finalmente consigo editar um post a partir do meu computador de casa, finalmente!
agora calculo que a regularidade seja outra, a ver vamos.
mas nunca julguei ficar tão, agradavelmente, contente por ter internet em casa, porquê? será que comecei a sentir, realmente, a necessidade diária de escrever e saber que há pessoas que me lêem? não sei, mas tudo o que interessa saber, este sentimento não o quero explicar só sentir.
Eu sempre me questionei porque é que as pessoas falam tanto em levar livros para ler nas férias. Eu percebo a justificação das mesmas quando dizem que o fazem porque querem pôr em dia a leitura que ficou para trás ao longo do ano. Até aí tudo bem, as pessoas se têm essa vontade então porque não, mas o que me intriga é a teimosia das pessoas. A maioria delas levam os livros mas não os lêem e até acontecem coisas curiosas, por exemplo, compram mais livros (visto que têm mais tempo livre), para lerem quando tiverem tempo, o mesmo será dizer que só nas próximas férias.
Além disso ainda temos que "gramar" com uma série de revistas e jornais que indicam uma série de livros a não perder ou então fundamentais ou ainda de leitura obrigatória, porquê?
Calculo que as pessoas, assim, deixem de ter os seus verdadeiros interesses e leiam o que os outros, sempre reconhecidas personagens da cultura, indicam.
Os amigos nisto também têm a sua influência, quando falam num livro e nos dizem:
- tens que ler pá, o livro x é altamente, vais gostar e a história, a história é...experimenta ou então num tom mais intimista:
- olha ando a ler um livro muito interessante, acho que também ias gostar.
O que acontece é que aceito melhor este tipo de influência, é mais genuíno, é mais próximo.
E eu? Eu não sei se levo livros para férias, pois não quero andar com um peso atrás e depois chegar ao fim e pensar, andei com os livros para ler só que não tive tempo nenhum. Tenho que os ler.
Tenho que me lamentar pelos erros de gramática que se dão, aqui ou em qualquer outro formato onde apareça a lingua portuguesa. E, provavelmente, contra mim falo.
Calculo que, aqui, a maioria seja por uma questão de rapidez de escrita, mas outros apresentam algum desconhecimento das palavras ou expressões em causa.
Julgo que esta comunidade só tem a ganhar se todos tivermos cuidado aquando da publicação dos posts. Vamos, também, aqui defender a nossa língua.
Não sei se existem muitos divorciados nesta comunidade, mas tendo em conta as estatísticas apresentadas periodicamente, acredito que aqui também haja um número significativo de seres com esse estatuto. Mas, e acreditem, alguém já pensou nessa fatia da população portuguesa, nas suas necessidades, dos seus desejos, das suas dificuldades, das suas fantasias, enfim pensaram em tudo, ou quase, para facilitar a vida a um divorciado. E porque só falo em divorciados, onde estão as divorciadas? A verdade é que o local a que me refiro é exclusivamente para homens e as mulheres são preferencialmente afastadas, para bem longe.
Não posso deixar de referir que conheço as pessoas que estão por detrás dessa ideia, que começa a ganhar cada vez mais adeptos e visitantes, e por isso sei que tem qualidade e potencialidades para continuar a crescer, mesmo que para isso se sirva da grande taxa de divorciados existente.
A criatividade ainda demonstra grande actividade por aí, por isso deixo o desafio e quebro aqui a regra, visitem, homens e mulheres o espaço é para ser fruído.
Areia, um dos maiores tormentos da praia, mesmo para quem gosta dela. Entra em todo o lado, mal educada!, sem pedir licença. Entra, instala-se, cola-se e ali fica imóvel e impávida.
É tão leve que o vento a afasta para junto de nós e depois temos que erguer barreiras para a parar, e enquanto isso os meninos, molhados, rebolam-se e agitam-se de contentamento.
Haja paciência para a areia, afinal somos nós que vamos para o meio dela.
Até tinha um deus, tal é a sua preciosidade.
Branco, tinto, verde, rosé, o que interessa é que seja vinho, bom de preferência e que haja con fartura.
Há uma música, inclusivamente, que reza assim, "pão e vinho sobre a mesa...", e é nesta aceitação cultural que ele vive descançado, quase intocável, enquanto as famílias que o têm sobre a mesa, ou não, destruturam-se e ganham doença.
