Há bastante tempo que sou adepto da Filatelia mas nunca dei a devida atenção ao mundo do coleccionismo, pois à medida que ia arranjando selos ia guardando-os para quando tivesse tempo agarrar no catálogo e zás, ordenar os papelitos coloridos. Nos entretantos, um primo meu, que não é completamente são, decidiu desaparecer-me com os selos, quase todos, e lá foi todo o meu trabalho.
Mas, durante esse perído, havia um problema, não tinha também o Catálogo e o da AFINSA é obrigatório para alguém que pretende fazer algumas coisa com os seus selos.
Agora a história já mudou, já tenho o Catálogo para os ordenar, e agora lá no trabalho todas as cartas que aperecem ficam sem a respectiva estampa, e assim lá vou devagarinho recuperando o que perdi.
Para mais isto de coleccionar selos até é engraçado porque ajuda, em momentos de maior stresse, acalmar um bocado o espírito.
Parece que hoje vai estar mau tempo em Portugal Continental. É um facto. Mas tem andado mau tempo há tanto tempo que os portugueses com este podem bem.
Claro que prefiro o sol, mas mal por mal, que seja só mau tempo meteorólogico.
FNAC. Esta poderia ser a definição do nome FNAC, isto porque a partir do momento em que a FNAC entrou no nosso país o acesso à cultura, e não só, é inegavelmente diferente.
Antes as pessoas ao entrarem numa livraria, deparavam-se com um sistema rigido, mexer nos livros era quase um sacrilégio, fazer barulho era visto como uma afronta para o bom funcionamento da mesma, e por aí adiante.
Agora não, todos têm acesso livre aos produtos, todos podem mexer, experimentar, folhear, ler, rir, falar alto, ouvir música, tomar um café, ou então, somente, encontar-se com um amigo.
Prefiro assim. Gosto de entrar num espaço como o a FNAC, e agora até a Livraria Almedina tenta adoptar o mesmo conceito. Espero é que mais livrarias o façam. É certo que ter espaços destes envolve sempre um investimento que algumas livrarias podem não estar dispostas ou ter capacidade financeira, mas todos ficam a ganhar, o consumidor e o "produtor".
Umas vezes precisas outras vezes desnecessárias, mas acabam sempre por nos ensinar algo.
A FNAC tem disponível nas suas lojas

para curiosos e não só.
A ideia é interessante, mas claro que está associada à ideia de vender mais uns cd's dos grupos referenciados. A coleccionar.

Aí está o novo cd dos Corvos, "Corvos 3. Um cd duplo que vale bem a pena.
Tive a oportunidade de os ouvir, no passado domingo, na FNAC do Norte Shopping no Porto, e confesso que não fiquei nada decepcionado, antes pelo contrário, músicas cheias de força que nos levam a viajar por múltiplos cenários. Gostei.
Encontrei entretanto mais uns dias de descanso que me estavam a fazer tanta falta. Respirar fora da ignorância é um prazer inestimável. Valorizar o que temos de melhor é uma condição. Que bom que é.
Desde que saio até que entro em casa sou "bombardeado" com papel.
Vou ao supermercado e trago as inevitáveis embalagens de papel, vou ao shopping e zás, desdobráveis, cartões de papel, vou ao correios e trago mais papel, compro o jornal e felizmente continua a ser de papel, vou à caixa-do- correio e ali estão as publicidades de supermercados, casas de móveis, restaurantes...tudo em papel.
E eu pacientemente, através da minha consciência verde, vou guardando todos estes pedaços de papel para o colocar no papelão e assim contribuir para um ambiente melhor.
Mas confesso que há dias em que não me apetece nada fazê-lo e preferia acomodar-me como tantos outros. Mas continuo a pensar que todos nós devimos ser tocados por essa conciência verde, pois faz muito bem à saúde!
Às três perguntas do Bloco de Esquerda:
1- Concorda com a instituição de uma Constituição europeia, da União Europeia, que tenha primazia sobre a Constituição da República Portuguesa?
2- Concorda com a criação do cargo de presidente do Conselho Europeu, em substituição das presidências rotativas por todos os Estados membros da União Europeia?
3 - Concorda com o aumento de atribuições e poderes da União Europeia no domínio da Defesa?
eu respondo:
NÃO
Este mês comprei a Executive Digest, mas qual não foi o meu espanto quando percebi que um dos temas que tinha uma chamada na capa simplesmente não era abordado no seu interior, e se o é está tão bem escondido que não o consigo encontrar. Estranho não acham?
