor, abra a porta", e ele abriu e disse "Isto não é nada, apenas uma discussão entre mim e a minha mulher", "Levanta-te.", gritou ele para ela.
Entramos e ficamos mais descansados até porque a polícia tinha sido rápida!, e assim nada de mais poderia ter acontecido àquela mulher. Comentamos a situação, incrível por sinal.
Imaginamos o inimaginável, mas tudo bem. A senhora provavelmente até nem vai apresentar queixa ao marido, pela lei portuguesa a polícia só poderia entrar naquela casa para intervir se lhe abrissem a porta, pois se fechada são acusados de invadir propriedade privada, e o senhor até poderia ter cometido um crime passional, facto também consagrado no código penal (e julgo estar a ser correcto na apreciação) com contornos especiais.
Ora bem, o que aconteceu hoje naquela casa com aquele casal acontece diariamente por esse país fora, violência física, moral, psicológica, financeira e social. E depois?
Continua ser consentida, naturalmente, pela sociedade, continua a ser um problema grave que mata por ano dezenas de mulheres (sim, principalmente mulheres), continua a não ter grande solução porque não estão reunidas as condições sociais e estruturais para isso. Culpados? Julgo que quase todos, pois até mesmo aqueles que têm conhecimento destas "discussões", não fazem nada, e porque é que teriam que fazer?
Não gostei do que ouvi nem do que imaginei.