O Baco não tem culpa e as uvas muito menos, ele existe, o vinho, para ser bebido e desfrutado, e assim deve continuar. Desfrutável.
gosto de verde nos olhos
e de preto e de castanho e
de azul e de cor de avelã e de acinzentado
e
gosto de castanho nos cabelas
e de preto e de cajú e
de violio e de acobreado
e
gosto de castanho na roupa
e azul e vermelho e preto
e cinzento
e
gosto do azul do céu e do vermelho
e do laranja e do rosa
e....
Vi agora um filme. Não sei quem é o realizador, os nomes dos actores, do argumentista, do designer gráfico, do fotografo, do produtor, do aderecista...não sei nada disso. Questiono-me agora como é que há pessoas que utiizam o seu tempo a saber todos estes pormenores, adiante.
O filme, recomendado por um familiar, primo, é de série B e baseia-se numa história que, supostamente, deveria de ser de terror, mas não passa de um agradável filme de suspense.
É nisto que gosto nos filmes, eles permitem-nos fazer uma avaliação muito própria, até mesmo redefenir-lhe o género. Outra das grandes curiosidades dos filmes é a sua tradução, títulos entenda-se, pois encontram-se verdadeiras pérolas, onde este "Nona Porta" se inclui.
Escrevo nas mãos da Claudia Clemente, assim mesmo, sem acento a carregar o «a».
Não a conheço, apenas sei que ela é arquitecta e que tem umas mãos lívidas. Talvez por isso senti-me atraído em fazê-lo, um sentido de honra a uma desconhecida.
Tapam-lhe a face por completo, mas entre as finas mãos vislumbram-se uns lábios vermelhos, nuam fotografia a preto e branco.
Está só,
e viro a página e vejo um jogo de mãos.
Agora acho que escreve, bem?, não sei,
e continuo a folhear com os meus dedos as folhas das mãos dela.
É nas noites sem sono que aproveito para escrever. Normalmente escrevo muitas coisas e no dia a seguir, quando as leio, acabo sempre por ter que seleccionar alguma coisa. Às vezes quando releio o que escrevi encontro frases em que o sentido ficou completamente esquecido mas outras continuam a fazer todo o sentido do mundo.
Não é frequente este estado de quase insónia, felizmente em termos de saúde, infelizmente em termos de produção criativa, por isso tendo agora a aproveitar e passar para o papel o que me vem à cabeça, mesmo que depois seja obrigado a ignorar tudo.
a noite continua lá fora em movimento
parece que não mexe
mas devagarinho levanta-se
e emigra para outras terras
até nisso a noite é misteriosa
ficamos sempre a pensar onde é
que ela vai a seguir
não é difícil porém, basta saber
as diferenças horárias
mas queremos nós saber disso?
que se lixe
é sempre tão melhor
imaginar onde estará ela a seguir
e assim poder jogar
um jogo que não nos
cansamos de repetir
talvez por isso não me
preocupe
a noite amanhã está aí outra vez
Estive a penar no que representa a moda para mim e cheguei à conclusão que não representa muito.
Não sei se devo ou não ficar contente por isso ou se é positivo ou negativo, mas é certo que a moda que a moda não exerce sobre mim grande influência. Não sei se é por resistência, se é por considerar outros valores mais importantes ou ainda porque economicamente seria insuportável.
Mas a moda não se faz só de roupa, ela faz-se de palavras, actos ou misões e também por essa razão não sou atraído. Então o que sou? Um ser amodal? Julgo que não me poderia reduzir a isso. Sinto interesse pelo que é novo, pela mudança, pelo desafio, mas não me reduzo à tentação de ter por ter ou ter por imitação contudo aprecio moda e muitaz vezes imagino como seria se..., gosto de saber quem é o quê e porquê.
Talvez as pessoas não devam ser azuis ou amarelas, às pintas ou riscas, ou ainda de seda ou sarja, talvez a moda passe por ser original. Se assim for estou em primeiro nessa moda, mas assim como eu acredito, também, que muita gente adira rapidamente, aliás calculo e espero que seja essa a verdadeira moda.
Pis pus pás
Catrapás paz, pás
Zim zum zum
Catrafum fum fum
Singa, pinga, linga
Zunga, punga, punga
Funga, munga, punga
Xinga, finga, punha
Zigapum, zingapás, pás
Pum, pás
Pinga, pinga, pinga, pinga, pás
Pás pum, pummm
Pás
Singa, punga
pás
E depois de arranjado um tempinho consegui ler o livro quase de uma vez só. "Quem Mexeu no Meu Quejo?", é um livro que fala da mudança, da resistência à mudança, quer em termos profissionais quer em termos pessoais. É uma história muito simples, com quatro personagens muito simples na sua existência, mas muito incómodas no seu fazer. Faz-nos recordar muito dos nossos momentos, como agimos e como muitas vezes não deveriamos agir.