Não há muito tempo no Fight Club tive a oportunidade de ler um post em que o meu amigo LP considerava a publicação dos livros do Público como um Serviço Público. Na altura lembro-me de ter concordado, mas recentemente balanço nesse meu reconhecimento, não por não considerar a excelente qualidade dos livros publicados, mas sim por ter assistido a um boom de de todo o género e mais algum por parte dos jornais nacionais.
Todos os jornais (Público, JN, DN, 24 Horas, Correio da Manhã, Expresso...) decidiram começar a publicar livros uns atrás dos outros, independentemente do interesse do tema. Mal acaba uma colecção já estão a lançar outra que curiosamente é igual ou quase igual a outra do jornal vizinho.
Não vejo aqui nenhuma mais valia para os compradores, mais compulsivos e sempre sedentos de ter todas as colecções, nem mesmo para os próprios jornais.
É sabido que os portugueses, na generalidade, não lêem muito e com esta saga de edições calculo que esse número não tenha aumentado. Curioso é o facto de muitas as vezes esses mesmos compradores não folhearem o jornal arrumando-o logo de seguida. Porquê? Porque o que interessa é ter lá mais uns livros na estante e dizer que até sairam baratos.
Não sei se não seria mais vantajoso para os jornais terem as suas próprias editoras e vender os livros separadamente. Não sei se o objectivo no final é apresentar estatísticas que provem que os portugueses compram mais jornais e logo lêem mais. Não sei se existe algum "loby" da indústria do papel. Não sei se este furor por livros significa que mais gente sabe ler. Não sei.
Sei é que, com tantas promoções do estilo "Leve o primeiro grátis e caixa arquivadora" ou "Grandes Nomes da Literatura Mundial" ou ainda "Os Prémios Nobel", as pessoas acabam por ficar perdidas e querem agarrar tudo, a isto agrava o facto de as mesmas gastarem pequenas fortunaram para terminarem as mesmas colecções.
Não sei se posso apelidar isto de Serviço Público, a mim parece-me mais um novo estratagema dos jornais para fazerem mais algum dinheirito, e que se lixe o Zé!

Este é um álbum que me acompanha e acompanhou em muitas noites sem sono. Este é o albúm que deu o reconhecimento, definitivo, aos Radiohead. Este é o albúm que trouxe ao panorama musical uma nova forma de estar para e com a música. Este é um álbum que muitos gostam, e que muitos outros nem por isso. Este é um dos álbuns mais nomeados de 97.
Este é um dos álbuns que mais gosto.
Não sei se existem muitas palavras para felicitar o Paulo Querido e o Luís Ene pela publicação do primeiro livro sobre blogs,

mas ficam aqui as minhas; parabéns e obrigado! :)

A imagem e a imaginação continuam a fazer a diferença.
Um filme que, inicialmente, não prometia muito acabou por revelar-se como surpreendente, essencialmente no que toca à abordagem do lado mais secreto do ser humano.
Não há nada como ver a cara de felicidade de uma pessoa quando recebe uma prende de anos. Só isso vale a pena.
Parece então que o El Corte Inglês vai mesmo abrir uma outra loja em Portugal. Admirem-se! Em Gaia. Depois do presidente da Câmara Municipal do Porto não ter aceito a proposta os espanhóis não fizeram mais nada, andaram mais um bocadinho e fizerem a proposta a Luís Filipe Menezes. Este aceitou e agora a data de abertura está para o ano de 2005, com a criação de cerca de 1500 postos de trabalho e um investimento de 250 milhões de euros!
Não sei se não era um bom negócio para a cidade do Porto, mas talvez se contentem com a abertura da IKEA no final do ano de 2004.
Afinal 1500 postos de trabalho até nem iam fazer grande jeito, aliás nem é o Porto que por dia (em média) vê cerca de 50 pessoas a ficar sem trabalho!
Ele há de tudo senhores, de tudo!
no post "de novo amigos", sobre a libertação do ex-ministro, que tinha sido um grande golpe de marketing político, veio agora alguém dizer que "A libertação de Paulo Pedroso foi um reality show televisivo" (in Visão, 16/10/2003)
De facto só quem não quer ver a realidade é que a tapa com a peneira. Deixe-mo-nos então de tretas, força nas canetas que o melhor, ainda, está para chegar.
- "Há quem diga que o senhor é mais político do que santo. O que é que tem a dizer sobre isso?"
E o homem santo olhou para ela desviou o olhar e teve a vontade de a fulminar logo ali. Ficou incrédulo com a frase e nem se quer respondeu.
Ela, a jornalista, percebeu a momento menos bom da entrevista e tentou apaziguar as coisas, de uma forma muito correcta e discreta.
Ele, olhou novamente para ela e ouviu a pergunta que a jornalista lhe fez.
A entrevista continuou sempre com um sorriso da jornalista e com o ar incomodado do homem santo.
Isto aconteceu e foi hoje na RT1, foi na entrevista que o D. José Policardo deu à directora adjunta de Informação da RTP, Judite de Sousa.
Um padre, segundo reza a história, a tem a sua missão, e essa é servir Deus e o Homem. Mas como devemos calcular eles também são homens e logo podem ser seres políticos, assim como aqueles, os verdadeiros. E sem dúvida nenhuma que aquele que hoje esteve a falar na televisão defende os seus interesses (e que, provavelmente, serão também os da Igrela Católica Portuguesa) e esqueceu a sua representação enquanto homem santo.
Mas as coisas não são mesmo assim?
Este poderia ser um número qualquer ou o resultado de um jogo qualquer, mas não é, é sim o produto de algo que continua a dar imenso gozo em fazer e que espero continuar a concretizar, o meu blogue.
A todos deixo o meu sincero obrigado.
Ora bem, parece que a China é o terceiro país do mundo a colocar um homem no espaço e parece também que eles estão muito radiantes por esse facto, o que também não é para menos.
Calculo que a partir de agora eles comecem a pensar na colonização do nosso satélite natural, o que é óptimo pois assim vão encontrar o espaço que necessitam.
Este ano ainda não tive oportunidade de ir ao Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia, mas por referência que tenho do ano passado, estou a faltar a um grande festival.
Neste época de crise instalada nada melhor que saborear o outro lado da vida, o lado alegre e cómico.
Tenho saudades de me rir e olhar para o meu lado e ver dezenas de pessoas com a mesma disposição. Já tenho pouco tempo, tenho que me apressar.
Estive este fim de semana num bar, Café Concerto em POmbal, onde o Carlos Alberto Moniz esteve a cantar. Confesso que não tive muito atento à performance do artista, mas ao contrário de mim havia muita gente a aplaudir. Descobri, entretanto, que ele é açoreano e que tem orgulho de o ser e que não se cansa de promover a música popular dos Açores.
Não o ouvi atentamente, é certo, mas sei que tem orgulho naquilo que é. Para mim é razão suficiente para o aplaudir.
Por qualquer razão todos nõs já estivemos envolvidos em reuniões e provavelmente durante esse período passaram-nos muitos pormenores que acabam por ser deveras importantes.
Existem muitos sinais exteriores de comportamento que nos indicam de como é que a pessoa está naquele momento, quer em termos de auto-confiança quer em termos de receptividade aos assuntos expostos.
Além destes factores, que a psicologia tão bem explica, há aqueles sinais que perspassam através das palavras e esses sim são realmente muito significativos.
É comum, também, termos uma ideia pré-concebida de alguém e essa imagem sofrer alterações pela simples razão de a ouvirmos falar. (Aqui pode-se aplicar aquele mito urbano de que as pessoas bonitas quando abrem a boca não dizem nada de jeito e assim acabamos por fica com uma imagem negativa da mesma.)
Podemos então perceber, através desses contextos, a personalidade das pessoas. É um facto. Mas para isso é necessário estarmos muito atentos aquando da nossa participação em reuniões com pessoas de decisão, pois é vulgar presenciarmos atitudes contraditórias num curto espaço de tempo, chegando mesmo a haver a negação de determinados actos ou afirmações.
Ter a consciência deste jogo de interesses é determinante para o nosso funcionamento e para o nosso relacionamento com os outros, e dá-nos a oportunidade de, em futuros acontecimentos, saber que postura temos e devemos adoptar.
A informação verbal e não verbal assume-se, então, como uma forma de descobrir carácteres.
Nos entretantos para relaxar, e como isso é importante num final de dia de trabalho, nada melhor que ouvir música.
Recentemente, tive acesso a quatro álbuns desta colecção e ainda bem. Uma simbiose de estilos que, combinados, dão o ambiente perfeito para estar descontraidamente a fazer qualquer coisa, como por exemplo escrever.
Tenho assim o Budha Bar I, II, III e IV para ir ouvindo e apreciando.
Há dias assim.