Além do livro ter este título "engraçado" tem como fundamento algo que nos perturba desde há muito. Mas mais não digo.
Não ganho nada em dizer isto, mas se poderem e se arranjarem um tempinho leiam o livro, é "barato", é fininho, tem desenhos, enfim tem tudo para se ler rápido. E como o tempo nos dias de hoje escasseia nada melhor que consumir esta literatura light, que por vezes também ajuda o espírito.
O tempo que temos enquanto estamos à espera para uma consulta num hospital distrital pode ser aproveitado das mais diversas formas. Eu nunca tinha pensado nisso, mas na realidade podemos fazer muitas coisas, por exemplo, jogar os jogos do telemóvel, e alguns até não são muito fáceis, ou imaginar uma conversa entre um casal que se está a preparar para ir à consulta Não vou reproduzir o que imaginei, mas asseguro-vos que foi muito emocionante, mas para não ficarem mal eu dou-vos os ingredientes:
homem - Armanálio, 67 anos, estatura média, residente numa casa sem água potável e sem esgotos, agricultor, pai de 15 filhos, apreciador de vinho desde os 7 anos de idade
mulher - Anastácia, 55 anos, estatura baixa, residente na mesma casa, agricultora, mãe de 12 filhos, religiosa confessa
Consulta de especialidade: urulogia
Preocupações: tomar banho e lavar bem as partes baixas (as partes baixas não são abastadas!!), não cheirar mal junto do médico, não chegar atrasado ao hospital, não dizer asneiras junto do médico, dizer sempre: - sim sr. doutor., tratá-lo como se fosse um deus, fazer tudo o que ele diz, não dizer os problemas que existem em casa e despachar rápido a consulta porque o campo está à espera.
Não sei se conseguem imaginar uma história assim, eu consegui e tudo enquanto esperava por uma consulta num hospital distrital.
Não sei alguma vez experimentaram pintar qualquer coisa. Acredito que a maioria das pessoas já o tenha feito, nem que seja uma parede da casa dos pais, avós, tios ou amigos.
Mas eu refiro-me a outro género de pintura, uma pintura mais artística, com tela, pincéis e tintas. Eu nunca tinha experimentado tal coisa, mas já a tinha imaginado várias vezes ao ponto de ter rabuscado uma série de "projectos" para futuros quadros decorativos da minha casa nua. Ficaram esquecidos no papel e por lá continuam. Nunca tinha experimentado até hoje e confesso que a sensação é muito boa. Agarrei numa tela, nas tintas e nos pincéis e comecei a pintar. É certo que é uma pintura naif, sem técnica, sem requinte ou desejo de reconhecimento, mas é certo que é minha e acho que no final vou gostar muito do que vou ver.
Desde que mudei de casa que ando à procura das melhores coisas aos preços mais baixos, mas acho que me tenho decepcionado, porque tudo o que vejo ou é caro ou então não gosto. A casa continua meio nua, aliás bastante nua, e o conteúdo é o que considero alternativo, mas com gosto!
Já pensei lançar um apelo estilo "Por Uma Casa Melhor", mas calculo que não iria sortir os efeitos desejados, porque os nossos gostos são muito próprios, mas nunca se sabe!
As férias foi a melhor coisa que inventaram depois de terem cometido o pior erro, o de terem inventado o trabalho! As férias são realmente muito boas e altamente desejadas sempre que uma pessoa quer descansar ou que quer distanciar-se e conhecer coisas novas.
Ando a contar os meus dias para ter as minhas, e acho que merecidas, férias. É um pouco penoso saber que estamos tão próximos mas que ainda temos que esperar mais aqueles diazitos. O que vale é que sou paciente.
Não sei para onde vou, mas sei que vou!
Hoje vi um filme que já não está no circuito dos grandes ecrãs, mas que é um filme interessante, não tanto pela excelência do trabalho de realização, mas pela história em si mesma.”Camara Indiscreta”.
A história resume-se a pouco mais do que um homem que trabalha numa loja de revelação de fotografias e que tem em sua casa todas as fotografias de uma família que é cliente habitual da loja onde trabalha. É um homem só, sem família, e desta forma sente que faz parte dessa família, que tem como exemplar. Tenta uma série de aproximações, sempre na perspectiva de se ambientar, mas as tentativas são sempre frustradas, até que acaba por ser despedido, por o patrão ter descoberto que havia uma discrepância entre o número de fotos reveladas e o valor de caixa. Este em desespero de causa começa a vigiar a família e acaba por descobrir que o marido tem uma amante e aí termina o sonho da família perfeita. Acaba por ser preso depois de ter atentado contra a segurança de ambos.
A história parece, assim, estranha, e pode até estar mal contada por mim, mas já pensaram nas pessoas que vêem as fotografias que mandamos revelar, já pensaram que num dado momento partilhamos a nossa intimidade com alguém que não conhecemos e que podemos nem querer partilhar nada? Pode realmente ser perigoso, ou não, revelar sempre as fotografias no mesmo sítio, o que seria de repente virmos o nosso historial todo na net, por exemplo. Sabem que as lojas guardam os negativos durante bastantes anos? E se estes caírem em mãos erradas? Eu nunca vi nada disto a acontecer!, mas hoje tudo pode acontecer!
Esta é uma das editoras que reúne alguns dos grupos com os quais me identifico. Para quem conhecer Dead Can Dance, Pixies, The Breeders ou Tanya Donelly é um site a visitar. Dá sempre para ouvir umas músicas, só é pena não dar para gravar no computador e ouvir sempre que se quiser.
No Natal um amigo meu ofereceu-me o Poemário 2003 da Assírio e Alvim. Para quem não conhece é uma compilação que atribui a cada dia do ano um poema, um pensamento ou um pequeno excerto de obras de autores todo o mundo. Hoje olhei para ele e deu-me vontade de partilhar um desses poemas, sendo o que corresponde exactamente ao dia de hoje, 18.
Procuro na morte a vida,
saúde na enfermidade,
na cadeia a liberdade,
no mui fechado saída
e no traidor lealdade.
Mas minha sorte, de quem
jamais espero algum bem,
como céu estab’leceu
que, se o impossível peço eu,
nem o possível me dêem.
Miguel de Cervantes (1547 – 1616)
Antologia da Poesia Espanhola do “Siglo de Oro” – Renascimento
(tradução de José Bento)
Eu não sei o que é que acham dos, actuais, preços que se praticam relativamente aos produtos que consumimos e aqueles que somos obrigados a consumir, mas eles estão, como se costuma dizer, pela hora da morte! O melhor mesmo é fazer as refeições em casa e só de vez enquando deixar guiar-nos pela vontade. Eu cá para mim acho que depois da entrada do euro em circulação quase todos ficaram a ganhar e quem ganhou mais, foram aqueles que começaram a carregar, indiscriminadamente, nos preços, e julgo eu, sem a devida fiscalização. Eu sei que estamos no mercado neo-liberal e que o mercado é mesmo assim, mas há limites para tudo, mesmo que o produto consumido seja servido numa esplanada com o mar mesmo à frente.
Já comprei o livro que eu andava, desesperadamente, à procura, Quem Mexeu no Meu Queijo?. Agota tenho que arranjar um tempinho para o ler, de rompante, e ver se realmente não é uma desilusão...Vamos ver se eu descubro isso do queijo e quem é que anda a mexer nele ou se tenho que ser eu a mudá-lo de lugar.
não mudo o mundo
mas ele muda-se e eu mudo.
alguém o muda, quem?
o que importa saber como é que eu mudo?
como é que não mudo o mundo?
serei assim tão insignificante?
talvez não seja mesmo significante.
eu mudo com o mundo,
o mundo muda o meu mundo.
Já há muito tempo que andava para ir visitar Guimarães quer pelo facto de não me lembrar de rigoramente nada da minha visita, na altura em que andava a estudar na secundária, quer por ser agora património da humanidade e ainda, porque queria ver o espaço onde tinha sido gravado um anúncio de publicidade que passa na televisao portuguesa, a promover uma bebida, refrescante por sinal! E aproveitei este mesmo fim-de-semana para o fazer. Tenho que admitir que fiquei surpeendido com todo aquele espaço, visivelmente, bem recuperado. As casas, as ruas, os monumentos tudo está de cara lavada a convidar os turistas nacionais e estrangeiros a passar ali um tempinho bem agradável, excepto umas letras em néon, às cores, a anunciar o "Museu à Noite", uma pirosisse, entendam.