Ora como estamos em época em que muito se faz e por vezes sem razão aparente, convém estar a par da atribuição dos últimos prémios, IG NOBEL 2003 (versão satírica dos Prémios Nobel atribuídos pela Academia Sueca),
organizada pela equipe da revista de humor científico "Annals of Improbable Research" e que teve lugar no Sanders Theatre, na conceituada Universidade de Harvard, este mês. Assim e para gáudio dos demais aqui vai:
IG NOBEL da Biologia para:
C.W. Moeliker, do Museu de História Natural de Roterdão
Apresentou o primeiro relato de um caso de necrofilia homossexual entre patos da espécie Anas platyrhynchos
IG NOBEL da Física para:
Dois australianos que apresentaram a Análise das forças requeridas para arrastar ovelhas em várias superfícies
IG NOBEL da Química para:
Um japonês que investigou a composição de uma estátua de bronze que, misteriosamente, não atraía pombos.
IG NOBEL da Medicina para:
Os cientistas que mostraram que os taxistas londrinos têm uma parte do cérebro mais desenvolvida que o resto da população.
IG NOBEL da Psicologia para:
Os autores do artigo "A personalidade incomparavelmente simples dos políticos", publicado na Nature.
IG NOBEL da Literatura para:
Um americano que coleccionava dados meticulosos sobre quantos jovens usam boné com a aba virada para trás, quantas pessoas calçam tênis brancos e outras inutilidades do gênero.
IG NOBEL da Paz para:
O indiano que, dado como morto pelo governo, criou a Associação das Pessoas Mortas.
IG NOBEL da Economia para:
O Liechtenstein, pela possibilidade de se alugar o país para convenções e reuniões.
Outras categorias:
IG NOBEL da Engenharia para:
Os três intervenientes no episódio da definição do Lei de Murphy que postula que, "se alguma coisa pode dar errado, dará".
IG NOBEL da Pesquisa Interdisciplinar para:
Os três cientistas da Universidade de Estocolmo, autores do relatório "Galinhas preferem humanos bonitos"
Ora aí está mais uma forma de o Governo arrecadar uns euros. De facto a necessidade leva a que se explorem todas as alternativas possíveis e imagináveis, por forma a combater o défice público.
As multas, ao não comparecimento no dia pré-estabelicido por edital a afixar nos locais habituais, varia entre os 249,40 a 1 247,00 €. Ora, tendo em conta que os portugueses são normalmente distraídos, vai haver muito bom rapaz que vai ter que pagar a coima.
Mas o que interessa é que eles estejam presentes e assim fiquem despertos para uma futura carreira nas forças armadas.
Mas em última análise este valor acrescentado até vem dar jeito aos ansejos do Ministro da Defesa, aquele que teve um dos maiores aumentos no OGE (Orçamento Geral do Estado), pois assim acaba por ter mais uns cobres para gerir. Pode ser que assim consiga pagar a pronto pagamento os tão ambicionados helicópteros e até quem sabe os submarinos!
Veremos senhor ministro.
As editoras andam aí. Preparem-se, podem ser o blog que se segue.
Mais um fim de semana e com ele as leituras mais ou menos na diagonal. São sempre muitas as notícias e crónicas que surgem, e eu continuo a ter alguma dificuldade em seleccioná-las, mas há sempre aquelas a que nós nos fidelizamos por alguma simpatia que nutrimos por quem as escreve.
Neste caso é o Pedro Rolo Duarte, director da revista Dna, que me levou, desta vez, a questionar os gostos de coisas que julgo gostar.
Ele conseguiu, desta vez, de forma muito simples apresentar ideias, mais ou menos comuns, mas que aos comuns é difícil quer aceitar quer alguma vez pensar, e logo questionar.
Assim e na mesma linha de pensamento, da crónica desta semana, será útil perguntar: porque é tão difícil aceitar a ideia de mudar de clube de futebol?
Estudos recentes mostraram que a publicidade através de sms é potencialmente mais efectiva do que através dos meios normais de promoção (televisão e rádio).
Para mim é uma preocupação, este estudo, pois não quero começar a receber publicidade a promover produtos que, à partida, não estou interessado em adquirir.
Espero, também, que não aconteça como há uns atrás, em que a Gillete teve acesso às moradas de cerca de 10 mil titulares do Cartão Jovem e todos eles receberam amostras grátis da giletes de barbear. Recordam-se?.
Assim se estas empresas, as que explorarem esta nova forma de markting, tiverem acesso aos nossos números, arriscamo-nos todos a ser bombardeados por sms a promover: bebidas, restaurantes, marcas de telenóveis(!?), sabonetes, loções, revistas...enfim uma imensidão de produtos.
A nova era está a chegar, m-branding, preparem-se.