Depois de ter estado no centro histórico, que muito me fez lembrar Santiago de Compostela, fui até à Serra da Penha e fiquei a conhecer o santo do sono, Sto Elias! Uma visita magnifica sobre a cidade de Guimarães e arredores e lá dissimulado no meio o novissímo estádio de futebol!
Foi bom, ter passeado no Castelo e nos Paços dos Duques de Bragança e ter visto os actores e todo o staff do novissímo, a rodar, filme francês La Gardére.
Um dos locais de visita deste fim-de-semana prolongado foi o Cais de Gaia, mais propriamente o Bugani (sentidos despertos). Um espaço muito agradável, com uma vista privilegiada sobre a Ribeira do Porto, assim como todas as outras esplanadas dos bares e restaurantes do Cais, um serviço óptimo e um design cuidado das peças que nos vão ter à mesa, reforça mais a sensação de bem estar. Só é pena ter tido a visita de uns aguaçeiros que me obrigaram a recolher para dentro do café, mas a surpresa continuou e fui brindado com um ambiente descontraído e simpático. E por alí fiquei mais um tempo a apreciar e a descansar.
Agora tenho vontade de repetir mas com sol! E tenho vontade de visitar os outros bares e restaurantes. Possívelmente vou ao Indiano, já na quarta-feira, que por fora dá vontade de ir para dentro, a ver vamos.
Os fins de semana sabem sempre bem, mas quando têm colados a eles um feriado, que não sei bem o que comemora, tornam-se muito mais apetecíveis. Decerto que existe muita gente que aproveita estes dias para arrumarem a casa, para lhe darem um aspecto mais limpo, ora eu, e a minha casa não está assim tão má, não tive a mínima disposição para ficar a arrumar o que quer que fosse e aliei-me ao lema, Vá para fora cá Dentro. E ainda bem! Sem dúvida que o nosso país tens muitos locais dignos de registo e não é preciso nenhum livro, estilo Portugal de A a Z, para nos mostrar isso mesmo.
Mas para além dessas viagens de escape também sabe muito bem ficar em casa a ouvir música ou a recuperar as leituras em atraso.
Assim estou já à espera do próximo fim-de-semana!
É o título de um livro que dei a um amigo meu e espero pelo comentário dele. Para quem leu a Teoria Geral da Estupidez Humana certamente irá rever algumas considerações que o jornalista italiano faz neste livro que tem um título no mínimo interessante. Tantos imbecis que recebem elogios de tantos outros imbecis, e quem é inteligente e capaz, como fica?
Hoje vi na televisão Portugal a arder e lembrei-me, mais uma vez, de todos os bombeiros que arriscam as suas vidas na perspectiva de salvar o que não é deles. Fala-se tanto em tanta coisa e ainda não ouvi falar no reconhecimento de mérito e louvor aos bombeiros. Porquê? Talvez depois da tempestade acabar se lembrem disso. Lembrei-me também dos bombeiros americanos que durante o 11 de Setembro foram considerados heróis. Vamos esperar, mais uma vez, para ver.
Ontem pela primeira vez liguei para o Brasil. Nunca tinha conversado com um brasileiro ao telefone coisa que já tinha feito pessoalmente visto ter família que está lá, mesmo antes de ter nascido. Foi uma experiência diferente! Sem dúvida que os brasileiros têm uma facilidade de comunicação muito diferente da nossa, mais ligeiros, mais amigáveis, mais eles. Estive a falar com um responsável de uma organização brasileira sediada na Amazónia, que promove um trabalho muito interessante, e senti que falava com alguém que já conhecia há muito tempo. É certo que os brasileiros têm muitas piadas sobre os portugueses, mas não posso deixar de lhes achar piada...são realmente mais alegres que nós.
Recentemente foi também para o Brasil uma pessoa que eu acompanhei durante algum tempo, por questões profissionais, foi satisfeito pois ia ter com a esposa dele. Convidou-me para ir lá sempre que quisesse, que tinha lá cama, tinha boa comida e uma visita guiada em Fortaleza. Ele é português, mas o espírito dele já era brasileiro, a alegria que imanava era brasileira.
Brasil?? Nunca se sabe, a ver vamos!
Jazes no meu quarto,
a um canto
sempre com o mesmo olhar,
a mesma expressão,
a mesma indiferença,
não sei porque vives assim.
Julgas que me dá prazer ver-te assim?