É o nome da uma peça de teatro do grupo ASSéDIOx2 que está no Teatro Carlos Alberto no Porto.
Gostei do jogo de palavras e emoções que me obrigaram estar atento do princípio ao fim.
Incialmente até estava com algumas reticências quanto à peça e cheguei mesmo a ponderar que, caso não gostasse, sairia sem hesitar, mas a partir do momento em que houve a primeira fala mudei de opinião.
A casa não estava cheia, mas para uma sexta-feira à noite, estava bem composta, sim senhor.
Há realmente bom teatro e bons actores em Portugal, só falta mais público. Eu estou, definitivamente, conquistado.
Hoje mais uma vez comprei a Visão e tive a agradavel surpresa de encontrar no seu interior um desdobrável relativo à nova programação da TSF.
Mais informação, mais humor, mais música e mais rádio, são o mote que me fazem crer que esta é uma estação de rádio que continua a valer a pena.
Dizem que o comércio ilegal de animais pode vir a ser considerado crime. Mas já não o é? Se tal ainda não acontece, de facto, a nossa condição humana é muito primitiva para com as outras espécies.
Será que é muito difícil perceber que, retirar os animais do seu habitat natural e mantê-los em condições miseráveis, é crime.
Passando esta realidade para o lado humano, imaginem o que era se, retirassem um filho a uma mãe e o colocassem num Centro de Acolhimento de menores e este fosse deixado ao abandono e fosse tratado, também, miseravelmente. Isso é crime?
Temos que ser mais abrangentes no nosso pensamente e não olhar para o mal trato aos animais como uma coisa vulgar. Afinal se assim fosse porque andariam a discutir na Assembleia da República a legislação sobre o abandono dos animais por parte dos donos.
Afinal, ainda se faz alguma coisinha, mas pouco, muito pouco.
Penso que recentemente toda a gente passou a saber que fumar mata, que provoca problemas respiratórios, que provoca o cancro pulmunar mortal, que provoca impotência, que faz mal aos que não fumam, que...
Mas as coisas não ficam por aqui, a seguir vêm as imagens alusivas ao tema.
Se forem tão bem pensadas como estas frases, calculo que as pessoas deixem mesmo de fumar e até, quiça, começarem a fazer exercício físico.
Campanhas de Prevenção desta natureza esperam que resultados?
Hoje saiu da Prisão Preventiva o deputado e ex-ministro Paulo Pedroso. Por impossibilidade de acompanhar a passo e passo as notícias já soube do facto à noite e tive, mesmo assim, a oportunidade de ver a sua chegada quer à Assembleia da República quer à sede do PS, no Largo do Rato, em Lisboa.
Ao ver as imagens saltou-me logo uma questão: será que todos aqueles que o saudavam de forma tão calorosa e fraterna, em algum momento pensaram ou disseram, que o Paulo era culpado?
O momento é certo era de festa, mas não creio que todos estivessem de igual forma satisfeitos.
O dr. Paulo Pedroso, esteve, no meu entender bem, pois aproveitou a sua saída para fazer uma entrada de charme. Muito sorriso, muito abraço e acima de tudo muita postura. O markting político faz-se até nas mais imprevistas ocasiões.
Ler antes de dormir é terapêutico, faz bem à saúde e à alma e ao génio.
Tenho que cultivar mais este hábito, esta terapia e vou fazê-lo com um clássico, hoje, "Elogio da Loucura", de Erasmo "de Roterdão".
Hoje, e há muito que o desejava, consegui ver o noticiário da SIC e da TVI, para dessa forma conseguir comparar as prestações dos comentadores dos diferentes canais.
Cada um a seu estilo, comentam os factos relevantes, positivos ou negativos, da semana, de uma forma analítica nuns casos, noutros algo tendenciosa, mas de forma muito inteligente e concreta.
São políticos é certo, mas acima de tudo são pessoas que tentam fazer ali o seu melhor. A eles, parabéns.
No Público de sexta-feira vinha uma notícia que anunciava que ia existir em simultâneo, Lisboa e Porto, uma feira em que os livros iriam estar a preços aliciantes.
Hoje aproveitei para ir ver isso mesmo, mas confesso que fiquei desiludido, bastante até, existiam livros sim, mas a quantidade era demasiado reduzida para as minhas expectativas e os visitantes contavam-se pelos dedos das mãos.
Não sei o que aconteceu, se foi a iniciativa que correu mal ou se as editoras não têm livros em stock que lhes interesse vender.
Espero voltar lá, e desta vez ficar mais bem impressionado, até porque vi lá um livro do Hermann Hesse, "O Lobo das Estepes", que quero comprar.