Olha que não.
Olho-te e estás imóvel, quase podre,
mas continuas com a cor da morte eterna
que, até te cai tão bem.
Eu continuo a fazer tudo o que sempre fiz.
Tu, inerte como o sol explodido
colaste-te ao pó que vagueia por aqui.
Que importa enquanto vivo?
Já puseram a vossa imaginação a funcionar? Não? Então façam o seguinte exercício: quando forem a andar na estrada, de carro, reparem nas travagens que estão gravadas no asfalto. Algumas apresentam configurações estranhas, e levam a pensar: o que é que aconteceu aqui? Eu pensei. Pense você também.
Era corrido o ano de 1995 e ali estava eu no primeiro concerto SuperBock SuperRock que se realizou. Foi um cartaz magnífico, recheado de grupos que pela primeira vez pisaram solo luso e que deram vida ao cais de Alcântara em Lisboa. Vi Cure, Morphine, Faith No More...Young Gods, e quantos mais? Ainda guardei o cartaz, religiosamente, durante uns tempos, mas depois com as arrumações de casa foi-se! e que pena, agora teria guardado aquele mesmo cartaz, de novo religiosamente.
Mas de um momento para o outros os festivais multiplicaram-se, muito pela política de markting das empresas nacionais de cerveja, e dos telemóveis e das rádios e de organizações mais ou menos conhecidas ou então de pessoas com conhecimentos no mundo da música e isso veio trazer ritmo aos nossos dias. Vêem- se agora pessoas a correr o país de lés a lés para estarem nos festivais todos, todinhos. Já pensaram que isto mudou a vda dos portugueses? É verdade, mudou, agora até há pessoas que marcam as férias para coincidirem com os festivais. E o dinheiro que movem, e as modas que promovem, lembram-se daquele que de um momento para o outro pôs o país a gritar: Ohhhhhhhhhh Elsaaaaaaaaaaa!!! Ohhhh Elssssssssssaaaaaaaaa! Lembram-se? Eu lembro.
Os festivais vieram, definitivamente, mudar a nossa vida. Que bom! Festivais, sempre.
Mais uma vez fui na minha viagem quinzenal, por aí a baixo rumo a sul. Por uma questão de poupança opto quase sempre em ir pela estrada nacional e desta vez o cenário com que me deparei foi deveras diferente. Como é sabido os portugueses têm uma fé muito "apurada", principalmente aqueles que vão todos os dias à missa e logo depois de passar a porta da igreja vestem a sua pele de pecador e logo de seguida começam a comentar a vida alheia. Mas não é sobre estes cristãos que falo, é sobre aqueles que todos os anos se lançam em mais uma aventura, ou melhor em mais uma promessa. Falo dos peregrinos. O destino é fácil de calcular, Fátima, o prometido novo concelho de Portugal, aquela terra que viu Maria por diversas vezes e que viu também mudar o nome de região de Turismo...só por causa de Fátima.
Devo dizer que foi uma viagem impressionante, quer pelo número de pessoas por quem eu passei quer pelo modo como as mesmas se apresentavam, umas com vestidos de domingo!, outras vestidas à rigor de promessa (sandália, calção, mochila, colete e um pau), outras quase sem roupa ou então umas sozinhas, outras com toda a família, outras com os respectivos filhos ou simplesmente com @ companheir@, ou então a arrastarem-se já sem poder andar, outros em ombros, outros com as pernas repletas de ligaduras, outros ainda a correr, outros ainda cheios de força para andarem mais uma centena de quilómetros, eu sei lá...imaginem!
Mas não fica por aqui. É que falar de peregrinos envolve, obrigatoriamente, todo um staff que fazia inveja a qualquer prova organizada. Mas desorganizados estavam eles todos. Era visivel ao longo da estrada dezenas de viaturas paradas na berma da estrada, umas sinalizadas, outras paradas em sentido contrário à marcha, outros sinalizadas, outras então em comitiva!
E a segurança de toda esta fé? As pessoas, e não condeno a sua vontade espiritual, arriscam as suas vidas no sentido de poderem cumprir as suas promessas ou então a promessa de alguém (também acontece!), mas não seria um acto de coragem se a Igreja Católica olha-se para estas pessoas de uma forma diferente e quem diz a Igreja diz também o próprio Estado. Digo que durante a viagem não vi uma Brigada de Trânsito ou uma simples ambulância! Não é estranho? Não é estranho que a todas estas pessoas que vão gerar uma riqueza de milhões não seja dada uma assistência capaz, responsável e digna? Porquê?