Há uns tempos atrás um associação francesa, KEO, teve a ideia de mandar para o espaço um satélite onde figurariam mensagens enviadas por todos aqueles que manifestassem o interesse de ficar para a posteridade.
A ideia começou a ganhar adeptos e ao que parece já tem uma série de patrocinadores de peso, nomeadamente a UNESCO, que garantem à partida o êxito do programa.
Confesso que acho a ideia original. O projecto como referi passa por as pessoas enviarem mensagens, no máximo quatro páginas, para serem gravadas, enviadas para o espaço e daqui a uns largos anos, as mesmas regressarem e serem lidas, ou não.
Vale pela ideia e por todos aqueles que aderiram...eu ainda estou a pensar nisso.
Desde há muito que ouço falar sobre a não colocação dos professores nas escolas e principalmente em colocações que não eram de eleição dos mesmos. Todos os anos é uma catrástrofe nacional, quer pela quantidades de professores que ficam por conta do subsídio de desemprego quer porque, eles, têm que palmilhar o país para encontrarem algum horário por preencher. Entendo que seja aborrecido o ter que andar de um lado para o outro e mais ainda ficar sozinho numa terra onde não se conhece ninguém, mas o que não entendo é o porquê desse problema ser transformado rapidamente em algo de transcendente e de problema nacional.
Se bem me recordo a opção de ser professor é individual e opcional, isto é, ninguém vai para professor na ilusão de que vai ganhar muito dinheiro ou que vai ter o futuro garantido sem trabalhar. Recordo-me também que não é obrigação do Estado ser uma alternativa obrigatória para todos os professores e muito menos para todos os sectores de actividade, se assim fosse a máquina da função pública apresentaria números inestimáveis.
Calculo que os professores quando terminam o seu estágio, e falo da grande maioria, espera que o estado lhes resolva o problema de colocação, logo de trabalho efectivo, o que, na minha opinição, é desde logo um pensamento de tratamento desigual.
É tempo de todos os que pretendem ir para o ensino superior, na perspectiva de serem professores, e todos os que já são, perceberem que não é, nem deve ser, o Estado o salvador da sua condição (é sim totalmente legítimo questionar o porquê do Governo anualmente abriar vagas para os respectivos cursos).
É então legítimo aparecerem profissionais de outras áreas a exigirem o mesmo tratamento e a mesma atenção por parte do Governo, visto que a responsabilidade é a mesma.
Sinceramente, os professores deveriam ter uma postura de maior flexibilidade até porque o mercado de trabalho exige isso mesmo, quer mental quer física.
Sempre ouvi histórias de pessoas que, por um qualquer motivo, ficaram fechadas dentro de elevadores. Sempre tentei imaginar qual seria a sensação e como é que eu reagiria numa situação dessas, mas o facto as tentativas ficam sempre àquem de qualquer situação real.
Mas, como em tudo, há sempe uma primeira vez e eu tive essa experiência, que confesso que não foi, totalmente, positiva, não que eu sofra de claustrofobia, nada disso, mas não estava sozinho. Então além de mim, então, estavam duas senhoras e duas crianças e foi devido às duas senhoras que a coisa se complicou, isto porque começaram logo a imaginar o pior e a dizer que se estavam a começar a sentir mal e que uma das crianças, a mais nova, sofria de falta de ar.
O espaço era exíguo, a estabilidade do elevador não era muita e os técnicos até nem demoraram muito a chegar, mas a falta de capacidade de controlo por parte de algumas pessoas pode, sem dúvida, precipitar os acontecimentos.
Mas agora já sei o que é ficar fechado dentro de um elevador e se pudesse escolher tal não voltaria a acontecer.
Será que me arranja uma vagazinha no superior?? Ande lá, não custa nada, basta contornar a lei. Olhe que até sei que o senhor fica sempre de consciência tranquila, por isso não custa nada.
Demorou para acontecer uma destas mas aconteceu. Não é de agora que existem facilitismos no acesso ao Ensino Superior, a diferença é que só havia suspeitas agora há factos.
Na realidade até aquando da minha candidatura aconteceram algumas coisas supeitas nomeadamente no número de vagas existentes. Isto porque no dia antes tive acesso às vagas e no dia em que foram afixadas as mesmas apareciam com números diferentes. Não sei o significado, mas é realmente incomodativo.
Os concursos que existem em Portugal ainda não conseguem competir com os internacionais, assim os artistas que pretendam participar nesta Bienal de Artes Plásticas sabem que, o vencedor recebe um prémio no valor de 42000 euros e que podem participar em três áreas distintas: Pintura, Fotografia e Vídeo. O prazo limite para o envio das obras está a acabar, 10 de Outubro, mas julgo que vale a pena. Depois ainda vão editar um catálogo com as obras escolhidas o que permite a ideia de internacionalização e projecção mais rápida.
E o Nobel da Literatura vai para....John Michael Coetzee!!!
E pronto mais um Nobel atribuído este ano, mas ainda faltam o da Medicina, Física, Química, Economia e Paz. É certo que, nestes, não vejo qualquer tipo de hipótese para qualquer português, mas no da Literatura a coisa já não era bem assim, havia como é normal uma lista, mas nela constava, ao que sei, um português, António Lobo Antunes e por questões de distribuição equalitativa não poderia vir para Portugal. Contudo em todo este processo existe algo que não me é perfeitamente claro. Como é que um prémio destes se diz independente e acaba sempre por sofrer influências políticas para a atribuição dos mesmos prémios? Se realmente assim fosse qual seria o problema de atribuir de novo o prémio a um escritor português? Não interesse a qualidade do autor, obra e a sua profundidade? Ou interessa realmente mais agradar a gregos e troianos?
Temos, para contrapor, o caso do Nobel da Economia, que nos últimos 3 anos foi atribuído a cidadãos americanos (resalva-se o de 2002 que também teve um cidadão Israelita).
Quanto a mim a filosofia de base da atribuição dos nobeis, e principalmente o da Literatura, deveria de ser revista pois apresenta um conservadorismo exagerado.
Será que também aqui existe uma discriminação negativa?
Vinicius de Moraes é um dos poetas e músicos mais incontornáveis do Brasil tendo sido o principal percursor da Bossa Nova. Depois de ter estado a ver a entrevista com o Gilberto Gil senti vontade de o ouvir, Vinicius, e me deliciar com os seus poemas cantados por Maria Creuza e Toquinho, admirável.
Fiquei, recentemente, também surpreendido quando tomei conhecimento que toda a sua obra iria estar disponível na net. É verdade, a família de Vinicius de Moraes decidiu tornar acessível a todos a obra deste grande homem das artes.
De tantas músicas que compôs era dificil estar a seleccionar uma, mas quer pela sua letra quer pela sua musicalidade decidi que "A FLOR DA NOITE", seria uma boa opção.
flor da noite
Vinicius de Moraes / Toquinho
Na solidão escura
Do velho Pelourinho
Matilde, a louca mansa
Vivia mercando assim:
Olha a flor da noite ...
Olha a flor da noite ...
Seria a flor da noite
A luz da estrela solitária
A tremular tão pura
Sobre o velho Pelourinho?
Ou o som da voz ausente
Da menina triste
Que mercava o seu triste descaminho:
Olha a flor da noite ...
Olha a flor da noite ...
Ou seria a flor da noite
A face oculta atrás da aurora
Por quem o homem luta
Desde nunca até agora
A louca aprisionada
Pelos monstros do poente
E que avisa e grita alucinadamente:
Olha a flor da noite ...
Olha a flor da noite ...
© Tonga Editora Musical LTDA
in "Toquinho e Vinicius"
Hoje decidi ficar em casa a ver televisão por alternativa a ir ao shopping ver umas coisas para a casa, e ainda bem que o fiz. Já sabia que o Gilberto Gil era um grande senhor da música brasileira e um reconhecido intelectual, pelas ideias que tão sabiamente sabe defender, mas não sabia que era uma pessoa tão humilde e agradavelmente simpático. Fiquei, realmente, muito surpreendido até porque o ouvi a definir-se, em termos ideológicos, no eco-socialimo, baseando-se nas ideias do sociólogo Boaventura Sousa Santos.
O homem que pôs o Secretário Geral da ONU a tocar, tocou de forma muito positiva a entrevistadora Judite de Sousa, arrisco a dizer que ela estava a fazer umas das entrevistas que lhe deu mais prazer nos últimos tempos pois conversar com o Ministro da Cultura Brasileiro de uma forma tão informal contrasta com a forma rígida e conservadora com que se fala com os nossos políticos, quase em excepção.
Conhecem esta frase? Acho que é das mais proferidas, neste momento, em Portugal. A prova de que coisas simples ficam igualmente no ouvido. O Pedro Tochas tem este dom, dar uma outra vida às palavras.
Eu agora também estou que nem posso, tenho que dormir!