Serão as pessoas na sua humilde fé exploradas, não se podiam pensar em trilhos próprios para que assim andassem em segurança nas estradas?
Talvez, talvez pensar seja uma iluminação divina que esteja atrasada em algumas mentes.
Descobri Yann Thiersen por acaso. Nunca tinha ouvido falar nele até ter visto o filme "O Fabuloso Destino de Amelie Poulin". Gostei, muito, mesmo muito. Andei a descarregar da net, Kazaa, músicas para conseguir compilar um cd, mas nunca consegui reunir um cd completo. Entretanto soube que ele vinha a Portugal, mais precisamente à Figueira da Foz, fiquei eufórico e estava com vontade de sacrificar uns euros para o ir ver. Desisti, 20 € derrubaram-me e adiaram essa vontade. Recentemente veiculou-se que ele estaria novamente em Portugal, desta vez em Coimbra, mas não passou de um boato. Continuei a desejar ter um cd, a comprar um cd, mas o momento ainda não se tinha monstrado o apropriado, até ontem.
Ontem comprei um cd do Yann Thiersen, o Le Phare (O Farol), e é sublime, muito bom mesmo.
Valeu o tempo de espera...agora, agora quero ter outro!
Recentemente aconteceu um episódio na televisão portuguesa que, julgo, ter passado ao lado da maioria dos portugueses. Um programa que estava em edição diária à cerca de 7 anos de um momento para o outro eclipou-se. Falo do ACONTECE.
Posso dizer, com sinceridade que não o via diariamente, mas reconheço o seu valor. reconheço o valor do apresentador e da equipa, que diariamente, apresentava e fazia chegar o programa a todos aqueles que, através dele iam sabendo das últimas sobre as várias vertentes das artes. Que programa conseguiu reunir tantos ilustres, das artes, como o ACONTECE? Nenhum. Mas mesmo assim, e por força de reestruturações discutíveis, desaparece.
Espero que, rapidamente, alguém tenha a lembrança de restituir à televisão um programa com aquela qualidade. É que a cultura também nos pode chegar através do grande ecran. Acredito que foram muitas as pessoas que através daquela meia hora seleccionaram e tomaram conhecimento de autores, dramaturgos, cineastas,actores, performers... mas isso é irrelevante porque as audiências não legitimavam a continuidade de algo que não dava lucro, não era um novela ou filme em que nos intervalos se podiam passar dezenas de spots publicitarios. Ah capitalismo desenfreado que não olhas a meios para atingir os teus fins. Mas existem fins, assim como o do ACONTECE.
Hoje foi um mega espaço comercial, e como me senti tentado!! Lojas, pessoas, produtos, cores, luzes, cheiros, tudo serve para conquistar o consumidor, que se não tomar atenção é conquistado por uma avalanche de marcas, que tantas vezes não correspondem à mensagem associada. Eu?, eu também me senti tentado, mas por uma questão de bom senso e falta de liquidez financeira controlei-me.
Consumo
Eu não vejo o consumo como um problema, o problema é o que está associado ao consumo e como ele é feito. Querer comprar o último modelo de DVD com dolby surround associado a uma televisão de plasma (quem me dera!), é sem dúvida aliciante e tentador, mas ter esta atitude numa postura de simples competição com o amigo, conhecido ou colega de trabalho parece-me ridículo. A sociedade de consumo trouxe mais alternativas de compra, a todos, não podemos é ser regidos pelo consumismo.
Talvez daqui a uns tempos possa ter a oportunidade de comprar (aquele sistema dolby surround!) e me deixar conquistar, momentaneamente, pelo impulso do consumo, e aí poder perceber o que de tão bom tem comprar o que se quer.
Ontem a ver as notícias da hora de almoço chorei. Não foi um choro forçado, aliás foi um choro tímido e discreto, mas muito muito sincero. Não consegui resistir às imagens de dor das pessoas que pela força do fogo perderam as suas vidas. Deu-me vontade de me levantar e sair porta fora para ajudar aqueles que me pareciam, tão frágeis, mas ao mesmo tempo tão conscientes. Apeteceu-me ser bombeiro, agarrar numa mangueira e lutar com aqueles que todos os dias dão a sua vida em troca de nada. Mas percebi que seria uma atitude imprudente e pouco a pouco regressei à razão.