Maria e Gil vão estar no Coliseu no Porto e eu, eu provavelmente não vou estar, mas sei que vou perder um espectáculo único. Ela irmã do Caetano, ele amigo de Caetano, Caetano fã de Gil e Maria. O que há para dizer? A juntar só mesmo o ministro da cultura brasileiro, aquele que contou e tocou com o secretário geral da ONU!
Não te conheço Pessoa
Mas desejo-o tremendamente
O que se escondia trás dos óculos?
Porquê esse bigode totalitarista?
Que loucura te invadia
Desde que acordavas até ao acaso?
Um corpo delgado te envolvia
Numa altura de pequenos seres
E todos te reconheciam como mestre
Mestre só post mortem.
Tinhas um grande sonho
E demorou tanto que só o tua memória se lembra.
A televisão portuguesa continua a surpreender e a dar o seu maior contributo à cultura de massas. E exemplo disso é o mais recente programa da SIC, Ídolos. Tive a oportunidade de ver uma vez a selecção dos participantes e fiquei boquiaberto. Como é que é possível aqueles seres se prestarem àquelas performances, e o júri como é que indivíduos daquela tarimba aceitam ser expostos assim assumindo posições e comentários meramente de ocasião e totalmente rídiculos.
Não sei se as pessoas ao verem aquilo pensam que aquela deve ser a forma de procedimento quando alguém lhes perguntar se têm jeito para alguma coisa. Nunca se sabe, mas naturalmente há quem passe a agir daquela forma, garanto.
Mas as audiências, que já tinham o Big Brother, não necessitavam de nada disto, muito menos as pessoas coitadas, ao que elas se sujeitam.
Até consegui rir com todas aquelas apresentações fantásticas, o que calculo que não seja muito correcto afinal gostaria eu de saber que outros estavama rir à minha custa? Sim se fosse um palhaço.
Ela apareceu por aí e rapidamente recolheu uma série de simpatizantes. Ouvi a dizer: Ainda bem que veio a chuva, estavamos mesmo a precisar, ela faz falta, é tempo dela, tivemos um Verão tão quente...
Não sei porque é que as pessoas mudam tão depressa de opinião. Se está sol é porque devia de chover e vice-versa. Decidam-se senhores.
Eu pessoalmente não tenho nada contra ela, aliás até gosto muito de chuva, embora não goste nada de andar com o esse adereço sazonal, o guarda-chuva, mas ainda é tão cedo. Julgo que preciso de mais sol, o sol transmite energia e eu agora preciso de muita.
Antes do Outono vem o Verão e com ele uma série de memórias agradáveis. Tive a oportunidade de crescer perto de um castelo com uma mata, agora parcialmente e incompreensivelmente, cortada e na mesma havia uma série de pinheiros mansos. Ora como é sabido os pinheiros mansos dão pinhas e as pinhas dão um fruto que é delicioso, os pinhões. Perdia tardes e tardes a olhar para o chão com um pauzito na mão, ou então recorrendo só aos dedos, a vasculhar a caruma para por fim encontrá-los no meio da terra já meio enterrados. No final do dia ia para casa satisfeito com a colheita e assim já ficava distraído no dia a seguir, pois tinha que os partir para cozinhar as receitas que às escondidas, da minha avó, fazia no fogão.
E os pic-nics que se estendiam tarde fora com a família? Muito bons, mesmo que no final acabasse a chorar por não querer regresar a casa e querer ficar na brincadeira mais um tempo. A par disto vinham os jogos de futebol com os amigos lá da rua. Os dia eram mais longos do que agora.
O Outono faz-me sempre recuar no tempo até à minha infância, até ao meu primeiro dia de aulas, até à agitação louca do primeiro intervalo , até à mala e aos livros que levava dentro da mala. Recordo-me perfeitamente da minha entrada na sala de aula e de como tudo aquilo me pareceu estranho e intimidatório, facto agravado por nunca ter frequentado o infantário, da professora e da cara de alguns dos meus colegas, tão assustada quanto a minha.
Lembro-me também que a noite descia muito rápido, e que os dias eternos de Verão tinha ficado adiados atá ao próximo ano, lembro-me das folhas a mudar de cor e das primeiras gotas de chuva que nos indicavam que a roupa tinha que ser diferente, e isso até me deixava triste porque gostava de andar à vontade e sentir o vento a bater no corpo, e das castanhas assadas ou cozidas.
O Outono sem dúvida que promove viagens altamente agradáveis. Para mim é uma estação diferente das outras, todas as são claro mas esta..., talvez seja o espírito com que se olhe as coisas.