Contudo não posso ficar indiferente, ontem senti-me mal, senti-me demasiado impotente perante uma força tão grande e incontrolável, senti-me inoperante, mas estive lá.
Ando há algum tempo à procura de um livro que já é um best seller, mas sinceramente não sei o que lhe aconteceu. "Quem Mexeu no Meu Queijo ?" parece estar esgotado em todo o lado onde quer que eu vá, não sei se é coincidência ou se é uma forma divina de me ser transmitida a mensagem: não leias o livro que ele não vale a pena. Não sei. Seja como for, se a leitura for assim tão burlesca já sei o que vou fazer ao livro, vou trocá-lo no bookcrossing. Assim pode ser que encontre outro que me encha as medidas. Por isso se alguém leu o livro e me quiser aconselhar apresse-se, pois a próxima vez que for a qualquer lado e encontrar o livro não vou pestanejar, compro. Vou partir do princípio de que se o livro esta esgotado é porque é realmente interessante. A ver vamos.
Ontem estive desde as duas da tarde até às duas da manhá a organizar um arraial popular, com muito mais gente à mistura e tu Ketai.
Hoje estou cansado e sinto que quero descansar, muito, por isso não fiz programa, e vou deixar que a minha vontade me comande.
O arraial correu bem, esteve muita gente, ouviu-se muita música, comeram-se muitas fêveras, broa, pipocas, caldo-verde e pão, e também se bebeu-se muito vinho, tinto e branco de pressão. Ouve pessoas que trabalharam outras, como tradição, não.
Mas estou satisfeito, correu bem e eu agora quero descansar.
E ao sétimo dia já estou com saudades! É verdade! No passado domingo participei na Corrida do Bodo (uma festa que se realiza, anualmente em Pombal), que contou com uma distância de 6,5km. Eu e mais um amigo decidimos participar nessa prova. Aliás ele já o ano passado tinha participado a par com o irmão, com o qual continua a ter uma competição saudável, e na altura tinha realizado um bom tempo, pelo menos para principiante. E então, este ano, decidi, aliar-me aos corredores, sem ritmo, sem preparação (o que acho um erro tremendo) e sem ambição de tempo ou marca especial. Corri por correr. Costou-me muitos, principalmente os primeiros dois kilómetros, mas depois foi só uma questão de manter o ritmo e não apertar muito. Acabei em 169.º com o tempo de 38':19''.
No outro dia acordei muito mal fisicamente o que me perturbou o meu humor, mas depois passou e agora sinto saudades. Saudades daquele momento, em que cerca de 1350 pessoas partiram para a corrida, saudades do momento em que precisei de me concentrar para não parar e assim dar "ar de fraco", saudades de ter passado a meta e não ter ligado, minimamente, para o tempo, saudades de ter passado um dia diferente, sem pressas, saudades da confraternização no final, saudades de me sentir tão bem comigo, apenas saudades, boas.
não encontro palavras, vale a pena só pensar... e tê-los comigo.
Há muito a esta parte que adoro ouvir rádio e actualmente é o que tenho tempo para fazer. Eu, como toda a gente, tenho aquelas que gosto mais, as preferidas, as que oiço com mais frequência, independentemente da hora do dia e a companhia! Mas no universo actual existe uma que é a preferida das preferidas, a TSF. Muitas vezes já tive tentado a enviar um mail para a rádio a congratulá-los pelo excelente trabalho que, todos os dias, fazem e que oferecem às pessoas. Não só muito apologista da opinião daqueles que dizem que a TSF é uma rádio mais direccionada para os intelectuais, aliás discordo completamente. A Telefonia Sem Fios, é sem dúvida a rádio modelo do que poderia ser um serviço público de rádio. Não me esqueço da cobertura que deram na guerra do iraque ou no 11 de Setembro ou na situação de Timor Loro Sae ou... são mais que muitos os exemplos que não me atrevo a nomear. Aliado a esta brilhante capacidade de transmitir notícia está também uma óptima selecção musical, podem-se ouvir aquelas músicas que fazem delícias, que arrumam as ideias, que transmitem calma, que incomodam, pode-se ouvir, também, as músicas do DN mais, a música do Mano Chao, Tom Jobim...
Continuo a adormecer e acordar com a telefonia sem fios, que me ajuda a compreender o mundo de uma outra maneira, de ter um olhar crítico (não como o de Freud e Maquiavel), de poder optar de não me atirarem areia para os olhos.